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2009 promete para o Supercordas...

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No que depender dos integrantes do Supercordas, 2009 deve ser promissor! O grupo já começou o ano na labuta, com participação no Festival Humaitá Pra Peixe, realizado de 09 a 11/01, no Rio de Janeiro, e em seguida, deu uma palinha em terras paulistanas, ao integrar a programação do Festival Alavanca, realizado no final de semana passado (16, 17 e 18/01), no Centro Cultural São Paulo.

Em meio a esta rotina de shows, a banda dispõe uma parte de seu tempo para se dedicar à produção do novo disco, o terceiro do quinteto. Sem nome definido ainda, o grupo vem se empenhando na gravação de seu próximo álbum de trabalho, cujo processo deve ser finalizado em dois ou três meses. A previsão da banda é de que este CD seja lançado ainda neste primeiro semestre.

Com um trabalho diferenciado, resultado da junção de vários estilos musicais, que vai do psicodelismo de Pink Floyd e dos Mutantes (gênero, aliás, que é predominante em suas canções) a MPB dos mineiros Milton Nascimento e Lô Borges e de Zé Ramalho, o grupo traz em suas criações ainda influências do experimentalismo de Kraut Alemão, Stockhausen e Acid Mother's Temple.

Fundado em 2003, o Supercordas hoje é composta por Pedro Bonifrate (vocal e guitarra), Diogo Valentino (vocal e baixo), Filipe Giraknob (guitarra e efeitos), Kauê Ravaneda (guitarra) e Digital Ameríndio (bateria). Entre correria daqui e pausa dali, o grupo há algum tempo despontou na cena musical e já começa a "colher os louros" de seu trabalho, com aparições por palcos Brasil afora, inclusive, na edição do ano passado do Festival Planeta Terra.

Mas como na vida nada é fácil e jamais se pode dar-se por vitorioso, a labuta continua, claro! O grupo prossegue em sua batalha, com bastante pé no chão, afinal de contas, a escolha é convicta: os seus integrantes pretendem viver de seu trabalho, mas sem romantismo! E para saber sobre o novo disco do Supercordas, seus planos para 2009 e outras curiosidades, Town Art entrevistou um de seus integrantes, o músico Pedro Bonifrate. Leia aí:

Town Art - Como foi os primórdios do Supercordas? E de onde surgiu o nome que denomina a banda? 

Pedro Bonifrate/ Supercordas - A banda foi fundada em 2003, como um trio. Na época, eu, o Diogo Valentino e o Regis Arguelles compúnhamos o Supercordas, sem bateria humana, mas, logo vimos, que precisávamos nos expandir. O nome faz referência a uma teoria física, que propõe que toda a matéria do universo seja gerada pela vibração de cordas unidimensionais, como em uma grande orquestra cósmica.

Town Art - Desde quando o grupo foi criado, vocês passaram por algumas mudanças, inclusive, na sua formação!? Como vocês lidam com elas?

Bonifrate/ Supercordas - Entre entradas e saídas, tocamos com, pelo menos, quatro formações diferentes. Hoje, temos, além dos fundadores Bonifrate e Valentino, os guitarristas Filipe Giraknob e Kauê Ravaneda, e o baterista Digital Ameríndio. As transformações são quase sempre necessárias para a boa viagem da nossa grande nave psicodélica, através das ondas sonoras. Acho que nosso trabalho só cresceu desde que o grupo começou, tanto musicalmente, como em termos de público e de exposição. A tendência é continuar crescendo...

Town Art - Como é pertencer à cena independente? Qual a saída encontrada pelos membros do Supercordas para conseguir prosseguir sua carreira musical?

Bonifrate/ Supercordas - Não estou certo sobre a existência de uma "cena independente" nos dias de hoje e muito menos sobre se tratar de um nicho. O que antes poderia ser uma cena, atualmente, me parece ser um conjunto de movimentos fragmentados e esquizofrênicos, apesar de amplos e numerosos, com algumas tendências lá e cá, mas ainda muito desbaratadas. A facilidade com que se faz e se distribui música hoje está para mudar completamente o modo como essa coisa toda funciona, e é difícil ainda sobreviver com música neste meio. Talvez muitas bandas estejam encontrando essa tal saída, mas eu diria que nós ainda estamos procurando.

Town Art - Quais as vantagens e desvantagens de pertencer ao underground?

Bonifrate/ Supercordas - Bom, acho que o mundo underground cresceu tanto, que fica difícil falarmos num mundo que não seja underground. Tem um pessoal por aí que ainda ganha rios de dinheiro com música, recebe gordos orçamentos para gravar discos, tem contratos com as chamadas "grandes gravadoras", joga a televisão do hotel pela janela, mas quem são eles mesmo? Todos me parecem musicalmente irrelevantes. O poder da música brasileira, hoje, sofre um certo abatimento com a falta de unidade e com o relativo anonimato dos nossos maiores letristas, compositores e músicos, mas isso não quer dizer que não existam, mesmo que não sejam apontados ou percebidos por toda essa cultura midiática-industrial idiotista e viciosa, que devíamos sentir orgulho de abandonar completamente. É preciso de alguma forma eliminar esses intermediários, chegar diretamente ao público, que, também, precisa se libertar dessa existência massificada no qual lhe é imposta. Muita gente tem conseguido chegar diretamente ao público de algum jeito, ao que parece. Mas no geral, ainda estamos virando uma curva e o que vem depois é imponderável.

Town Art - Todos da banda vivem somente da música, seja direta, seja indiretamente, ou pela dificuldade que é viver de arte no Brasil, desenvolvem outras atividades profissionais, além do Supercordas?

Bonifrate/ Supercordas - Desenvolvemos outras atividades sim. Eu faço pós-graduação em História Moderna, o Ameríndio em Psicologia, o Valentino trabalha com som, o Giraknob com divulgação de eventos e o Kauê está se formando em jornalismo. Além disso, agora estamos com nosso "Musgo Estúdio", aqui no Rio, que funciona tanto comercialmente para gravações e ensaios, quanto como um grande laboratório experimental para nós mesmos e outras bandas mais chegadas. O grupo não deixa de ser uma prioridade para todos nós, mas acaba tendo seus limites, principalmente de tempo, por causa das outras atividades que temos que tocar para frente. Ao invés de ficar reclamando que é difícil sobreviver como uma banda independente, o melhor é ir levando tudo com o máximo possível de disposição e humanidade.

Town Art - De uns anos para cá, o Supercordas tem sido escalado para participar de vários festivais grandes do País, entre eles, o Calango, Bananada, Coquetel Molotov e o mega-festival Planeta Terra, entre outros, né!? Como foi para o grupo fazer parte destes eventos? Quais os pontos positivos e negativos do papel assumido por este tipo de evento para a vida dos artistas e grupos brasileiros? 

Bonifrate/ Supercordas - O ponto positivo vem justamente do fato de que muitos desses festivais são o caminho mais viável de comunicação com o público, e para nós sempre foram experiências fantásticas. Acabamos conhecendo lugares, pessoas e forças ocultas que talvez não conhecêssemos se não fôssemos o Supercordas. Pode-se dizer que, andamos por aí a conhecer um Brasil, ao nosso próprio modo, entre memórias vívidas e seqüelas das noitadas, e isso é impagável. Em alguns casos, nos festivais, ainda há muito a progredir no suporte aos artistas e na organização em geral, mas isso tem melhorado bastante nos últimos anos.

Town Art - E já que estamos falando desde assunto, quero aproveitar e saber de vocês qual a importância dos festivais de música para a carreira dos zilhões de músicos e bandas brasileiras? Aliás, este tipo de evento tem gerado diversas controvérsias e polêmicas no que tange a sua estrutura e sistema aplicado dentro deles, seja na seleção dos artistas que os integram, seja na viabilidade oferecida a eles, seja na existência ou não de uma máfia na administração dos mesmos etc. Enfim, qual a opinião de vocês em relação a este assunto? O que vocês têm a dizer sobre isso?

Bonifrate/ Supercordas - Acho que essas iniciativas estão crescendo e, como tudo que se vê enquanto "mercado", existe aqui e ali uma tendência a formar máfias, seja num sentido de corrupção ou da organização viciosa de "panelinhas". Mas a maioria ainda está na outra margem do rio, felizmente. Os festivais são importantes para os artistas, mas talvez não seja a principal resposta para a subsistência dos independentes. Dão visibilidade, porém não dão estabilidade. Uma banda não consegue se sustentar só tocando em festivais, tem que andar com as próprias pernas e otimizar o número de shows. Claro que a visibilidade e os convites para tocar estão estreitamente relacionados.

Town Art - Em específico, qual a importância que os festivais exercem e exerceram na carreira do Supercordas? Afinal de contas, é um fato incontestável de que este tipo de evento é uma porta para muitas bandas apresentaram o seu trabalho a um número maior de pessoas e com isso, propagá-lo de maneira mais ampla, né!? Imagino que tenha acontecido o mesmo com vocês, né não!?

Bonifrate/ Supercordas - Sim. Como eu disse, todos os festivais em que tocamos foram experiências incríveis e talvez a melhor forma de espalhar nossa música pelo País.

Town Art - Bom, agora, vamos falar um pouco do trabalho de vocês, né!? (risos) O trabalho do Supercordas é marcado pela mistura de estilos, com a predominância, claro, do rock'n'roll, principalmente dos Anos 60 e 70, agregado a outros subprodutos do gênero mor que rege a produção da banda, certo!? De qual fonte o grupo bebeu e que resultou nesta linha de trabalho? 

Bonifrate/ Supercordas - Realmente não sei se é por aí. Não sei se predomina o rock'n'roll. Temos um pé "afundadíssimo" nele, mas muito do que fazemos está além, em termos rítmicos e harmônicos. O próprio termo rock'n'roll já não me parece poder indicar nada específico em relação a música, talvez pela própria diversidade da categoria. Sei, sim, que nossa música é uma tentativa de síntese de duas grandes tradições, que não necessariamente andaram separadas nas últimas décadas. Uma é a da canção brasileira, que se modifica e se enriquece com o contato com outras tradições cancionistas, e a outra é a da música que incorpora os timbres e as cores dos sons, não apenas as concepções clássicas de harmonia, ritmo e melodia. Mas sim, ouvimos muito rock sessentista e setentista, gringo ou brasileiro, são grandes inspirações as obras psicodélicas do Pink Floyd, do Beach Boys, dos Mutantes, do Clube da Esquina, de Lula Côrtes e Zé Ramalho; mas, também, as mais recentes, de bandas e artistas como Spiritualized, Super Furry Animals, Beck, Flaming Lips, Olivia Tremor Control. Sem falar na música mais direcionada à experimentação, seja Kraut alemão, Stockhausen ou Acid Mother's Temple; e hoje em dia, acho que somos mais influenciados do que nunca pelos artistas que nos rodeiam, então não posso deixar falar n'Os Telepatas, Stan Molina & O Departamento Celeste, Filme, Teclas Pretas, Lulina, Cérebro Eletrônico, Acessórios Essenciais e muitas outras, que certamente estou me esquecendo de citar.

Town Art - Até agora, vocês contam com alguns discos gravados. Como foi a produção destes trabalhos? E em relação ao novo disco, no que ele vai se assemelhar ou se diferir destes anteriores? 

Bonifrate/ Supercordas - Na verdade, o nosso material gravado é composto por dois EP's, um LP "Seres Verdes ao Redor" (2006), o single "Ruradélica" (2006) e o mais recente, "Mágica" (2008). Os dois primeiros EP's "A Pior das Alergias" (2003) e "Satélites no Bar" (2005) são caseiros, gravados com um porta-estúdio magnético de quatro canais. O primeiro LP "Seres Verdes ao Redor", já tem uma produção um pouco mais elaborada, as baterias e algumas outras coisas foram gravados nos estúdios da Trama, em São Paulo, e finalizamos em casa com um pouco mais de recurso que os anteriores, mas não tanto assim, também! Foi mixado nas duas caixas do meu som Aiko dos Anos 80, com microfones e amplificadores, que deixavam bastante a desejar. Esse novo vai ser na certa um passo a frente, tendo nosso próprio estúdio para trabalhar, o "Musgo", sem grandes limites de tempo e grana e tudo mais. Além disso, a atmosfera e a temática desse novo álbum vão ser bem diferentes do primeiro. Vai ser mais elétrico, mais dinâmico, mais esquizofrênico.

Town Art - Aliás, vocês pretendem lançar este novo disco do Supercordas no 1º Semestre de 2009, né?! No momento, em que pé anda a produção deste álbum?

Bonifrate/ Supercordas - Sim, é a idéia. Estamos ainda começando a gravar e o plano é que esteja todo gravado nos próximos dois ou três meses.

Town Art - Como vem sendo para vocês, após quase dois anos sem gravar novo trabalho, produzir este novo CD?

Bonifrate/ Supercordas - Dois anos, para nossa média, é muito tempo de intervalo entre um álbum e outro. Talvez o fato de termos uma banda a sério e a necessidade de se produzir com mais sofisticação, tenha derrubado um pouco nosso ímpeto criador mais quantitativo, que talvez fosse mais forte antes dos tempos de Supercordas. No entanto, no fim acho que vai valer a pena. Vai ser uma grande epopéia sônica, muito bem pensada e conceitualizada. Além do mais, pretendemos começar a gravar outro, pouco depois de terminar esse, para compensar esse tempo todo sem lançamentos. Quem sabe não terminamos outro disco até o fim de 2009?

Town Art - E já que estamos falando de produção de discos, como funciona este processo no grupo? 

Bonifrate/ Supercordas - Todos têm participação ativa, disposta de forma nada hierárquica. É claro que eu componho a maioria das canções, então, existem estruturas iniciais a serem respeitadas, pelo menos a princípio. E o Valentino é quem manja mais de engenharia sonora, então, cuida mais dessa parte. Mas todos palpitam, discutem, dão idéias e reclamam se não gostam de alguma coisa.

Town Art - Neste novo disco, o Supercordas pretende seguir a mesma linha de inspiração, em termos de temática das canções, ou não?

Bonifrate/ Supercordas - Falam rigorosamente sobre qualquer coisa. Gosto de pensar que somos expedicionários musicais. Gostamos de fazer discos que experimentem temas e atmosferas distintas, cada um decorre de uma nova exploração lírica e musical. O "Seres Verdes" foi um reconhecimento do que existe de humano nos vegetais e na vida inerte do mundo rural, esse novo deve ser mais aberto tematicamente. Falamos do que existe de humano num elefante, do declínio da mídia magnética, da vida sobre um planeta, que é de fato, um grande ímã, e do apocalipse eminente.

Town Art - Além do lançamento do disco novo da banda, quais são os planos futuros do Supercordas para 2009?

Bonifrate/ Supercordas - Estamos nos programando para tocar bastante em lugares legais, como Sescs, teatros, etc. Começamos bem o ano, com o Festival Humaitá Pra Peixe, realizado aqui no Rio; depois seguimos com o Festival da Alavanca, que aconteceu no Centro Cultural São Paulo (CCSP), em São Paulo. E, quem sabe, gravar o tal terceiro álbum.

Town Art - Qual a dica que vocês dão para os que estão começando hoje?

Bonifrate/ Supercordas - Não sei se temos propriedade para dar dicas, pois nós sempre escolhemos trilhar os caminhos mais difíceis. Poderíamos ser uma banda de electro com batida eletrônica e uma guitarra, o que tornaria muito mais fácil e barato viajar, ou cantar sobre sexo sujo em inglês e nos vestirmos como modelos de Nova York, ou mesmo alisar os cabelos e cantar sobre ser um jovem amoroso e carente, mas não dá, né?! Temos que ser nós mesmos. Dizer que as bandas devem encontrar uma identidade própria e criativa pode ser uma boa dica, mas talvez seja vazia se o que se quer é fazer muito sucesso e viver de música e ganhar capas de revistas. Nós ainda acreditamos que algum reconhecimento, mesmo futuro, mesmo que pouco dilatado, porém intenso, vai valer a pena termos criado, nada mais, nada menos, do que aquilo que escolhemos criar.

Mais informações sobre o Supercordas?

Acessem: http://www.supercordas.com/ ou www.myspace.com/supercordas

 

1º "Qual é a Joga?" do Ano...

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Pois é, voltamos com as nossas atividades por aqui e com este retorno, segue as já tradicionais dicas culturais desta semana para os que pretendem curtir suas férias ou mesmo o final de semana, para os que não estão de férias e não pretendem sair de Sampa.

E como já foi anunciado no post anterior, esta coluna virtual começa 2009 com algumas reformulações e uma delas se refere ao formato do "Qual é a Joga?", que vem ainda mais sucinto e objetivo, oray?! Visando, claro, a facilidade e rapidez na captação das informações de seus leitores! Portanto, vamos nessa, né!? Confere aí:

Exposições

Rolê 1

Uma das obras que compõem mostra "São Paulo em Cinzas e Cores", abrigada no Conjunto Nacional.

Em comemoração ao aniversário de São Paulo, comemorado em 25 de janeiro, o jovem artista Renato Neves desenhou os principais pontos turísticos da cidade em telas, que estão em exposição no Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2.073, Cerqueira César). A exposição fica em cartaz até 30 de janeiro e a entrada é gratuita. Em "São Paulo em Cinzas e Cores", as pinturas retratam a cidade urbana, cheia de avenidas, museus e altíssimos prédios. As obras destacam as belezas da metrópole, como o Masp (Museu de Arte de São Paulo) e a edificação do próprio Conjunto Nacional, entre tantas outras. A mostra pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 7h às 22h, e aos sábados e domingos, das 10h às 22h.

O Masp é um dos pontos turísticos da cidade retratados pela mãos de Renato Neves.

Rolê 2

Tela de Alberto da Veiga, que pode ser conferida em exposição no BM&Bovespa.

Dando continuidade ao clima de comemoração de mais um aniversário da capital paulistana, a outra dica é o acervo do Espaço Cultural BM&Bovespa, situado na Praça Antonio Prado, 48, região central da cidade. O local, que reúne 27 obras dos séculos 19 e 20, de 19 artistas, revela a evolução urbana de São Paulo e da sociedade brasileira rumo à modernidade. Abrigado no espaço cultural até 27 de fevereiro, o destaque da exposição vai para a coleção de aquarelas do pintor inglês Edmund Pink, que mostram imagens raras da cidade na época da Independência, como "Perfil da Cidade de São Paulo", "Panorama da Cidade de São Paulo" e "Praça da Catedral, São Paulo". Outros trabalhos que merecem atenção são do artista plástico Antonio Ferrigno, no qual é possível observar imagens da Ladeira Porto Geral e da Rua 25 de Março (hoje apinhadas de gente e comércio), ainda às margens do rio Tamanduateí, onde mulheres lavavam roupas, em 1894. Já o Porto de Santos e dos Bispos estão retratados nas telas de Benedito Calixto. Integram este projeto ainda criações de Candido Portinari, Clovis Graciano, Francisco Rebolo e Alfredo Volpi. O melhor de tudo isso é que para participar deste passeio você não precisa desembolsar um centavo se quer, pois a entrada é franca. O local fica aberto ao público de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h.

Trabalho de Benedito Calixto é um dos destaques da mostra.

Teatro

Rolê 3

Após um breve intervalo, decorrente das festividades de final de ano, a cena teatral da cidade volta a sua efervescência habitual. Um dos espetáculos, que, aliás, volta com temporada em São Paulo, é a comédia solo de Marcelo Médici, "Cada Um Com Seus Pobrema". Em cartaz no Teatro Shopping Frei Caneca - R. Frei Caneca, 569, 6º Andar, região central - desde a última terça-feira (13/01), as apresentações ocorrem às terças e quartas-feiras, às 21h, até 31 de março. O espetáculo é uma das produções teatrais recentes de maior sucesso de crítica e público no Brasil. Dirigida por Ricardo Rathsam, a peça tem cenários e figurinos de Kleber Montanheiro, iluminação de Adriano Tosta, trilha sonora de Tunica Teixeira e direção de produção de Giuliano Ricca. Na montagem, o ator e autor Marcelo Médici interpreta nove personagens, com uma linguagem moderna e humor. O enredo traz um ator como personagem principal, que, ao desistir de fazer a sua apresentação, começa a falar sobre a sua própria vida. E, deste contexto, surgem novos personagens, todos cheios de humor embasado em situações cotidianas. Os ingressos custam R$ 50,00.

Cena do espetáculo que volta a ser apresentado em SP, "Cada Um Com Seus Pobrema".

Rolê 4

Outra dica é o espetáculo "Uma Coisa Muito Louca", que estreou na cidade em 09/01, no Teatro Bibi Ferreira - Av. Brig. Luis Antônio 931, Bela Vista - e se mantém em cartaz até o mês de março (08/03). Com texto de Flavio de Souza e direção de Roberto Lage, a peça apresenta uma aventura romântica que mescla momentos dramáticos e humor ao narrar a conturbada relação entre um jovem casal. No palco, a dupla Moira e Waldo, interpretados por Luiza Gottschalk e Bruno Gradim, respectivamente, contracenam com imagens filmadas e reproduzidas em telões. A trama acompanha a relação entre os jovens, que se sentem atraídos, são livres e se amam, mas criam barreiras pessoais que os afastam e impedem de viver essa relação de maneira plena. Nesse processo, cada um deles conversa com o outro e, a um só tempo, com sua própria consciência. Ou seja, falam e se escutam. Para materializar no palco as "metades" de Moira e Waldo, o diretor Roberto Lage adota recursos de vídeo que favorecem a compreensão dessa intensa troca de idéias. A peça discute as barreiras pessoais que freiam a entrega total em um relacionamento. Para isso, mostra como é comum remoer ocorrências passadas, fantasiar sobre possíveis fatos do futuro e ainda revela as absurdas e surpreendentes sensações e ações dos amantes. A narrativa pode ser assistida às sextas-feiras, às 21h30; aos sábados, às 21h; e aos domingos, às 19h. Os ingressos custam R$ 40,00 (sexta e domingo) e R$ 60,00 (sábados).

Peça "Uma Coisa Muito Louca" entra em cartaz no Teatro Bibi Ferreira até 08/03.

Shows

Rolê 4

Supercordas é uma das atrações do Festival Alavanca, realizado neste final de semana no CCSP.

Neste final de semana, a Agência Alavanca promove pela primeira vez um festival que leva o nome da idealizadora do projeto, no Centro Cultura São Paulo (CCSP), situado na R. Vergueiro, 1.000, Paraíso. O evento reúne artistas de destaque da cena independente. A abertura do evento acontece hoje, sexta-feira (16/01), às 19h, e fica por conta dos cariocas do Supercordas e dos paulistanos do Cérebro Eletrônico. Já amanhã, sábado (17/01), sobem ao palco, também a partir das 19h, as bandas MoMo e Numismata. E no domingo (18/01), um pouco mais cedo, às 18h, o encerramento fica sob responsabilidade dos grupos Banalizando e Instiga. Os ingressos, para cada dia, custam R$ 15,00. Mais informações estão no nosso site: http://www.alavanca.art.br/

Rolê 5

Guizado faz sua primeira apresentação na cidade no Projeto "Pratas da Casa", no Sesc Pompéia.

Já na próxima terça-feira (20/01), um dos expoentes da cena underground, Guizado, se apresenta no Sesc Pompéia, localizada na Rua Clélia, 93, Pompéia, por meio do Projeto "Pratas da Casa". A banda, liderada pelo trompetista Guilherme Mendonça e que foi destaque em vários veículos da área neste último ano que passou, faz a sua primeira apresentação do ano, cujo show está previsto para começar às 21h e a entrada é franca. Portanto, imperdível para os fãs do grupo, hein!?

Rolê 6

Para fechar a tampa, as sugestões vão para duas apresentações que acontecem neste final de semana no Studio SP, localizado na Rua Augusta, 591, Consolação. A primeira acontece hoje, sexta-feira (16/01), e conta com o show dos cuiabanos do Vanguart, que está programado para dar início às 01h. Já amanhã, sábado (17/01), os fãs da inglesa Amy Winehouse poderão se deleitar com sucessos da cantora na voz da brasileira Miranda Kassin, no Projeto "I Love Amy". Neste dia, o evento está previsto para começar também às 01h. Em cada um destes dias é cobrado R$ 25,00 de entrada, na porta da casa noturna.

Miranda Kassin em uma de suas incorporações de Amy Winehouse.

 

Por enquanto é só... para os que ficam por aqui mesmo: ajeitem os trajes e a cabeleira e se joguem meeeesmo!!!

Bom final de semana para todos e até próximas aparições, certo!? Aliás, podem esperar, que volto com "aquelas novidades" anunciadas sobre o novo disco do Supercordas e mais umas coisas aqui, ali e acolá, oray!?

Beijos em todos e inté!!!

 

Welcome 2009!!!

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"Ano Novo, Vida Nova"! Aproveitando esta onda de otimismo e mudanças, que, aliás, são sempre bem-vindas em nossas vidas (né não?!), esta colunista volta às suas atividades com o Blog "Town Art", após um curto período de ausência. Com entusiasmo total, este espaço virtual é retomado e dando vazão a esta tônica toda, eis o regresso no qual traz várias novidades e algumas reformulações, sempre prezando, claaaro, pela qualidade, praticidade e abrangência das informações fornecidas aos seus leitores, certo!?

Nãaaao, o foco desta coluna virtual não mudou, continua mantendo a sua abordagem tradicional, que é o de trazer para vocês notícias sobre a cena cultural, de forma geral, de todo o Brasil. No entanto, este espaço vai ser ampliado, digamos, no que tange o seu arco de atuação, se estendendo assim, para novos e mais longínquos horizontes, também. Alterações, que vão ficar mais claramente identificadas, no decorrer dos próximos dias, à medida que forem sendo postadas as notícias no blog, oray!?

Pois bem, chega de rodeios e vamos ao que interessa, né!? Vamos nessa, que 2009 promete e a primeira matéria que abre a coluna virtual deste ano é uma entrevista bacanérrima com o vocalista do Mamelo Sound System, Rodrigo Brandão, que conta um pouco a história da banda e todas as novidades do grupo, ok!?. Quer saber mais? Então, confere aí:

Mamelo Sound System: muito mais do que um simples hip hop

 

Fundada aqui em Sampa mesmo, no final da década de 1990, o Mamelo Sound System é um grande exemplo de que é possível sim fazer um trabalho ousado e diferenciado a partir do hip hop. Com letras de forte delatação social, o que é bastante habitual em "invenções" do gênero, o grupo consegue conciliar as suas criações e com muita poesia a fatos do nosso dia-a-dia, de maneira bastante direta e criativa, sem fazer uso da costumeira agressividade usual de seus colegas de estilo.

Como por exemplo podemos citar um trecho da canção "Vô-q-vô", do álbum mais recente da banda "Velha Guarda 22" (de 2006), que diz: "eu sou aquela lady, que inevitavelmente você vai dar de frente em qualquer rua do centro. Sobrevivendo ao escremento de onde venho, não me contento, mas me viro com o que tenho...".

Entoadas por Lurdez Da Luz e Rodrigo Brandão nos vocais, as canções do grupo trazem influências que vão de Beastie Boys, De La Soul, A Tribe Called Quest, Jorge Ben, Martinho Da Vila, MF Doom, Roots Manuva e Fela Kuti, Bob Marley & The Wailers, Al Green, Afrika Bambaataa, Sun Ra, Art Ensemble Of Chicago, Otis Redding, War a James Brown, Parliament, Funkadelic, Clara Nunes e Jimi Hendrix. Na receita: mistura-se tudo isso e como resultado, um trabalho bastante interessante e original!

Pura coincidência? Não, afinal de contas, o Mamelo tem como missão pavimentar novas avenidas no imaginário do rap no País, ao ter como influição, também, um dos maiores símbolos do cool jazz, o Mr. John Coltrane. Há quase uma década na estrada, a banda conta com quatro discos gravados, várias faixas e participações em trabalhos e shows de artistas gabaritados da cena musical, que incluem parcerias com nomes como Black Alien, Naná Vasconcelos, DJ Marky, Nação Zumbi, Mundo Livre S/A, Hurtmold, Thaíde & Dj Hum, entre outros.

Mas as associações extrapolam o território brasileiro e vão para jurisdições internacionais, como, as firmadas com a entidade Afrika Bambaataa, o grupo nova-iorquino Wax Poetics, o DJ J-Period do Zion I e Rahzel, o beatboxer do The Roots. Parcerias que lhe renderam um público fiel e cada vez mais crescente, além de aparições nos palcos dos principais festivais de música do País. O que, sem sombra de dúvida, só vem a somar nas conquistas do grupo, em sua carreira musical.

Aliás, bastante otimistas com o ano que acaba de entrar, os vocalistas do Mamelo, Lourdes e Rodrigo, prometem vir com novidades, em breve. Até o final do primeiro semestre de 2009, a moçoila lança disco solo e que conta com a participação do parceiro de grupo. Se você quer saber mais sobre esta história toda e muito mais, então, leia a entrevista concedida por Rodrigo ao Blog "Town Art":

Town Art - Como nasceu o projeto do Mamelo Sound System? Desde então, como ele vem fluindo? 

Rodrigo Brandão/Mamelo Sound System - Nasceu das vontades de fazer música e viver música. Cada uma delas era muito diferente da outra, mas com alta sintonia durante um período. Falo de mim e dos meus parceiros desta fase, ambos também ativos até hoje: Alexandre Basa e Daniel Bozio. E, após trocentas mutações, a essência do MSS é o par de vozes & versos formado por esse que vos fala e a Lady Lurdez Da Luz. Desde então, a coisa flui como o trânsito de SP: truncada, comendo poeira, mas vez ou outra você vira uma esquina e cai numa avenida larga e vazia, em hora e local mais que improváveis. Ou então, passa inesperadamente num lugar lindo, louco e desconhecido. Enfim, posso definir nossa condição como "mendigos-reis" (risos).

Town Art - Assim como para a maioria dos artistas que integram a cena independente brasileira, acredito que para conduzir os trabalho do grupo e expô-lo, não é fácil, né!? Como é viver de arte nos dias de hoje no Brasil: fácil, difícil e/ou sempre se tem um jeito de reverter este quadro?

Rodrigo Brandão/Mamelo Sound System - Oh yeah, babe, a propagação é praticamente uma "guerrilha surda" nesse front que nós vemos, mesmo sem termos buscado tal condição. E a vida de quem se dedica a isso, por aqui, atualmente, vale muito pouco. "Contestador? Pior ainda! Fora dos padrões? Vixeeee, aí é quase sem chance!". É nesse terreno pantanoso, em meio a tiroteio, que a gente transita. Porém, tem coisa que rola do nada, contrariando qualquer previsão pessimista, sabe?! Nessas, estamos aí há quase uma década, vivendo não na terceira, mas talvez na quarta ou na quinta margem, e acumulando bençãos e mais parcerias com gente do grau de Afrika Bambaataa, Naná Vasconcelos, Rob Mazurek, Hurtmold, Antipop Consortium, Mike Ladd, e Nação Zumbi, entre outros. O porquê disso tudo é complexo demais para explicar em uma resposta de uma entrevista, mas passa pela Operação Blockbusters Do Pensamento, que reduz o leque de consumo de massa a três ou quatro "opções" de som, cinema, etc., literalmente amputando toda e qualquer sutileza peculiar à alma humana. O objetivo é robotizar a classe trabalhadora e padronizar comportamentos, visando diminuir ao máximo qualquer possibilidade de questionamento vindo das castas mais baixas.

Town Art - Como vem sendo o mercado hoje em dia para os artistas que desenvolvem o gênero musical escolhido pelo Mamelo Sound System? E em específico para vocês?

Rodrigo Brandão/Mamelo Sound System - Mó treta, meeeesmo. Muito disso tem a ver com o preconceito externo contra a nossa forma de arte. Hip hop sempre foi marginalizado no Brasil. Mas o pior de tudo é a enorme contribuição de gente do próprio movimento para perpetuar essa visão de rap como algo precário, limitado e pobre de espírito. E no nosso caso, em específico, a coisa se complica ainda mais, porque somos contrários a tudo quanto é clichê do rap, então, o ponto de vista binário que predomina no rap nacional faz questão de manter-nos como excluídos entre os excluídos, entende?! Mas aí, chega um bando de gente sempre dizendo: "nunca curti rap brasileiro, acho ruim o que rola por aqui, mas a parada de vocês é muito foda!". É assim que segue o som...

Town Art - Vocês já tiveram a oportunidade de tocar em grande festivais do País, certo!? Como é esta experiência para o grupo? E quais as vantagens disso e dificuldades para ingressar neste sistema?

Rodrigo Brandão/Mamelo Sound System - É verdade, já fomos para uns cantos distantes sim e a sensação é tipo sexo: mesmo quando é ruim, é bom, tá ligada?! A dificuldade sempre é a volta ao cotidiano cinza, porque é muito pingadinho, sabe?! Um aqui, outro ali, não considero que a gente tenha ingressado nesse sistema, como você coloca, porque na nossa realidade ainda é um pouco distante dessa coisa de fazer tour direto, pelo fato de mal existir um circuito para isso. E tem também um par de agravantes fundamental: o país é de terceiro mundo e tem dimensões continentais, o que torna as viagens caras e por isso, a mobilidade territorial mais difícil.

Town Art - Em São Paulo, existe um movimento forte de black music e que de uns anos para cá, vem se consolidando cada vez mais, certo!? Ao que você atribui este fato?

Rodrigo Brandão/Mamelo Sound System - Essa é uma pergunta com muitas possibilidades de interpretação, porque tudo depende do que você considera como black music. Se fala do R&B comercial que embala os salões da Vila Olímpia e tal, sim. Se for ver na periferia, o que pega é pagode, Racionais MC e, de uns anos para cá, muito funk carioca. Tudo isso é música de preto, mas nem tudo é bom. E o rap nacional, em específico, perdeu muito público para o funk em São Paulo, então, é uma avaliação difícil de fazer. Discordo de que existe algo "se consolidando", mas concordo que o número de manifestações e a presença desse elemento na sociedade são mais evidentes.

Town Art - Mesmo trabalhando na cena underground, nota-se que vocês "arregaçam as mangas" e mandam ver na produção da banda, tanto que já contam com quatro discos gravados, certo!? Como é feita a produção destes trabalhos do grupo? Me conte mais detalhes.

Rodrigo Brandão/Mamelo Sound System - Desde o início, o hip hop sempre teve essa postura semelhante ao punk do "faça você mesmo", que para a gente é o verdadeiro sentido do termo "cultura de rua". É a quebra com a necessidade de se adaptar ou se inserir num sistema. A coisa de inventar seu próprio sistema e sair mundão afora buscando evoluir em meio ao inevitável conflito entre o seu código e o código vigente. É tipo briga de faca em cima de trampolim, fazendo yoga e nanando o nenê, tudo ao mesmo tempo. Mas a gente vem manejando de se manter ao Vivo e em cores, com quatro álbuns, um single em vinil, um punhado de participações especiais em trabalhos de outros artistas que curtimos, uma série de faixas em coletâneas, palco a dar com pau e várias vivências.

Town Art - E sobre o próximo disco do Mamelo Sound System, alguma novidade? Previsão de lançamento? Enfim, o que os fãs da banda podem esperar do grupo sobre esta questão?

Rodrigo Brandão/Mamelo Sound System - Podem esperar um álbum solo da Lurdez Da Luz, do qual participo também, programado para sair no primeiro semestre deste ano.

Town Art - Como a linha que rege o trabalho da maior parte dos grupos e/ou artistas que seguem o mesmo estilo musical do Mamelo Sound System, as canções da banda falam sobre delatação social. Mas no que o trabalho de vocês difere destes outros e por quê?

Rodrigo Brandão/Mamelo Sound System - Creio que na verdade, você apontou uma das poucas semelhanças que temos com essa rapaziada. O resto, quase tudo é diferente: nosso ponto de vista, nossas influências, nossa lírica, até mesmo as gírias são outras, a sonoridade, a intenção, a busca espiritual, a nossa cara, o visual, a maior parte das influências é quase oposta. Por quê? Simplificando bastante, posso dizer que eles rezam para o Netinho De Paula e nós para o John Coltrane.

Town Art - Como vem sendo a aceitação do público diante do trabalho de vocês? Como vocês vêm lidando com esta questão?

Rodrigo Brandão/Mamelo Sound System - Em geral, quem já libertou sua mente das amarras da Matrix tende a curtir o que a gente faz, se identifica. Mas aqueles que insistem em ver a ver vida em preto e branco, tende a se sentir agredido ou tirado, afinal o som do Mamelo é multicor. O jeito que a gente tem para lidar com isso é sempre entrar no palco e/ou no estúdio com tudo o que a gente tem de energia, vomitar nossa verdade do modo mais intenso possível. Nossa missão é a propagação do amor, da consciência e do mais formoso axé nessa Terra.

Town Art - O que os integrantes do Mamelo Sound System desejam no futuro? Aliás, o que o grupo espera para 2009?

Rodrigo Brandão/Mamelo Sound System - Uma vida digna, com mais música e menos burocracia. Que a gente saia em 2009 melhor do que entramos! E que a raça humana se toque duma vez por todas que o estupro da Mãe Natureza está na borda do irreversível, porque senão "a nossa herança para a futura geração será a desgraça", como dizem meus parceiros do Elo Da Corrente.

Mais informações do grupo?

Acessem: http://www2.uol.com.br/mamelo/ ou www.myspace.com/mamelosoundsystem

Ah, e pelo visto, o ano promete não apenas para os integrantes do Mamelo Sound System! 2009 já começou "bombando" para vários artistas. Entre eles, dos cariocas do Supercordas, que, acaba de participar do festival carioca Humaitá Pra Peixe, realizado no final de semana passado no Rio de Janeiro, e, em breve, deve lançar novo disco.

Ficaram curiosos? Então, não "marquem touca" e fiquem ligados aqui no Blog "Town Art", que conta sobre tudo isso e outras coisas aqui e acolá... vamos que vamos, que 2009 é o ano, né não!? Espero que todos tenham tido uma ótima entrada e que este ano seja cheio de realizações, certo!?

Logo mais, volto com tais novidades, oray!?

 

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