Dynamite

Entries for month: March 2008

The Rezillos mostra a fórmula de como envelhecer bem

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No último final de semana, a cidade recebeu pela segunda vez os veteranos da banda The Rezillos. Desta vez, os escoceses estiveram nos palcos do Clube Belfiori, na sexta-feira (14/03) e sábado (15/03) passado, e fizeram um show memorável e mostraram a fórmula de como envelhecer bem.  

O grupo provou que para fazer um bom som, com animação e muita energia, o fator idade nada interfere nestes dois quesitos, "teoricamente" e erroneamente associadas à alma juvenil. Aliás, em quase duas horas de apresentação, os músicos com vigor seu poderoso punk-rock aos seus diletos fãs, que cantaram e se entregaram a ótima performance do quinteto. 

Embora, a casa não estivesse cheia, o grupo não desanimou nem um pouco e em momento algum. Muito pelo contrário, do início ao fim do show, os escoceses foram primorosos. Eles apresentaram um show impecável e animado, combinando a característica presença de palco dos vocalistas Eugene Reynolds e Fay Fife. A apresentação da banda começou com um dos seus grandes clássicos "Destination Vênus", seguido de outros, entre eles, "Top of the Pops", "My Baby Does/Good Sculptures" e "I Can't Stand My Baby".

  

A simpatia foi sem sombra de dúvidas a marca do show do The Rezillos. Durante toda a apresentação, o grupo procurou interagir com a platéia, fazendo piadas e brincadeiras carregadas de ironia, uma das grandes marcas da banda, inclusive. Sem abandonar a língua mãe, o inglês, os músicos não tiveram barreira alguma na comunicação com seus fãs e demonstraram que estavam ali para divertir e entreter a todos, como numa espécie de revivel memorável.  

Tanto que um dos momentos mais engraçados e descontraídos aconteceu, na volta do bis, quando Fay Fife pediu desculpas pelo atraso do retorno do guitarrista Jo Callis, pois o mesmo estaria com "problemas no banheiro" e na seqüência, ele apareceu com um pedaço de papel higiênico na mão, arrancando risada de todos.  

Com mais de três décadas de carreira, a banda (formada por Eugene Reynolds na voz e guitarra, Fay Fife no vocal, Jo Callis na guitarra, Angel Paterson na bateria e Johnny Terminator Brady no baixo) provou que continua com a mesma essência e pique de 30 anos atrás e que continua em forma para prosseguir sua grande contribuição ao mundo da música. Aliás, pelo visto não pretendem largar o osso tão cedo.

  

Tomara, afinal de contas, é um dos grandes representantes do punk rock lá dos anos 70 e que continuam na ativa até hoje. Nascidos do rock garageiro dos anos 60 com o cruzamento da glam rock, o The Rezillos tem forte influência do The Ronettes e Sangri-Las e mais sutil, de Devo, B52's,  Hot Hot Heat, Elastica, Dee Lite, entre outros.

O grupo consegue agregar a suas composições sabiamente e de forma bastante criativa (sem perder a sua essência) elementos de new wave e punk rock, e aliás, são considerados os precursores na mistura destes dois estilos musicais.

 

Interessante, né!? Quem viu, viu! Quem não viu, vai ter que esperar a próxima e se contentar com as canções disponíveis no myspace do grupo (http://www.myspace.com/officialrezillos).

Welcome to Blog's World...

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É com muita alegria que daremos início a esta "Nova Era" vivenciada no portal Dynamite, que resultou na transformação das colunas em blogs. Aliás, as mudanças fazem parte da vida de todos, né!? E neste mundo tão frenético e dinâmico em que vivemos, ela se faz necessária, até mesmo por questão de sobrevivência! Portanto, bem-vindo ao mundo dos blogs e sucesso a todos os meus companheiros e colegas de site...

Aqui, no Blog "Town Art" vocês continuam a se deparar com as mais diversas manifestações culturais, com foco sempre para os artistas independentes e/ou que estão em busca por um espaço no cenário artístico do País, seja na música, cinema, teatro, artes plásticas e afins.

E parece que o universo confabulou de tal forma, pois iniciamos esta semana repleta de notícias bombásticas e interessantes. Ebaaaaa! Aliás, a felicidade para esta escriba aqui foi tripla, visto que acaba de apagar velinhas na última terça-feira (11/03) e de quebra ganha seu blog em novo formato e um ótimo show com os nova-iorquinos do Interpol, que inclusive, aconteceu no mesmo dia da apresentação do grupo em São Paulo! Oh, coisa boa, né!? Podemos dizer que não doeu nada!!! hehehe

E adivinhem qual será a primeira postagem do Blog "Town Art"? Claaaaaro, sobre o show do Interpol. Portanto, vamos a eles, ou melhor, às minhas impressões sobre esta apresentação da banda por terras paulistas! Let's go...

Interpol se rende ao irresistível calor brasileiro

Com fama de blasé e frieza diante ao público, mantido às custas de muitas caras fechadas, paletós impecáveis e performances estáticas, os nova-iorquinos do Interpol aparentemente colocaram abaixo tal conceito em sua primeira apresentação para fãs brasileiros, que aconteceu em São Paulo, na Via Funchal, na última terça-feira (11/03), da turnê de divulgação do seu terceiro álbum “Our Love To Admire”, de 2007.

Quem diria que Paul Banks (vocal da banda) iria sair do seu habitual e interagir com o público com tremenda “fluidez calculada”, tanto que ele até arriscou algumas palavras em português, em muitos momentos da apresentação do grupo. A banda até tentou “manter a postura rígida”, mas não conseguiu, pois convenhamos que é impossível não ceder aos nossos encantos em algo que somos mestres, né não!?

Por outro lado, chega a ser curioso e intrigante como uma banda tão “gélida” como o Interpol consegue provocar comoção tão grande em seus fãs, como presenciado aqui em São Paulo. A animação da platéia era tamanha, que cantou em coro, dançou e vibrou durante toda a apresentação do grupo, que se estendeu por quase 1h30.

Com a casa cheia e muito abafada, os norte-americanos do Interpol começaram a apresentação um pouco “tímidos” e “refratários”, mas logo se entregaram à recepção calorosa de seus fãs. O show começou lento com “Pionner to the Falls”, primeira faixa do álbum mais recente da banda, e à medida que foram se aquecendo, ele foi tomando corpo e ritmo.

Esta apresentação do Interpol foi uma mescla dos seus três trabalhos, tanto que contou com uma avalanche de hits: “Obstacle 1”, “Say Hello to the Angels” e “C’Mere”, que vieram juntas, logo no início do show. Já os sucessos do segundo álbum do quarteto, “Antics”, de 2005, como “Slow Hands”, “Our Love To Admire” e “Evil”, vieram bem mais tarde, quando o público já estava completamente inebriado com o som da banda.

Na hora do famoso bis, o grupo abandonou o palco por alguns minutos, o que causou desespero e furor em muitos, o que é absolutamente compreensível, né!? Afinal de contas, ninguém poderia conceber e deixaria seus ídolos abandonarem os palcos sem a tradicional despedida.

Tanto que ao regressar para finalizar o show, o Interpol não poderia ter fechado de forma melhor. Os músicos dedicaram o seu amém ao CD de estréia da banda “Turn On The Bright Lights”, de 2002, com a balada arrepiante “NYC”, a animada “Stella Was a Diver and She Was Always Down” e “PDA”, com direito a pausa dramática e improvisação de alguns acordes mais ousados, o que levou o público ao delírio.

Apesar do som embolado, que em muitos momentos sobressaia à bela voz de Banks, podemos dizer que ao vivo a banda é muito eficiente, comprovada pela reação do público. Mas embora tenha tido uma ótima performance, o quarteto não trouxe muitas inovações, tanto musicais, como de performance de palco. O que não desabona em nada o grupo, que vem provando e comprovando a cada dia o seu talento na cena musical mundial.

O baixista Carlos Dengler, embora seja o integrante mais estiloso do grupo, era de longe o mais empolgado. Quem roubou as atenções mesmo foi o guitarrista Daniel Kessler, o mais entusiasmado no palco. Já o baterista Sam teve uma atuação indiferente, nada que fugisse dos padrões, se é que me entendem!? O destaque foi a aparição de um quinto músico, que completou a banda com seus teclados.

Enfim, o show do Interpol foi bom, superou as expectativas em muitos aspectos, principalmente no quesito interação com o público e capacidade musical e ponto. É inegável que embora suas canções sejam carregadas de uma certa “frieza, ficando no limiar da entre a “morbidez” e a “melancolia”, ao mesmo tempo, conseguem ser extremamente profundas e intensas.

Aqui no Brasil ainda, os nova-iorquinos vão dar o ar da graça hoje (13/03), na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro, e no próximo sábado (15/03), no Chevrolet Hall, em Belo Horizonte, onde encerram a turnê por terras tupiniquins.

Os que não tiveram a oportunidade de conferir o Interpol ao vivo e em cores, acessa o link abaixo, que contém trechos do show da banda aqui em São Paulo (11/03).

http://musica.uol.com.br/ultnot/2008/03/12/ult89u8685.jhtm

DO NORDESTE PARA O BRASIL: NUDA SE DESNUDA DE MOLDES

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Marcada pela pluralidade e pelo desapego às definições pré-estabelecidas dentro das classificações musicais, os pernambucanos do Nuda conseguem elaborar canções singulares e, ao mesmo tempo, atingíveis a um público amplo e bastante variado. Tal abnegação aos moldes é tão nítida em suas produções – visto que o grupo se embrenha na vastidão do mundo da música, na busca incessante de se agregar diversos gêneros, explorados por cada um dos seus integrantes das mais variadas formas – que a banda cria um som indefinível, embora seja possível detectar influências de rock, música experimental, jazz, blues e até mesmo música regional brasileira.

A fórmula deu tão certo que com dois anos de estrada a banda vem abocanhando cada vez mais espaço dentro do cenário musical no qual está inserido (entenda-se Pernambuco e região). Integrado por Henrique (no baixo), Arthur Dossa (na guitarra e violão), Rapha (no vocal e guitarra) e Scalia (na bateria e percussão), o Nuda é mais um prova de que é possível, sim, fazer um som "eclético", abrangente, sem estereótipos em termos classificatórios, que soe bem a todos (ou quase) os ouvidos. Basta estar aberto e disposto a se inebriar em suas canções, que, aliás, têm uma presença muito forte de poesia, na dosagem certa, gerando assim, algo puro e sutil.

Dotados de grande talento, criatividade, consciência e conhecimento do que se faz, os pernambucanos do Nuda provam que a receita para se conquistar seu espaço dentro de um mercado tão concorrido e ingrato é pura e simples: agregar todos estes componentes em um único produto à garra e vontade de fazer as coisas acontecerem, que é o caso do grupo. Tanto que em apenas dois meses de lançamento do primeiro EP "Menos Cor, Mais Quem", que compila cinco canções ("Alumia", "Colibrilho", "Deus, às Éticas", "Duns" e "Fato: Mamado Vado"), a banda lidera o ranking de acesso do myspace, conquistando o Top 10 da categoria bossa-nova, entre outros sites de música, como o Trama Virtual, também, onde obteve destaque na página principal, por ter alcançado o quinto lugar nacional e primeiro em seu estado (PE).

O que rendeu ao grupo convites para os principais festivais de música independente do Brasil, como o Festival Novas do Sol Rock Bar, realizado no mês de janeiro, em Natal (RN). E como fizeram jus à confiança e credibilidade depositada neles, com participação elogiada pelo público, os integrantes do Nuda conseguiram transformar um caldo de galinha em uma canja, garantindo assim, participação no Festival do Sol Warm Up, que acontece agora em março (29/03), em Natal, também.

Com canções encantadoras e embora retratem aspectos simples do cotidiano, elas conseguem, ao mesmo tempo, nos atingir de maneira profunda. Talvez seja pela poética utilizada nas suas composições, seja na forma de se abordagem dos temas e estrutura das palavras, facilmente perceptível no título de cada uma delas, cujas construções beiram à poesia pura. O Nuda tem tudo para trilhar um caminho de sucesso. Basta continuar atuando da mesma forma, sem pôr ou tirar uma vírgula, que, com certeza, um dia, os músicos chegam lá, do Nordeste para o Brasil e quem sabe até para o mundo. Sonho inatingível? Não, só depende da banda.

Por enquanto, a banda não tem nada certo e muito menos previsão de quando irá migrar para cá (entenda por São Paulo) com seu som. Portanto, o que nos resta é aguardar que os olhares do Sudeste se voltem ao talento da banda e façam o mesmo, né não!? E enquanto isso, teremos que nos contentar em ouvir suas canções pelo myspace (www.myspace.com/sitionuda) ou pelo site da Trama Virtual (www.tramavirtual.com/nuda).

Não perde tempo, não!!! Acessa aí, garanto que não vão se arrepender!!!

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