Dynamite

Entries for month: April 2008

Vanguart estremece platéia no Studio SP

2 Comentários »

Na sexta-feira passada (18/04), conforme foi elencado juntamente com outros roteiros culturais pela cidade neste mesmo espaço, teve o show dos sempre ótimos cuiabanos do Vanguart, no Studio SP. E como dileta fã do grupo (fato que nunca fiz questão de esconder), claaaro que não deixei de conferir mais uma performance dos meninos, sempre queridos, animados e bem humorados. Mas, agora, quem deixa as suas impressões sobre a apresentação da banda é o jornalista Jesse Navarro, que também esteve presente neste show memorável e para lá de empolgante!

Tanto que após o término de suas apresentações a sensação é sempre única e acredito que igual para todos que conseguem se inebriar com as canções profundas e poéticas do quinteto: "de leveza, como se a alma tivesse sido lavada lá no seu âmago", se é que me entendem!? Aliás, é importante ressaltar que estive em vários shows da banda, mas nunca tinha visto algo igual, em termos de empolgação e interação do público para com os músicos! Algo especial! 

O clima da casa, a "vibe" das pessoas e do grupo explicaria tal feito? Talvez, mas o fato é que realmente "algo de muito especial estava solto no ar"... hehehe

Quer saber como foi o show dos meninos do Vanguart? Então, confere aí:

Vanguart incendeia Studio SP em show para os gorilas

Por Jesse Navarro

Crédito: Bruno Torturra

Poucas vezes vi tanta confusão numa platéia de casa noturna durante um show de banda independente. Foi o que rolou na apresentação dos cuiabanos do Vanguart no Studio SP, na noite da quinta-feira, 18. Foi um festival de garrafas e copos se quebrando e pessoas tropeçando umas nas outras. Tudo isso graças ao comportamento selvagem do público paulistano – gorilas se comportam melhor – e também a um descuido da casa, que colocou mesinhas no meio da pista onde os fãs se acotovelaram para curtir a apresentação.

Mas isso não prejudicou a boa performance da banda, que vem ganhando cada vez mais espaço no cenário indie nacional. A história do menino Hélio Flanders, que compunha canções folk no seu quarto e jogava tudo no computador é bem conhecida no meio alternativo. Com o sucesso do single “Semáforo”, em 2006, o grupo começou a ganhar tanto espaço que, quando se deram conta, estava morando em São Paulo e se apresentando em tudo quanto é lugar. Trata-se, sim, de uma das melhores revelações desse boom de bandas da internet, no qual se incluem nomes como Cansei de Ser Sexy e a debutante Mallu Magalhães. O diferencial dos cuiabanos é que o psicodelismo não soa algo forjado, como muitas bandas dessa safra myspace. O folk é autêntico, a lisergia é autêntica e as letras possuem alto nível poético.

Interessante que essa projeção não subiu à cabeça dos rapazes. Acompanhado da titular desse blog, a jornalista Maíra Hirose, fomos de cara bem recebidos na portaria do Studio SP. Não havia nada pré-agendado e estava preparado para tomar uma porta na cara quando fosse tentar uma breve entrevista no camarim antes do show. Por sorte, estava errado na minha expectativa. Fui, isso sim, bem recebido pelo produtor Bruno Montalvão. Assim que se abriu a porta, vi a figura do vocalista Hélio Flanders no fundo do camarim acenando positivamente e autorizando minha entrada. Me apresentei e, sem perder tempo, abri o bloco de anotações disparando perguntas.

“O termo folk não nos incomoda”, explicava Flanders, enquanto o baterista Douglas Godoy, em atitude solícita, anotava para mim o set list da noite. “Quando comecei a compor, há uns dez anos, estava ouvindo muita música dos anos 60, não rock and roll, mas Nick Drake, Leonard Cohen...” O tempo era curto e, já que o termo “10 anos” foi mencionado, lancei à queima-roupa o que ele esperava para o mundo daqui uma década. “Musicalmente não seremos os mesmos. Não sei se ainda faremos folk ou qual tipo de música estaremos criando. Sei que o mundo vai estar vivo, desse mesmo jeito que está hoje, quase morto”.

A produção avisa o cantor que faltam sete minutos para entrarem em ação. Flanders interrompe sua resposta sobre o clipe de “Semáforo” (em produção) para aquecer a voz. “Agora ele termina de responder”, diz, apontando para o produtor. Até então ele havia explicado que não gosta de interferir na realização dos clipes, mas que o tema semáforo sugeria algo “surreal”. Fico sabendo pelo produtor que o surrealismo entrará no clipe em forma de cenografias psicodélicas.

Deixo o camarim e logo começa o show, com “Los chicos de ayer”. As músicas seguintes (“Just to see your blue eyes see” e “Miss Universe”) levantam a platéia e temos a impressão de que eles estão queimando hits e depois terão que se virar para manter a platéia agitada. Ledo engano. “Para abrir os olhos” conduz a galera a uma catarse coletiva, algo quase messiânico, comparável à histeria do público do Los Hermanos. Então Flanders ataca com sua gaita e violão ao melhor estilo folk de Bob Dylan, mas algumas músicas mais lentas (até “The prettiest song”, de Neil Young, deu as caras) dispersam um pouco o público. A volta por cima vem em “Hey Ho Silver”. A pista vira uma verdadeira arena bang-bang. A essa altura do campeonato, mesas, cadeiras, copos e garrafas caíam sem parar. Não sei se o vocalista notou o caos na platéia, mas, de fato, antes de encerrar o show com “Cachaça”, uma das canções mais executadas do grupo, mandou uma mensagem que se encaixou direitinho no clima da noite: “Todos os seus amigos querem... Todos os seus amigos querem... Todos os seus amigos querem morrer!” E assim, ficou saciado o desejo de anarquia da platéia de gorilas ávidos por um bom show de folk psicodélico.

Crédito: Bruno Torturra

E se preparem, pois logo mais volto com outras informações sobre o cenário cultural da cidade, que ultimamente anda bem agitado, né não!?

Aqui você confere tudo sobre o projeto que acontece no Sesc Pompéia desde a semana passada, cujo foco é a "contracultura", com exposição, shows musicais e performáticos, saraus literários, exibição de filmes etc... Nos últimos dias, tive a oportunidade de conferir algumas atrações desta iniciativa, que diga-se de passagem, é esplêndida e será abordada com mais detalhes em breve!

Tem ainda o mega evento "Virada Cultural", que rola neste final de semana, de sábado para domingo (26 e 27/04), quando serão promovidas diversas atividades culturais durante 24 horas direto.

Quer saber mais? Então, fiquem ligados, que já, já volto contando tudo isso e muito mais....

Beijos em todos... e inté!!!

Quer se jogar onde neste feriado? É só escolher...

1 Comentário »

Final de semana prolongado em vista e muitas coisas para fazer nesta folguinha mais que merecida, né não!? Muitos vão aproveitar a oportunidade para curtir um feriadão fora de São Paulo, descansar um pouco desta rotina louca que envolve o nosso dia-a-dia, já outros vão ficar por aqui mesmo. E se este for o seu caso, não se preocupe, pois o Blog "Town Art" resolve todos os seus problemas, ou melhor, parte deles. Ainda mais se você quiser aproveitar o seu tempinho vago com o famoso "ócio produtivo cultural". Que tal se jogar nos passeios culturais elencados, tradicionalmente toda a semana somente aqui, especialmente para os que apreciam um bom "rolê cult"?! Vamos a eles, então:

 

Rolê 1

 

Obras de Andy Warhol, um dos grandes representantes da contracultura nos EUA, integra exposição no Sesc Pompéia. 

O Sesc Pompéia (Rua Clélia, 93, Pompéia) viaja na contracultura com evento que vem sendo realizado desde ontem, quarta-feira (16/04), e oferece ao público uma vasta programação dedicada às diversas expressões, como cinema, literatura, dança, teatro e música. Um conceito bastante difundido no final da década de 1950 para designar o que se diferenciava das manifestações artísticas predominantes na sociedade da época é o que rege o Projeto "Vida Louca, Vida Intensa - Uma viagem pela Contracultura", que se estende até o final de junho (22/06). Esta ação, que começou a ser desenvolvida há um ano e meio pelo jornalista Eduardo Beu, tem como objetivo celebrar as produções atuais, ligadas aos reflexos artísticos e sociopolíticos nos quais a contracultura vem exercendo a partir do momento em que começou a tomar corpo e projeção - cujo marco aconteceu com a obra "Pé na Estrada", do escritor beat nik Jack Kerouac (1922-1969), publicado no ano de 1957 - passando pelo surgimento do tropicalismo e das manifestações estudantis de maio de 1968, também. Integra a mostra uma exposição, que destaca imagens do psicodelismo e do movimento punk, apresentações musicais, peças de teatro, manifestações e capas de periódicos da imprensa "underground", além da exibição de 37 filmes, debates e palestras com convidados ligados a diversas áreas da cultura brasileira, performances e saraus literários. Entre os destaques da programação estão o show dos suíços da banda Young Gods, uma apresentação de jazz em tributo ao poeta e artista britânico William Blake, peça teatral baseada na vida e obra da poetisa Hilda Hilst, leitura de poemas de Ana Cristina César e uma instalação cenográfica no espaço de convivência do centro cultural, que tenta reproduzir, por meio de sons e imagens, a atmosfera da contracultura do fim da década de 1950 até a década de 1980. Bastante interessante, né não!? Quer saber mais? Acessa o site do Sesc e se intere de toda a programação (www.sescsp.org.br).

Rolê 2

E você, quer desvendar os segredos dos códigos do italiano Leonardo Da Vinci (1452-1519)? Então, não pode deixar de conferir a mostra que reúne projetos do "Homem da Renascença", cuja área de interesse ia além da arte, mas para a ciência e tecnologia, também, abrigada no Museu da Casa Brasileira - Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2.705, Pinheiros - desde a última terça-feira (15/04). Em "Os Segredos dos Códigos de Leonardo Da Vinci", cujo nome faz uma breve alusão ao best-seller de Dan Brown, "O Código Da Vinci", reúne textos, projetos urbanísticos e estudos de Leonardo na área de tecnologia militar. O destaque da exposição vai para as páginas digitalizadas do "Código Atlântico" (uma série de manuscritos produzidos ao longo de 40 anos, cujos originais estão muito bem guardados numa biblioteca de Milão, desde 1637), além dos desenhos e anotações dele, que é possível ser visualizado em modelos em três dimensões, como pontes, máquinas voadoras e instrumentos musicais. Quer desbravar o seu mundo? Então, vai até o local, que pode ser visitado de terça a domingo, das 10 às 18 horas, até o mês de maio (04/05). A entrada custa entre R$ 2,00 e R$ 4,00, sendo que aos domingos, é gratuita.

Rolê 3

Dando continuidade às celebrações do centenário da imigração japonesa no Brasil, São Paulo sedia mais uma exposição, dentre as inúmeras realizadas até agora, só que com um enfoque um pouco diferenciado. A mostra "O Japão de Pierre Verger" - anos 30/O Japão de Descamps e Desprez - anos 90" reúne registros fotográficos captados pelo francês Pierre Verger (1902-1996) em suas andanças pelo mundo, em especial pelo Japão, quando em uma de suas estadas de quase um mês, passou por Tóquio, Kyoto, Nara, Nikko e Oshima. Durante esta viagem, o artista busca revelar um País sob a ótica abnegada de exotismos. Sob curadoria de Alex Baradel, a exposição reúne imagens de Verger e de seus conterrâneos Bertrand Desprez e Bernard Descamps. Ela pode ser conferida a partir de sábado (19/04), lá no Caixa Cultural Sé (Praça da Sé, 111, região central da cidade), de terça a domingo, das 9 às 21 horas, até o final de maio (25/05). O melhor disso tudo é que a entrada é franca. Oh, cosia, boa, né não!?

Rolê 4

Já no Museu de Arte Brasileira da Faap, localizado na Rua Alagoas, 903, Higienópolis, você se depara com obras cuja abordagem, digamos, é focada para algo mais moderno. Aberta ao público desde o domingo passado (13/04), a mostra que exibe seis obras da artista norte-americana Victoria Vesna, cuja abordagem é para a nanotecnologia, mas de forma poética e metafórica. Com curadoria de Anna Barros, a exposição traz trabalhos como "Zerowave", uma instalação tridimensional que recebe a projeção de uma animação de "buckyballs", forma da molécula do carbono 60 (C60). As obras podem ser apreciadas até junho (01/06) e gratuitamente. O local fica aberto ao público de terça a sexta, das 10 às 20 horas, e aos sábados e domingos, das 10 às 17 horas.

Rolê 5

 

A atriz Beatriz Segall encena peça do Grupo Tapa, "Senhora dos Afogados", em cartaz no Sesc Vila Mariana até o mês que vem. 

Esta dica é voltada aos que curtem algo mais reflexivo! Trata-se do projeto teatral "Retratos Falantes 2", que está sendo exibido no Sesc Vila Mariana - Rua Pelotas, 141, Vila Mariana. A iniciativa, de autoria do Grupo Tapa, consiste na apresentação de dois monólogos, "Senhora dos Afogados" e "Fritas no Açúcar", encenados por Beatriz Segall e Brian Penido Ross, respectivamente. Sob direção de Eduardo Tolentino, as duas peças buscam promover a reflexão com a abordagem de forma aprofundada em assuntos bastante cotidianos e atuais. Em "Senhora dos Afogados", por exemplo, o público se depara com a história de Irene que imensa na solidão, queixa-se sistematicamente em jornais e órgãos públicos, numa busca incessante de amenizar o vazio que carrega dentro de si, por meio da comunicação via cartas. Já no outro, "Fritas no Açúcar", retrata a vida de Graham, um sujeito que tem uma relação mútua de dependência com a sua mãe esclerosada, cuja rotina é balada com o aparecimento de um antigo namorado dela. Ambos os textos são baseados na obra do escritor inglês Allan Bennett. Este projeto é apresentado até 07/05, sempre às terças e quartas-feiras, às 20h30. Quanto custa? Entre R$ 5,00 e R$ 20,00 e está tudo certo, ou melhor, é só se deleitar!!!

Rolê 6

Agora se você é fã do filósofo Jean-Paul Sartre, não deixe de ver o espetáculo "Entre Quatro Paredes", cujo texto é baseado na obra do francês. Em cartaz até o final deste mês (27/04), a montagem é encenada pela Companhia Teatro Arena Quadrada e trata a história de três pessoas presas em uma sala e condenadas a permanecerem juntas. Com canções inéditas de Heron Coelho, a peça é dirigida por Rodrigo Fabbro e conta em seu elenco com Bruna Thedy, Lucas Beda, Marta Caetano e Tiago Real. A narrativa é apresentada no Laboratório ECA, que fica na Rua Professor Luciano Gualberto, travessa J, nº 215, no Butantã, aos sábados, às 21 horas, e domingos, às 20 horas. Os ingressos são gratuitos de devem ser retirados com uma hora de antecedência.

Rolê 7

Já no espetáculo "Frederico Garcia Lorca: Pequeno Poema Infinito", concebido a partir de uma conferência sobre o escritor que dá nome à peça, realizada em 1933, chamada "Como Canta Uma Cidade de Novembro a Novembro", quando o poeta fala de sua terra natal. Portanto, se você é um apreciador de sua obra, imperdível, né não!? A peça - cuja direção é de Antonio Gilberto e encenada por José Mauro Brant, que assina o roteiro com o diretor - está em cartaz no Sesc Pinheiros, localizado na Rua Paes Leme, 195, Pinheiros, às sextas-feiras, às 21 horas, e aos sábados, às 19h30, até o começo de maio (03/05). Os ingressos podem ser obtidos a preços bem populares, entre R$ 5,00 e R$ 10,00. Quer mais?!

Espetáculo em cartaz no Sesc Pinheiros é concebido a partir de conferência sobre o escritor Garcia Lorca.

Rolê 8

Em "Maria Peregrina", cuja direção está a cargo de Claudio Mendel, você se depara com a história de uma peregrina, que viveu mais de 20 anos nas ruas de São José dos Campos (interior de São Paulo), e após a sua morte, passou a integrar o universo folclórico da região como santa popular. A montagem explora ainda a estrutura dos teatros épicos, portanto, se você é um apreciador deste formato de espetáculo, já sabe, né!? A peça pode ser conferida até o mês de junho (29/06), no Teatro Fábrica Coletivo, situado na Rua da Consolação, 1.623, Consolação, às sextas-feiras e sábados, 21 horas, e domingos, às 20 horas, por R$ 20,00 (preço de cada ingresso).

Rolê 9

E para finalizar as dicas teatrais da "Town Art" desta semana, a dica é a peça "Ridícula Concórdia", com texto de Humberto Garcia, direção de Hugo Villavicenzio e Leo Stefanini, Marina Bressane, Alexandre Braz e outros em seu elenco. Aliás, se você está aberto a algo mais ousado, fora da estrutura usual nas artes cênicas, é uma ótima pedida. Afinal de contas, o espetáculo reúne peças curtas de autores latino-americanos, entre eles, "Que Descanse em Paz", do equatoriano José Martinez Queirolo; "O Avental Branco", do chileno Sergio Vodanovic; e "Estrelas do Orinoco", do mexicano Emilio Carballido. Esta montagem também está em cartaz no Teatro Fábrica Coletivo (Rua da Consolação, 1.623, Consolação), só que às quartas e quintas-feiras, às 21 horas. Ela pode ser conferida até 29/05 e os ingressos podem ser retirados na bilheteria do local por R4 20,00, cada um.

Rolê 10

A primeira sugestão de programação musical deste blog vai para a apresentação de Carl Horton, vocalista da banda Crazy Legs (grupo, que, aliás, foi tema de matéria na extinta Coluna "Town Art"), no Projeto Sub-Versão, com repertório dedicado ao que ele sabe fazer de melhor, um bom rockabilly. Embalado pelos seus hits, o músico promete agitar o Astronete (situado na Rua Matias Aires, 183 B, Consolação), hoje, quinta-feira (17/04), a partir das 0h30. No local será cobrado R$ 9,00 de couvert artístico.

Rolê 11

Já os que preferem se deleitar com um rock energético e extremamente minimalista, não deixem de conferir a apresentação do grupo Debate (www.myspace.com/debaterock), formado por Sérgio Ugeda (guitarra e voz), Marcelo Mandaji (baixo) e Richard Ribeiro (bateria), hoje, quinta-feira (17/04), às 22h30, lá no Milo Garage - localizado na Rua Minas Gerais, 203, Higienópolis. Para participar deste show, basta deixar R$ 10,00 de entrada na porta do local e se jogar...

Rolê 12

Agora, se você é amante de um bom rock folk, não deixe de ir no show dos meninos do Vanguart (www.myspace.com/vanguart), que rola amanhã, sexta-feira (18/04), lá no Studio SP - Rua Inácio Pereira da Rocha, 170, Vila Madalena. A apresentação está programada para começar às 23 horas e deve ser bem bacana, afinal de contas, os cuiabanos, expoentes no cenário alternativo, mandam muito bem com suas lindas canções carregadas de poesia. O grupo, aliás, foi tema de entrevista da extinta Coluna "Town Art", também, e deve apresentar seus grandes sucessos, como "O Semáforo", "Cachaça", "Los Chicos de Ayer", "Miss Universe", entre outros. O que você deve fazer para se jogar nessa baladinha? Deixe R$ 25,00 na porta do local e curta o som!!!

Rolê 13

Outra dica é a apresentação do gaúcho Júpiter Maçã (www.myspace.com/jupiterapple), que acontece neste sábado (19/04), às 23 horas, lá no Clube Inferno, situado na Rua Augusta, 501, Consolação. O músico, considerado um dos grandes ícones da cena underground, acaba de lançar seu novo trabalho, "Uma Tarde na Fruteira", e promete agitar a casa noturna com seu poderoso rock psicodélico fortemente influenciado pelo que se produzia no gênero, nos anos 70, no Brasil e no mundo. Aliás, aos fãs de seus trabalho, grande oportunidade para conferir de perto este novo álbum dele, hein!? Quanto custa essa brincadeira? R$ 25,00.

O gaúcho Júpiter Maçã apresenta canções de CD recém-lançado, "Uma Tarde na Fruteira", em casa nortuna da cidade, neste sábado (19/04).

Rolê 14

E você, é fã de carteirinha do norte-americano Frank Zappa? Gostaria de rever seus grandes sucessos em um show ao vivo? Então, não deixe de se deliciar ao som da banda cover do músico, Central Scrutinizer Band (www.myspace.com/thecentralscrutinizerband). Considerado um dos grandes representantes de Zappa no Brasil, o grupo apresenta releituras da obra do músico aos nostálgicos e órfãos fãs de Zappa. Uma boa pedida para os que quiserem relembrar um pouco "Dancin'Fool", "Fifty Fifty", "Florentine Pogen", entre tantos outros sucessos do músico, né não!? Vai lá no Clube Belfiori, localizado na Rua Brigadeiro Galvão, 871, Barra Funda, amanhã, sexta-feira (18/04), a partir das 23 horas. Deixe R$ 20,00 na porta do local and let's go rock...

Rolê 15

Para fechar a tampa, vai um convite para lá de especial a todos vocês. Trata-se do Projeto M.E.D.A, que acontece semanalmente no Dynamite Pub - Rua Cardeal Arco Verde, 1.857, Vila Madalena. E neste sábado (19/04), vem em edição especial, pois o editor do Portal/Revista Dynamite, André "Pomba", que acaba de apagar velinhas, aproveita a ocasião para comemorar o seu aniversário. Com discotecagem do próprio, ao lado de Caio Fuhrer e Alex Sallai, a festa conta ainda com a apresentação da banda Vitles e Karaokê by Michael Love. Se você quiser participar desta grande balada, basta ir até o local a partir das 23 horas e se achegar. De entrada será cobrado R$ 15,00.

 

Espero que tenham um ótimo final de semana e os que forem ficar por aqui no feriadão, não perde tempo e monte seu roteiro de passeio cultural aqui, pelo Blog "Town Art".

E até mais... afinal de contas, qualquer hora dessas, você pode ser pego de sopetão com novidades sobre o cenário cultural da cidade.

Beijos em todos... e até já!!!

 

The Datsuns faz apresentação morna em São Paulo

2 Comentários »

 

Não podemos reclamar! O Brasil pelo visto entrou de vez no circuito internacional de shows, uma tendência que vem sendo observada e bastante discutida nos últimos tempos. E parece que este ano promete, pois mal começou e já fomos premiados com apresentações de várias bandas e músicos gringos, sejam integrantes do mercado independente de música, sejam os que já configuram no mainstream. Até agora, por exemplo, tivemos o privilégio de ter em nossos palcos, o inglês Ozzy Osbourne, os norte-americanos do Interpol e Bob Dylan, os escoceses do The Rezillos, entre tantos outros. 

E esta semana, em especial, foi bastante agitada para o público paulistano. Fomos contemplados com a aparição, em um curto espaço de tempo, pelos estados unidenses do Bad Brains e do New York Dolls, além dos neozelandeses do The Datsuns. Sendo que este último grupo (integrado por Dolf, Christian, Phil e Matt) aportou em São Paulo, na sexta-feira passada (11/04), quando fez show único na cidade lá no Clube Inferno, que, diga-se de passagem, foi bem morno. Quem foi empolgado para conferir de perto o quarteto oriundo da Oceania saiu decepcionado!  

Também pudera, a banda deixou a desejar em alguns aspectos, o que, com certeza, não vai prejudicá-la em nada na sua caminhada no cenário musical mundial, iniciada no ano de 1996. Com as mais diversas influências dentro do seu fio condutor, o rock’n’roll, os músicos absorvem em suas músicas os mais variados subprodutos do gênero “mor” que rege suas canções. A “grosso modo”, podemos dizer que fazem algo similar com os seus vizinhos, os australianos do The Vines, com riffs de guitarras um pouco mais pesados e menos pop que o som deles, se é que me entendem!? 

Em seu trabalho é possível detectar a presença "sútil de folk", punk rock, heavy metal, rock dos anos 60 e até mesmo algo mais psicodélico (rock dos anos 70) e garageiro. Agora, misture todos esses ingredientes e coloquem dentro de um caldeirão! Está aí o resultado: um produto, digamos, bem interessante e harmônico, apesar de unir temperos tão diferentes em uma única fórmula.

 

A apresentação do quarteto foi uma mescla dos três álbuns gravados do grupo (confira o set list abaixo) – o debute homônimo, de 2002, o segundo CD “Outta Sight/Outta Mind” (2004), e o mais recente, “Smoke & Mirrors”, lançado em 2006 e responsável pela turnê da banda por terras sul-americanas. O grupo fez um show burocrático e ponto. Aliás, um dos aspectos que, com certeza, mais tenha influenciado o The Datsuns a perder alguns pontinhos com o público, ou não. Afinal de contas, fã é sempre fã, não é verdade!? 

Sem empolgação alguma e com pouca interação com o público, os músicos fizeram uma apresentação, digamos, tímida, porém desempenharam direitinho o seu papel. Tocaram com fluidez, sem deslizes maiores e gritantes, ocasionada, talvez, pela grande sintonia entre os seus integrantes, que era notória. Tal “frieza” (o que não os impediu de interagir em alguns momentos durante o show com meia dúzia de palavras do tipo “let’s go”, “oh, yeah” e até arriscaram algumas em português, como “obrigado”) teria alguma explicação? Estariam os músicos guardando energia para a próxima apresentação, lá no Festival de Música Independente Abril Pró-Rock, realizado em Recife (PE), no último final de semana (11 e 12/04)?  

Pode até ser, mas caso tenha sido esta a conduta do The Datsuns, com certeza, não vai fazer com que o grupo perca a sua importância dentro do cenário musical. Afinal de contas, são 12 anos de carreira, consolidado com muito empenho e persistência. Sem contar que simpatia e entusiasmo são importantes, mas não são fatores primordiais para levar um músico ou grupo ao estrelato. Aliás, é necessário muito mais, agregar outros predicados, também, como, por exemplo, talento, garra, criatividade, o que o grupo continua possuindo de sobra. 

Quem sabe na próxima, os integrantes do The Datsuns se rendem ao famoso “calor brasileiro”, que conseguiu dobrar até os gélidos do Interpol. E olha que não foi e é fácil conseguir esta proeza, hein!? Não custa nada sonhar, ou melhor, tentar novamente, né não!? Afinal de contas, somos ótimos anfitriões e não foi à toa que conquistamos tal título junto aos gringos! 

Saiba mais sobre o grupo acessando o site oficial do The Datsuns (http://www.thedatsuns.com/), ou então, pelo myspace da banda (http://www.myspace.com/thedatsuns). 

Set list

- Who are you stamping your foot for *

- Sky is falling

- So long- In love

- Sitting pretty

- Girls best friend

- Human error

- Harmonic generator

- Little bruise

- Waiting for your time to come *

- Emperos new clothes *

- System overload *

- Such a pretty curse *

- Stuck here for days *

- M.F. from hell

- Maximum heartbreak *

- Eye of the needle

* canções do último trabalho da banda, “Smoke & Mirrors”.

“Malucos” soltos pelas ruas de São Paulo?

Sem Comentários »

,  

Imagina você caminhando pela rua da cidade e de repente ser abordado por um “maluco” com um discurso bastante extrovertido e convidativo, como um verdadeiro “clown”, exceto em suas vestes, para participar de uma apresentação cênica? E não se admire se isso acontecer contigo enquanto estiver por uma de suas andanças pelo Centro de São Paulo! E também não precisa se assustar e sim somente ser receptivo, pois é apenas uma intervenção, encenada por três grupos de teatro – os paulistanos da Companhia Teatro da Vertigem, os mineiros do Zikzira Teatro Físico e os peruanos do Asociación para la Investigación Teatral La Otra Orilla.

Trata-se da performance “A Ùltima Palavra é a Penúltima”, que vem sendo apresentada desde o final de semana passado (12/04) e se estende até a próxima terça-feira (15/04), em uma passagem subterrânea que liga o Viaduto do Chá à Praça Ramos de Azevedo, com repeteco na Virada Cultural, que acontece no dia 26 de abril, às 19 horas e às 21 horas.

Um tipo de manifestação artística que perdeu corpo ao longo dos últimos 20 anos, quando ele tomou forma e seu auge, na década de 70, esta forma de encenação vem sendo resgatada nos últimos 15 anos pelo grupo Teatro de Vertigem, considerado um dos maiores representantes atuais do gênero no País. Aliás, tal apresentação não poderia ter vindo em melhor hora, afinal de contas o local que serve de cenário para a manifestação artística esteve fechado por quase dez anos e nada como uma bela performance para marcar a sua reabertura, né não!?

  

Com um texto bastante polêmico e profundo, pois levanta uma série de questões existenciais do mundo contemporâneo, como os problemas sociais urbanos, os atores vêm surpreendendo a todos com sua ótima apresentação. Baseada em estudo do texto “O Esgotado”, do filósofo francês Gilles Deleuze, a performance tem como foco o cansaço e o esgotamento na cidade e convenhamos, nada melhor do que o Centro, que representa o caos e onde se concentra tais problemáticas em sua efervescência e grau maior, para ser palco desta intervenção.

O mais interessante é que durante a encenação, o público fica reunido em estreitas vitrines nas laterais da passagem, enquanto os atores transitam pelo corredor executando atos que variam do completamente corriqueiro – como arrumar um cabelo, tropeçar ou simplesmente caminhar – a situações inesperadas – como andar pelo espaço usando uma máscara na forma de uma galinha ou fazer gestos extremamente lentos – com a idéia de criar encontros, conexões entre os atores e o espectador, fazendo com que este último deixe de ser apenas isso e passe a ser observado, também.  

Sem um roteiro formal e linear, o que torna a intervenção mais interessante e condizente com a temática abordada, os atores seguem em sucessivas caminhadas pela passagem, que é expandido pela rua acima dela (Xavier de Toledo), e se utilizam desta ferramenta para convidar as pessoas que transitam pelo local a interagir com eles, por meio da participação na apresentação.

Ficou curioso? Então, não deixe de conferir esta performance, ela é muito interessante! Os ingressos são gratuitos e devem ser retirados no local uma hora antes. Quer saber mais? Liga no telefone 3255- 2713. 

Quer se jogar onde?

1 Comentário »

São Paulo continua “bombando” com programas culturais! Maravilha para os amantes deste tipo de passeio, né não!? Aliás, como já é de praxe e acontece semanalmente, volto com o “tour cult” e que você só encontra neste blog. Que tal se jogar em algum deles neste final de semana? Garanto que não vão se arrepender, porque aqui na “Town Art” você, como de costume, encontra os mais diversos passeios culturais, selecionados especialmente e da forma mais eclética possível. Afinal de contas, viver em Sampa é isso mesmo, né, diversidade é o que rege a cidade!!! Portanto, vamos ao que interessa, né não!? Let’s go...  

Rolê 1 

Aos cinéfilos de plantão, uma ótima notícia! O Cinesc (Rua Augusta, 2.075, Cerqueira César) faz retrospectiva dos melhores filmes de 2007 no Brasil e no mundo. Portanto, se ficou faltando algum em sua lista esta é uma oportunidade imperdível! Uma seleção das melhores películas, diretores, atores e atrizes eleitos pelo público, por críticos, jornalistas especializados, pesquisadores e professores do Brasil, a mostra reúne 58 títulos, sendo 20 nacionais e 38 estrangeiros. Integra a programação do evento, que está em sua 34ª edição, produções brasileiras, como “Cão Sem Dono” (2007), de Beto Brant, e os internacionais “Em Paris” (2006), de Dans Paris; “Império dos Sonhos” (2006), de David Lynch, “Lady Chatterley” (2006), de Pascale Ferran, entre tantos outros títulos. As exibições começam hoje, quinta-feira (10/04) e se estendem até 24/04. Quer saber mais? Então, acessa o site do SESC (www.sescsp.org.br), confere a programação e monte seu roteiro! 

Rolê 2 

Outra opção aos amantes da arte cinematográfica é a mostra promovida no Espaço Unibanco, localizado na Rua Augusta, 1.475, Consolação, na qual compila filmes cuja temática é a “Aids”. O evento vai exibir 27 títulos, a partir de hoje, quinta-feira (10/04), até a semana que vem (17/04). Os ingressos custam R$ 5,00. Ficou interessado? Então, entra na internet (www.aids.org.br) e bom divertimento! 

Rolê 3 

 

Uma das grandes divas da Era do Rádio, Elizeth Cardoso, é tema de peça teatral na cidade.

Já as sugestões teatrais da “Town Art” desta semana se inicia com a montagem “Divina Elizeth”, cuja estréia acontece amanhã, sexta-feira (11/04), lá no Shopping Frei Caneca, situado na Rua Frei Caneca, 569, 6º andar, Consolação. Em forma de musical, o diretor João Falcão costura a biografia da atriz e cantora Elizeth Cardoso (1920-1990), dos tempos áureos da rádio e que encantou o público da época e continua até os dias de hoje, com 40 canções. Há cinco meses envolvido com o roteiro e a concepção do espetáculo, Falcão criou esta obra com o objetivo principal de homenagear à Elizeth, considerada uma das maiores representantes da música brasileira, por meio da apresentação das mais diversas faces da artista, seja no mundo artístico, como em momentos de sua vida, também. As canções são representadas por cinco intérpretes – Ana Pessoa, Beatriz Faria, Carol Bezerra, Daniela Fontan e Dhu Moraes – com qualidades distintas. Já a direção musical fica a cargo de Josimar Carneiro, que toca violão ao lado de Marcílio Lopes (bandolim), Gabriel Geszti (teclado e acordeão), Rui Alvim (sax alto e clarinete), Jorge Oscar (baixo acústico) e Oscar Bolão (bateria e percussão). O espetáculo fica em cartaz no local até o mês de junho (01/06), às sextas e sábados, às 21 horas, e aos domingos, às 19 horas. Quanto custa? Os ingressos estão sendo vendidos por um preço bem salgadinho, R$ 80,00, mas com certeza, os que dispuserem desta quantia e/ou aos fãs da artista, não vão ligar nem um pouquinho em desembolsá-lo, né não!? 

Rolê 4 

Na peça “A Alma Imortal”, cujo texto é de Nilton Bonder, adaptação e interpretação de Clarice Niskier e supervisão de Amir Haddad, você se depara com um monólogo, no qual a atriz parte do livro homônimo para tratar de dilemas éticos, em especial da tensão entre tradição e ruptura. O espetáculo, que foi premiado com o Shell 2007 de melhor atriz, é apresentado na Livraria Cultura do Conjunto Nacional – localizado na Avenida Paulista, 2.073, Bela Vista. A montagem fica em cartaz no local somente até junho (15/06), às sextas-feiras e sábados, às 21 horas, e aos domingos, às 19 horas. Ficou interessado? Então, vai até o local, deixe R$ 50,00 na bilheteria e bom espetáculo! 

Rolê 5 

Agora, se você prefere se deleitar com algo bem atual, não pode deixar de conferir a narrativa “Alucinose”, que é apresentado no Espaço Satyros (Praça Franklin Roosevelt, 134, República) até o final deste mês (30/04). Sob direção de Eduardo Ruiz e com elenco composto por Victória Camargo, Juliana Crifes, Roberta Alonso e Mirella Tronkos, a peça conta a história de uma mulher que abandona a família, de uma prostituta que brinca com os sentimentos de um cliente e de uma mãe que prepara a festa de aniversário da filha. A montagem pode ser apreciada às terças e quartas-feiras, às 21 horas, por R$ 20,00.

Espaço Satyros exibe montagem "Alucinose" até o final deste mês (30/04).

Rolê 6 

Esta dica é voltada aos amantes de Helene Weigel (1900-1971), mulher , parceira e principal intérprete dos papéis femininos do dramaturgo Bertolt Brechet. Trata-se do monólogo “Determinadas Pessoas – Weigel”, dirigido por Ariel Borghi e interpretado e escrito por Esther Góes, que entrou em cartaz no início do mês e fica até 27/04, no Sesc Santana (Avenida Luiz Dumont Villares, 579, Santana). Considerada importantíssima na construção do teatro épico, Helene sempre viveu à sombra do dramaturgo, e é exatamente no viés contrário, que Esther criou o espetáculo, para o mérito dela como co-fundadora do Berliner Ensemble, teatro que dirigiu durante 15 anos depois da morte de Brecht, conduzido para o encontro da arte com a realidade. Bom, quem se interessou, vai até o espaço cultural, às sextas-feiras e aos sábados, às 21 horas, e aos domingos, às 19 horas. Os ingressos podem ser obtidos na bilheteria do local pelo preço que varia de R$ 4,00 a R$ 16,00. 

Rolê 7 

Em “Top! Top! Top!” o diretor Pedro Granato mostra o seu potencial de agregar duas formas de arte não muito usual, o desenho e o teatro. Visto que ele se debruça sobre a obra de um dos maiores cartunistas da atualidade, Henfil, com o intuito de colocar em evidência a contemporaneidade de seu humor, interpretado pelo coletivo IVO 60. O espetáculo, cuja temporada teve início no último final de semana (05/04) e se estende até o final de junho (29/06), lá no Parque Villa Lobos – Avenida Professor Fonseca Rodrigues, 2.001, Alto de Pinheiros. A trama narra as divisões entre norte e sul do País, que surgem por meio do encontro de alguns de seus personagens, como o cangaceiro Zeferino, o bode Orelana e os frades Baixim e Cumprido. Ficou a fim? Então, vai lá no local aos sábados e domingos, às 16h30. Sem contar que a entrada é gratuita! Quer mais do que isso? 

Rolê 8 

Em uma parceria inédita, os proprietários das Galerias Fortes Vilaça (Rua Fradique Coutinho, 1.500, Pinheiros) e Leme (Rua Agostinho Cantu, 88, Butantã) promovem uma mostra conjunta com obras do artista japonês Yoshihiro Suda. Se você prefere algo mais alegra, vai no primeiro espaço é apresentado a primavera do artista, representado por minuciosas flores em caráter realista, feitas do mesmo material. Já no outro, o lado mais sombrio de Suda, o outono no formato de galhos e folhas secas esculpidas em madeira por ele. O artista, que utiliza o suporte desde o ano 1990, trabalha longos meses em cada obra, ele explora a tradição milenar japonesa da observação meticulosa da paisagem e da natureza, exposto de maneira contemporânea. Ambas as galerias ficam abertas ao público de segunda a sexta, das 10 às 19 horas, e aos sábados, das 10 às 17 horas, com exceção da Fortes Vilaça, que não abre às segundas, somente a partir de terça-feira. Estas exposições podem ser visitadas gratuitamente, até o mês de maio (03/05).

Rolê 9 

Já na Galeria Vermelho, localizada na Rua Minas Gerais, 350, Consolação, o público pode se deleitar com as obras da artista Carla Zaccagnini, na exposição fotográfica “Bifurcações e Encruzilhadas”. Apresentado em uma série de trabalhos inéditos, as imagens clicadas por ela funcionam como uma espécie de comparativo temporal, produzido por meio do apontamento, de diferentes maneiras, para as similaridades e diferenças entre elementos e situações. Um grande exemplo é a série “Sobre la Igualdad y las Diferencias: Casas Gemelas”, a fotógrafa confronta casas de Havana (Cuba), que foram construídas de formas idênticas e, com o passar do tempo, sofreram mudanças e adaptações pelas mãos de seus moradores. Além de vários trabalhos de Carla, André Komatsu exibe, no terraço, a instalação “Disseminação Concreta”, e Maurício Dias e Walter Riedweg mostram o trabalho “Belo É Também Aquilo que Não Foi Visto”. Interessante, né!? Então, não deixe de conferir esta exposição, o espaço pode ser visitado até 26/04, de terça a sexta-feira, das 10 às 19 horas, e aos sábados, das 11 às 17 horas. Agora, o melhor disso tudo é que você não precisa pagar nada para se deliciar neste passeio, a entrada é franca. 

A mostra "Bifurcações e Encruzilhadas" apresenta imagens de Havana, clicadas por Carla Zaccagnini.

Rolê 10

Agora, esta dica é voltada aos que curtem obras mais modernas. Na mostra “Palazuelo”, abrigada na Estação Pinacoteca (Largo General Osório, 66, região central da cidade), o público se depara com 160 obras, entre guaches e pinturas, do espanhol Pablo Palazuelo. Sob curadoria de Manuel Borja-Villel e Teresa Grandas, a seleção permeia toda a trajetória do artista, cujas obras são marcadas pelo encontro entre as características abstratas e geométricas. Nesta exposição ainda, você se depara com 30 trabalhos de brasileiros, que pertencem ao acervo da Pinacoteca e possuem linguagens abstratas, agrupadas especialmente para acompanhar esta mostra. Instigante, né não!? O que você faz para fazer este passeio? Basta ir ao local até 25/05, de terça a domingo, das 10 às 18 horas, deixar R$ 4,00 na porta, com exceção aos sábados, cuja entrada é gratuita, e se jogar... ou melhor, se deleitar!!! 

Rolê 11 

Bem ao lado da dica anterior, que tal aproveitar, caso vá conferir a exposição “Palazuelo” e estender um pouco o passeio e ir até a Pinacoteca do Estado, situada na Praça da Luz, 02, região central de São Paulo, e visitar a mostra “Julio Pomar: Um Artista Português” – que, aliás, acaba de entrar em cartaz no local (desde 05/04). Com cerca de cem obras expostas, entre pinturas, desenhos, gravuras e esculturas do artista português, o curador Hellmuth Wohl apresenta ao público a contribuição do artista para a arte em todo o mundo. Nos trabalhos figurativos de Pomar, destacam-se corpos humanos que refletem e levantam questões sobre a sociedade contemporânea. Este projeto pode ser apreciado até meados do mês que vem (18/05), de terça a domingo, das 10 às 18 horas, pelo preço de R$ 4,00, sendo que aos sábados, é grátis. 

Rolê 12 

A programação musical do blog nesta semana será aberta com, nada mais, nada menos, apresentação de um dos pioneiros nas fusões entre o jazz e o rock’n’roll, durante a década de 60. Sim, se tu pensaste no guitarrista norte-americano Larry Coryell, que vem acompanhado pelos conceituadíssimos instrumentistas no gênero, Mark Egan (baixista) e Paul Wertico (baterista), e faz único show hoje, quinta-feira (10/04), às 22 horas, no Bourbon Street, localizado na Rua dos Chanés, 127, Moema. Convenhamos que os ingressos estão meio caros, sendo vendidos por R$ 95,00, mas para os fãs de Coryell e de um bom “jazz fusion”, imperdível, né não!?

O guitarrista norte-americano Larry Coryell se apresenta hoje, quinta-feira (10/03) em São Paulo.

Rolê 13 

Esta opção é para a apresentação dos cearenses do "Fossil" (www.myspace.com/fossilsoundtrack), que com seu rock experimental prometem agitar o Milo Garage (Rua Minas Gerais, 203 , Consolação), hoje, quinta-feira (10/04), a partir das 23 horas. Quanto você desembolsa nessa baladinha? R$ 10,00 de entrada no local e está tudo certo... have fun!!! 

Rolê 14 

Hoje, quinta-feira (10/04), tem ainda o show dos norte-americanos do New York Dolls, que está programado para acontecer a partir das 20 horas, lá no Hangar (Rua Rodolfo Miranda, 110, Bom Retiro). Considerado um dos grandes gêneses do punk nova-iorquino nos anos 70, o grupo se apresenta no Brasil com somente dois dos remanescentes da formação original, o vocalista David Johansen e o guitarrista Johnny Thunders, ao lado dos “novos” membros, do baterista Billy Murcia e do baixista Jerry Nolan. A banda que inspirou seus conterrâneos Ramones, Television e Blondie, além dos londrinos do Sex Pistols, promete tocar o “horror” (no bom sentido, claaaro) com seu som furioso e a atitude provocadora, assim todos os seus fãs esperam! Neste show, que integra a passagem por São Paulo em sua turnê latino-americana, os músicos prometem agitar todos com os clássicos como “Personality Crisis”, “Trash”, “Pills”, entre tantos outros. Os ingressos custam R$ 80,00. 

Rolê 15 

Agora, se você curte um bom electro-rock, a sugestão é para a apresentação dos paulistanos do Jumbo Elektro (www.myspace.com/jumboelektro), que acontece amanhã, sexta-feira (11/05), às 23 horas, no Clube Belfiori – Rua Brigadeiro Galvão, 871, Barra Funda. O grupo, bastante conhecido na cena underground pelo seu divertido e bizarro “embromation”, deve tocar seus hits, como “Freak To Meet You” e “Stereo Man”. Aliás, um show com eles é diversão garantida, pode ter certeza! Para se jogar nesta baladinha você deixa R$ 18,00 na porta do local e let’s go... 

Rolê 16

Se você está afim de uma balada com muitos clássicos do rock, passando por Queen, Deep Purple, Led Zeppelin, Pink Floyd, entre outros, o negócio é você cair no Bar Dimitri (Rua 13 de maio, 140, Bexiga). A sonzeira rola na night do sábado (12/04) e fica por conta da banda Autópsia Rock. Morre R$ 15 (Homem) e R$ 12 (Mulher), com direito a chopp e caipirinha grátis das 22 até a 1 hora da manhã.  O grupo é Zé Agop no vocal, Turcão na guitarra, Paulão no baixo e Jader Abs na batera.

Rolê 17 

E para fechar a tampa, iremos com a apresentação do quarteto The Datsuns (http://www.myspace.com/thedatsuns), que acontece amanhã, sexta-feira (11/04), às 23 horas, no palco do Inferno Clube (Rua Augusta, 501, Consolação). Oriundos da Nova Zelândia, o grupo toca um poderoso rock’n’roll com as mais diversas influências, passando pelo folk, o heavy metal clássico e punky rock. Quer se jogar nesta baladinha? O que você deve fazer para isso? Simples, desembolse a bagatela de R$ 50,00 na porta da casa noturna e let’s go rock...

Os new zelandeses The Datsuns fazem show amanhã, sexta-feira (11/04), em casa noturna da cidade. 

Bom, acho que está de bom tamanho, né!?

Fiquem ligados, pois mais cedo ou mais tarde, volto com mais novidades, ok!?

Beijos em todos e até mais....

Powered by Mango Blog. Design and Icons by N.Design Studio
RSS Feeds