Dynamite

Entries for month: November 2008

"Cidadãos Dançantes" de Bertazzo invadem a Bienal

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Na manhã do último domingo (09/11), o público que esteve presente na Bienal, no Parque do Ibirapuera, que este ano completou a sua 28ª edição, foram pegos de "sopetão" com a performance "Invasão", apresentada pela Companhia de Dança Ivaldo Bertazzo com apoio do Grupo Experimental de Música. Imagina só você, ao andar pelo saguão do local, de repente, se deparar com cerca de cem pessoas com seus rostos pintados com uma massa colorida feita de argila e corante, corpos e cabeças cobertos com pedaços de panos e carregando estandartes coloridos nas mãos.

Estranho? Assustador? Talvez, mas nada do além, apenas mais uma das estripulias do dançarino e coreógrafo Ivaldo Bertazzo, conhecido pelos seus projetos para lá de ousados e nada lineares, mas com forte caráter social. Aliás, foi exatamente, estas as sensações afloradas nos visitantes (ou em pelo menos boa parte deles) de uma das maiores e mais tradicionais mostras abrigadas na cidade, anualmente. Intencional? Pode até ser, mas o fato que é como o próprio nome que tal intervenção leva, já dá para sacar a tônica desta iniciativa, né!?

O que a princípio parecia apenas o aquecimento para a apresentação de uma banda de música experimental e para os que sabiam do que se tratava, de um possível espetáculo, foi tomando forma e aí, eclosão na certa! Na verdade, tudo teve início com os arranjos musicais, aparentemente desconexos, em uma audição desatenta, tirados pelo conhecido Grupo Experimental de Música, quando, quando, de forma inusitada, começam a surgir os primeiros "corpos dançantes" (termo cunhado pelo próprio Bertazzo) e pintados, rodeando as paredes de vidro do saguão principal da Bienal. E se não bastasse, ainda gritando e aterrorizando quem estava no interior do prédio.

Alguns minutos depois, estes mesmos "corpos dançantes" entraram no local e correram entre o público, em posse dos tais estandartes e movimentos "agressivos" e "furiosos". Em uma performance interativa, cuja pretensão maior era de fazer um espetáculo simbólico com pessoas, fossem elas membros de sua Cia. ou alunos de sua escola de dança, Bertazzo, provavelmente, não poderia imaginar que provocaria reações diversas e simultâneas no espectador, como receio, curiosidade, medo, receptividade, admiração, apreensão, entre tantas outras.

Aliás, algo esperado quando se pensa em Ivaldo Bertazzo, afinal de contas, sua obra é marcada exatamente pelo ineditismo e acima de tudo ousadia. Tal ausência de linearidade é uma das características fortíssimas de seu trabalho, que ao assistir apenas um espetáculo do coreógrafo, não dá para captar a essência e acima de tudo a linha seguida por ele no grupo no qual dirige. É preciso muito mais, imersão total, pois, em cada um, é detectada um caminho a ser desvendado, embora o mesmo seja galgado sempre em cima do conceito da simplicidade, seja dos figurinos, seja das coreografias de suas produções.

Se por um lado "Invasão" tenha causado várias reações e sensações no público, por outro, devido ao seu caráter interativo, provocou curiosidade, instigação e uma receptividade no espectador, durante sua apresentação. Tanto que era possível observar por todo o saguão principal da Bienal, pessoas dançando ao som da banda, outras tentando imitar a coreografia simples dos "corpos dançantes", outras batendo palmas, enfim, cada qual buscando interagir com os "corpos dançantes" da sua maneira.

 

Sinal de que embora a arte seja algo complexa, no entanto, é bastante democrática e que basta o seu criador ter sensibilidade e criatividade o suficiente para atingir qualquer um, independente de ser ou não conceitual e da interpretação que cada um vai ter da mesma. Predicados que Bertazzo têm de sobra, por sinal! E o mais importante: que ele consegue agregar na medida certa!

 

New Found Glory traz seu punk pop para o Brasil

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Em meio a esta onda de shows internacionais, o público brasileiro vem tendo oportunidade única e bastante rica, nos últimos tempos, de ver e rever os seus ídolos, não é verdade!? Inúmeras apresentações, que vêm atendendo aos mais variados gostos e estilos! E para os que curtem aquele punk rock com um toque pop, que se tornou célebre e ganhou "status quo" com os americanos do Green Day, podem começar a comemorar! Pois os conterrâneos do mesmo ícone neste gênero, os músicos do New Found Glory aportam no Brasil, nos próximos dias. Eles se apresentam em São Paulo, no próximo sábado (15/11), no Festival ABC Pró-HC, e no Rio de Janeiro, no dia seguinte (16/11), no Circo Voador.

Formada no ano de 1997, na Flórida, o grupo, assim como a maior parte das bandas, começou na cena underground americana e desde quando estourou por terras norte-americanas, vem fazendo shows sem parara, pelos quatro cantos do mundo. Integrado por Jordan Punkid (vocal) Chaa Grud Gilbert (Guitarra e Backing Vocal), Stephen Klein (guitarra), Ian Grushk (baixo) e Cyrus Bolooki (bateria), o New Found Glory nestas inúmeras apresentações que vem realizando ao longo de mais de uma década, já teve, inclusive, a oportunidade de dividir palco com Less than Jake, Fenix TX, MxPx, Unwritten Law, Green Day, The Get up kids e Real Big Fish.

Mas o fato que tornou a banda conhecida, sem sombra de dúvidas, são as famosas covers a la punk, que os músicos fazem de trilhas de filmes, como "The Goonies 'r' Good Enough" (Cyndi Lauper), "The Glory Of Love" (Peter Cetera, do filme Karate Kid 2) e "Don't You Forget About Me" (do Simple Minds). Mas, como toda banda que se preze (no bom sentido, claro!), o quinteto conta também com composições próprias e que, aliás, devem ser tocadas durante sua turnê pelo Brasil, dentre elas, destacam-se: "Hit Or Miss (Waited Too Long)", "Dressed To Kill", "My Friends Over You", "Understatement", "All Downhill From Here" e "It's Not Your Fault".

O ABC Pró-HC, evento que está em sua 12ª edição, além de trazer como principal atração os americanos do New Found Glory, conta em sua programação ainda com conhecidas bandas da cena musical brasileira, como Dance Of Days, Glória, Granada, Cueio Limão, Hateen, Nitrominds, Envydust, Garage Fuzz, entre outras. Organizado pela produtora Fúsis, a iniciativa tem o intuito principal de misturar grupos nos seus mais variados estilos, mas com ênfase para o hardcore, power pop e punk.

Com início a partir das 10h, no Salão Social do Clube Palestra Itália (Avenida Francisco Matarazzo, 1.705, Barra Funda), o festival se estende durante todo o dia, até às 22h30. Ficou curioso para saber mais do evento? Então acessa o site do ABC Pró-HC (http://www.abcprohc.com.br/). Para esquentar ainda mais este clima de pré-show, que tal uma entrevista com o vocalista do New Found Glory. Pois é, em um bate-papo rápido e descontraído, Jordan contou para esta colunista algumas novidades sobre o próximo trabalho da banda e ainda deu uma dica do que o público brasileiro pode esperar da banda. Vamos a ela?

Town Art - Vocês se tornaram conhecidos pelo "punk pop" que fazem. Como vocês lidam com isso? Vocês se incomodam com este tipo de classificação dada para o grupo?

Jordan Punkid / New Found Glory - Olha, a gente mesmo se classifica assim. Mas eu não concordo ou discordo. Acho que não importa muito. Poderíamos ser "Pop-Britney", em termos de classificação. Não importa se é emo, rock ou gospel. O que importa é a musica e os fãs. É tudo é uma coisa só.

Town Art - Como está o mercado fonográfico, em âmbito mundial, para artistas que produzem o tipo de música que vocês fazem? Esta fácil, difícil?

Jordan/ New Found Glory -  Se você não é um Jonas Brothers da vida, uma gravadora grande não vai nem olhar pra você. A gente já se ferrou muito por isso. Mas o nosso mercado nunca nos virou as costas. Nossos discos sempre venderam bem e agora que estamos numa nova gravadora tudo está andando melhor.

Town Art - De onde vocês tiraram o nome "New Found Glory" para intitular a banda?

Jordan/ New Found Glory - Geralmente quando as pessoas surgem com um nome de banda eles nunca soam legais (risos). Eu e o Steve Klein trabalhávamos no Red Lobster, uma famosa cadeia de restaurantes americana, e estávamos no colegial quando começamos a banda. Então, comecei a procurar nomes em livros e coisas assim enquanto trabalhava. Queríamos algo que soasse como bandas que ouvíamos na época, como The Get Up Kids ou algo do tipo. Tínhamos um show marcado e precisávamos de um nome para pôr no flyer de divulgação e um dia o nome simplesmente surgiu. Eu costumo desenhar, então, já desenhei um logo para banda com uma bandeira pegando fogo e o nome New Found Glory, bem tosco (risos).

Town Art - Vocês já tiveram a oportunidade de tocar com grupos conhecidos, como Less Than Jake, Reel Big Fish, Green Day etc. Como vocês se sentem em ter tido a chance de dividir palco com estes artistas?

Jordan/ New Found Glory - A gente amou fazer os shows com o Green Day, há dois anos. Tocamos com eles por um ano inteiro e se a gente tivesse que escolher alguma banda para tocar, seria ela. Foi um sonho! Acabamos de fazer uma tour com o Paramore na Europa, também, que foi sensacional. Eles são nossos amigos.

Town Art - Esta é a primeira vez que vocês vêm para o Brasil. Por que escolheram o Brasil?

Jordan/ New Found Glory - Realmente, esta será nossa primeira vez no Brasil. Por muitos anos a gente vem recebendo mensagens dos fãs brasileiros no myspace da banda. Todos eles querem nosso show e a gente sempre quis ir. Não sei por que demorou tanto, mas estamos muito felizes de estarmos finalmente indo!

Town Art - Eu imagino que já devem ter ouvido falar muito bem de nós, claro!? (risos) Que o povo brasileiro é muito caloroso, animado, enfim, atributos que normalmente são concedidos à nós!? (risos) Baseados nesta idéia, o que vocês esperam dos shows no Brasil?

Jordan/ New Found Glory - A gente espera uma só coisa para a gente e para o publico: diversão!  

Town Art - O New Found Glory nasceu em 1997 e, desde então, como vem fluindo os trabalhos da banda?

Jordan/ New Found Glory - Isso é muito louco, porque nós já estamos juntos há 11 anos, nos conhecemos muito bem mesmo! E por isso, já sabemos lidar muito bem uns com os outros, nos entendemos melhor. E também estamos mais maduros, né, então, essa maturidade influencia bastante no som, sem sombra de dúvidas.

Town Art - A banda, além de canções próprias, investe em um repertório de covers de trailers de filmes, como "The Goonies Good Enough" (de Cyndi Lauper), "Don't you forget about me" (de Simple Minds) etc. Por que vocês optaram por este caminho, também? Vocês sentem algum tipo de preconceito, por parte do público ou de outros artistas, nesta escolha?

Jordan/ New Found Glory - Era puramente por diversão, quando começamos na Flórida. Na época, quando nós tocávamos nossas músicas nos shows, as pessoas não conheciam, já que não éramos uma banda famosa. A música tema do "Titanic", com a Celine Dion, era bem famosa e aí e pensamos que seria engraçado as pessoas agitando num show de rock, ao som dela e começamos a tocar. Foi um sucesso! As pessoas começaram a nos perguntar quando a gente lançaria em disco, e assim surgiu o "From Your Screen To Your Stereo". Não tem preconceito algum!

Town Art - Quais são as influências musicais da banda? Que bandas e/ou artistas exercem influência, independente do grau e qual seja, sobre o trabalho de vocês?

Jordan/ New Found Glory - Eu gosto de muita coisa, tem muita coisa que... ah, tem uma banda, "The  Gaslight Anthem", você já ouviu? Eles acabaram de lançar um disco, "The '59 Sounds", parece com Bruce Springsteen até (risos), o 1º disco parecia com "Against Me!". As melodias são muito boas, para cantar junto. Ouço muita coisa instrumental, também, como "Amusement Parks on Fire" e "Explosions in The Sky".

Town Art - Conte um pouco do último disco do New Found Glory. Fale um pouco como vem sendo a receptividade do público em relação a ele, sobre as canções do disco etc...

Jordan/ New Found Glory - O nosso ultimo álbum foi um "The Best Of", lançando pela Geffen, nossa última grande gravadora. Foi como fechar um ciclo. Não concordo que lançar um "The Best Of", com 10 anos de banda, tenha sido uma boa idéia. A maioria das pessoas que comprou o disco, provavelmente já tinha ouvido aquelas músicas. Estamos bem focados no próximo álbum, com a produção do Mark Hoppus, do Blink 182.

Town Art - Quando vocês pretendem lançá-lo? Alguma previsão? Quais as expectativas de vocês diante do próximo disco do New Found Glory?

Jordan/ New Found Glory - Ah, acabei de te falar! (risos) Estamos bem felizes! Será nossa estréia na nova gravadora, Epitaph, que nos entende muito mais. Eles deixam a gente ser quem a gente é. Não gosto de gravadora nos controlando. Estamos felizes agora. O nome do novo álbum será "Not Without a Fight" e está sendo produzido pelo nosso grande amigo Mark Hoppus.

Town Art - Alguma mensagem para os fãs brasileiros do New Found Glory?

Jordan/ New Found Glory - A gente espera realmente confirmar os boatos de que o publico brasileiro é o melhor do mundo! Iremos cantar todas os sucessos antigos! Vamos cantar o que vocês querem ouvir, podem apostar! Até breve Brasil!

 

Vai se jogar onde neste fim de semana?

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Final de semana chegando e, imagino eu, que muitos já devem estar ansiosos para que ele chegue e logo, né não!? Após uma semana inteira de labuta e correria, muitos buscando aproveitar o tempo ocioso com um belo passeio cultural pela cidade, para os que pretendem ficar por aqui, no final de semana, claro! Portanto, confira a programação completa do que rola na cidade, monte seu roteiro e se jogue literalmente... hehehe

Teatro

Rolê 1

Cena de peça "Comprei um Treisoitão e Fui Brincar com Deus".

Hoje, quinta-feira (06/11), entra em cartaz no Espaço Satyros 1 (Praça Franklin Roosevelt, 214, República) o espetáculo "Comprei um Treisoitão e Fui Brincar com Deus", que é encenado pela Companhia Desencontrários. A peça, que cumpre temporada no local até o mês que vem (11/12),  trata de solidão, amor e drogas, no qual os personagens Samuca, Gel, Pepe e Urso não sabem contra quem e o que se rebelar. O grupo não se enquadra no estilo de vida consumista, entretanto, na tentativa de mudar o sistema, se complica cada vez mais. Sem ambição ou perspectiva de futuro, escolhem adormecer sua existência consumindo drogas. Dopados tentam se libertar, pelo menos por alguns instantes. O drama, que é dirigida por Joeli Pimentel, que também atua na montagem, conta em seu elenco com Danielli Avila, Nelson Peres e Fabio Arruda. Ele pode ser conferido às quintas-feiras, às 21h. Os ingressos custam R$ 20,00.

Rolê 2

Outra peça que estréia hoje, quinta-feira (06/11), na cidade é "Complexo Sistema de Enfraquecimento da Sensibilidade". A montagem, que fica em cartaz até dezembro também (06/12), é o novo feito da Companhia Antro Exposto. Dirigida por Ruy Filho, o espetáculo conta com trilha original assinada pelo nova-iorquino Patrick Grant (compositor do grupo experimental americano The Living Theatre) e pode ser conferido no Centro Cultural Rio Verde, localizado na Rua Belmiro Braga, 119, Pinheiros, às quintas-feiras, às 21h. Com o intuito de constituir um diálogo profundo e inquietante sobre o mundo, a narrativa, que reúne no elenco Diego Torraca e Guilherme Gorski, procura discutir temas subjetivos, como a sensibilidade do ser humano em lidar com valores simbólicos e estruturas metafóricas. A companhia, que costuma levar aos palcos temas incômodos, apresenta na peça uma trama na qual se desenrola por meio dos atos de um dominador que tortura um jovem. Este demonstra resistência através da capacidade de fugir da realidade com a construção de delírios e sonhos. Quanto? R$ 20,00 cada ingresso.

"Complexo Sistema de Enfraquecimento da Sensibilidade" entra em cartaz hoje (06/11) na cidade.

Rolê 3

A Companhia Livre apresenta neste final de semana, de sexta a domingo (de 7 a 9/11), às 20h,  espetáculo "Vemvai - O Caminho dos Mortos". As encenações têm entrada gratuita e ocorrem na Caixa Cultural Sé, situado na Praça da Sé, 111, região central da cidade. Sob direção de Cibele Forjaz, a montagem parte da recriação de mitos e cantos sobre as concepções da morte de povos ameríndios. O espetáculo convida os espectadores a presenciar histórias e narrativas míticas dos vários estágios do caminho dos mortos. A história é apresentada em cinco cenas: morte ritual, canibalismo guerreiro, canibalismo funerário, o caminho-morte e canibalismo celeste, sendo que cada uma delas aborda um tipo diferente de morte. A narrativa recebeu os prêmios Shell 2008 de melhor direção (Cibele Forjaz) e melhor atriz (Lúcia Romano).

Caixa Cultural Sé abriga espetáculo "Vemvai- O Caminho dos Mortos" neste final de semana.

Mostras

Rolê 4

A monogravura "Diamantes e Carvão 7" é uma das obras da artista plástica Sheila Goloborotko que pode ser apreciada em mostra em São Paulo.

A artista plástica brasileira Sheila Goloborotko, radicada em Nova York, inaugura sua primeira exposição individual no Brasil, após dois anos ausente dos espaços expositivos do País. Em "Um Daqueles Lugares Sublimes", que entra em cartaz hoje, quinta-feira (06/11), na Galeria Gravura Brasileira (Rua Dr. Franco da Rocha, 61, Perdizes), a artista reúne 12 séries inéditas de trabalhos próprios realizados entre 2004 e 2008. As obras se destacam pela mistura de matérias-primas e pela busca de novas possibilidades técnicas. Junto das obras, um catálogo é disposto com fotos de Isabella Matheus e textos de Ricardo Resende e Graciela Kartoffel, além de poemas das americanas Lori Anderson Moseman e Belle Gironda. O álbum "Olhos Que Viram Peixes", que faz parte do acervo da New York Public Library, também integra a exposição da galeria. Abrigada no local até final de dezembro (23/12), a mostra pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h, e aos sábados, das 11h às 14h. A entrada é franca.

Rolê 5

Trabalho de Carola Trimano presente em exposição abrigada em espaço cultural de Sampa.

Sob o conceito de que não há mais limites para a criação de obras de arte, em decorrência da ampliação do uso de materiais pelos artistas, que, fora do "padrão tinta a óleo", transformam papéis, sucata e lixo em verdadeiras obras-de-arte, o curador Jacob Klintowitz montou a exposição "Os Novos Materiais da Arte", sediada no Espaço Cultural Citi - Avenida Paulista, 1.111, térreo, Bela Vista - até 05/12. Nas mostra, três artistas expõem esculturas e pinturas que misturam técnicas clássicas com materiais alternativos como jornal, papel machê e sucata, entre outros. Com trabalhos dos artistas Miriam Rigout, que apresenta esculturas com papel reciclado; Carola Trimano, que utiliza computação gráfica e papel machê para criar estruturas tridimensionais; e de Juan Muzzi, que mistura estética contemporânea a técnicas clássicas. Ficou curioso? Então, vá até o espaço cultural de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h, e aos sábados e domingos, das 10 às 17h. Para se deleitar neste passeio, você não precisa desembolsar um centavo.

Rolê 6

Mostra na Faap reúne desenhos e ilustrações de artistas belgas.

Trabalhos de ilustradores belgas, conhecidos por suas criações em livros infanto-juvenis, chegam ao Brasil em exposição no Museu de Arte Brasileira da Faap e ficam expostas no local a partir deste domingo (09/11), até meados de dezembro (12/12). Localizado na Rua Alagoas, 903, Higienópolis, o espaço fica aberto ao público para visitação de terça a sexta-feira, das 10h às 20h, e aos sábados e domingos, das 13h às 17h. A mostra "Carnaval e Panorama" é dividida nas seções temáticas Carnaval -que traz 15 ilustrações de 15 artistas e retrata a vivacidade das festas carnavalescas da região - e Panorama - com 72 imagens feitas por 40 artistas e oferece um caleidoscópio da ilustração contemporânea em Valônia e em Bruxelas, na Bélgica. Os artistas Jeanne Ashbé, Anne Brouillard, Kitty Crowther, Anne-Catherine de Boel, Claude K. Dubois, Josse Goffin, Anne Herbauts, Benoît Jacques, Louis Joos, Pascal Lemaître, Dominique Mwankumi, José Parrondo, Mario Ramos, Rascal e Marie Wabbes aceitaram a proposta de criar imagens originais acerca dos temas, e soltaram a imaginação. A entrada é franca, portanto, sem desculpas, hein!?

Shows

Rolê 7

A primeira dica musical desta semana vai para o Projeto Rock na Vitrine, que acontece neste domingo (09/11), a partir das 16h, na Galeria Olido - Avenida São João, 473, República. Resultado de uma parceria entre as Galerias Olido e do Rock e sob curadoria de Luiz Calanca, o evento reúne três grupos consagrados na cena independente: Rockassetes (www.myspace.com/rockassetes), Borderlinerz (www.myspace.com/borderlinerz) e Faichecleres (www.myspace.com/faichecleres). E o melhor disso tudo é que para de jogar nesta dica você não precisa de dinheiro, pois é gratuito.

Rolê 8

Outra opção é a apresentação que os gaúchos do Les Responsables (www.myspace.com/lesresponsables) fazem nesta sexta-feira (07/11), no Berlin, localizado na Rua Cônego Vicente Miguel Marino, 85, Barra Funda. O show está previsto para começar por volta das 23h e de entrada será cobrado R$ 5,00. O grupo, que agrega rock'n'roll dos Anos 60 e 70 com a chanson francesa, cuja influência maior é Gainsbourg, atualmente está em estúdio para gravação de seu primeiro disco e, portanto, deve fazer uma prévia do que o público pode esperar deste trabalho, com a apresentação de novas músicas.

Rolê 9

Aproveitando esta "onda francesa", que tal conferir hoje, quinta-feira (06/10), o show do trio Suite lá no Tapas - Rua Augusta, 1.246, Consolação. Na pista, a animação do público fica por conta dos DJs Zander (Webees) e Fabiana & Jess (Poplist). Esta baladinha acontece a partir das 18h, sendo que até às 21h, a entrada no local é grátis e após este horário, é cobrado R$ 10,00. Mais informações, leia no flyer do evento, logo abaixo:

Rolê 10

Continua a temporada dos paulistanos do Forgotten Boys (www.myspace.com/forgottenboys) no Teatro Décio de Almeida Prado, situado na Rua Cojuba, 45, Itaim. As apresentações acontecem sempre às segundas-feiras, às 21h, sendo que as próximas serão realizadas em 10 e 17/11. A banda, que lançou recentemente novo trabalho, "Louva-a-Deus", apresenta músicas deste novo disco, como "News From God", "Highest Stakes", "Ela Era" e "Quinta-feira", e o mais interessante é que a cada show o grupo traz versões inspiradas em um novo tema, respectivamente, sixties e folk. A entrada é grátis e os ingressos devem ser retirados uma hora antes das apresentações, ou seja, a partir das 20h.

Rolê 11

Agora, se você prefere "ferver" no final de semana e cair numa baladinha, que tal se jogar no A Loca (Rua Frei Caneca, 916, Cerqueira César), no domingão (09/11), a partir das 20h30. Com uma programação eclética, acontece semanalmente o Projeto Grind, considerado um clássico na cena underground e que neste ano completou aniversário de 10 anos. Esta festa é promovida semanalmente e pelo DJ residente e promoter André "Pomba". De entrada é cobrado R$ 25,00. Pois bem, se ficou curioso, confere a programação completa de novembro no flyer abaixo e boa baladinha!

Bom, por hoje, é só... e como diria o Cazuza: "O tempo não pára", vamos nessa, afinal de contas, este final de semana, pelo visto, promete, hein!?

Até próxima postagem! Em breve, volto com novidades bem "bacanas" para todos vocês, promessa de escoteira... hehehe

Beijos em todos e inté!!!

Rock Rocket lança seu segundo disco

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Seguindo a linha do rock'n''roll cru, resultado da grande influência de grupos como The Clash, Ramones, Dead Boys sob seus integrantes, o Rock Rocket lança em breve seu mais novo trabalho. O segundo da carreira da banda, que nasceu em São Paulo, no ano de 2002, o disco homônimo mantém o estilo escolhido pelo trio desde seus primórdios e que faz o seu "coração pulsar", mas de forma mais madura e visceral do que nunca!

Com 14 faixas, o CD, que está gravado desde o final do ano passado e será lançado pelo Selo Thurbo, nos próximos dias, deve estar no mercado, prontinho para ser degustado pelos seus fãs. Ao longo destes seis anos, a banda, diferentemente de muitos grupos e músicos, optou extrair apenas a influência musical de seus ídolos e cantá-las na sua língua mãe, o português. "Atitude patriótica" (não que o grupo o seja), aliás, que vem sendo retomada por vários artistas brasileiros.

O trio - formado por Alan (na bateria e nos vocais), Noel (no vocal e na guitarra) e Pesky (no baixo e nos vocais) - traz neste álbum a tônica assumida pelos seus integrantes em seu debut "Por um Rock and Roll Mais Alcoólatra e Inconseqüente", como, por exemplo, o seu rock garageiro e as guitarras aceleradas. Outra similaridade são as canções que seguem a mesma temática de seu primeiro disco, cujo foco gira em torno do cotidiano vivenciado pelos músicos, mas ainda sim, este novo disco é infinitamente mais ousado e maduro. Fato, aliás, que é sentido pelos seus próprios criadores.

O novo trabalho do trio nem lançado foi e já tem uma de suas faixas na "boca do povo", "Doidão". Também, a mesma já foi transformada em videoclipe e há alguns meses está sendo exibido na MTV. Mas tal trabalho insano por parte de seus membros não pára, a banda se prepara para gravar o segundo clipe deste CD, da canção "Aline, a Ninfomaníaca", cujo processo está programado para acontecer ainda neste mês de novembro.

Para o vocalista da banda, o caminho a ser percorrido, para os que desejam conquistar o tão almejado reconhecimento e principalmente, dos que integram a cena alternativa, assim como o grupo, é este mesmo, o de "correr atrás dos seus objetivos, incansavelmente". Em entrevista, Noel fala desta jornada que vem sendo executada pelo trio, além de suas expectativas diante deste novo trabalho da banda. Quer saber mais? Confere o bate-papo bacanérrimo que tive com ele e tu ficarás por dentro de tudo isso e muito mais... hehehe

Town Art - Vocês estão com o novo disco gravado e já começaram a divulgá-lo em seus shows, com a execução de algumas canções em suas apresentações, mesmo antes de lançá-lo oficialmente. Quando pretendem fazê-lo?

Noel/Rock Rocket - Este disco, que é o segundo da nossa carreira, está gravado desde o final do ano passado e deve sair em breve, pelo Selo Thurbo.

Town Art - Qual a expectativa da banda diante deste novo trabalho? Neste álbum vocês mantêm a mesma linha de trabalho, as mesmas influências? Enfim, o que os fãs do Rock Rocket devem esperar do mesmo?

Noel/Rock Rocket - Neste disco, nós continuamos mantendo o mesmo estilo, mas com um amadurecimento maior. Este CD foi feito de uma vez, tivemos mais tempo para trabalhar mais as músicas, gravá-las do jeito que queríamos!

Town Art - Em quanto tempo vocês gravaram este disco? E este disco conta com quantas faixas? 

Noel/Rock Rocket - Este disco foi gravado e mixado em mais ou menos vinte dias. Foi muito rápido! Ele conta com 14 faixas, todas autorais.

Town Art - Já que você falou do aspecto composição, conte como funciona este processo na banda? Todos os integrantes têm participação ativa ou os trabalhos funciona de forma isolada?

Noel/Rock Rocket - As coisas vão se encaminhando e fluem naturalmente com a gente. Desde o começo, rolou uma química boa entre a gente, tanto que mantivemos sempre a mesma formação. O processo criativo entre nós rola de forma democrática e todos participam deste processo.

Town Art - Desde quando o Rock Rocket foi criado, em 2002, como vocês avaliam a carreira da banda?

Noel/Rock Rocket - Nós já tocamos em praticamente todo o Brasil, em cerca de 20 Estados do País. Conseguimos sobreviver da banda, mas, também, porque corremos muito atrás, nunca ficamos esperando as coisas acontecerem. No entanto, as portas se abriram bastante para nós em 2005, com a exibição de nossos videoclipes na MTV.

Town Art - Além deste fato, o da exibição de clipes do Rock Rocket na MTV, quais são os outros atributos que poderíamos dizer que seus integrantes têm e que os levam e levaram ao "status" adquirido pela banda na cena indie brasileira?

Noel/Rock Rocket - Sei lá, acho que principalmente ao fato das pessoas perceberem que quando fazemos um trabalho, ao mesmo tempo, com muito carinho e de forma prazerosa. A música é a nossa vida, o rock é a nossa vida, não temos outro caminho, ela é a solução para a nossa vida. Uma parte do reconhecimento do público com certeza vem disso!

Town Art - Como pretendem divulgar o novo disco do Rock Rocket?

Noel/Rock Rocket - Fazemos tudo o que aparece, temos assessoria, procuramos atender todos os pedidos de entrevistas e matérias que aparecem para nós, seja em TV, sites, revistas, jornais, além de aproveitarmos bastante os shows, nos aspectos de divulgação mesmo e de ampliação sempre de contatos, que estão sendo estabelecidos ao longo de nossas vidas, carreira. Cada lugar que tocamos, fazemos contatos e isso vai sendo ampliado! Acreditamos muitos que não podemos ficar presos numa coisa só, temos que ir atrás das coisas mesmo, onde aparecer brecha! Mas, com certeza, a maior porta vem dos shows, gera uma mídia vocal e incrível. Quando lançarmos o nosso álbum de fato, por sermos independentes, a rádio ser muito escassa para o bom rock e a mídia girar em cima dos shows mesmo, vamos utilizar deste artifício, agregado a outros, como internet e todos outros já citados e que vem sendo usado pelo grupo há tempos!

Town Art - Qual a expectativa da banda diante deste novo trabalho da banda? E qual o feed back que vocês vêm obtendo com ele, na divulgação dele durante os shows do grupo?

Noel/Rock Rocket - O público que já conhecia o nosso trabalho, e mesmo os que não o conheciam tão profundamente, está recebendo o nosso novo CD muito bem! A gente acha que ele está muito melhor do que o trabalho desenvolvido no disco anterior. As pessoas têm cantado junto com a gente e isso está sendo maravilhoso para a gente! Estamos conseguindo fazer shows mais dinâmicos, tanto para a gente, como para o público. Aliás, eles estão mais completos, pois vêm apresentando dois discos!

Town Art - Na sua concepção, qual o diferencial que uma banda e/ou músico tem que ter para ter uma "certa" projeção na cena musical do País? E de que forma vocês se enquadram nesse conceito? 

Noel/Rock Rocket - O público espera algo que não seja plástico e conseguimos fazer um trabalho de forma natural, sem nos preocuparmos com o que os outros vão achar ou pensar. Fazemos apenas o que gostamos e as pessoas sentem esta sinceridade! A gente faz uma coisa que é nossa e, de alguma maneira, as pessoas sentem isso e se identificam com isso! Fazemos sem nos preocuparmos com os outros e sim de acordo com o que somos e acreditamos!

Town Art - Como vocês avaliam a cena musical atual?

Noel/Rock Rocket - Hoje, têm muitas bandas e muito mais lugares para tocar, do que quando começamos. Mas ainda sim, falta uma certa estrutura. Melhorou muito, mas falta algo mais profissional neste sentido, que pode ficar muito melhor, mas ainda não é muito definido, claro!

Town Art - Pertencer ao underground virou símbolo de "status" e um certo "modismo". Como vocês avaliam esta tendência observada atualmente?

Noel/Rock Rocket - Na verdade, é meio falta de opção, não existe mais mainstream e para as bandas que querem tocar, não tem muita alternativa. A não ser que seja um "playboy", que não é o nosso caso!

Town Art - Com a falência das grandes gravadoras e a formação de um novo sistema mercadológico em termos de cena musical, hoje, as bandas têm mais oportunidades de divulgação de seu trabalho, principalmente com o advento da internet, certo!? Por outro lado, não basta apenas ter algo para mostrar, mas ter também um trabalho de qualidade associado à qualidade musical dos integrantes dos grupos. Com isso, os shows atualmente adquiriram uma importância fundamental para uma banda e/ou músico ser bem-sucedido, né!? O que acham disso?

Noel/Rock Rocket - Com certeza, a apresentação ao vivo se tornou tão importante quanto o disco. Na verdade, os dois são importantes, pois os discos ficam para sempre e os shows na memória das pessoas! Mas, sem sombra de dúvidas, é por meio dos shows que a banda vai provar ao público se é boa mesmo ou não!

Town Art - Onde a banda busca inspiração para criar e compor as suas canções?

Noel/Rock Rocket - As nossas músicas refletem o nosso cotidiano, do que vivemos, vimos e acho que é por isso que as pessoas se identificam com elas. Vários personagens do nosso dia-a-dia nos servem de inspiração, amigos ou situações vivenciadas por nós.

Town Art - Quais os planos futuros dos integrantes do Rock Rocket?

Noel/Rock Rocket - Em curto prazo, pretendemos divulgar nosso disco novo no Brasil todo e lançar o segundo videoclipe deste álbum, pois o primeiro dele saiu antes do CD físico, da música "Doidão" (no final do primeiro semestre), e o próximo vai ser da canção "Aline, a Ninfomaníaca", cujas filmagens estão previstas para acontecer em meados de novembro. Já a longo prazo, vamos gravar disco novo em 2008, o terceiro da banda, e queremos continuar a fazer muitos shows em todo o território nacional e se der, fora do Brasil também, caso apareça oportunidade!

Ah, se vocês quiserem saber mais da banda, acessem o myspace do grupo: www.myspace.com/rockrocketbr

E em breve, volto com mais "quentinhas" para vocês, podem esperar, garanto que não vão se arrepender... hehehe

Até mais...

 

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