Dynamite

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Simoninha também embarca na "onda dos lançamentos"...

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Outro artista que acaba de lançar novo trabalho é o carioca Wilson Simoninha. Intitulado de “Melhor” e sob respaldo, como produtor, de seu irmão Max de Castro, o disco continua a navegar pelo samba, soul, funk e jazz, estilos presentes nos anteriores, de forma fantástica. Conhecido pelo seu gingado e romantismo, o cantor, pelo visto, continua a se embriagar nestes mesmos “artifícios musicais”, com a destreza que lhe é peculiar. Para celebrar tal feito e apresentar ao público paulistano o seu novo repertório, ele fez dois shows no final de semana retrasado (dias 07 e 08/06), no Sesc Pinheiros.

Acompanhado de sua banda (cuja performance, na ocasião, foi muito boa e seus integrantes, nitidamente sintonizados entre si) e com teatro cheio, podemos dizer que Simoninha continua o mesmo, no bom sentido, claro! E com fãs fiéis, visto pela platéia que ocupou todos os lugares do local e ainda cantava e dançava junto com ele, o cantor conseguiu mostrar de forma bastante ampla este novo trabalho (que deve ser resenhado com mais detalhes por estas linhas virtuais, em breve, agradem... hehehe), sem deixar de lado seus grandes sucessos, como “Zazoeira”, “Bebete” e o hino de Jorge Bem “Santa Clara”, entre outros hits. 

E embora a maioria dos artistas procure enfatizar, quando lançam um novo disco, que nenhum trabalho é igual ao anterior (o que concordo em parte e com o decorrer deste texto, vocês vão entender o porquê de tal afirmação), podemos classificar este álbum como bastante similar aos seus antecessores, seja em termos de harmonia musical ou no conteúdo das letras de suas canções, que continuam na mesma tônica “romântica alegre” de sempre. O que não deprecia em nada “Melhor” e o seu real valor, pois, Simoninha continua, muito bem e obrigado, a fazer virtuosamente o que se propõem, certo!?

Pois bem, o cantor começou a sua apresentação da forma como sabe fazer, com muita animação e descontração (quem já viu um show dele há de concordar comigo, mesmo que não se identifique com seu estilo musical) e manteve este ritmo o tempo em que permaneceu no palco, embora tenha confessado à platéia estar “meio rouquinho”. Tanto que somente um ouvido mais atento e apurado poderia identificar tal fatalidade, visto que não poupou sua voz e empenho no dia em que estive presente para prestigiá-lo, no domingo (08/06).

Com várias parcerias, este novo trabalho traz uma canção lindíssima, “Sossega”, criada em conjunto com um dos grandes mestres de Simoninha. Sim, com Jorge Ben. É, ele não está fraco não! Com versos do tipo “quem mandou você me deixar sozinho, me abandonar, meu coração maltratar, me deixar sozinho com fome, sede e frio, na hora que eu mais precisava de você...”, ele encaixa sabiamente tal letra num verdadeiro samba-jazz.

Outro destaque vai para a música “Rei da Luta”, que é tão bela quanto a anterior. Composta junto com seu parceiro de vários outros trabalhos, Jair de Oliveira – que, convenhamos, é muito melhor como letrista e compositor do que como músico propriamente dito, embora tenha se embebedado na melhores fontes, possuir um boa formação musical e ter estudado em Barkley (EUA), considerada uma das melhores faculdades de música do mundo. Já a faixa título do disco, “Melhor”, também, é boa e se “enquadra” como um perfeito samba-rock.

Já deu para deixar os diletos fãs de Simoninha com “água na boca”, né não!? Sim, a intenção é exatamente essa! E se você realmente quiser conhecer mais a fundo este recente trabalho do cantor carioca é só ir a qualquer loja de discos da cidade, que ele já está à venda, certo?!

Set List (domingo, 08/06):

- A Saideira

- Homem de Gelo

- Ela é Brasileira

- Música Romântica

- Melhor

- Rei da Luta

- Navegador de Estrelas

- Sossega

- Samba Novo/Agosto/Mais um Lamento

- Santa Clara/Aquele Gol/Zazueira

- Flor do Futuro

- Bebete

Bis: Sá Marina/ Melhor/A Saideira

O que fazer neste final de semana?

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A semana está quase no fim e muitos já começam a se programar para aproveitar na sua magnitude o tão merecido descanso, né não!? Enquanto alguns preferem ficar em casa, de "pernas para o ar", outros optam por sair e aproveitar ao máximo as diversas atrações oferecidas aqui na cidade. E se o seu caso for este último, que tal se deleitar com os passeios culturais elencados semanalmente neste espaço? Enfim, todos já sabem, né!? Basta conferi-las, montar o seu roteiro e se jogar... só não entra neste clima mesmo quem não quer, certo!? So let's go...

Rolê 1

 

Fernanda Youg tem estréia dupla no teatro com peça "A Idéia". 

A primeira dica desta semana é para peça "A Idéia", cuja estréia acontece amanhã, sexta-feira (13/06), no Teatro Vivo - Avenida Doutor Chucre Zaidan, 860, Morumbi. Com texto de autoria de Fernanda Young, em parceria com Alexandre Machado. Ocasião para lá de especial, pois é o batismo de Fernanda na dramaturgia, que embora tenha se consagrado como romancista, apresentadora de TV e roteirista, ela tem seu pé no teatro, visto que se formou em artes cênicas no Rio pela Casa das Artes de Laranjeiras (CAL). Aliás, a sua estréia é dupla, pois, também, atua no espetáculo, definido por ela mesma como um "egotrip" em forma de "monólogo dadaísta". Interessante, né não!? Então, vai até o espaço cultural, que a montagem é apresentada até agosto (10/08), sempre às sextas-feiras, às 21h30, aos sábados, às 21 horas, e aos domingos, às 19 horas. Os ingressos custam R$ 60,00.

Rolê 2

Outra dica é para a montagem "Almas Suspeitosas", que está em cartaz no Teatro Centro da Terra, localizado na Rua Piracuama, 19, Vila Pompéia, até o final de agosto (31/08). A peça, cuja direção fica a cargo de Hermano Leitão, enfoca os conflitos entre igrejas que se opõem a união de fiéis de diferentes crenças. Com elenco integrado por Alexandre Ferreira, Daniela Dams, Dill Pires e outros, o espetáculo pode ser conferido aos sábados, às 21 horas, ou aos domingos, às 19 horas. Os ingressos devem ser adquiridos na bilheteria do local pelo preço de R$ 20,00, cada um.

Rolê 3

Já em "Desencontros Clandestinos", você se depara com a história de um homem em plena crise de meia-idade, que resolve buscar amantes para fugir da rotina do casamento. A peça, que é dirigida por Cécil Thiré, está em cartaz no Teatro da União Cultural (Rua Mário Amaral, 209, Paraíso) e conta em seu elenco com Kito Junqueira, Cris Bonna, Janaína Peresan e Eliete Cigaarini. O espetáculo pode ser assistido até o mês de setembro (07/09), aos sábados, às 21h30, e aos domingos, às 20 horas. Quanto custa cada ingresso? R$ 60,00.

Rolê 4

 

Espetáculo "Idiota no País dos Absurdos" é baseado em texto de Bernard Shaw.

Agora, esta sugestão é voltada aos que gostam de algo mais ousado. Isso, mesmo, pois no espetáculo "Idiota no País dos Absurdos", cujo texto é do pensador irlandês George Bernard Shaw (1856-1950), no qual a base de dramaturgia é galgada exatamente na estética dos absurdos. A peça narra a história do pastor de uma igreja que é envolvido em estranhas experiências sexuais envolvidas em perversões, incestos e pedofilia para criar uma raça supostamente perfeita. A montagem é dirigida por Domingos Nunez e conta com atuação de Helio Cícero, Fausto Franco, Priscila Jorge e outros. Ficou interessado em conferi-la? Então, vai até a Sala Crisântemo, situada na Rua Fidalga, 521, Pinheiros, às sextas-feiras e sábados, às 21 horas, até o final de julho (27/07). Os ingressos devem ser retirados na bilheteria do local e são vendidos pelo preço de R$ 20,00.

Rolê 5

No espetáculo "Não Assim Tão Longe", em cartaz até o começo de julho (08/07), no Espaço dos Satyros 1, situado na Praça Franklin Roosevelt, 214, República, o público mais afeito ao mundo literário é uma ótima dica. Visto que a peça busca tais referências com associação à vida de pessoas comuns para investigar as razões do suicídio. Sob direção de Maureen Miranda, a montagem conta com elenco composto por Daniel Siwek e Adriana Seiffert. Se você ficou instigado para se deleitar nesta dica, basta ir até o espaço teatral às segundas e terças-feiras, às 21 horas. Os ingressos custam R$ 20,00, por pessoa.

Rolê 6

Em "Seleção de Humor Stand Up", peça exibida no Teatro Folha (que fica no Shopping Higienópolis, situado na Avenida Higienópolis, 618, piso 2, Consolação), você se depara com um boa comédia. Portanto, se for apreciador deste gênero teatral, não pode deixar de conferi-la. A narrativa, que foi concebida a partir de observações do cotidiano, os comediantes (Márcio Ribeiro, Marcela Leal, Bruno Motta e Fábio Rabin) improvisam situações, tendo apenas um microfone e o palco como cenário. O espetáculo, que fica em cartaz até dezembro neste local, pode ser assistido aos sábados, às 24 horas. Quanto você precisa desembolsar para se jogar neste passeio? R$ 30,00 e está tudo certo!

Rolê 7

E você, curte um bom espetáculo de dança? Então, não pode deixar de conferir a nova montagem dos portuguêses "Companhia Nacional de Bailado", que em turnê por diversas cidades do Brasil, desponta em São Paulo com apresentações amanhã, sexta-feira (13/06) e sábado (14/06), às 21 horas, no Teatro Alpha - Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722, Santo Amaro. Baseado na trágica e romântica história de Inês de Castro e Pedro, seu príncipe, a opereta "Pedro e Inês" é uma criação de Olga Ruiz. Que conta com a participação dos solistas Ana Lacerda e Carlos Pinillos e de mais 22 bailarinos. Os ingressos variam de R$ 40,00 a R$ 95,00.

Rolê 8

 

 

Obras que podem ser conferidas na mostra "Arte Cinética América Latina". 

Na exposição "Arte Cinética América Latina", abrigada na Galeria Bergamin, localizada na Rua Rio Preto, 63, Jardim Paulista. A mostra coletiva, sob curadoria de Daniela Bousso, reúne 30 obras de 11 artistas plásticos que melhor representam a arte cinética na América Latina, entre eles, Abraham Palatnik, Jesus Rafael Soto, Carlos Cruz-Diez, Julio Le Parc e León Ferrari. Se ficou interessado em se deleitar nesta dica, então, corra, pois ela fica sediada no local até este sábado (14/06), sendo que amanhã, sexta-feira (13/06), ele pode ser visitado das 11 às 19 horas, e no dia seguinte, das 11 às 15 horas. A entrada é franca.

Rolê 9

Outra dica é para a mostra "Laços do Olhar", que está sediada no Instituto Tomie Ohtake (Rua Coropés, 88, Pinheiros) até o mês de agosto (10/08). A exposição é mais uma, dos zilhões de eventos comemorativos do centenário da imigração japonesa no Brasil, e proporciona ao público o contato com a caligrafia e cerâmica típicas do Japão, como contraponto com aos parâmetros estéticos contaminados em nossa cultural, sejam eles de forma sutil ou definitivo. Com curadoria de Paulo Herkenhoff, a mostra compila 498 peças, como fotografias, pinturas, gravuras, desenhos e esculturas, criados por 115 artistas plásticos desde a época de Dom Pedro II até as produções mais atuais, entre eles, Anita Malfatti, Wesley Duke Lee e Takashi Murakami. O local fica aberto à visitação de terça a domingo, das 11 às 20 horas. Para se deleitar neste passeio, você não precisa desembolsar um centavo, pois a entrada é grátis.

Rolê 10

Na Graphias - Casa da Gravura, que fica na Rua Joaquim Távora, 1.605, Vila Mariana, você pode apreciar 70 obras de autoria de Marcello Grassmann, extraídas de matizes de alumínio e pedra. Trata-se da exposição individual de um dos expoentes do estilo no Brasil, que é composta por trabalhos criados pelo artista plástico desde a década de 1950, período em que ele iniciou sua carreira, até as produções mais recentes. A mostra pode ser conferida, gratuitamente, até 17/07, às quintas e sextas-feiras, das 13h30 às 19 horas, e aos sábados, das 13h30 às 17 horas.

 

Trabalhos de Marcello Grassmann que integram exposição em cartaz na cidade.

Rolê 11

Já na exposição "Puro Espaço", abrigada no Gabinete de Arte Raquel Arnaud, situado na Rua Artur de Azevedo, 401, Pinheiros, o público pode se deliciar com obras do artista plástico paulistano Tuneu, que compila 12 pinturas e três trabalhos em papel, produzidos a partir de 2002. Aliás, é uma ótima oportunidade para conhecer um pouco mais da técnica utilizada por ele, na pesquisa com as cores, associado a nomes, como Willys de Castro e Hércules Barsotti, que influenciam diretamente sua obra. Se ficou interessado em conhecer mais à fundo as criações de Tuneu, então, vá até o local de segunda a sexta-feira, das 10 às 19 horas, e aos sábados, das 12 às 16 horas. A mostra pode ser conferida até o mês de agosto (02/08). A entrada no local é franca.

Rolê 12

A programação musical desta semana começa o show do Crazy Legs (www.myspace.com/crazylegs), que acontece hoje, quinta-feira (12/06), às 22 horas, lá no Clube Belfiori (CB) - Rua Brigadeiro Galvão, 871, Barra Funda. Um dos grandes representantes do rockabilly no Brasil, o trio já foi tema de matéria da extinta coluna "Town Art", e manda muito bem no gênero no qual se propõem a tocar! Aliás, se o casal curte um bom rock'n'roll, que tal se jogar hoje nesta baladinha? De entrada é cobrado R$ 18,00 e de resto é com vocês, certo!?

Rolê 13

 

Relespública se apresenta amanhã, sexta-feira (13/06), em casa noturna da cidade.

A segunda sugestão vai para a apresentação dos (sempre ótimos) curitibanos do Relespública (www.myspace.com/bandarelespublica), que acontece amanhã, sexta-feira (13/06), no Clube Inferno, localizado na Rua Augusta, 501, Consolação. Com mais de uma década de estrada, a banda é considerada um dos grandes expoentes da cena alternativa. Ao lado do grupo, toca, neste mesmo dia, Devotos de Nossa Senhora Aparecida, que é liderada por Thunderbird (www.myspace.com/devotosdnsa). A balada está prevista para começar às 23 horas e de entrada será cobrado R$ 20,00 na porta da casa noturna.

Rolê 14

No mesmo local que a sugestão anterior, Clube Inferno (Rua Augusta, 501, Consolação), só que no dia seguinte, sábado (14/06), às 17 horas, acontece a apresentação dos franceses do Eths (www.myspace.com/eths). Na estrada desde 1999 e após extensa turnê pela Europa de divulgação do novo trabalho, "Téralogie", a banda aterrissa no Brasil para único show, portanto, não dá para perder essa, né não!? Na porta do local será cobrado R$ 50,00 de entrada.

Rolê 15

Ainda neste sábado (14/06), será a vez da banda Daniel Belleza e os Corações em Fúria se apresentar nos palcos do Clube Outs (Rua Augusta, 486, Consolação). O grupo, que acaba de lançar novo trabalho, homônimo e segundo disco da carreira, conta com as mais diversas influências, que vai do psicodelismo dos anos 70, rock clássico, além de flertar com a música brega de Odair José e com o punk-rock. Bom, a dica está dada e se quiserem se divertir ao som furioso do quinteto, é só aparecer por lá! De entrada será cobrado R$ 12,00.

Daniel Belleza e os Corações em Fúria se apresentam neste sábado (13/06) em Sampa.

Rolê 16

Outra sugestão é apresentação da inglesa Joss Stone, celebrada como uma das novas vozes do soul da atualidade. Pois é, em turnê por várias cidades do País, a cantora faz show em São Paulo na próxima segunda-feira (16/06), às 22 horas, na Via Funchal - Rua Funchal, 65, Vila Olímpia. Com o mais recente trabalho, o terceiro de sua carreira, lançado no ano passado, "Introducing Joss Stone", a inglesa deve apresentar canções do mesmo, entre elas, o seu primeiro single "Tell Me About It", além de outros sucessos. Se você curte o trabalho dela e ainda pode dispor de quantias que variam entre R$ 150,00 e R$ 400,00, mande ver, que com certeza vai valer muito à pena, né não!?

Rolê 17

Para fechar a tampa, a dica vai para uma balada que acontece amanhã, sexta-feira (13/06). Que acontece na Casa das Caldeiras, situada na Avenida Francisco Matarazzo, 2.000, Água Branca. Trata-se da terceira edição da Festa do "Grito à Roma", que consiste em um projeto de curta-metragem baseado no poema homônimo do espanhol Federico Garcia Lorca (1898-1936), que tornou-se publico em 2006, ano em que tiveram início as pesquisas para a criação do filme. Atualmente, a película encontra-se em fase de gravação. Na verdade, o intuito do evento é para arrecadar verba e viabilizar a continuidade das gravações. A animação da festa vai ficar por conta das bandas Diskotiki, Mamma Cadela e Cinemad in Chãos. Qual o custo dela balada? R$ 10,00 de entrada...

 

Espero que aproveitem ao máximo tais passeios "cults" e até próxima postagem!!!

Bom final de semana e inté...

 

 

Até que enfim: Mundo Livre lança novo trabalho!!!

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Agora sim os fãs do Mundo Livre S/A (PE) podem comemorar! De acordo com o que foi noticiado, há pouco mais de um mês, aqui neste mesmo espaço, a banda, considerada um dos maiores símbolos e ícones da cena underground do Brasil, estava em vias de lançar seu novo trabalho, "Combat Samba", pela Deckdisc (http://www.deckdisc.com/deckdisc/prod.php?id=451) e enfim, o disco está pronto. Aliás, ele foi lançado e para fazer aquele "burburinho básico" (se é que a banda precisa disso, né!?), os músicos estão em turnê pelo País, desde a semana passada, para divulgá-lo.

O "start" aconteceu na quinta-feira passada (05/06), na cidade de Goiânia (GO), seguido por Brasília (DF), com apresentações realizadas nos dias 06 e 07/06, respectivamente. Já a passagem dos músicos por São Paulo vai ser na semana que vem, quando o grupo vai promover um dueto, iniciado pela capital paulista no dia 18/06, com show na Clash Club (Rua Barra Funda, 969, Barra Funda), às 22 horas. No dia seguinte (19/06), será a vez deles se apresentarem na cidade do interior do Estado, Bauru, e na seqüência, a banda ruma em direção ao sul do País (confira tabela completa abaixo).

Aliás, os fãs paulistanos já tiveram uma pequena mostra do que estaria por vir, durante a última edição da Virada Cultural (no final de abril), quando o Mundo Livre abriu a batelada de shows do Palco Independente (implantado em pleno Pátio do Colégio, região central da cidade). Além de tocar sucessos, o grupo deu uma prévia com a canção de seu novo disco, "Estela".

Produzido por Carlos Miranda, "Combat Samba" - conforme adiantou o vocalista do Mundo Livre, Fred "Zero Quatro", naquela ocasião, durante entrevista concedida a esta escriba na Virada Cultural - é uma espécie de coletânea dos melhores sambas, selecionados pelos integrantes do grupo, juntamente com o produtor deste trabalho. Reflexo de uma característica bastante comum na cena independente, de auxílio mútuo entre os seus integrantes, a capa do disco é uma criação de Jorge Du Peixe (Nação Zumbi), parceiro musical e amigo de longa data de Fred.

Um dos grandes expoentes do cenário alternativo, cuja carreira teve início lá em meado dos anos 1980 em Recife (PE), o Mundo Livre conquistou seu espaço no País com seu "novo rock", cuja composição vem agregada aos diversos ritmos brasileiros, como maracatu, samba, MPB, ente outros. A banda foi um dos precursores, ao lado do falecido Chico Science e o Nação Zumbi, de uma nova modalidade musical, que se expandiu para as outras formas de manifestação artística e até mesmo comportamental e moda da época (nos anos 1990), o "mangue beat".

E se você quiser manter-se informado da agenda e projetos do Mundo Livre, inclusive, saber se o Mundo Livre vai ou não passar na sua cidade ou próximo, então, não deixe de acompanhar o "diário de bordo" da banda pelo blog (http://www.diariodomundolivre.blogspot.com/). Agora, se a intenção é ouvir músicas do grupo, vai lá myspace (www.myspace.com/mundolivresaoficial) e boa audição!

Programação completa:

Dia 18/06 - São Paulo (SP), no Clash Club

Dia 19/06 - Bauru (SP)

Dia 20/06 - Curitiba (PR), pocket show na FNAC

Dia 20/06 - Curitiba (PR), no John Bull Pub

Dia 23/06 - Porto Alegre (RS), na Segunda Maluca do Opinião

Dia 24/06 - Pelotas (RS), no Bar Hora Extra

Dia 25/06 - Florianópolis(SC), no John Bull Pub

 

 

Ah, e aguardem, pois, em breve, volto a falar neste assunto, mas para comentar com maiores detalhes sobre este novo álbum do Mundo Livre, ok!? Promessa de escoteira... hehehe

 

 

Festival enaltece o folk na voz feminina

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Mallu Magalhães é uma das "Minas do Folk" que se apresenta amanhã, quinta-feira (12/06).

Que nos últimos tempos o folk tem sido destaque no cenário musical é um fato, tanto que vários músicos e grupos que têm seguido esta tendência viraram alvos dos holofotes, certo!? Como a cena independente, geralmente, anda lado a lado com o mainstream (ou não necessariamente nesta ordem), as bandas que têm adotado este estilo na condução de seus trabalhos, associado a outros fatores, claro, estão se dando muito bem! Seguindo esta corrente, o Sesc Vila Mariana promove um festival com cantoras e compositoras que vêm representando (e muito bem) o gênero musical - que surgiu nas décadas de 1940 e 1950, com artistas como Pete Seege e Woody Guthrie e se consolidou nos anos 60 com Bob Dylan - dentro do circuito underground. Trata-se do Projeto "As Minas do Folk", que acontece a partir de hoje, quarta-feira (11/06), e se estende até sexta-feira (13/06). E adivinhem que vai integrar esta ação? A trinca Stephanie Toth, Mallu Magalhães e Bluebell, que se apresentam no local, respectivamente, nos dias 11, 12 e 13/06.

O projeto será aberto pela teen Stephanie Toth (www.myspace.com/stephanietothmusic), que aos 16 anos já começa a sentir um pouco o gostinho da "fama". A jovem, que aprendeu a tocar violão sozinha e tem como "musos inspiradores" Elliot Smith, Johnny Cash e Bright Eyes, ganhou notoriedade ao participar de Festival de Música promovido periodicamente pela escola de inglês Cultura Inglesa, e desde então, vêm fazendo algumas apresentações, sendo que esta do Sesc Vila Mariana representa a sua estréia profissional.

Considerada a grande revelação no cenário de música independente, Mallu Magalhães (www.myspace.com/mallumagalhaes) ganhou popularidade após fazer a abertura do show dos cuiabanos do Vanguart, no começo desde ano, na Clash Club. A partir daí, a garotinha de apenas 15 anos não parou mais, com apresentações em casas de shows da cidade e de outros estados do País e até participação em grandes festivais do Brasil, entre eles, no Bananada 2008, realizado em Goiânia (GO). Menina prodígia, Mallu aprendeu a tocar violão aos oito anos de idade e, hoje, toca gaita, canta e compõem em inglês e tem como referência Bob Dylan e Johnny Cash.

Outro grande talento feminino que sobe aos palcos do Sesc Vila Mariana e encerra "As Meninas do Folk" é Blubell (www.myspace.com/bluebell), pseudônimo da cantora e compositora Bel Garcia. Ela, que começou sua carreira no final da década de 1990 em uma banda de rock, partiu para carreira solo em 2005 e no ano seguinte já lançou seu álbum de estréia "Slow Motion Ballet", cujo disco foi muito bem recebido pela mídia. Com canções que variam entre o pop e o rock, Bluebell deve mostrar neste show as músicas deste CD e algumas composições inéditas de sua autoria e que devem fazer parte do próximo disco, ainda em processo de construção.

Pois bem, a dica está dada, né!? Se quiser conhecer um pouco mais de perto o trabalho desta tríade, basta ir até o Sesc Vila Mariana, localizado na Rua Pelotas, 141, Vila Mariana, às 20h30, e boa diversão! Os ingressos custam entre R$ 3,00 e R$ 12,00. Mais informações podem ser obtidas na própria unidade pelo telefone 5080-3000.

A tríade do projeto é fechada com show de Bluebell, na sexta-feira (13/06).

 

 

Stuart volta com novo disco...

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Banda lançou recentemente seu segundo CD "Teatro que Celebra a Extinção do Inverno".

Com trabalho autoral e belíssimo, os catarinenses do Stuart voltam à cena musical com novo disco "Teatro que Celebra a Extinção do Inverno", lançado recentemente e disponível somente na internet. O álbum, que compila dez ótimas canções, marca o retorno triunfante do grupo, após um hiato, desde o seu debut "Honestidade Não Enche Barriga" (2006). Mais maduros, musicalmente falando, a banda talvez tenha atingido o seu ápice em termos de produção musical, desde quando iniciou a sua carreira, no final da década de 90. Aliás, dizem que os 30 anos é a melhor idade, nos seus mais diversos aspectos, e com integrantes nesta faixa etária, parece que o quarteto está sabendo aproveitar bem esta fase da vida, em sua plenitude!

Como muitas bandas que integram o circuito underground e estão na labuta há algum tempo, o Stuart não se deslumbra com nada ou quase nada. Os seus integrantes não sonham mais com o famoso "castelinho da princesa", muito do contrário, continuam a batalha por um espaço no tão disputado mercado fonográfico, mas com muito "pé no chão" e consciência. Até porque, como qualquer grupo que tem seus altos e baixos, o quarteto já passou por de quase tudo um pouco nesta vida, fatos que, aliás, não desanimaram em nada os músicos. Muito do contrário, parece que lhes deu mais força ainda para continuarem sonhando sim com a fama, ou melhor, mais do que isso, com o reconhecimento do seu trabalho.

Pois bem, toda essa digressão se faz necessária para contextualizar a tônica deste último CD do Stuart. Afinal de contas, tal postura assumida pelos seus integrantes - Gustavo Moura (no vocal e guitarra), Rafael Magola (na bateria), Cristiano Silva (na guitarra) e Daniela Hasse (no baixo) - reflete de forma direta no CD "Teatro que Celebra a Extinção do Inverno". Diferentemente do primeiro disco do grupo, este continua tendo a influência que regia as suas canções no seu primogênito e outros EPs, o folk, mas agora se encontra de maneira menos direta, visto que outros estilos, como punk-rock, tropicalismo, música experimental, entre outros, vêm agregado e de maneira bem nítida nas canções deste novo trabalho. E detalhe: todos estes gêneros presentes e reunidos com muita destreza e criatividade.

Com repertório musical rico e sólido, os catarinenses do Stuart provam que não estão brincando em serviço e que sabem muito bem onde querem chegar! As letras das canções retratam o cotidiano do compositor oficial da banda, o vocalista Gustavo, de forma bastante singela, direta e poética. O lirismo é uma constante neste novo trabalho da banda, facilmente detectado em "Técnica de Ignorar", que é linda, e "Uma Nova Leitura Sobre o Retrato", que é um folk-rock com timbre de guitarras um pouco mais pesadas. Já a música que leva o nome do CD, "Teatro que Celebra a Extinção do Inverno", é um indie rock com influência de punk, resultando num rock garageiro, aliás, tão bela quanto às outras citadas e as restantes do disco.

Enfim, este segundo álbum do Stuart está bem interessante, digno de constar no case de cada um de vocês. Ele está disponível no myspace da banda (www.myspace.com/stuart) desde o mês de maio e no site do jornalista Fernando Rosa (http://www.senhorf.com.br/), há cerca de alguns dias, sendo que neste último endereço, o CD está disponível integralmente para download. Ah, e se vocês ficaram curiosos para conhecer um pouco mais do quarteto, que tal conferir a entrevista bacanérrima com o vocalista do grupo? Nela ele conta um pouco da história dos catarinenses, fala mais detalhes sobre este novo disco, dos planos futuros e ainda dá os seus "pitacos" sobre a cena independente. Quer saber mais? Leia aí:

Town Art - Vocês acabam de lançar o segundo CD da banda, "Teatro que Celebra a Extinção do Inverno", né!? Como foi a concepção este trabalho e quanto tempo durou este processo?

Gustavo Moura - A idéia inicial era fazer um disco que funcionasse com divisões de atos, igual uma peça de teatro, separando os temas como fim do mundo e perdas, fotografia e cinema, etc. Tínhamos umas 15 músicas que integravam este conceito, chegamos a gravá-las numa pré-produção, mas optamos por retirar algumas e incluir outras no lugar, além de construir a história do jeito que se pode ouvir agora. O nome continuou, mesmo perdendo a idéia inicial. Tanto que há uma música com este nome. O processo foi lento, hora por falta de grana, saco e tempo. Existem canções neste álbum que nunca tocamos antes de gravá-las, foram ganhando forma durante as gravações. Se eu não me engano, começamos a gravar em junho de 2007 e terminamos de mixar em maio de 2008.

Town Art - E como vocês pretendem divulgá-lo?

Gustavo - Lançamos este disco na íntegra no myspace (www.myspace.com/stuart), para audição. Com isso, no boca a boca conseguimos bons resultados, o pessoal pode conferir de primeira mão. Através de uma parceria, lançamos, há pouco, para download, no site do jornalista Fernando Rosa (http://www.senhorf.com.br/), na íntegra, gratuitamente. Acho que internet é o grande lance de chegar a maior quantidade de pessoas possíveis. O bacana é que tanto o myspace quanto o senhor f são referências hoje na web, estas parcerias foram importantes! Acredito que o formato analógico, físico, saia até julho, numa tiragem bem tímida. Esse disco estica a nossa sobrevivência nos palcos, é mais uma motivação para não ficarmos tão parados, com tanta coisa que temos para falar (risos).

Town Art - O Stuart possui as mais diversas influências, que vai desde os clássicos do folk, como Johnny Cash e Bob Dylan, passando pelo punk rock, como Ramones e The Clash, até os expoentes da cena alternativa do País, como Júpiter Maçã, Wander Wildner, e Mutantes e Tom Zé, certo!? Como vocês conseguem agregar tanta influência em uma coisa só? Até que ponto estas influências regem o trabalho da banda?

Gustavo - Não sei se as influências estão tão obviamente refletidas nas músicas, mas fragmentos se espelham sutilmente e assim formam as canções. Gosto de citar as coisas que ouço como influência, pois isso filtra um gênero que é meio inexplicável. Eu gosto de rótulos. Mas, às vezes, é difícil resumir em uma palavra ou gênero. Os violões bem presentes arrastam a parte folk, a simplicidade nas composições e melodias traz o punk e o resto é esquisitice.

Town Art - A "bola da vez" no momento é o folk, como acontece de tempos em tempos com outros estilos musicais, certo!? E o reflexo disso são artistas como Mallu Magalhães e Vanguart, sem desmerecer o trabalho e talento de ambos, vêm obtendo grande atenção da mídia e como conseqüência, adquirindo uma certa projeção não somente no circuito underground. O que vocês pensam disso e de que forma pretendem "embarcar esta onda"?

Gustavo - O Stuart é uma banda que não tem pretensões de se encaixar em algum estilo, movimento ou momento, mesmo porque transitamos em variações extremas demais para isso. A primeira demo do Stuart, produzida há quase dez anos, era muito mais folk do que hoje. O nosso som engana. Não há muitos elementos mercadológicos, somos péssimos ao vivo, perdidos em estúdio e irregulares em formação, tudo vai contra a linearidade necessária. Já tivemos pretensões mais sólidas antes. Hoje somos desconfiados de tudo e todos.

Town Art - Como vocês avaliam este fenômeno que vem acontecendo com o folk, de expansão e até mesmo de abertura e possibilidades aos que seguem este estilo musical? Vocês atribuiriam este fato à vinda de Bob Dylan ao Brasil ou não (risos)?

Gustavo - O Bob Dylan não veio ao Brasil (risos). Mas falando sério, não acho que tenha a ver. Eu acredito mais no talento destas bandas, como Vanguart e Mallu Magalhães, do que num momento de um estilo ou em um movimento. Mas é preciso tomar cuidado, pois a impressão que tenho é que há muito mais para ler sobre, do que para ouvir destas bandas. Por isso, vamos deixar o tempo rolar sem grandes especulações. São bandas e pessoas novas, estão amadurecendo, não há dúvidas que estão no caminho certo, mas ainda não acho que seja hora para fundamentarmos teorias. Fico feliz que bandas com tanto bom gosto estão em evidência, isso faz com que o foco se volte a outras novidades ao redor.

Town Art - E em relação à cena independente, como vocês analisam este circuito? De que forma, os festivais vêm contribuindo (ou não) para os seguidores deste movimento?

Gustavo - Os festivais são os pontos de fusão disso tudo e a parte mais legal desta história toda. Integração total. Além do mais, eles expandem os olhares para outras regiões e espalham o que existe de bom pelos quatro cantos do País.

Town Art - Agora, me fala um pouco da história da banda? Como e quando surgiu o Stuart?

Gustavo - Surgiu no final da década de 90, era um lance mais de "projeto paralelo" meu e foi tomando forma. Era basicamente acústico, violão voz e gravações caseiras. Em shows eu juntava os amigos para dividir a vergonha. A formação sempre mudou, a mais duradoura resultou no primeiro disco "oficial", de 2006. Hoje, está muito parecido com a dos últimos quatro anos. Fizemos bastantes shows juntos e estamos com um entrosamento alinhado. O pensamento atual é diferente do que era no começo. Tornou-se uma banda. Estamos passando por uma fase de mudanças com a saída do baixista, recentemente, tanto que oficialmente trabalhamos em três: eu compondo, tento cantar e tocar violão e guitarra, o Magola fica na bateria e no backing vocal e o Cristiano na guitarra e viola caipira. Estamos começando a ensaiar com uma nova baixista, a Dani, acho que vai rolar legal.

Town Art - Desde quando vocês iniciaram a carreira no cenário musical como vem fluindo os trabalhos do Stuart? Quais as maiores dificuldades enfrentadas pelo grupo?

Gustavo - Sempre tocamos o que deu na cabeça. Nunca fomos guiados por mercado ou tendência. Nosso trabalho é irregular e varia muito dentro da "cena", hora estamos tocando em grandes festivais, dando entrevistas para TV e revistas, hora estamos tocando em botecos sujos para meia dúzia de bêbados e levando calote. No final das contas, as duas maneiras são divertidas. Sempre foi assim. O jeito é achar graça e andar para frente. Não penso mais em longo prazo, faço música, gravo, corro atrás de um lugar pra tocar ao vivo e toco, parei de pensar em "carreira" ou se estou certo ou errado. Sempre tivemos que fazer tudo sozinho! Não sei se consigo pensar de outra forma nesta altura do campeonato. O bom é que não dependo disso para pagar as contas.

Town Art - Como vocês analisam a falência das grandes gravadoras? A que atribuem este fato? De que forma a internet contribuiu para isso e por quê?

Gustavo - As gravadoras não evoluíram no tempo certo e tentaram tirar os atrasados quando já era tarde demais. Não vejo mais importância nenhuma nelas. Elas atiraram no próprio pé, mas certamente com bala de ouro. A internet é realidade, as gravadoras demoraram pra assumir isso e se aliarem a ela, a música está deixando de ter corpo físico, eu prefiro um bom disco de vinil com uma capa maneira e um encarte bacana, mas já era não vou ficar chorando mágoas passadas, vou me aliar e aproveitar o que isso tem de bom. O resto todo mundo já sabe. Música agora se consegue de graça e, detalhe, música boa!

Town Art - Quais são as grandes dificuldades de vocês, assim como muitas bandas, que estão fora do pólo Rio/SP? O mercado vem se abrindo cada vez mais para grupos que estão fora deste eixo, certo!? 

Gustavo - Por força do destino a banda, hoje, vive em São Paulo. Mas acho que os festivais estão clareando as bordas do País. A internet também apagou a linha de fronteira, hoje, dá para saber o nome da avó do baterista de uma banda do Acre em 5 minutos.

Town Art - Como está o mercado musical aí no Sul? E por que decidiram migrar para São Paulo?

Gustavo - Está mudando pra melhor, pois, agora, há pessoas interessadas em organizar e valorizar os shows locais e integrar outros estados nesses shows. Estão valorizando e acreditando mais no próprio potencial, estão se "agilizando", criando festivais, correndo atrás de lugares para tocar. Quando morávamos lá em Blumenau (SC) era mais precário. Bandas boas sempre existiram. Estamos em São Paulo há um ano e meio. Eu vim primeiro a trabalho e logo depois convenci o Cristiano e o Magola. O Maneta, antigo baixista, preferiu ir para a Espanha. Agora que estamos começando a nos "agilizar" com shows e bons contatos. Este disco novo nos deu ânimo novo!

Town Art - As canções deste novo trabalho do grupo falam de amor, cotidiano, etc, de onde surgem tais inspirações? Quais as pretensões implícitas nestas escolhas? Fale mais sobre o conteúdo das letras das canções do Stuart.

Gustavo - É difícil falar das letras. Elas não são muito pensadas, vão surgindo de acordo com o que vai rolando em nossa volta. Eu nem me preocupo muito em dar chão a elas, criar um entendimento espontâneo. Muitas são subjetivas e subliminares, mas a maioria é mais simples do que se imagina. È difícil explicar para alguém que a "técnica de ignorar motivos" é sobre um cara que não quis fotografar o pôr do sol, porque considera que há muitas fotos dele no mundo, só isso!

Town Art - O que o Stuart almeja: fama ou respeito dentro do mundo artístico?

Gustavo - Tocar em festivais, gravar discos interessantes e causar algum tipo de mal estar a pelo menos uma pessoa. Fama é foda e surreal demais, estamos já nos trinta, iríamos saber lidar demais com isso, seria um problema (risos). O bacana mesmo é o reconhecimento certo. Pessoas dizendo que de alguma maneira nosso som foi importante para elas. Quero que a música se espalhe, ganhe dimensões, que seja apreciada.

Town Art - E só por curiosidade, de onde vocês tiraram o nome Stuart?

Gustavo - É o nome de uma maionese indiana. Vi num rótulo em um filme, cuja duração era de cinco horas. Foi a única coisa que chamou a atenção!

Town Art - Ah, só para fechar: quais são os planos futuros do Stuart?

Gustavo - Em curto prazo, pretendemos divulgar o disco novo e fazer alguns shows em lugares bacanas. Não há planos mirabolantes, deixar rolar é o melhor que se tem a fazer...

 

 

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