Dynamite

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Forgotten Boys “louva a Deus” em seu novo disco

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A partir do momento em que o Forgotten Boys lançou o seu penúltimo trabalho "Stand by the D.A.N.C.E.", no ano de 2005, a banda comprovou sua longa vida na cena brasileira, conquistada com um trabalho sólido, galgado degrau por degrau ao longo de quase uma década de carreira. Fato que se reafirma com "Louva-a-Deus", disco recém-lançado pelo quinteto paulistano e que marca o retorno triunfal do grupo, após um espaçamento de quase três anos sem novo álbum. Trabalho, este que demonstra o auge da maturidade musical no qual os músicos se encontram atualmente e bastante notório para os que acompanham a carreira deles desde quando começaram, no final dos anos 90.

Integrada por Gustavo Riviera (guitarra, violão e vocal), Chuck Hipólitho (guitarra e vocal), Zé Mazzei (baixo e violão) e Flávio Cavichioli (bateria), a banda vem traçando uma sua carreira sólida e que, hoje, se encontra no limiar entre o underground e o mainstream. Conquista adquirida em cima de um trabalho consciente e talentoso, agregado a muito, mais muito amor e fé no que se faz, claro! No entanto, sem engajamento, nada disso seria possível, certo!? Característica bastante presente, nos últimos tempos, entre os seus integrantes no desenvolvimento pleno de suas atividades!

Além de firmar ainda mais a carreira do Forgotten Boys, "Louva-a-Deus" marca o início de um novo período vivenciado pelos músicos, pois é o primeiro disco lançado pelo selo próprio da banda, sem gravadora, grande tendência, nos dias de hoje! Neste novo disco, o quarteto só comprovou o que todos já estão "carecas" de saber: os músicos só apuraram o que sabem fazer de melhor e muito bem, um verdadeiro rock'n'roll "garageiro". Mas não um simples rock'n'roll, e sim, aquele rock'n'roll, com riffs de guitarras acelerados, que todos já conhecem, pois já se tornou uma das "marcas registradas" do grupo e é fruto da influência direta do punk sob os seus integrantes. Enfim, um rock visceral, como deve ser, né não!?

Com canções muito bem trabalhadas e arranjadas, a banda consegue em "Louva-a-Deus" fazer um rock descarado e furioso com uma "leve" pegada de soul e funk, influências assumidamente abraçadas pelos seus integrantes e que vêm de forma mais nítida neste trabalho do grupo, também. As músicas que mais merecem atenção neste disco são: "Quinta-feira", "Hold On", "Don't Be Afraid" e "Got My Eyes".

Mas se a banda vem se voltando a cada dia a um "som mais maduro e sofisticado", dentro do gênero no qual transitam, por outro lado, o Forgotten Boys vem optando a voltar-se mais às suas raízes e que tem gerado muita controvérsia. Desde "Stand by the D.A.N.C.E.", o quinteto vem andando no sentido oposto da maioria dos artistas e principalmente dos roqueiros, e, ao invés, de compor suas canções em inglês, têm investido em letras em português. Tanto que neste último álbum da banda, esta forma de composição vem de forma bastante equilibrada, com músicas nos dois idiomas!

Demonstração de que o rock'n'roll pode sim ser cantado em todas as línguas, inclusive em "tupiniquim"? Afrontamento à teoria esdrúxula de que o gênero tem que necessariamente ser composto e entoado apenas em inglês? Talvez, mas o que importa é que não precisam provar mais nada (ou quase nada) para ninguém e sim apenas continuar tocando o seu bom e ótimo rock, como sabem e aprenderam a fazê-lo!

Para falar melhor desta nova fase vivenciada pela banda, esta escriba conversou com dois de seus integrantes, os vocalistas e guitarristas Gustavo e Chuck. Durante entrevista, eles contam mais detalhes de como foi o processo de gestação e nascimento de "Louva-a-Deus", além de falarem um pouco de tais mudanças que vem ocorrendo com a banda, a carreira do grupo, seus planos futuros e muitos mais...

Crédito da foto: Ana Mazzei 

Town Art - Após quase três anos sem lançar disco novo, qual a expectativa de vocês
quanto a este novo trabalho da banda?

Gustavo Riviera/Forgotten Boys - O disco em si já nos traz muita mudança. As composições são bem diferentes dos discos anteriores, a gravação do Apollo Nove e do Roy Cicala foi muito nova para a gente. É o primeiro disco lançado pelo nosso próprio selo, sem gravadora. A banda está com a formação bem unida, todos na mesma sintonia, nunca havíamos gravado dois discos com a mesma formação, nos entendemos musicalmente muito bem, hoje em dia. Isso tudo acaba trazendo uma mudança geral na banda e essa é a nossa expectativa.

Town Art - Em vista de quando começou e nos dias de hoje, a banda vem passando por algumas mudanças, certo!? O que faz parte da vida, afinal de contas, mudanças de foco e objetivos são normais! Em relação ao Forgotten Boys, como vem sendo este processo, principalmente, em relação à produção do grupo, que passou por algumas transformações, como, por exemplo, no caso das canções, que no início da carreira de vocês eram compostas apenas em inglês e desde o último trabalho de vocês, "Stand by the D.A.N.C.E.", vêm investindo cada vez mais em músicas em português, também?

Gustavo/Forgotten Boys - Gostamos de passar por muitas experiências, a banda sempre teve essa característica, parece que sempre queremos novos desafios. Mudamos de integrantes, de empresário, de gravadora, de amplificador, de casas de show, etc. A composição em português é mais uma dessas mudanças. Sentimos necessidade de fazer coisas novas, as músicas em português nos trouxeram várias novidades, hoje em dia, não é mais novidade, mas gostamos de fazer música em português, também.

Town Art - Em relação ao disco "Louva-a-Deus", como foi a produção do mesmo?

Gustavo/Forgotten Boys - A fase de composição durou bastante, passamos algum tempo, ensaiando, compondo em uma fazendinha, isso nos deixou mais focados e unidos. Gravamos duas demos, em 5 ou 6 meses, somando as duas tínhamos umas 25 músicas. E junto com o Apollo Nove fomos eliminando uma por uma, até restarem 14 músicas e fecharmos com este número. A gravação foi feita em umas três semanas e depois levou um tempo a finalização e a mixagem que o Roy Cicala fez. Ele teve um trabalho intenso, cada música, ele quis saber sobre o que se tratava, para dar uma personalidade para cada uma delas. Tivemos um resultado surpreendente!

Town Art - Como de costume, as canções do Forgotten Boys abordam o dia-a-dia, enfim, temas bastante cotidianos do ambiente urbano, imagino eu que vivenciado pelos integrantes da banda, certo!? Esta linha acompanha o grupo desde quando ele foi criado, cujos arranjos no começo eram mais crus e, hoje, continuam pesados, mas com um "tom" mais elaborado e caráter um pouco mais "garageiro", claro que sem fugir das nuances e influências que permeiam o trabalho de vocês, né!? 

Gustavo/Forgotten Boys - Concordo. Acho que você já responde a pergunta, mas...

Town Art - O trabalho anterior da banda foi bastante elogiado pela crítica, como o ápice de criação do Forgotten. Isso causou algum receio para vocês, como é bastante comum entre os artistas e/ou músicos, na elaboração de "Louva-a-Deus", no seu lançamento?

Gustavo/Forgotten Boys - Não, sempre queremos fazer algo melhor do que o outro. Essa cobrança vem mais de nós mesmos, em fazer um disco melhor, do que de qualquer situação externa à banda.

Town Art - Uma prática que vem se tornando cada vez mais comum entre os artistas e/ou músicos é o lançamento via internet de seus trabalhos. O que vocês têm a dizer sobre este processo de mudança de toda a indústria fonográfica e que de forma direta atinge a todos. Qual o papel da internet na vida dos artistas, de forma geral, e como vocês avaliam que este cenário vai se conduzir, enfim, se firmar?

Chuck Hipólitho/Forgotten Boys - Fundamental hoje em dia, um lugar democrático, para quem tem acesso, claro! E onde tudo pode ser conseguido de graça, mesmo que ilegalmente, mas o que importa é que as pessoas vão atrás, e acham o que querem. É uma ferramenta muito boa para divulgação. Mas, também, a forte oferta deu uma diluída em tudo, pois hoje é facílimo gravar uma musica e colocá-la ao alcance de todos, isso tem seu lado positivo e negativo.

Town Art - De quando vocês começaram a carreira de vocês há quase uma década, o que mudou na vida do Forgotten Boys? Novos objetivos e metas a serem atingidos?

Gustavo/Forgotten Boys - Mudou muita coisa e muita coisa é bem parecida com há dez anos. Ainda queremos lugares com condições técnicas melhores pra tocar, tem bastante lugar legal, mas muito mais lugar que falta qualidade pra fazer um show bom.

Town Art - Dando continuidade ao assunto mudança: o que se alterou no gosto musical dos seus integrantes? O que vocês têm ouvido ultimamente? De que forma estas "novas" ou não influências influem sobre o trabalho da banda?

Gustavo/Forgotten Boys - Vou ficando cada vez mais aberto a vários estilos musicais, isso acaba influenciando nas composições, com certeza! Escuto desde Ray Charles, Sly and the Family Stone, Kinks, até Stooges e Rolling Stones. Sempre alguma coisa nova vai sendo adicionada nas composições, você vai sacando umas coisas que não sacava e vai entrando em sua música naturalmente.

Town Art - Da cena alternativa atual, o que vocês têm ouvido, curtido e acreditam que têm futuro? (risos)

Gustavo/Forgotten Boys - Escuto algumas coisas novas como Bell Rays, Black Keys, Greenhornes, Gnarls Barkley. Eles são bem legais!

Town Art - Vocês conseguiram unir dois fatores que muitos músicos e /ou grupos gostariam de ter tido no começo da carreira, que é talento e sorte, certo!? Qual a dica que vocês dariam para as bandas que estão começando hoje?

Gustavo/Forgotten Boys - Saiba o que você está fazendo.

Chuck/Forgotten Boys - Estude muito, no sentido de se dedicar e aprender, seja interessado, apaixonado.

Town Art - Como vocês avaliam em grau de importância: "sucesso" ou "reconhecimento" ou os dois? 

Chuck/Forgotten Boys - Os dois andam relativamente juntos, acho que o "sucesso" vai vindo conforme os objetivos pessoais e as barreiras vão sendo quebrados e se estamos andando para frente, isso é sucesso para a gente. Reconhecimento vem junto.

Town Art - Para finalizar: quais são os projetos futuros do Forgotten Boys? O que a banda almeja para o futuro?

Chuck/Forgotten Boys - Tocar, tocar e tocar. Gravar um clipe novo.

Crédito da foto: Ana Mazzei

 

Onde você quer se jogar?

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Final de semana chegando e muitos já devem estar ansiosos para começar a montar o roteiro cultural! E como esta escriba jamais deixaria vocês na mão, ela volta com nova postagem contendo um panorama geral e bastante diversificado da cena cultural paulistana, como acontece semanalmente no Blog "Town Art"! Afinal de contas, nada melhor do que aproveitar o tempo ocioso de forma produtiva, não é verdade!? Portanto, basta conferirem de perto as dicas elencadas neste espaço virtual e se jogar, certo!? Vamos nessa, então!?

Artes Plásticas

Rolê 1

 

A primeira dica da semana vai para a exposição "Simplesmente Gil", que reúne diversas obras do artista plástico Gil Toledo criadas em torno da modalidade esportiva "golf". A mostra vai ser inaugurada na próxima segunda-feira (29/09), a partir das 20 horas, com grande coquetel de lançamento no local que vai abrigá-la, o Unigolf - situado na Rua Oboró, 125, Alto de Pinheiros. Ela poderá ser visitada até o final do mês de outubro (26/10). Mais informações devem ser obtidas no espaço pelo telefone 3023-5454.

Rolê 2

Outra dica vai para a exposição "Ruy Ohtake: Presente!", abrigada na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, situada na Rua do Lago, 876, Cidade Universitária, até outubro (17/10). Em uma retrospectiva da trajetória do arquiteto, a mostra expõe trabalhos que vão das origens à produção atual, por meio de painéis com plantas, fachadas e fotos de Ohtake, com cores fortes e formas lúdicas. O local pode ser visitado de segunda a sexta-feira, das 9 às 20 horas, e aos sábados, das 9 às 14 horas. A entrada é franca.

Rolê 3

 

Parque do Ipirapuera abriga exposição sobre o físico alemão Albert Einstein.

Em cartaz no Parque do Ibirapuera (Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº, entrada pelo portão 10) desde ontem, quarta-feira (24/09), a exposição "Einstein" apresenta o legado científico e cultural do físico alemão Albert Einstein, adaptada e ampliada a partir de uma mostra concebida pelo Museu Americano de História Natural, em Nova York. As instalações exibem objetos pessoais, fotos, fac-símiles de cartas e manuscritos e máquinas interativas. Sob coordenação científica do físico Marcelo Knobel (da Unicamp), a mostra pode ser conferida até dezembro (14/12), de terça a sexta-feira, das 9 às 21 horas, e aos sábados e domingos, das 10 às 21 horas. O ingresso custa R$ 15,00, sendo que menores de sete anos e maiores de 60 anos a entrada é gratuita.

Teatro

Rolê 4

 

Cássio Scapin e Marcelo Médici em cena no espetáculo "O Mistério da Irmã Vamp".

A partir de hoje, quinta-feira (25/09), o Teatro do Shopping Frei Caneca (Rua Frei Caneca, 569, região central da cidade) revive um dos marcos do teatro brasileiro. O local abriga nova encenação espetáculo "O Mistério da Irmã Vamp", de Charles Ludlam, com direção de Marília Pera. Revezando-se nos oito papéis da peça, que tem frenéticas trocas de figurino escondidas atrás do cenário, estão os atores Cássio Scapin e Marcelo Médici. A peça acompanha as agruras da delicada Lady Enid (Marcelo Médici) no castelo do novo marido, Lord Edgard (Cássio Scapin), em uma província nos confins da Inglaterra. Perseguida pelo fantasma da primeira mulher, Enid tem que lidar também com a má vontade de uma sinistra governanta. A montagem pode ser conferida até dezembro (07/12), de quintas e sextas, às 21h30, aos sábados, às 21h, e domingos, às 19h. Os ingressos custam entre R$ 60,00 e R$ 70,00.

Rolê 5

Já no espetáculo "A Guerra dos Caloteiros", da Companhia Ocamorana, que terminaria no primeiro domingo de outubro e foi prorrogado até o dia o mês de novembro (02/11), o público se depara com uma peça épica e lúdica que fala das invasões holandesas no Nordeste do Brasil, durante o século XVII. Concebida por Iná Camargo Costa, professora-doutora aposentada da Faculdade de Letras da USP, e Márcio Boaro, diretor do grupo teatral, a montagem é parte do Projeto "Escovar a História a Contrapelo", que propõe contar um fato histórico de outro ângulo com o objetivo de despertar a curiosidade sobre a história através do teatro. As apresentações, que conta com atuação de Clóvis Gonçalves, Fausto Franco, Mônica Raphael e outros, acontecem às sextas-feiras e sábados, às 21h30, e aos domingos, às 20h30, no Teatro Coletivo Fábrica 1 - Rua da Consolação, 1.623, Consolação. Quanto custa? R$ 20,00 cada ingresso.

Rolê 6

 

Musical "Tom & Vinícius" remonta o surgimento da bossa nova. 

Já esta opção é voltada aos que curtem um musical. Trata-se do espetáculo "Tom & Vinícius", em cartaz no Teatro Copa Airlines, localizado na Avenida Rebouças, 3.970, 3º piso, Pinheiros. Dirigido por Daniel Herz, a peça remonta o surgimento da bossa nova e a atmosfera poética que ela criou no Brasil e no mundo. Cenário, canções e interpretações dialogam na tentativa de buscar a essência artística de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, duas personalidades primordiais do gênero que se estabeleceu como identidade brasileira. Com elenco composto por Marcelo Serrado, Thelmo Fernandes, Guilhermina Guinle e outros, a montagem pode ser assistida por valores que variam de R$ 100,00 a R$ 60,00, às sextas-feiras e sábados, às 21h30, e aos domingos, às 18 horas.

Rolê 7

A quarta sugestão vai para a peça "Tio Vânia", cuja estréia aconteceu na semana passada, no Teatro Ágora - situado na Rua Rui Barbosa, 672, Bela Vista. Após oito anos de sua primeira montagem, o diretor Celso Frateschi lança uma nova versão do clássico de Anton Tchecov, na qual marca o retorno da atriz Elisabeth Hartmann, que vive a mãe de Vânia, após 20 anos longe dos palcos. Escrito em 1897, o dra­ma mostra o conflito de Vânia, que se apaixona pela nova mulher de seu ex-cunhado. Mas ao perceber-se imerso num amor não correspondido e vê que desperdiçou seus dias lutando por alguém que não lhe dá valor. Com Elisabeth Hartmann, Angelo Brandini, Arô Ribeiro, Cinthya Chaves, Christiane Galvan, Gisela Millás, Heitor Goldflus e Sidney Santiago, a narrativa é apresentada às sextas-feiras e sábados, às 21 horas, e aos domingos, às 19 horas. Os ingressos custam R$ 20,00.

 

Teatro Ágora abriga nova montagem da peça "Tio Vania", clássico de Anton Tchecov.

Shows

Rolê 8

A primeira dica musical desta semana vai para o Projeto Lowtown Again, que é desenvolvido todas sempre às quintas-feiras, na Fun House (Rua Bela Cintra, 567, Consolação). Com a proposta de misturar as tendências, a edição de hoje (25/09), conta com a apresentação da banda Lotus, que mescla elementos do rock, punk e hardcore a outros gêneros, como hip hip e funk. Já na pista a animação fica por conta da discotecagem de Caio Espanhol, Fabiano Lokinho, Fernando Martins, Regay 420 e Cabu Valente. O que você precisa fazer para se jogar nesta baladinha? Simples, deixe R$ 12,00 na porta do local and have fun...

Rolê 9

A segunda sugestão é voltada para os fãs de MPB. Neste final de semana, sábado (27/09) e domingo (28/09), o músico e compositor carioca Jards Macalé se apresenta, respectivamente, às 21 horas e às 18 horas, no Sesc Pinheiros (Rua Paes Leme, 195, Pinheiros). O show reúne nas duas noites os cantores Adriana Calcanhotto e Luiz Melodia, com um repertório formado exclusivamente por canções Jards e Waly do recente disco do artista "Real Grandeza", cujo título nomeia também uma canção dos anos 70, de parceria da dupla, que egressa do Tropicalismo, cuja fase em sua boa parte lançada de maneira esparsa, nos discos de Maria Bethânia, Gal Costa entre outros. Para assistir a estes dois shows, basta se dirigir ao local e desembolsar entre R$ 5,00 e R$ 20,00.

Rolê 10

Show do Vanguart em SP conta com participação especial de Lobão, Cida Moreira e Mallu Magalhães.

Outra dica é o show dos cuiabanos do Vanguart (www.myspace.com/vanguart), que acontece hoje, quinta-feira (25/09), na Choperia do Sesc Pompéia (Rua Clélia, 93, Pompéia), às 21 horas. Considerada uma das grandes revelações da cena musical do País, a banda conta em sua apresentação com participações de Lobão, Cida Moreira e Mallu Magalhães. Os ingressos custam entre R$ 5,00 e R$ 20,00.

Rolê 11

Já os paulistanos do Seychelles (www.myspace.com/seychelles) apresentam seu novo disco de trabalho "Nananenem" neste sábado (27/09), lá no Clube Belfiori (CB) - Rua Brigadeiro Galvão, 871, Barra Funda. O grupo indie é bastante conhecido na cena musical pelo rock de roupagem moderna. A apresentação está programada para acontecer a partir das 24 horas e de entrada é cobrado R$ 20,00.

Rolê 12

 

Os cearenses d'O Jardim das Horas se apresentam neste sábado (27/09), em São Paulo. 

Para fechar a tampa: vamos com a apresentação dos cearenses d'O Jardim das Horas (www.myspace.com/ojardimdashoras), que acontece amanhã, sábado (27/09), às 16 horas, na Biblioteca Alceu Amoroso Lima, situada na Avenida Henrique Schaumann, 777, Pinheiros. O trio, que em breve deve lançar seu novo disco, cujo título leva o nome antigo da banda O Quatro das Cinzas, conta com as mais diversas influências musicais, passando pela MPB, jazz, músicas eletrônicas, tropicalismo, entre outros estilos. O mais legal é que você não precisa pagar nada para entrar no local, pois a entrada é grátis.

 

Ufaaaa, chega, né!? Têm dicas para dar e vender, não é verdade!?

Aliás, só não se joga em Sampa neste final de semana, quem não quiser, certo!?

Bom final de semana para todos e inté próxima postagem!!!

Beijos em todos...

 

Marcelo Camelo lança lindo trabalho solo!

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Quando Marcelo Camelo saiu do Los Hermanos, o que fatalmente culminou com o término de uma das consideradas grandes revelações da cena independente, da década de 90, ninguém imaginava que o mesmo iria se projetar tão rápido em seu "poderio" artístico solo. E não é que, apesar de ter "abandonado" consideradas uma das maiores revelações do Brasil e que arrastou e arrasta até os dias de hoje, uma legião de fãs, o cantor e compositor se deu muito bem na sua nova empreitada! O carioca mal acaba de lançar seu primogênito "Sou", pelo Selo Zé Pereira e distribuição pela Sony BMG Brasil, e já ganha vários adeptos de seu "novo som".

Se em algum momento, muitos não entenderam o porquê da decisão pela cisão do grupo carioca, o que era absolutamente compreensível, afinal de contas, se esvaia um dos maiores ícones de toda uma geração de jovens e adolescentes  (e não é exagero, pois quem seguiu a carreira da banda, gostando ou não de seu trabalho, há de concordar comigo) ao surgir na cena musical do País com o hit, exaustivamente cantado e tocado, "Ana Júlia", seguido de outros grandes sucessos, bem melhores do que o que foi responsável pelo estouro do então, grupo de universitários do curso de jornalismo da PUC/RJ, que se juntou em prol de um único propósito: tocar despretenciosamente um bom rock'n'roll.

Toda essa digressão se fez necessária para contextualizar o mito gerado em cima da banda e do porquê muitos, seja pelo motivo que moveu cada um, ficaram comovidos e outros, até com sentimento de revolta e descrença em relação à separação por tempo indeterminado (conforme declaração dos próprios membros do grupo, na época) dos queridinhos do Brasil e como conseqüência, céticos quanto ao possível  sucesso dos mesmos "cindidos" e obviamente, de Marcelo Camelo! Mas, ao contrário de toda esta corrente opositora, e eu integrava esta leva (sim, sou ré confessa), o ex-líder dos "irmãos cariocas" provou que consegue sim caminhar com suas próprias pernas (sem desmerecer o valor de cada um dos seus antigos companheiros, claro) e de maneira, talvez, mais madura e da forma como gostaria!

Até aí, tudo bem! No entanto, ninguém imaginava que Marcelo Camelo iria dar uma "bola tão dentro da rede" na condução de seu primeiro trabalho, visto que o mesmo foi inteirinho produzido por ele, e de forma tão perspicaz e rápida. Em menos de um ano após o "rompimento" com seus companheiros de estrada de longos anos, ele já entrava em estúdio para gravar este disco, o que aconteceu em novembro do ano passado, e que, com certeza, iria dar início a uma "Nova Era" para a carreira do cantor e compositor. Lançado no início deste mês (08/09), o trabalho já vem sendo bastante elogiado pela crítica e também, pudera, é simplesmente divino, com arranjos, embora simples, perfeitos e de uma poesia fantástica!

O primogênito do músico é uma espécie de passeio pelo gosto musical de Marcelo Camelo. O álbum, que reúne 14 faixas, uma mais linda que a outra, compila canções com sonoridades e referências de um universo extremamente diverso e vasto. O cantor, que nunca escondeu a sua paixão pela MPB, samba, bossa-nova e até mesmo outros estilos musicais, que embora não refletissem de maneira tão direta e escachada no trabalho do Los Hermanos, que era mais voltado mesmo para o "indie rock", agora, sim com "Sou", tais apreços musicais dele ficam mais nítidos, possibilitando assim, que o mesmo assumisse de vez a verdadeira "cara" do músico.

Este disco é um trabalho, que a grosso modo, pode ser definido como um disco bastante heterogêneo, o que não quer dizer que não seja provido de coerência e concisão, muito pelo contrário, exato e de uma primazia musical fantástica, onde o músico consegue, no ápice de sua criatividade, agregar o seu gosto pessoal musical de forma bastante harmoniosa! Mas para os fãs do Los Hermanos mais devotos do bom rock com guitarras mais "pesadinhas", fabricado pelos "irmãos cariocas", é bem provável que ao se deparar com o álbum solo de Marcelo Camelo, tenha uma grande congestão. Já para os mais abertos a outros gêneros musicais, principalmente, da MPB, samba ou da música instrumental, possivelmente, o "novo som" do artista soe bem aos seus ouvidos, ou no mínimo, traga algum tipo de sensação aprazível!

Sem sombra de dúvidas, merecem atenção neste disco as belíssimas canções "Doce Solidão" e "Janta", sendo que esta última para floreá-la ainda mais vem com a linda e doce voz de Mallu Magalhães, acompanhada por Marcelo Camelo no violão e backing vocal. Além da participação especial da musa teen, de Clara Sverner e Dominguinhos, "Sou" tem ainda como banda de apoio a paulistana Hurtmold, que, aliás, está percorrendo Brasil afora com o cantor e compositor desde quando ele deu o "start" à turnê de promoção deste álbum - na última sexta-feira (19/09), no Festival Coquetel Molotov, realizado em Recife (PE) - e que vai percorrer várias cidades do País, entre elas, Salvador (BA), Juiz de Fora (MG), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ).

Disponível na internet para download, dez das 14 faixas de "Sou" podem ser baixadas gratuitamente pelo Portal Musical do Terra, o "Sonora". Algumas canções estão disponíveis ainda no myspace do artista (www.myspace.com/marcelocamelo).

 

 

 

“Tenho uma banda”: indie no conceito e na atitude

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Como toda promessa é dívida e de acordo com anúncio que foi feito neste mesmo espaço virtual há algumas semanas, cá estou para falar melhor do novo disco do Instiga, "Tenho uma banda". Lançado recentemente, no mês de agosto, este terceiro álbum da banda, formada no ano de 2001, no interior de São Paulo, mais especificamente na cidade de Campinas, é simplesmente apaixonante e desde quando caiu nas mãos desta colunista, há pouco mais de três semanas, não parou mais de ser ouvido por ela. Nome bastante sugestivo, que, além de intitular o novo álbum do grupo, remete à nova causa, na qual os seus integrantes vêm batalhando: ao incentivo a todos, assim como eles, que pertencem à cena underground e estão na busca por um espaço.

Mais maduros, em todos os sentidos, os integrantes do Instiga, com apoio do Fundo de Investimentos Culturais de Campinas, produziram este novo álbum, que segundo a própria definição de seus componentes, mais heterogêneo em relação aos outros dois trabalhos anteriores - "Menino Canta Menina" (de 2007) e "Máquina Milenar" (de 2005). Seguindo a mesma linha musical de seus antecessores, o indie rock, este último disco do grupo, certamente, é o testemunho e o ápice da maturidade do agora trio - pois com a saída de Heitor Pellegrina (na guitarra), há alguns meses, a banda hoje, é formada por Christian Camilo (no vocal e guitarra), Gabriel Duarte (no baixo) e Pedro Leite (na bateria).

Se o trabalho anterior do Instiga deixou a mídia de forma geral deslumbrada pela sua qualidade e criatividade, este, sem sombra de dúvidas, se superou em todos os aspectos! Podemos dizer que "Tenho uma banda" é um disco bacana e de resgate às raízes do grupo, pois as 17 canções compiladas nele - "Puma", "Tem uma Banda", "Heitor e Ana", "Nerds", "Wagner", "Carta de Demissão", "A Freira", "Enquanto Isso na Bélgica", "Queria Estar Com Você", "Aquela da Cachorrinha", "Seu Garcia", "Rock Safari", "Munrá", "O Ultimo Desertor", "Porto Inteiro", "Cai Dentro" e "Meu Batimento" - mantém àqueles riffs de guitarras típicos do britpop, com uma "pegada garageira" e um pouco mais "pauleira" em algumas canções, bastante característico do grunge (influência assumidamente declarada pelos seus integrantes), com pitadas razoáveis de pop-rock, músicas instrumental e regional.

Tal ápice de amadurecimento se reflete de maneira tão direta neste novo disco do Instiga, que até àquele estilo "have fun" utilizado pelo grupo na temática das canções foi posto um pouco de lado. Inclusive, é bem nítido que neste novo disco da banda, os seus integrantes buscam novos "musos inspiradores", com letras um pouco mais "sérias", embora elas continuem tendo como foco o retrato do cotidiano dos músicos. Por outro lado, as mesmas são encaixadas em arranjos mais trabalhados e ousados. Do álbum, merecem atenção "Nerds", "Aquela da Cachorrinha" (ambas na linha do indie), e "Cai Dentro", cuja canção tem uma tônica nítida de folk. Enfim, um trabalho de muita personalidade, que, aliás, é a marca registrada da banda, e que merece, ao menos, ser ouvido nem que seja uma vez.

Disponível na internet, desde o mês de agosto, "Tenho uma banda" pode ser baixado inteiro e gratuitamente. Basta acessar o site da banda (www.instiga.com/tenhoumabanda) e mandar ver no download. Mas aos adeptos apenas das audições musicais, é simples: o disco, assim como os trabalhos anteriores do Instiga, também pode ser apreciado no myspace do grupo (www.myspace.com/instigabanda). Para saber mais sobre este novo trabalho da banda, que tal conferir entrevista com o seu vocalista?!

Town Art - Desde quando a banda nasceu, no ano de 2001, vocês gravaram três CDs, sendo que este último, "Tenho uma banda", foi lançado recentemente pelo internet, certo!? Como foi a produção deste álbum e quanto tempo durou o processo de elaboração, contando com a composição das canções e o processo de produção do disco?

Christian Camilo/Instiga - Começamos a produzir as músicas no final do ano passado, antes mesmo de surgir a oportunidade de gravarmos um novo disco, e anteriormente ao Heitor fugir para a Bélgica. A gravação foi muito rápida, em três dias. O disco foi gravado no fim de abril, ao vivo, só as vozes, e em "overdub".

Town Art - Em que este último trabalho do Instiga diferente dos outros dois anteriores? 

Christian/Instiga - Ele é mais heterogêneo. Quem acompanha a banda percebe um amadurecimento, mas uma heterogeneidade não indicada. Na verdade, isso é apenas parte do conceito de um todo. Enfim, acredito eu, que as músicas estão mais originais ainda.

Town Art - Neste novo disco, o Instiga buscou focar os trabalhos para a questão da produção independente, como forma de incentivar as bandas que integram esta cena, certo!? Fale mais sobre isso.

Christian/Instiga - O nome do disco "Tenho uma banda" surgiu, primeiramente, da música que integra este CD, "Tem uma banda". Pensamos, então, porra, todo mundo tem uma banda e é verdade! Quantas vezes por semana nos deparamos com a frase "Tenho uma banda". Nós pelos menos, muitas vezes. E isso indica um florescimento, uma fase muito rica em termos de produção. As bandas mais e mais aprenderão como se promoverem, mas o essencial para que isso aconteça é ir pra frente e assumir que "você tem uma banda" (risos).

Town Art - Quais as vantagens para o Instiga integrar a cena underground? Vocês almejam trabalhar sempre desta forma, assim como muitas outras bandas que já contam com uma carreira sólida, como Mundo Livre, Cordel do Fogo Encantado, ou não?

Christian/Instiga - Isso é temporário! Banda que quer trabalhar, músicos que quiserem viver da própria música vão ter que ir pelo "underground" se tiverem um som original e sem apadrinhamento empresarial. Em muitos casos, até com apadrinhamento o caminho é ir pelo "underground".

Town Art - E as desvantagens de pertencer ao circuito alternativo, quais são? Mesmo assim ainda vale à pena?

Christian/Instiga - A falta de estrutura de alguns lugares é uma desvantagem, mas a receptividade das pessoas faz valer à pena!

Town Art - A produção do novo disco da banda foi de quem? E as músicas, quem as compôs, todos dão seus "pitacos" nesta hora ou é algo mais restrito, isolado? Enfim, me conte como funciona o processo de composição na banda.

Christian/Instiga - O disco foi produzido pela banda, até o Heitor estando na Bélgica ajudou bastante. A maior parte das composições saem de riffs que faço com o Heitor ou que o Gagá cria e então, fazemos letras em cima. Essa regra funcionou bastante neste disco. As letras surgiam em reuniões focadas para isso. Eu, Pedro e Gagá trabalhamos em trio, na composição das letras em três ou quatro músicas. A diferença para o "Menino Canta Menina" é que o "Tenho uma banda" contou menos com a visão do Heitor, já que o disco anterior teve uma grande entrega dele no processo de composição.

Town Art - Onde o Instiga buscou inspiração para elaborar "Tenho uma banda"?

Christian/Instiga - Difícil fechar um tema para todas as letras assim, num rótulo! São como capítulos, onde os personagens estão presentes em mais de uma faixa, em um diferente contexto, entende!? Inclusive a banda está ali, como um personagem, tocando junto com o personagem "Paulo" da música "Nerds". Enquanto isso, o Heitor está na Bélgica, fazendo uma música para o Sidney Magal (risos).

Town Art - Neste novo disco, o Instiga buscou deixar um pouco de lado a faceta "pop", ou melhor, a influência mais "pop" dentro do estilo rock'n'roll, e ressaltar a sonoridade crua e mais agressiva deste mesmo gênero musical. O que motivou tal escolha, mudança? Tem a ver com o que os integrantes da banda vêm ouvindo ultimamente?

Christian/Instiga - Não sei se o disco se encaixa facilmente no rock também, pois a influência vem do rock na essência, mas foi tudo muito espontâneo! Por exemplo, queríamos fazer uma música com levada de canção popular irlandesa, aí, pensamos um pouco, mas não a ponto de racionalizar e ir pesquisar os "conceitos básicos" de música irlandesa. Fizemos com ingenuidade e nos jogamos naquilo que viria ser a canção "Porto Inteiro".

Town Art - O que os integrantes do Instiga têm ouvido atualmente? De que forma tais audições influenciam o trabalho da banda?

Christian/Instiga - Eu estou ouvindo Beirut, mas faz tempo! Tenho até vergonha de dizer, porque eu simplesmente viciei e quero que o próximo disco use mais instrumentos acústicos e que o processo de composição saia de temas cantarolados e não de riffs de guitarra. Dei aí a dica de como imagino o quarto disco...

Town Art - No último CD, "Menino Canta Menina", vocês fizeram turnê de divulgação do trabalho por diversas cidades do Brasil. Já neste último, vocês estão buscando ficar mais no interior do País, em especial de SP, certo!? Me explica melhor isso.

Christian/Instiga - Queremos tocar bastante e como os convites estão aparecendo para divulgarmos esse disco, acho que vale à pena botarmos o pé na estrada para levar o nosso som para lugares onde jamais imaginávamos ver o Instiga ao vivo.

Town Art - O que mudou no desejo e/ou objetivo dos integrantes do Instiga? Ou o grupo continua vislumbrando e alimentando os mesmos sonhos? Vocês poderiam exemplificá-los para mim (risos)? 

Christian/Instiga - Difícil! O Heitor atualmente está focado nos projetos de pós-graduação em Economia e por isso, não está acompanhando a banda na turnê. Eu e o Gabriel somos os que estamos acreditando e produzindo todo o trabalho de turnê e divulgação no momento...

Town Art - Além da internet, quais são as outras estratégias de divulgação do trabalho do Instiga? E em especial deste último, quais serão as ferramentas utilizadas pela banda em "Tenho uma banda"? 

Christian/Instiga - Acho que o "boca-a-boca" é a principal ferramenta. Agora, estamos acreditando que esta seja a melhor forma de divulgarmos o nosso trabalho.

Town Art - Quais os planos futuros da banda?

Christian/Instiga - Gravar o nosso quarto disco em 2009 e tocar muito mesmo!

Town Art - E por fim, qual o conselho que vocês dariam para as bandas que estão começando agora, vide que este é um dos conceitos embutidos na criação do novo disco do Instiga?

Christian/Instiga - Ganhem bastante prática de composição e gravação. De preferência, grave você mesmo e aprenda a usar os programas de mixagem e gravação. E toquem em todo lugar que te convidarem, toquem muito mesmo...

Dicas culturais de volta e sorteio de ingressos...

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Os afeitos a um bom passeio cultural, seja nas horas vagas, seja nos intervalos oportunos, podem comemorar! Após ausência de pouco mais de um mês, esta coluna virtual volta e com pique total! E como já virou tradição as dicas culturais semanais, elas também foram retomadas com as atividades desta colunista, mas em um formato um pouco diferenciado em relação à usual, como costumeiramente era elaborada. Mais dinâmica, a programação "cult" deste espaço virtual a partir de agora vem mais conciso, visando sempre a praticidade e facilidade de todos vocês ao consultá-la na montagem de seus respectivos roteiros.

E para abrilhantar ainda mais este retorno, nada melhor do que presenteá-los por meio de um o sorteio de cinco ingressos para a primeira edição do Festival Jagermeister Rock, que acontece em 30/10, lá no Via Funchal, e conta com as apresentações inéditas no País dos norte-americanos de punk e ska REEL BIG FISH e GOLDFINGER. Sim, os fãs destas bandas podem começar a enlouquecer, ou melhor, vão lendo a coluna, que logo abaixo dou mais detalhes do que vocês precisam fazer para concorrer a estas entradas!

O final de semana já está aí praticamente e como muitos devem estar ansiosos para iniciarem a montagem da rota "cult" para este final de semana, que tal conferir as sugestões elencadas ao longo deste postagem, que você encontra apenas aqui, no Blog "Town Art"! Chega de lenga, lenga e vamos ao que interessa, né não!?

EXPOSIÇÕES

Rolê 1

Uma das obras do colombiano Santiago Plata que pode ser apreciada em mostra na cidade

A primeira dica vai para a exposição que acaba de entrar em cartaz no Memorial da América Latina. Abrigada desde a última terça-feira (16/09), na Galeria Marta Traba (entrada pelos portões 01, 05 e 06, Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 664, Barra Funda), a mostra "América do Sul Rupestre" reúne obras do artista plástico colombiano Santiago Plata. Na verdade, ela nasceu de um projeto dele de criação e investigação artístico-cultural no registro da arte rupestre sul-americana pela técnica de gravura chamada frotagem (decalque e/ou cópia de texturas e baixo relevo em tamanho real). A exposição fica em cartaz no local até o mês de outubro (12/10), e pode ser visitada, gratuitamente, de terça a domingo, das 9 às 18 horas.

Rolê 2

Desde ontem, quarta-feira (17/09), a Galeria Pop (Rua Virgilio de Carvalho Pinto, 297, Pinheiros) abriga trabalhos do alemão Jim Avignon. Trata-se da mostra "Small World Big Cities", onde são exibidas cerca de 30 pinturas do artista plástico, famoso por fazer uma arte que dialoga com a ilustração e o design. A exposição, que fica em cartaz no espaço cultural até o final deste mês (27/09), pode ser conferida de segunda a sexta-feira, das 11 às 20 horas, e aos sábados, das 11 às 18 horas. A entrada é gratuita.

Um dos trabalhos do alemão Jim Avignon que integra exposição "Small World Big Cities"

Rolê 3

Já na Galeria de Arte Raquel Arnaud (Rua Artur de Azevedo, 401, Pinheiros) foi inaugurada recentemente mostra com obras do brasileiro Carlos Zilio. Em uma reunião de dez telas do artista plástico, além de seis desenhos e quatro objetos criados por ele, a exposição busca traçar uma ligação entre todas elas. Integra a iniciativa os quadros "Quem Tem Medo de Verde, Amarelo, Azul e Branco e de Barnett Newman?" (1981) e "Homem Construtivista Excitado" (2007). O local é aberto ao público de segunda a sexta-feira, das 10 às 19 horas, e aos sábados, das 12 às 16 horas. A mostra pode ser visitada de grátis até meados de outubro (17/10).

Rolê 4

 

Obra de Esther Revuelta que compõem mostra com vários artistas internacionais em cartaz no MAM.

Para os que preferem algo mais grandioso, que tal conferir a exposição "Colección Visible - Histórias de Amor", sediada no MAM/Ibirapuera, situado na Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº, entrada pelo portão 03, desde a semana passada (10/07). A mostra compila 90 obras de vários artistas internacionais que, de alguma forma, têm relação com os temas abordados na mesma: amor, desejo e homocultura. Sob curadoria do espanhol Pablo Peinado, a iniciativa conta com obras de artistas plásticos de 19 países, passando pela fotografia, desenho e pintura. Ela pode ser visitada até o mês que vem (19/10), de terça a domingo, das 10 às 18 horas. Para se jogar neste passeio, você não precisa desembolsar um centavo, pois a entrada é franca.

Fotografias de Silvia Neus também integra exposição no MAM.

TEATRO

Rolê 5

No espetáculo "Doce Deleite", Marília Pêra dirige a remontagem da comédia que ela própria atuou com Marco Nanini na versão original de 1981. Para a dupla de protagonistas, a diretora escolheu os globais Reynaldo Gianecchini e Camila Morgado. A peça faz referências a aspectos da composição teatral, enquanto os atores se desdobram em muitos personagens: cantam, dançam e trocam diversas vezes de figurino. A peça pode ser conferida de quinta a sábado, às 21h30, e aos domingos, às 18 horas. Os ingressos custam R$ 80,00 (quinta, sexta e domingo) e R$ 90,00 (sábado). A montagem está em cartaz até novembro (09/11), no Teatro Raul Cortez - Rua Dr. Plínio Barreto, 285, Bela Vista.

Reynaldo Gianecchini e Camila Morgato na peça "Doce Deleite", que está em cartaz em Sampa.

Rolê 6

Já em "Alma Imortal", o monólogo conta com a atuação da atriz Clarice Niskier, que parte do livro homônimo da escritora brasileira Clarice Lispector, para tratar de dilemas éticos, em especial da tensão entre tradição e ruptura. Em cartaz na Livraria Cultura Teatro Eva Herz, localizado na Avenida Paulista, 2.073, Bela Vista, o espetáculo pode ser assistido às sextas-feiras e sábados, às 21 horas, e aos domingos, às 19 horas. Os ingressos devem ser retirados na bilheteria do local pelo valor de R$ 50,00 cada um.

Rolê 7

Resultado de uma longa pesquisa sobre exclusão, o espetáculo "Encruzilhados entre a Barbárie e o Sonho" é outra opção de passeio aos apreciadores das artes cênicas. Em cartaz no Galpão do Folias, situado na Rua Cintra, 213, Santa Cecília, a peça não traz uma solução para a problemática abordada, mas levanta a seguinte pergunta: "você escolhe seus caminhos?", para isso, narra a história de uma moça completamente desmemoriada, sendo que no decorrer da montagem, aos poucos, o público vai conhecendo os motivos que a levaram até o local e estado no qual se encontra. Com direção de Tiche Vianna, a narrativa pode ser conferida até 19/10, no espaço cultural citado, às sextas-feiras e sábados, às 21 horas, e aos domingos, às 20 horas. Para se deleitar nesta dica é necessário desembolsar R$ 30,00 em cada ingresso, certo!?

Rolê 8

Os apreciadores da rica obra de Nietszche têm a oportunidade de se divertir com o espetáculo "Pornografia Barata", cujo texto é baseado em livros do filósofo e escritor alemão e em escritos anônimos extraídos da internet. Encenada pela Cia Atelier de Manufatura Suspeita, a peça - que conta com direção de Mauricio Paroni de Castro e elenco composto por Bruno Kott, Cristine Peron, Diego Ruiz e outros - foca a intimidade de clientes e prostitutas e os hábitos de casais pouco ortodoxos. Ficou a fim de conferi-la? Então, vai até o Espaço Satyros 1 (Praça Franklin Roosevelt, 214, República), às sextas-feiras e sábados, às 24 horas. A montagem fica em cartaz no local até o final de outubro (31/09) e os ingressos custam R$ 20,00.

SHOWS

Rolê 9

Paulistanos do Rock Rocket se apresentam em casa noturna da cidade neste final de semana.

Já a primeira dica musical desta semana vai para o grupo paulistano Rock Rocket (www.myspace.com/rockrocket), que recentemente, lançou disco novo na praça, homônimo. A banda, que vem com influências do punk-rock e rock garageiro dos anos 70, se apresenta neste sábado (20/09), no Clube Belfiori (CB) - Rua Brigadeiro Galvão, 871, Barra Funda. O show está programado para começar após às 24 horas e para se jogar nesta baladinha, basta deixar R$ 20,00 na porta do local.

Rolê 10

Outra sugestão é para a apresentação de um dos ícones do hard rock, os americanos do LA Guns (http://www.lagunslive.com/), que se apresentam amanhã, sexta-feira (19/09), no Inferno Club, situado na Rua Augusta, 501, Consolação.  Banda, liderada pelo guitarrista Tracii Guns, promete agitar a casa noturna paulistana com os clássicos "Ballad of Jayne", "Never Enough" e "Rip and Tear". A abertura fica por conta do grupo The R.I.P.S (www.myspace.com/theripsband), às 22 horas. Quanto custa? Na porta, os ingressos serão vendidos por R$ 50,00 e antecipado por R$ 35,00, em diversos pontos de venda (Inferno Club; nas lojas Estrondo e Animal Records, ambas na Galeria do Rock, e Trezeta Musik, na Galeria das Américas).

Rolê 11

Suecos do Club 8 fazem show na próxima semana no Sesc Vila Mariana.

Para finalizar com "chave de ouro", a sugestão é para o show dos suecos do Club 8, que se apresentam, pela primeira vez no Brasil, na quarta-feira que vem (24/09), no Sesc Vila Mariana - Rua Pelotas, 141, Vila Mariana. Em sua passagem pelo País, o duo formado por Karolina Komstedt (voz) e Johan Angergård (guitarra e samplers), mostra canções de seu novo disco "The Boy Who Couldn't Stop Dreaming", lançado recentemente. A dupla, que se tornou conhecida pela mistura de indie pop, bossa nova e trip hop, se apresenta às 21 horas, por meio do Projeto "Invasões Suecas" (http://www.invasaosueca.com.br/), realizado pelo Coquetel Molotov em parceria com o Swedish Institute. Os ingressos custam entre R$ 5,00 e R$ 20,00 e podem ser adquiridos nas unidades do SESC.

Mega Promoção no Blog "Town Art"

Como foi anunciado no começo desta coluna, este espaço virtual vai sortear cinco ingressos para a primeira edição do Festival Jagermeister Rock, que acontece no final de outubro (30/10), às 20 horas, no Via Funchal - Rua Funchal, 65, Vila Olímpia. E como foi anunciado há pouco, os astros que vão tocar nesta dia são as cultuadas bandas norte-americanas de punk e ska REEL BIG FISH e GOLDFINGER, que, aliás, tocam pela primeira vez no Brasil. Por outro lado, a abertura do evento fica sob responsabilidade dos brasileiros do Sapo Banjo, um dos expoentes da cena rock independente do País, que já tocou com grandes nomes como Buzzcocks e Less Than Jake.

Reel Big Fish

Portanto, os que quiserem ir "na faixa" e/ou "economizar" a quantia que varia de R$ 120,00 (pista) a R$ 200,00 (camarote), para conferir todas essas atrações do festival, basta mandar um e-mail com nome completo, RG e contatos para esta colunista aqui (mehirose@uol.com.br). E como nestas horas toda prece ou apoio neste sentido é sempre bem-vindo, comecem desde já a fazer as suas vibrações, mandingas, enfim, o que puder ajudá-lo a aumentar a sua sorte! Quem sabe você acabe sendo um dos cinco felizardos, né não!?

Ah, e não se preocupem, pois os ganhadores dos respectivos ingressos vão ser anunciados alguns dias antes do show, neste mesmo espaço virtual, ok!? Então, o que tu estais esperando, hein!? Manda ver, já, agora...

Mais informações? Acessem os seguintes sites:

http://www.reel-big-fish.com/ (Reel Big Fish)

www.myspace.com/goldfinger (Goldfinger)

http://www.viafunchal.com.br/ (Via Funchal)

Goldfinger

Bom, para quem ficou "ausente" por tantos dias, acho que deu para apresentar um amplo roteiro do que esta acontecendo, em termos de atrações, da cena cultural paulistana, né!?

Dica: ajeitem a cabeleira, os trajes de festa e se joguem...

Beijos em todos e até próxima postagem...

 

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