Dynamite

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Vai um Miles aí ou um Coltrane?

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São Paulo tem espaço para tudo, né verdade!? Tem lugar para o rock'n'roll, blues, MPB, groove e jazz, entre tantos outros estilos. E como muitos de vocês já devem estar "carecas" de saber, Sampa, assim como de diversos outros gênero,  é considerada a capital do jazz na América Latina, assim como Nova York está para a América do Norte, neste quesito. Embora a cidade ainda caminhe em ritmo bastante lento para muitos, principalmente aos jazzistas de plantão, parece que vem fazendo, de algum forma, jus ao título recebido e com muita honra, obrigada, né!?  Ainda sim, incorporamos tal legado e estamos conseguindo agregar, mesmo que em doses homeopáticas, cada vez mais iniciativas que enalteçam esta música tão boa! Tanto que a cada dia que se passa, temos mais e mais opções neste aspecto, motivo de comemoração para os que apreciam a nata da black music americana, né não!?

E a iniciativa mais recente neste sentido aconteceu com a implantação do Projeto "Jazz It Up!", cuja inauguração foi promovida no começo deste mês (julho) e na próxima terça-feira (05/08) se realiza a sua segunda edição. Concebida no Studio SP, situado na Rua Augusta, 591, Consolação, a partir das 24 horas, esta ação é desenvolvida, mensalmente (pelo menos por enquanto), com o intuito de valorizar não somente o jazz em si, mas também outros estilos musicais, por meio da promoção de uma "conversa sonora" entre ambas as vertentes, tendo sempre como base, claro, o seu fio condutor. Isso porque a idéia principal é criar um diálogo entre músicos e artistas relacionados ao estilo de forma direta ou indireta, por meio de "jam sessions", uma reunião musical bem peculiar e típica do jazz e suas ramificações!

Tal miscelânea de estilos em um único projeto se deve à fusão de diferentes gêneros serem um fator constante, visto que o próprio jazz, ao longo dos tempos, desde a sua criação, se tornou uma das maiores referências de pesquisa e estudo para o desenvolvimento de outros, como por exemplo, o hip hop. Para isso, acontece a apresentação de uma banda-base, formada por jazzistas, no qual recebem convidados para "jam sessions" plurais e dinâmicas, reunindo assim, MC's, cantoras, tecladistas, percussionistas, dj's, entre outros. Mas esta concepção vai muito além do aspecto auditivo, extrapola para o visual também, uma vez que, conta ainda com a exibição de projeções de filmes, curtas e documentários ligados à música e outras manifestações de arte. Pois a finalidade maior de inserir as imagens apenas como um pano de fundo e favorecer a junção destes dois meandros, o áudio e o visual.

Nesta segunda edição, o centro do evento é a apresentação do trio Improvisado - composto pelo contrabaixista Marcelo Cabral, baterista Pedro Ito e pianista Marcelo Castilha. Na ocasião, os músicos misturam canções de seu próprio repertório e arranjos instrumentais de músicas brasileiras com base no jazz moderno (cujo destaque vai para umas das fórmulas bastante usuais do jazz fusion e que se tornou célebre com o Miles Davis e começou a tomar forma no final dos anos 1960, quando o músico eletrificou o seu trompete e seu grupo, formado por ele ao lado de Chick Corea, Jonh Mc Laughlin e Keith Jarrett, para desenvolver suas primeiras experiências de fusão do jazz com o rock), além de temas consagrados do jazz de vanguarda.

Neste dia ainda, o público vai poder se divertir com a presença de convidados especiais, entre eles, DJ Marco (Central Acústica/ Sintonia) & MC Kamau (Simples/ Instituto), discotecagem de DJ Mako e set especial de M.Takara (Hurtmold/ SP Underground) e projeções de Freestyle de Pedro Antonio Gomes e de vídeos de Lucas Cabu. Como você faz para jogar esta baladinha? Simples, o preço de entrada é R$ 10,00 com nome na lista (studio@studiosp.org) ou R$ 20,00 na porta. E para nos contar mais detalhes sobre este projeto, nada melhor do que um bate-papo com uma de suas idealizadoras, Indayara Moyano. Em entrevista concedida a este blog ela fala de tudo um pouco, de como surgiu o "Jazz It Up!", quais os objetivos e expectativas com o mesmo etc... etc... etc...

 

(Foto: John Coltrane)

Town Art - Há muitos anos você tem um envolvimento com a vida noturna de São Paulo, certo!? Como surgiu a idéia de fazer um trabalho um pouco diferenciado dos anteriores, focando no jazz, um estilo que, embora tenha bastante adeptos em Sampa, não é comercialmente tão vendável assim?

Indayara Moyano - Trabalho na noite há mais de dois anos e meu estilo musical favorito sempre foi o rock e como trabalhei bastante com esse segmento, apreendi muita coisa bacana com as bandas e festas. Acho que o jazz tem uma ligação muito forte com vários segmentos, como rock, rap, bossa nova e acredito que posso conhecer mais sobre o estilo e também fazer uma festa mais eclética onde tenha espaço para todos. Uma balada bacana onde tenha todo o tipo de pessoa. O foco não é vender apenas mais uma festa e sim apreender, trabalhando com estilos diferentes. Acredito que um trabalho bacana, chama pessoas idem. Tenho escutado estilos diferentes, a idéia da festa veio em conjunto com o Mc Akin, ele já é DJ e também produtor de festas com o segmento Rap. Durante conversas, pensamos em fazer uma festa com música boa e que contasse sempre com uma banda de jazz fazendo uma ligação com outros estilos, como o rap e o rock. A idéia principal é a troca cultural que podemos conseguir com o projeto.

Town Art - Foi fácil conseguir um espaço para implantar o "Jazz It Up!"? E como vem sendo a receptividade do público diante desta ação?

Indayara - A festa ainda é mensal, temos um plano futuro de aumentar essa  freqüência. A primeira edição foi maravilhosa,  não esperava uma resposta tão rápida. Expliquei minha idéia para o Alexandre Youlseff (do Studio SP), que  decidiu  fazer a experiência. Ainda estamos muito no começo, sinto que aos poucos a festa vai ganhar um público certo e vamos conquistar o nosso espaço.

Town Art - Este projeto consiste em fazer "jam sessions" com músicos que tocam este estilo musical, certo!? Como é feita a seleção dos mesmos na inserção da programação?

Indayara - Na verdade, pensamos em ter uma banda jazz fixa e alguns convidados, entre eles, MC's, músicos de outros estilos, para fazer uma ligação diferente! A idéia é misturar os estilos. A seleção de bandas e convidados é feita pelo nosso gosto, escutamos a banda e pensamos se pode se encaixar no projeto.

Town Art - São Paulo é considerada a cidade do jazz aqui na América Latina, assim como Nova York, está para a América do Norte. Em sua opinião, ao que se deve este fato e o mesmo facilita a implantação de projetos que têm como cerne o jazz e suas ramificações?

Indayara - Acho que nossa cidade facilita qualquer projeto musical, a quantidade de pessoas e movimentação cultural que existe por aqui ajuda e muito a arte. Acredito que está seja nossa grande vantagem. São Paulo não pára!

Town Art - Qual o foco dos artistas e/ou músicos que integram a programação do "Jazz It Up!"? Qual o objetivo desta iniciativa?

Indayara - Como te disse antes, o foco é apreender mais sobre os estilos, acho que todos estão conhecendo uma idéia diferente! A proposta é essa ligação meio maluca: juntar os estilos e pessoas e fazer uma noite musical.

Town Art - Em São Paulo, embora tenha um público bem grande e bastante receptivo ao jazz e suas ramificações, na sua concepção, ao que se deve a ausência de mais projetos que tenham como foco este gênero musical? Ao elitismo, ao "aparente" grande público afeito pelo jazz e seus subgêneros ou algum outro motivo?

Indayara - Acho que existe um pouco de elitismo mesmo no jazz, mesmo com sua raiz provando o contrário. Qualquer estilo sofre um pouco com isso, de qualquer forma acho que existem pessoas bem intencionadas e outras não tanto... O mundo é assim, o projeto quer quebrar essas barreiras mostrando que quando se fala de música não existe elitismo, existe o que te faz feliz musicalmente e o que não te agrada! Apenas isso!

Town Art - Só para finalizar: você acha que o jazz é vendável assim ou é mesmo um tipo de som, que por ser em sua essência mais intimista, para se ouvir em casa mesmo, em reuniões com amigos, jantarzinho etc? Qual a sua expectativa com este projeto?

Indayara - Eu acho que música boa pode ser ouvida em qualquer ocasião, existe um jazz que é mais tranqüilizante e outro que funciona mais dançante. Essas ligações de rap e rock me mostram um caminho interessante. Minha expectativa com este projeto é ouvir música boa, apreender com as bandas e pessoas novas, ou seja, quero que a noite traga algo de bom e feliz para todos nós!

(Foto: Miles Davis e Charlie Parker)

 

Qual é a joga deste final de semana?

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Se você ainda não tem em mente o que fazer do seu final de semana e está a fim de desfrutar e bons passeios culturais pela cidade, os seus problemas estão resolvidos! Pois é, somente aqui neste espaço você, como já está "careca" de saber, encontra opções variadas em termos de dicas "cults". E neste final de semana não poderia ser diferente, com as férias de julho rolando, os espaços culturais de Sampa estão "bombando" em sua programação, elaborada especialmente para este período. Portanto, que tal fazer o seu roteiro e se jogar? Vamos nessa?

Rolê 1

Os afeitos à junção da arte visual à musical não podem deixar de conferir a quarta edição do "ON OFF Experiências em Live Image", que acontece a partir de hoje, sexta-feira (25/07) e se estende até este domingo (27/07), no Itaú Cultural. Situado na Avenida Paulista, 149, Cerqueira César, o espaço conta com apresentações de performances audiovisuais e a abertura do evento fica por conta do japonês Ryoichi Kurokawa, com "Parallel Head". Outro destaque é o coletivo Embolex, que mostra "Marginália 2" e o  Maxifagia formado por Database, Bijari e outros, que exibe "Entropicália: Remixada e Amplificada". Esta ação acontece às 19h30, nestes três dias, e o melhor disso tudo é que a entrada é franca. Basta retirar os ingressos com meia hora de antecedência.

Rolê 2

 

Obra de Picasso "Arlequín y Polichilena", que integra exposição no Masp. 

Já no MASP (Avenida Paulista, 1.578, Bela Vista) este final de semana é a última chance para as pessoas que ainda não puderam conferir a exposição "Desenhos Espanhóis do Século 20". A mostra reúne 82 obras da Fundação Mapfre, de Madri, entre eles, trabalhos de Picasso e Regoyos, apresentados de maneira inusitada, em forma de arte final. Portanto, se ficou interessado, última chamada, o espaço abriga este evento até este domingo (27/07) e ele pode ser visitado das 11 às 17 horas. Os ingressos custam R$ 15,00, sendo a entrada é gratuita para menores de dez anos e maiores de 60 anos.

Rolê 3

E você prefere se deleitar em uma mostra, digamos, mais exótica? Então, não deixe de ir ao Museu Afro Brasil, situado na Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº, entrada pelo portão 10 do Parque Ibirapuera, e conferir "Bijagós: A Arte dos Povos da Guiné-Bissau". No local, você se depara com 78 peças confeccionadas pelos povos bijagós, habitantes das ilhas da costa de Guiné-Bissau (Ocidente Africano). A curadoria da exposição é de Emanoel Araújo, cujo critério de seleção das obras se deu basicamente por objetos, entre eles, lanças, espadas, adornos, estatuetas e máscaras, que trazem referências à natureza. O local sedia esta mostra até o mês de novembro (07/11) e fica aberto ao público de terça a domingo, das 10 às 17 horas, e a entrada é grátis.

Rolê 4

 

Registro fotográfico de Milton Guerra sobre "Casamento Kuikuro", de 1978. 

No Museu da Casa Brasileira, localizado na Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2.705, Pinheiros, entra em cartaz a partir de amanhã, sábado (26/07), a mostra "A Casa Xinguana", que compila 46 fotografias em preto-e-branco dos povos indígenas do Parque Nacional do Xingu, sob a ótica de Milton Guran. A exposição fica abrigada no local até setembro (14/09), e pode ser visitada de terça a domingo, das 10 às 18 horas, pelo valor de R$ 4,00, sendo que aos domingos, a entrada é franca. Portanto, se o problema for dinheiro, sem desculpas, né!?

Rolê 5

Agora, se você está a fim de conferir uma exposição disposta em núcleos cronológicos e temáticos com obras de Nicolas-Antoine Taunay, não pode deixar de conferir a mostra sediada na Pinacoteca do Estado (Praça da Luz, 02, Bom Retiro). O local abarca a primeira fase do pintor neoclássico, os grandes quadros que fez para Napoleão Bonaparte, além de sua produção durante cinco anos no Brasil e obras realizadas após voltar para a França. Ela está em cartaz até setembro (07/09), de terça a domingo, das 10 às 18 horas, e de entrada é cobrado R$ 4,00, sendo que aos sábados, a entrada é gratuita.

Rolê 6

O Galpão Fortes Vilaça - Rua James Holland, 71, Barra Funda, abriga a partir de terça-feira que vem (29/07) a exposição "Los Carpinteiros", com trabalhos da dupla cubana que intitula a mostra. No espaço, o público pode apreciar esculturas de grande dimensão e uma série de desenhos cujos retratos são objetos de uso doméstico com funções e formatos subvertidos. A entrada no local é franca e para se deleitar nesta dica basta ir ao mesmo até o mês que vem (23/08), de terça a sextas-feiras, das 10 às 19 horas, e aos sábados, das 10 às 17 horas.

Rolê 7

Já a primeira dica teatral da semana vai para o espetáculo "A Alma Boa de Setsuan", cuja estréia acontece amanhã, sábado (26/07), no Teatro Renassaince - Alameda Santos, 2.233, Cerqueira César. A peça conta com a atriz Denise Fraga no elenco e a leva revisitar o primeiro texto de Bertolt Brecht montado profissionalmente no Brasil, após 50 anos desde a encenação protagonizada por Maria Della Costa (1958). A montagem é assinada por Marco Antônio Braz, fundador do grupo Círculo de Comediantes, que consiste em uma fábula de ares orientais e promete imprimir ao texto a comicidade que Fraga tanto procura e aplica. A narrativa conta a história da busca de uma alma boa, os deuses descem a Terra e descobrem Chen-Tê e como recompensa, dão-lhe um saco de dinheiro. No entanto, o presente só vai trazer dissabores à heroína, que passa a ser explorada por todos à sua volta. Para sobreviver a tantos infortúnios, a personagem se divide em duas e cria uma persona. Parte sua segue como uma mulher generosa e gentil, já a outra porção, se transforma no duro e inflexível Chuí-Ta, um investidor capitalista que serve de contraponto à sua piedade sem limites. Enfim, Brecht coloca uma dualidade no qual tem que ser assumido, como se esta fosse uma doença precisa ser reconhecida para dar início ao processo de cura. Interessante, né!? A peça fica em cartaz no local até 28/09, às sextas-feiras, às 21h30, aos sábados, às 21 horas, e aos domingos, às 19 horas, e os ingressos custam entre R$ 60,00 (às sextas-feiras e aos domingos) e R$ 80,00 (aos sábados).

 

Denise Fraga em "A Alma Boa de Setsuan", cuja estréia é amanhã, sábado (26/07).

Rolê 8

Na montagem "O Eclipse", cuja direção está a cargo de Jô Soares, é apresentado os limites entre arte e entretenimento, uma das questões centrais do texto escrito pela atriz Jandira Martini. Um encontro fictício entre dois personagens históricos, a diva italiana Eleonora Duse (1858-1924) e o empresário Francisco Serrador (1872-1941), que inaugurou o primeiro cinema de São Paulo. A peça acontece durante a passagem de Eleonora Duse por São Paulo, em 1907. Na galeria do hotel, a diva (interpretada por Jandira) conversa com Pietro (Roney Facchini), um cozinheiro imigrante, e com Serrador (Maurício Guilherme). Em temporada do Teatro Jaraguá, situado na Rua Martins Fontes, 71, região central da cidade, o espetáculo pode ser assistido até outubro (26/10), às sextas-feiras, 21h30, aos sábados, às 21 horas, e aos domingos, às 19 horas, por R$ 60,00, cada ingresso.

Rolê 9

Em "Cordélia Brasil", cuja estréia acontece hoje, sexta-feira (25/07), o diretor Gilberto Gawronski apresenta a história de uma auxiliar de escritório, que se prostitui para sustentar a ambição do marido, que é autor de quadrinhos. Mas quando ela leva para cara um rapaz de 16 anos, se instaura o conflito. Baseada no texto de Antonio Bivar, do final dos anos 1960, a peça tem como foco o triângulo amoroso, nos quais os contornos adquiridos são pouco previsíveis, a partir do momento que dois homens estabelecem uma relação de cumplicidade e mesmo o final trágico, que ganha certa aura tropicalista. A montagem é apresentada na Unidade Provisória do Sesc Avenida Paulista, cujo endereço é Avenida Paulista, 119, Bela Vista, até meados do mês que vem (07/08). Ficou curioso? Então, vai até o local de sexta a domingo, às 20h30, desembolse entre R$ 4,00 e R$ 20,00 e bom espetáculo.

Rolê 10

Já na peça "A Filosofia na Alcova", cujo texto e direção fica a cargo de Rodolfo García Vázquez e a encenação do Grupo Os Satyros, o público se depara com montagem inspirada em obra do Marquês de Sade, referente a uma garota que passa por uma aula de educação sexual aplicada por dois mestres depravados. O espetáculo está em cartaz no Espaço dos Satyros 2 (Praça Franklin Roosevelt, 134, República), às terças-feiras, às 21 horas, e os ingressos variam de R$ 5,00 a R$ 30,00.

 

Peça "A Filosofia na Alcova", em cartaz na cidade, é baseada em obra de Marquês de Sade.

Rolê 11

E para finalizar as sugestões teatrais desta semana, a dica é para o espetáculo "Tranqueiras Fraseadas", cujo texto e direção é de Rubens Rewald. A montagem narra a história de uma mulher simples, encenada por Doró Cross Silva, que se lembra de causos, canções e brincadeiras. A personagem foi composta a partir de relatos coletados em Goiás e na periferia paulistana. A peça está em cartaz no Sesc Pompéia (Rua Clélia, 93, Água Branca), até agosto (01/08), às quintas-feiras, às 15 horas. Os ingressos custam entre R$ 8,00 e R$ 2,00 e devem ser retirados na bilheteria do local.

Rolê 12

Agora, vamos de programação musical, certo!? E para dar início às dicas a sugestão é a apresentação da banda Suite, que acontece amanhã, sábado (26/07), e domingo (27/07), às 15 horas e às 15h30, respectivamente, durante a realização do Festival "C'est Si Bom", promovido na Rua Normandia, em Moema. O trio promete divertir o público com um show glamourosamente francês da categoria dançante à la Brigitte Bardot rock'n'roll cabaret rebolante agregado um sensacional "cha cha cha". Como você faz para se divertir neste passeio? Absolutamente nada! Basta estar disposto e ir até o local, aliás, dinheiro, para os que estão desprovidos do mesmo não é problema, afinal de contas, a entrada é franca! Portanto, sem desculpas, né!?

 

Rolê 13

Outra opção é a apresentação dos paranaenses do Grenade (www.myspace.com/grenadeband), que acontece hoje, sexta-feira (25/07), às 24 horas, lá no Clube Belfiori (CB), situado na Rua Brigadeiro Galvão, 871, Barra Funda. Aliás, uma ótima pedida aos apreciadores de um bom indie rock, visto que o grupo, na estrada há mais de dez anos, é um dos pioneiros da cena alternativa no País. Com influência que vai desde o folk-rock até o rock britânico dos anos 1970 e de mais atuais, como Pixies e Sonic Youth, a banda promete agitar a casa! Quanto custa a brincadeira? R$ 20,00 de entrada e está tudo certo!

Rolê 14

Já amanhã, sábado (26/07), a dica é para a apresentação da banda The RIPS (www.myspace.com/theripsband), que acontece a partir das 24 horas, no Clube Inferno - Rua Augusta, 501, Consolação. Sugestão para lá de recomendada, pois já tive oportunidade de conferir de perto a performance musical do grupo e eles realmente mandam muito bem no palco o seu rock'n'roll poderosos com riffs de guitarras aceleradas! De entrada é cobrado R$ 15,00 na porta!

 

The RIPS se apresenta amanhã, sábado (26/07), em casa noturna da cidade.

Rolê 15

Para fechar a tampa, a sugestão é a apresentação da banda Sharks, que acontece amanhã, sábado (26/07), a partir das 22 horas, no Cidadão do Mundo, situado na Rua Rio Grande do Sul, 73, Centro de São Caetano do Sul. Uma ótima oportunidade aos fãs de Morphine, que devem rever seus grandes sucessos, como "Have a Luck Day", "Mary Won't You Call My Name", "Head With Wings", entre tantos outros! Quanto você precisa desembolsar para curtir esta baladinha? Simples, R$ 10,00 na porta and let's go rock...

 

 

Bom, acho que já deu para ter um bom panorama do que rola na cidade, né!? É só se jogar, certo!?

Beijos em todos e até a próxima... aliás, várias novidades acontecendo no mundo artístico, aguardem!!!

Bom final de semana para todos... inté!!!

 

Lestics e seu folk descolado

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Nascido de um projeto despretensioso há cerca de dois anos, o grupo paulistano Lestics tomou forma e vem buscando o seu espaço na cena musical do País. Gerada em forma de dueto, com apenas Olavo Rocha (no vocal) e Umberto Serpieri (diversos instrumentos) em sua composição inicial, hoje, a banda cresceu e partiu para o quinteto, com a vinda de Marcelo Patu (no baixo e violão), o Felipe Duarte (na bateria e percussão) e o Lirinha (na guitarra e violão). E desde então, os músicos já contam com dois trabalhos compostos e lançados virtualmente, um conceitual "9 Sonhos", de 2007, e o mais recente, homônimo e produzido no mesmo ano que o seu primogênito.

Sem deslumbramentos quanto à fama, os integrantes da banda são bastante conscientes e, como todo grupo que integra o cenário alternativo, vão em busca do seu próprio caminho e se viram como pode para continuar a traçá-lo, sem ilusões! Tanto que cada um dos seus componentes, além de fazer parte do Lestics, tocam projetos paralelos, com outras bandas e sobrevivem, já que ainda não dá para ser somente da música, com outras atividades, até que um dia quem sabe, não precisem mais se dividir e possam enfim se dedicar apenas à música, né não!?

E este último álbum do Lestics, em especial, é muito bom! Um trabalho - que compila quatro canções - lindo, singelo e que exala poesia pura. Com canções a la folk e um certo toque pop, produzido pela inserção do piano em algumas delas, este disco merece, no mínimo, ser conhecido! O ápice está na música "Náusea", que provoca verdadeiros arrepios logo quando começa a ser ouvida, seja pelos arranjos perfeitamente combinados, seja pela letra, cujo trecho inicial é: "A náusea me faz vomitar o que eu penso. A febre me ajuda perder o bom-senso. O delírio me inspira palavras mais certas. O instinto mantém as minhas veias abertas. Não há tratamento para minha patologia. O que não me mata eu transformo em poesia. A dor me obriga a abraços os espinhos...".

Outra canção belíssima e que merece atenção neste trabalho é Luz de Outono, que conta com citações simples, porém extremamente profundas, talvez pela poesia embutida em sua letra, de maneira singela, mas com uma destreza e ritmo próprio, do tipo: "Pode ser que algum dia eu perca o sono e não tenha vontade de andar e comer. Mas eu nunca me canso da luz do outono...", cuja letra é embalada pelo violão, piano e a voz linda e rouca de Olavo. Enfim, Lestics é uma banda que se continuar a galgar, mesmo que com toda a cautela e calma do mundo, pode chegar lá, sim , no "pódio" do mundo da música com seu rock-folk-pop de estirpe, se é que me entendem!?

Ficou curioso para conhecer de perto o trabalho da banda? Então, não deixe de acessar o myspace do quinteto (www.myspace.com/lestics) ou então, o site do grupo (http://www.lestics.com.br/), cujas músicas do primeiro CD estão disponíveis para download. Mas se você ainda sim quiser saber mais sobre o Lestics, confere a entrevista com o seu vocalista, onde ele conta a história dos músicos, a visão diante da cena música e alternativa do país e meio no qual atuam diretamente, São Paulo, e muito mais. Leia aí:

Town Art - Como aconteceu a formação da banda? Me conte um pouco da história do Lestics.

Olavo Rocha - A banda nasceu no finalzinho de 2006, formada por mim e pelo Umberto, como um projeto paralelo, pois nós também tocávamos nas bandas Gianoukas Papoulas. Nessa época a gente resolveu gravar um disco em casa e deu ao projeto o nome de Lestics. Eu cantei e o Umberto gravou todos os instrumentos. Lançamos o trabalho no começo de 2007, um álbum conceitual chamado "9 Sonhos", que pode ser baixado pela internet (www.lestics.com.br). Gostamos do processo e acabamos gravando e lançando um segundo álbum virtual no mesmo ano, chamado "les tics". Até então, éramos um duo e não tínhamos intenção de fazer apresentações ao vivo. Mas a recepção dos trabalhos foi muito boa e por isso resolvemos completar a formação da banda e investir nisso. Chamamos o Marcelo Patu, o Felipe Duarte e o Lirinha, e agora estamos começando a compor novas músicas e tocar por aí.

Town Art - O Lestics, como muitas bandas que integram a cena alternativa, contam com o aliado maior na divulgação do seu trabalho, que é internet, certo!? Na visão de vocês, qual o papel e importância desta ferramenta para os grupos e/ou músicos tanto do underground, como até mesmo dos integrantes do "mainstream", vide como exemplo grandes astros da música, como Radiohead, Coldplay, Tom Zé, entre tantos outros?

Olavo - Em momento algum passou pela nossa cabeça lançar os nossos discos em formato de CD ou coisa parecida. A internet nos basta! Quem já ganhou grana vendendo discos com certeza sofre essa perda, mas não é o nosso caso. A net nos permite trabalhar de forma absolutamente independente, o que é muito confortável!

Town Art - De uns anos para cá, a cena alternativa alcançou uma dimensão jamais inimagináveis há alguns anos, ainda mais com a falência das grandes gravadoras, certo!? Como vocês analisam hoje o circuito underground do País, em especial no local de atuação do Lestics, que é a Grande São Paulo?  Vocês acreditam que este é o caminho? Como vocês acham que vai se consolidar este processo todo?

Olavo - Hoje em dia anda embolado esse negócio de "mainstream" e a cena alternativa. Quase todo mundo é meio independente, porque as gravadoras demoraram demais a se mexer depois que o barco começou a fazer água. Aí os artistas "estabelecidos" também tiveram que procurar "alternativas". Especificamente no rock, tem bandas excelentes por aí, em São Paulo inclusive, e ótimos festivais. Mas o público, apesar de crescente, ainda é relativamente pequeno. O que não chega a ser um problema! Acho que a gente precisa entender e aceitar essa tendência de segmentação, que eu acredito que vai se consolidar.

Town Art - O Lestics tem total influência de folk, agregado a outros subprodutos do rock, certo!? Qual a identificação dos seus participantes com estes gêneros?

Olavo - Acho difícil dizer categoricamente que o que a gente faz é folk. Também tem muito de rock, de pop, de country, de blues e de outras coisas no nosso som. A sonoridade folk, às vezes, fica mais evidente por conta dos arranjos baseados em violão, o que na verdade é conseqüência da nossa opção por gravar em casa, em "home Studio". Eu gosto de folk tanto quanto gosto de rap, por exemplo. Não pretendo tocar rap, pelo menos não agora, mas também não tenho intenção alguma de ficar preso a um gênero.

Town Art - O que os integrantes do Lestics têm ouvido atualmente e de que forma estas bandas e /ou músicos influenciam no trabalho da banda?

Olavo - Eu e o Umberto temos discotecas bem diferentes e o nosso gosto musical tem mais divergências que pontos de convergência. O Patu, o Felipe e o Lirinha trazem influências e backgrounds muito diversos também. De qualquer modo, a gente adora Neil Young, e Dylan, e os Beatles. Estes caras, com certeza, têm uma influência grande sobre o que a gente faz.

Town Art - As canções do Lestics falam do cotidiano, mas de forma bem direta e singela, sem perder a poesia, claro!? Diante de tanto caos no qual a nossa sociedade está submersa, como vocês conseguem busca tais inspirações para as suas composições e colocá-las de forma tão poética, ou seja, extrair e embutir poesia neste cenário tão conturbado no qual vivemos?

Olavo - Eu escrevo as letras e o Umberto é o autor das músicas dos dois primeiros discos. Agora estamos fazendo novas músicas com a banda toda no processo. Uma das músicas novas eu fiz com o Marcelo Patu, por exemplo. Quanto à "poesia" das letras, na verdade eu reluto em usar essa palavra, não vejo qualquer conflito com a realidade. A "poesia" pode ser tão ou mais árida, ou suja, ou doída, que o mundão aí fora.

Town Art - Como vem fluindo os trabalhos da banda, desde o seu surgimento? Acredito que deve ser difícil viver de música, certo!? Como vocês se mantêm, ou melhor, o que cada um faz em paralelo para poder alimentar este sonho?

Olavo - Estar no "underground" tem suas dores e delícias. As dores são a falta de dinheiro e o reconhecimento restrito. Não dá pra sobreviver dignamente estando no subsolo, então cada um de nós tem seu emprego pra ganhar a vida. Por outro lado, temos a liberdade criativa, a falta de compromisso com o "mercado", a chance de fazer o que nos dá na telha. Nem acho que isso seja um sonho. É a nossa vida.

Town Art - Há quanto tempo os integrantes da banda são envolvidos com a música de alguma forma? De onde vem a formação dos músicos do Lestics?

Olavo - Todos estão na música faz um bom tempo, e também tocamos em outras bandas. O Marcelo Patu toca no Tenente Clown. O Lirinha toca no Plazma. Eu e o Umberto, nos Gianoukas e Papoulas. O Felipe tocava numa banda de hardcore... De todos nós, acho que o único que nunca estudou música sou eu mesmo. Mas acho a formação teórica muito importante, me ressinto de não ter. Talvez um dia eu ainda corra atrás disso.

Town Art - Qual o sonho maior, dentro do ramo musical, dos integrantes do Lestics? Não vale dizer que é ter sucesso... (risos)

Olavo - É o sucesso... risos

Town Art - Qual a importância dos festivais de música para as bandas e/ou músicos? Qual a dificuldade maior de ingressar neste circuito?

Olavo - Ainda não tocamos em festivais, até porque estamos começando agora a fazer nossos primeiros shows. Mas acho que os festivais são muito, muito importantes para ampliar a cena independente, dar a ela uma dimensão maior e mais "pró". A dificuldade para entrar nesse circuito é a velha lei da oferta e da procura: tem muita banda e relativamente pouco espaço. No entanto, acho que a gente acaba entrando em algum...

Town Art - Para finalizar: o que o Lestics almeja para o futuro? Quais os próximos projetos da banda? 

Olavo - A gente quer compor músicas boas, gravar num esquema legal, tocar por aí e se divertir.

 

Novos passeios culturais pela cidade...

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Mais uma semana se foi e como de costume, volto com as tradicionais dicas de passeios culturais pela cidade! Semana corrida para muitos e mais tranqüila para os que estão de férias, certo!? E para os que estão com mais disponibilidade de tempo, que tal, ao invés de curtir tais sugestões somente nos finais de semana, desfrutá-los também durante a semana? Aliás, São Paulo está com uma rica programação cultural e só não se engaja nesta “onda” quem não quer, né não!? Vamos nessa?

Rolê 1

Última chamada para o Festival de Cinema Latino-Americano aqui em São Paulo. Pois, a mostra, que está em sua terceira edição, acontece somente até este domingo (13/07) e, portanto, quem estiver a fim de se ficar por dentro do panorama da atual produção cinematográfica da América do Sul e Central, tem que correr! O evento promove sessões gratuitas de 121 filmes em principais salas de cinema da cidade. Este ano, o homenageado é o cineasta argentino Fernando Solanas, um dos mais importantes nomes do cinema da Argentina e reconhecido mundialmente por sua filmografia com forte crítica social. Oito películas clássicas dele estão em exibição neste projeto: “Argentina Latente” (2007), “Os Filhos de Fierro” (1972), “A Hora dos Fornos” (1968), “Memória do Saqueio” (2004), “A Nuvem” (1998), “Sur” (1988), “Tangos, o Exílio de Gardel” (1985) e “A Viagem” (1992). Outro cineasta celebrado é o cubano Tomás Gutierrez Alea pela celebração dos 40 anos da filmagem de “Memórias do Subdesenvolvimento”. Integra o festival ainda obras do argentino Eliseo Subiela (com “Não Olhe para Baixo”), o mexicano Paul Leduc (“O Cobrador”), Arturo Ripstein (“O Lugar Sem Limites”) e Miguel Littín (“Actas de Marusia”), além dos brasileiros Rogério Sganzerla (“Copacabana, Mon Amour”), Eduardo Coutinho (“Jogo de Cena”) e João Moreira Salles (“Santiago”). Quer saber a programação completa do evento? Então, acessa o site do projeto (http://www.festlatinosp.com.br/port/2008/index.html), monte seu roteiro e bom divertimento!

Rolê 2

 

Uma das obras que pode ser apreciada na mostra de aniversário de 60 anos do MAM. 

Outra sugestão é para a mostra comemorativa dos 60 anos do Museu de Arte Moderna (MAM), que celebra a data com exposição de um dos grandes símbolos da pop art, arte conceitual e instalação. Se você pensou em Marcel Duchamp (1874-1968) acertou em cheio! Em “Duchamp-me”, o curador Felipe Chaimovich reuniu cerca de 40 obras do acervo do museu de artistas brasileiros inspirados em conceitos do franco-americano. Integram esta mostra coletiva trabalhos dos brasileiros Geraldo Barros e Vik Muniz, inspirados no conceito de Duchamp. A abertura deste projeto acontece na próxima terça-feira (15/07) e fica abrigado no local até o mês de setembro (21/09). Se você se interessar, vai até o MAM, que fica situado na Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº, entrada pelo portão 03 do Parque do Ibirapuera. Os ingressos custam R$ 5,50 e o local é aberto à visitação de terça a domingo, das 10 às 18 horas.

Rolê 3

Já no Museu da Língua Portuguesa (Estação da Luz, que fica na Praça da Luz, s/nº, Bom Retiro) você pode se deleitar com a exposição “Machado de Assis: Mas Este Capítulo Não É Sério”, cuja abertura acontece na próxima terça-feira (15/07), assim como a dica anterior, e se estende até meados de outubro (16/07). Com a intenção de desconstruir certos mitos criados sobre o escritor, a mostra busca aproximar a vida de Machado de Assis e seu trabalho do público. Sob curadoria de Cacá Machado e José Miguel Wisnik, o projeto visa fazer o visitante “entrar em um livro”, com um imenso índice com os capítulos do evento, encontrado logo no início da exposição, sendo que ao longo da mesma, encontram-se momentos da vida de Assis, projeções fotográficas do Rio de Janeiro e alusões a seus personagens. O local fica aberto para visitação de terça a domingo, das 10 às 17 horas e os ingressos custam R$ 4,00, sendo que aos sábados a entrada é franca.

Exposição no Museu da Língua Portuguesa desconstrói Machado de Assis.

Rolê 4

A partir de 154 imagens, a nova mostra em cartaz no MAC/USP, aborda temas recorrentes de nosso cotidiano, entre eles, a cidade, o retrato do artista e o nu nas obras de consagrados fotógrafos, como Henri Cartier-Bresson, Pierre Verger, Thomaz Farkas e Geraldo Barros. Sob curadoria de Helouise Costa, a exposição é sediada na Rua da Reitoria, 109-A, Cidade Universitária, até 28/09. Ela pode ser visitada de terça a sexta-feira, das 10 às 18 horas, e aos sábados e domingos, das 10 às 16 horas. O melhor deste passeio é que você não precisa desembolsar um centavo, pois a entrada é gratuita.

Rolê 5

 

Obra "Em Forma de Fábula", do artista espanhol Gordillo, integra mostra no Masp.

Já no MASP – Avenida Paulista, 1.578, Bela Vista – você tem a oportunidade de conhecer de perto obras de grandes representantes da vanguarda espanhola, Gordillo e Quejido. Uma retrospectiva das carreiras dos dois artistas contemporâneos espanhóis e grandes representantes da arte conceitual e política do País, a mostra compila pinturas, desenhos e fotomontagens. E se você ainda não foi conferi-la, corra, pois ela fica em cartaz no local até a próxima terça-feira (15/07). O espaço fica aberto ao público de terça a domingo, das 11 às 17 horas, com exceção das quintas-feiras, que é das 11 às 19 horas. Os ingressos custam R$ 15,00, mas às terças-feiras e menores de dez anos e maiores de 60 anos, a entrada é grátis.

Rolê 6

O Grupo Tapa volta com novo espetáculo, após ter levado aos palcos da cidade diversos espetáculo somente neste ano, no Teatro Imprensa – Rua Jaceguai, 400, região Bela Vista. Desta vez, a trupe, dirigida por Eduardo Tolentino, apresenta a peça “O Ensaio”, baseada em obra de Jean Anouilh. Inédito no País, o texto do dramaturgo francês narra a história de um grupo de aristocratas parisienses, que tem sua rotina abalada ao receber um castelo como herança, pois o testamento exige que eles passem pelo menos um mês por ano na casa, além de obrigá-los a educar doze órfãos. A montagem começa a ser encenada hoje, sexta-feira (11/07), e pode ser conferida por tempo indeterminado, às sextas-feiras e sábados, às 21 horas, e aos domingos, às 19 horas. Os ingressos custam entre R$ 40,00 (às sextas e domingos) e R$ 50,00 (aos sábados) e devem ser retirados na bilheteria do teatro.

Rolê 7

 

Zé Celso volta com peça "Cypriano e Chan-ta-lan" no Teatro Oficina, que fica em cartaz até agosto. 

Outra estréia que acontece hoje, sexta-feira (11/07), também, é do espetáculo “Cypriano e Chan-ta-lan”, da companhia de Zé Celso Martinez. Em cartaz no Teatro Oficina (Rua Jaceguai, 520, Bela Vista), aos sábados e domingos, às 21 horas, até o mês que vem (16/08), a peça tem um aparente tom de conto de fadas, com forte influência do teatro de revista, dos anos 60. A montagem narra as aventuras do príncipe Cypriano, herdeiro do trono de Golconda, em busca de sua amada Chan-ta-lan, uma camponesa seqüestrada por uma borboleta. Ficou instigado? Então, vai até o local, desembolse R$ 30,00 no ingresso and have fun...

Rolê 8

Na montagem “O Retorno ao Deserto”, em cartaz no Sesc Vila Mariana, localizado na Rua Pelotas, 141, Vila Mariana, até a próxima semana (20/07), o público se depara com a produção da francesa Compagnie Dramatique Parnas, que entra em cartaz no local na próxima quinta-feira (17/07). O espetáculo apresenta as fronteiras entre países, postas em xeque, cujo elenco é uma mescla de atores brasileiros e franceses, dirigidos por Catherine Marnas. A narrativa trata de uma mulher que, após 15 anos de exílio na Argélia, volta a Paris para ajustar as contas com o irmão. O espetáculo é encenado às quintas-feiras, às 21 horas, e os ingressos custam de R$ 7,50 a R$ 30,00.

Rolê 9

Já no espetáculo “A Cidade das Máquinas”, em cartaz no Teatro do Ator (Praça Franklin Roosevelt, 172, República) até 29/08, o público se depara com a história de um poeta idealista, que divide apartamento com um cético artista plástico. Ao longo da narrativa é sugerida uma ligação entre a este conto e as tragédias gregas. Sob direção de Sérgio Bombace e com Fernando Santos e Ronaldo Oliveira no elenco, a peça pode ser assistida às sextas-feiras, às 21h30, sob o valor de R$ 20,00, cada ingresso.

Rolê 10

Em “Vá Te Catar!!!”, peça que integra o Projeto Teatro Hip Hop, a atriz Roberta Estrela D’Alva utiliza o “spoken Word”, ou seja, poesia falada, para convidar o público a uma viagem pelo universo das palavras. Interessante, né!? Pois bem, se ficou curioso para conferir este espetáculo, vá até a Unidade Provisória do SESC Avenida Paulista, situado na Avenida Paulista, 119, Cerqueira César, até o final deste mês (27/07), às sextas-feiras e sábados, às 21h30, e aos domingos, às 20h30. Os ingressos devem se retirados na bilheteria do local pelo valor que varia entre R$ 5,00 e R$ 20,00.

Rolê 11

 

Cachorro Grande faz duas apresentações em São Paulo, neste final de semana. 

Neste final de semana, sábado (12/07) e domingo (13/07), é a vez dos gaúchos do Cachorro Grande apresentar seu rock’n’roll poderoso ao público paulistano. Pois é, a banda faz show nestes dois dias, às 19 horas e 18 horas, respectivamente, no Centro Cultural São Paulo, localizado na Rua Vergueiro, 1.000, Paraíso. Com som influenciado diretamente pelo rock dos anos 60 e 70, o grupo se firmou na cena alternativa do País. Deve integrar o repertório, sucessos como “Sinceramente”, “Desentoa”, “Dia Perfeito”, “Lunático”, além de músicas do recente álbum homônimo (2007). Quanto você tem que desembolsar? Simples, R$ 15,00 e está tudo certo!

Rolê 12

Por outro lado, se você é mais afeito a um bom show de rock instrumental, que se jogar hoje, sexta-feira (11/07), a partir das 23 horas, no Clube Belfiori (CB) – Rua Brigadeiro Galvão, 871, Barra Funda. Pois um dos grandes expoentes do circuito underground, o trio cuiabano Macaco Bong vai apresentar no local. Na ocasião, o público poderá se deleitar com suas belas canções, galgadas na música brasileira de raiz, rock psicodélico, jazz e fusion. Para ingressar nesta baladinha é cobrado R$ 20,00 de entrada!

O trio cuiabano Macaco Bong faz show hoje, sexta-feira (11/07), na cidade.

Rolê 13

E já que estamos falando de bandas cuiabanas e se você for um amante de um bom rock-folk, que tal ir hoje, sexta-feira (11/07), no Studio SP – situado na Rua Augusta, 591, Consolação – e assistir a apresentação dos meninos do Vanguart. O quinteto, que já se tornou figura célebre na cena musical do País e já começa a colher os frutos do ótimo trabalho que vem desenvolvendo desde quando a banda iniciou sua trajetória no mundo da música, promete agitar a casa com sucessos como “Semáforo”, “Miss Universe”, entre tantos outros. O show está programado para acontecer a partir das 23 horas e de entrada será cobrado R$ 25,00.

Vanguart promete agitar o Studio SP, hoje, sexta-feira (11/07).

Bom, recado dado, certo!? Só não se diverte aqui em Sampa, quem não quer, né não!?

Portanto, bom final de semana, pois ele promeeeete... e até a próxima!!!

Beijos em todos...

Les Responsables retorna com "novos ares"

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Após passarem por um período meio complicado e de reformulações, os gaúchos do Les Responsables voltam à ativa. Não, a banda não deixou de lado o saudosismo a "la belle èpoque", com trabalho fortemente influenciado pelos franceses Serge Gainsbourg (1928-1991) e Jacques Dutronc, continuam convictos quanto ao rumo musical escolhido, desde quando a banda foi criada, há cerca de dois anos. O grupo passou apenas por uma mudança na composição de seus integrantes, que continua na formação de quarteto e com seu vocal Erwan Pottier e o baixista Felipe Faraco no baixo, ao lado de Luciano Bolobang (na bateria), e Pedro Pastoriz (na guitarra).

Formada em 2006, na cidade de Porto Alegre (RS), Les Responsables, como acontece com diversas bandas, o grupo gaúcho também passou por estas "mutações" positivas, com o intuito de continuar sua caminhada no cenário musical, conforme confessou Pottier durante conversa via MSN. E segundo ele, o pique do quarteto perdura e tal mudança se fez necessária, principalmente quanto aos objetivos de vida buscado pelos seus integrantes e que desde então, continuam desenvolvendo vários projetos, sendo que um deles é voltar a São Paulo para nova turnê. Pois é, os fãs paulistanos já podem começar a comemorar tal feito e quem ainda não conhece, uma ótima oportunidade, né não!?

Com canções compostas todas em francês, o Les Responsables mistura o charme da cultura francesa com a vanguarda européia, boêmia e músicas melodiosas. Para dar um toque ainda mais fidedigno a toda esta "aura" incorporada pelo grupo, nada como contar com um legítimo parisiense nos vocais e por aí já se explica de onde vem a forte influência do quarteto pelos maiores símbolos do rock francês, Serge Gainsbourg (1928-1991) e Jacques Dutronc, e de Nino Ferrer e Françoise Hardy, cujas bases resultam em um verdadeiro rock'n'roll dos anos 60 à la francesa, com mistura de country music e chanson française.

Embora a influência do trabalho da banda seja óbvia, por outro lado, os músicos fazem um trabalho bastante peculiar, cujas canções soam muito bem aos nossos ouvidos! Aliás, este "q" é o grande diferencial do grupo, que consegue produzir algo bem diferente de muita coisa que circula no mercado fonográfico brasileiro. Como acontece com a maioria das bandas que integram a cena underground, o Les Responsables ainda não conseguiu gravar um álbum, mas conta com apenas uma demo que contém três faixas autorais ("Le Mellotron", "Allegria" e "La Vaporisation").

Enquanto a gravação do primeiro CD não acontece, o quarteto conta com um grande aliado, se não for o maior, a internet e no qual vêm abrindo, cada vez mais, as portas dos músicos! Aliás, a banda já começa a colher alguns frutos, como, por exemplo, o fato das músicas "La Vaporisation" e "Le Mellotron" integrarem a trilha sonora do novo seriado policial da Fox " 9mm", cuja estréia aconteceu no mês passado (10/06).

Quer saber mais do grupo ou reviver suas lindas canções? Acessa o myspace da banda (www.myspace.com/lesresponsables). E que tal começar o aquecimento para a turnê do quarteto em São Paulo? Ah, e pode deixar que assim que a banda tiver fechado direitinho os shows aqui em Sampa, vocês serão os primeiros a saber! Palavra de escoteira!

 

           

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