Dynamite

Entries for month: February 2009

Qual é a joga?

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Como acontece toda semana, nesta não poderia ser diferente, oray!? Volto com novas dicas culturais para quem estiver a fim de aproveitar o tempo ocioso no final de semana, de maneira bem bacana, com um rolezinho pela cidade, seja indo ao teatro, ao cinema, à show, enfim, da forma como melhor lhe convier, né não!? Pois então, vamos à programação cult, certo!?

Exposições

Rolê 1

Uma das imagens clicadas por Rafael Cañas em Nova York.

Em cortes radicais, capazes de mudar o colorido e o contexto de belas imagens do ramo publicitário, o fotógrafo Rafael Cañas apresenta uma série de imagens na exposição "NewYorxxx", em exibição na Galeria Experimenta (R. Gumercindo Saraiva, 54, Jd. Europa) até 28 de fevereiro. Fotógrafo oficial das semanas de moda de São Paulo e Nova York, Cañas, reuniu 18 fotografias clicadas por ele durante temporada em Nova York. Em cada uma delas foi aplicada a estética tracejada do código de barras, tão comum em produtos. Tal idéia foi criada a partir do desejo de fragmentar os símbolos americanos e de colocar seus significados em segundo plano. O local fica aberto de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, e aos sábados, das 10h às 14h, e o melhor é que você não precisa pagar nada! Pois é, a entrada é franca.

Rolê 2

Imagens de cidades e do povo senegalês clicadas pela fotógrafa e jornalista baiana Márcia Guena durante viagem ao Senegal, na África, estão em exposição na Caixa Cultural Sé (Praça da Sé, 111, região central da cidade) até 08 de março. Intitulada "Ecos de Dakar", a mostra fotográfica apresenta 30 fotos registradas em Dakar, Bakel e Tambacounda, na região de Casamance, onde vive o povo Diola, na Ilha de Gore. Pesquisadora de temas ligados aos africanos na diáspora, Guena captou imagens de gestos, cores e sorrisos, que muito se assemelham aos dos brasileiros. Tal identidade foi o critério de seleção das imagens para a exposição, que visa evidenciar a ancestralidade negra do povo brasileiro além de fatores físicos. As formas de lidar com adversidades, religiosidade e identidade emocional também entram em sua descoberta de tão próxima ligação. A entrada no local é gratuita e o espaço fica aberto a visitação de terça a domingo, das 09h às 21h.

Caixa Cultural Sé abriga nova mostra "Ecos de Dakar" até mês de março.

Mostra de Cinema

Rolê 3

A Fundação Japão (Av. Paulista, 37, 1º andar, Cerqueira César) oferece a sessão "Sempre Cinema", que exibe filmes gratuitamente às terças, às 19h30, e quintas-feiras, às 15h, até 19/03. Para os primeiros meses deste ano, foram selecionados quatro filmes inéditos no Brasil. Por exemplo, nos dias 17/02 (terça) e 19/02 (quinta-feira), a programação conta com "Hinokio" (idem, Japão, 2005), de Takahiko Akiyama, uma ficção científica que tem um robô como protagonista. Já "O Sol Sempre Se Põe na Terceira Rua" ("Always San-Chôme no Yûhi", Japão, 2005), de Takashi Yamazaki, será exibido nos dias 3/3 (terça) e 5/3 (quinta). A produção, baseada em romance homônimo, conta a história de uma menina do interior que arruma um emprego em uma oficina de carros, acreditando que iria trabalhar em uma grande empresa de automóveis. Todos os filmes são exibidos gratuitamente. Mais informações podem ser consultadas no site da própria instituição (http://www.fjsp.org.br/agenda/09_01_semprecinema.html).

Teatro

Rolê 4

Cena do espetáculo "Improvável", encenado pela Cia. Barbixas de Humor.

Já a dica teatral desta semana é para o espetáculo "Improvável", que é encenado pela Companhia Barbixas de Humor e baseado no improviso e que estréia sua primeira temporada hoje, quinta-feira (05/02), no Teatro Tuca, localizado na Rua Monte Alegre, 1.025, Perdizes. As apresentações aconyecem sempre às quintas-feiras, até o mês de julho. O projeto foi criado há um ano pela trupe, que é composta pelos atores Anderson Bizzocchi, Daniel Nascimento e Elídio Sanna. A cada apresentação o grupo recebe convidados especiais que participam das cenas e atuam como mestres de cerimônia, explicando as regras do jogo para a platéia e coordenando os desafios. Os ingressos custam R$ 40,00 por pessoa.

Rolê 5

Com estréia ontem, quarta-feira (04/02), no Núcleo Experimental de Teatro (N.Ex.T), situado na R. Rego Freitas, 454, República, o espetáculo "Quero Mais", de autoria e direção de Lena Whitaker, é uma dica para os que curtem uma boa comédia. A montagem, que tem como fio condutor uma relação amorosa em colapso, apresenta comportamentos típicos de quem acaba de se separar: noitadas, tentativas de paqueras e frustrados momentos de amor. As situações se sobrepõem de maneira rápida, como em um filme de ação. Por meio de flashes e pausas, os atores intercalam trechos de filmes e comerciais, como em uma televisão sendo zapiada por alguém, que assiste a vários programas e nenhum, ao mesmo tempo, alusão ao caos em que os personagens se encontram. Integra o elenco a própria Lena Whitaker, Evandro Palma, Maíra Chasseraux e Osmar Guerra. Os ingressos devem ser retirados na bilheteria do local pelo valor de R$ 30,00 cada um.

Na montagem "Quero Mais", o público se depara com uma comédia bastante atual.

Shows

Rolê 6

Durante as duas primeiras semanas do mês de fevereiro, acontece o Sesc Avenida Paulista - Av. Paulista, 119, Cerqueira César - o Festival "Vozes Ao Vivo", realizado em comemoração aos dez anos de exibição do programa "Vozes do Brasil", apresentado pela jornalista Patrícia Palumbo, na Rádio Eldorado (92,5 FM). E hoje, quinta-feira (05/02), sobem ao palco do local a cantora e compositora Karina Buhr e o músico Léo Cavalcanti, no Sesc Avenida Paulista. As apresentações começam às 20h e os ingressos custam entre R$ 12,00 e R$ 6,00. A programação completa deste projeto, confira no flyer logo abaixo:

Rolê 7

Outra sugestão é para o Projeto Rock Together, que acontece semanalmente na Fun House, situada na R. Bela Cintra, 567, Consolação. Hoje, quinta-feira (05/02), se apresenta na casa noturna a banda Paris Le Rock. O show está programado para começar às 23h e a animação da festa fica por conta da discotecagem dos DJs Vanessa Porto, Erick Glitter e Danny Poison. Quanto? Simples, deixe R$ 12,00 na porta do local e aí é só se jogar...

Banda Paris Le Rock se apresenta hoje, quinta-feira (05/02), em casa noturna da cidade.

Rolê 8

Na próxima terça-feira (10/02), acontece no Sesc Vila Mariana (R. Pelotas, 141, Vila Mariana), a partir das 20h30, o show da banda São Paulo Underground. Galgado no experimentalismo, o grupo é formado pelo percuterista Maurício Takara e pelo cornetista americano Rob Mazurek. O repertório da apresentação é para o último CD do duo "The Principle of Intrusive Relationships" (2008). Os ingressos custam de R$ 3,00 a R$ 12,00.

Rolê 9

Para finalizar, a dica vai para a apresentação do grupo Thee Butchers Orchestra, no Clube Belfiori (CB) - R. Brigadeiro Galvão, 571, Barra Funda -, neste sábado (07/02), a partir das 01h30. O trio apresenta músicas inspiradas em Pussy Galore, música trash e outras experimentações. Quanto tu tens que desembolsar nessa brincadeira? R$ 15,00 na porta do local e está tudo certo, oray!?

 

Bom, por enquanto é só... espero que aproveitem muuuuito este resto de semana e até mais ver!!!

Aliás, em breve, quando menos imaginarem, volto com mais novidades sobre a cena cultural, certo!?

Portanto, fiquem ligados, ok!?

Beijos em todos e até jáaaaaaaaa...

Hurtmold: a banda de Marcelo Camelo!!!

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Atualmente, conhecida como a banda de Marcelo Camelo, o Hurtmold, ao contrário do que se imagina, vem traçando um caminho sólido há muito tempo, pouco mais de uma década. Desde quando resolveram cair na estrada, os seus integrantes contam com um público crescente e fiel. Considerado por muitos como eruditos ou coisa do gênero, talvez, pelas referências musicais que traz em suas canções, que vai do jazz à música instrumental, sem deixar de lado, claro o bom e velho rock'n'roll, o sexteto despontou na cena alternativa paulistana há algum tempo e de uns meses para cá vem despertando a curiosidade do público, principalmente, por estarem lado a lado do ex-líder do Los Hermanos.

Além de dividir palco com Marcelo Camelo, pois está servindo como banda de apoio do músico carioca, na turnê de divulgação do seu primeiro disco solo "Sou", lançado no segundo semestre do ano passado, o Hurtmold continua a conduzir os seus projetos normalmente! Pois antes de tocar para grandes platéias, nos shows do carioca, a banda já galgava seus próprios caminhos e se destacou na cena underground exatamente por produzir algo diferente, criativo e inteligente.

Embora seja freqüentemente rotulada como uma banda de pós-rock, o Hurtmold vai muito além, e faz música de vanguarda e experimental, eximindo-lhe de qualquer tipo de estereótipo. Com vários discos gravados, ao longo destes dez anos de carreira, o grupo conta com praticamente a mesma formação desde o começo: por Mauricio Takara (bateria, vibrafone e trompete), Guilherme Granado (teclado, vibrafone, escaleta e recursos eletrônicos), Marcos Gerez (baixo), Mário Cappi (guitarra), Fernando Cappi (guitarra) e Rogério Martins (percussão e clarinete), sendo que este último passou a integrar a banda desde o ano de 2003.

Se por um lado, a composição do grupo se manteve estável desde a sua criação, por outro, no que diz respeito à linearidade do seu trabalho, podemos dizer, que não existe, ou seja, cada um de seus discos é único, uma surpresa, mas no bom sentido! Com base no rock, o Hurtmold agrega diversas outras referências musicais, realçadas pelos instrumentos não muito usuais em composições do gênero.

Sempre aberta a improvisações, a marca principal dos shows do grupo está exatamente neste aspecto, resultando em uma sonoridade forte, de caráter orgânico, recheado de texturas e que dá origem a uma infinidade de "sensações sonoras". Desafiadores dos que adoram rotular, os membros do Hurtmold continuam em busca sempre do "novo". O que é facilmente observado em cada um dos seus trabalhos.

Em entrevista exclusiva ao Blog "Town Art", Gustavo Granado conta um pouco da história do grupo, como é integrar a banda de Marcelo Camelo, qual a experiência que tal fato vem agregando para o Hurtmold etc, etc, etc... Quer saber mais, não é!? Então leia aí:

Town Art - O Hurtmold surgiu aqui em São Paulo há dez anos, né!? Como foi isso? Conte detalhes.

Guilherme Granado/Hurtmold - O Hurtmold começou por afinidades pessoais e vontade de fazer algo diferente do que todos nos fazíamos antes. Todos éramos amigos e já tínhamos tocado juntos em outras configurações. Foi bem natural e continua sendo. Alguns de nos já nos conhecíamos da época da escola.

Town Art - A formação do Hurtmold é a mesma desde os seus primórdios ou teve alguma alteração? 

Guilherme Granado/Hurtmold - A única alteração foi ma entrada do Rogério em 2003, antes disso, éramos um quinteto.

Town Art - Desde o começo, o Hurtmold sempre fez um som, digamos, peculiar, dentro dos gêneros escolhidos para compor o seu trabalho, como rock, jazz, música experimental etc, né!? Como foi o início na carreira da banda, visto que naquela época a abertura para este tipo de "experimentação" e "exposição" sonora não era tão usual e por isso, a "aceitação" do público, imagino eu, que também não deveria ser tão aberto como é hoje para esta linha musical?

Guilherme Granado/Hurtmold - Nunca pensamos nesses termos. Não conversamos antes de começarmos a tocar sobre estilos de som nem nada disso. Essa coisa da aceitação do publico não é um assunto também, até porque nunca esperamos nada. Só queríamos tocar e criar coisas que soassem diferentes e desafiantes para nos mesmos. Claro que saber que as pessoas gostam e se identificam com o que fazemos é muito legal, mas não acho que seja saudável se pautar pela aceitação do publico. Até porque isso é muito efêmero e abstrato.

Town Art - Muitos chegaram a classificar o som de vocês como um "rock erudito", né!? Como vocês lidam com este tipo de esteriotipação e buscam trabalhá-lha?

Guilherme Granado/Hurtmold - Não sei o que quer dizer sobre esse tipo de rótulo. Críticos adoram, e parece que parte do publico também. Para mim, não diz nada. Só fazemos música. Som é som, sabe? 

Town Art - Quais são as principais influências do Hurtmold? E atualmente, o que os seus integrantes têm ouvido? E de que forma estes artistas influenciam o trabalho de vocês?

Guilherme Granado/Hurtmold - Muita gente. Difícil enumerar. Somos seis e cada um tem seus gostos. Não acho justo falar um nome ou outro. E não só musicais nao. Todo tipo de arte, e de fatos da vida nos influenciam. Ultimamente tenho ouvido muitas coisas compostas pelo Joe Chambers, Bobby Hutcherson, The Band, Andrew Hill, Ghostface Killa, Steve Reich, Nelson Cavaquinho, o último disco do Tv On The Radio, Uakti... ouço muita coisa, mas lembrei desses nomes agora, ajuda?!

Town Art - A cena alternativa cresceu bastante e se tornou a principal forma, hoje, de produção artística no País, em decorrência de vários fatores, mas principalmente das modificações ocorridas nos últimos anos da antiga indústria fonográfica e consolidação deste novo sistema produtivo. Como
vocês enxergam este processo e como acreditam que ele vai se estabelecer daqui em diante? 

Guilherme Granado/Hurtmold - Muito difícil. A indústria acaba dando sempre um jeito de se impor. Não vejo essa coisa de novas mídias de uma maneira tão idealista e romântica como as pessoas vêem ultimamente. Ter acesso a tudo que quiser não é igual a ter acesso a coisas boas, e a informação ainda é monopolizada por gente com agendas pessoais ou que estão na folha de pagamento da indústria de uma maneira ou de outra. Ainda consumo musica como sempre consumi. É só o fato de não pagar por um ou outro disco, não consolida uma revolução, ao meu ver. Ainda é preciso investimento, e o que acontece hoje, me parece é que o investimento tem que ser procurado fora do âmbito da indústria musical, o que não necessariamente é positivo.

Town Art - Hoje é mais fácil produzir e viver de música no Brasil, em relação de quando começaram ou não?

Guilherme Granado/Hurtmold - Sempre foi difícil, nós estamos fazendo isso há muito tempo e é normal as coisas melhorarem. Estamos mais experientes, mais maduros e sabemos mais o que queremos. Produzir um disco é mais fácil, agora fazer isso ser seu "ganha-pão" é cada vez mais complicado.

Town Art - O que surgiu na cena alternativa brasileira, que você tem curtido?

Guilherme Granado/Hurtmold - Não conheço muitas bandas novas. Tenho afinidade com gente que, para mim tem uma preocupação com o crescimento estético pessoal, como o Cidadão Instigado, Space Invaders (R.I.P.), Mamelo Sound System, Kiko Dinnucci, Thomas Rorher, Racionais Mcs, Richard Ribeiro...

Town Art - Como funciona o processo criativo dentro do Hurtmold? Fale mais detalhes.

Guilherme Granado/Hurtmold - É tudo bem aberto. Não temos uma fórmula. As musicas podem surgir de qualquer fonte. Mas, geralmente, uma vez que temos uma idéia, por menor e mais abstrata que seja, todos trabalhamos juntos nela até chegarmos a um resultado mais concreto, ou até descartarmos a idéia.

Town Art - Agora, quanto ao projeto de servir como banda de apoio do Marcelo Camelo, na turnê de divulgação do seu primeiro solo, como surgiu o convite? E como tem sido esta experiência para vocês?

Guilherme Granado/Hurtmold - O Marcelo é um cara talentosíssimo e um grande amigo também. O convite aconteceu de forma natural e tudo tem sido ótimo.

Town Art - Desde quando iniciaram esta nova empreitada, quais têm sido as grandes vantagens para o grupo? A banda começou a ficar mais "pop"? Acreditam que vai contribuir para que o grupo saia do alternativo e entre para o "mainstream"?

Guilherme Granado/Hurtmold - É legal viajar, é legal tocar canções em que acreditamos, é legal
fazer musica com gente talentosa. Nós só aprendemos com isso. Não sei sobre ficar mais "pop", até porque não separo as coisas dessa maneira. Mais a gente tem tido acesso ao nosso som, isso é inegável. Sobre alternativo e "mainstream", não sei exatamente depois de que ponto você sai de uma coisa e vai para outra...

Town Art - Aliás, imagino eu, que nesta nova fase, tiveram que dar uma pausa nas atividades "exclusivas" do Hurtmold, certo!?

Guilherme Granado/Hurtmold - Estamos dedicados a tour com o Marcelo. Mas isso não impede nossa criação. Todos têm outros projetos fora do Hurtmold e nada está parado. Só que parte das atenções estão voltadas para uma coisa nova agora. O que só ajuda no que quer que a gente faca fora disso.

Town Art - Como é trabalhar com Marcelo Camelo? E a receptividade dos fãs do ex-hermanito diante da banda?

Guilherme Granado/Hurtmold - Trabalhar com ele é ótimo. É mais um de nós. Não sei dizer sobre a
receptividade. As pessoas têm sido calorosas e atenciosas. Isso é ótimo.

Town Art - Para 2009, quais são os projetos do Hurtmold? O que os fãs do grupo podem esperar do grupo em 2009?

Guilherme Granado/Hurtmold - Estamos fazendo esses shows com o Marcelo e estamos dedicados a isso por enquanto. Não temos planos, mas nada impede de logo algo novo aparecer. Estamos a fim de trabalhar e isso é o que conta, né?!

Mais informações: www.myspace.com/hurtmold

 

Já, já, volto com mais novidades, oray!?

Até mais....

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