Dynamite

Entries for month: October 2008

Última chance: sorteio de ingressos para Reel Big Fish e Goldfingher!!!

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... e a MEGA PROMOÇÃO do Blog "Town Art", que vai sortear cinco ingressos para o FESTIVAL JAGERMEISTER ROCK, está acabando! Portanto, se você ainda não mandou a sua mensagem para esta colunista, corra! O evento, que acontece no final deste mês (30/10), na Via Funchal, como todos já devem estar sabendo: reúne os principais nomes do punk e ska internacional REEL BIG FISH E GOLDFINGHER, afinal de contas, tal feito vem sendo divulgado amplamente neste espaço virtual, há algumas semanas!

Se você quiser ir no "vasco" e curtir o som destes ícones internacionais, não perca a oportunidade! Manda logo, pois na segunda-feira (20/10), serão divulgandos os nomes dos cinco ganhadores da promoção, ok!? Portanto, não perde tempo, não, e envie logo, já, a sua mensagem para o e-mail mehirose@uol.com.br e comece a fazer as suas preces! Pois, quem sabe, seja um dos contemplados para ver de grátis aos shows destas duas bandas! Ah, e vê se não esquece de mandar nome completo, RG e contatos, na mensagem, tá!?

Reel Big Fish

Goldfingher

Mais informações? Acessa os seguintes sites:

http://www.reel-big-fish.com/ (Reel Big Fish)

www.myspace.com/goldfinger (Goldfinger)

http://www.viafunchal.com.br/ (Via Funchal)

Boa sorte!!!

Qual é a joga?

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Como acontece toda semana, o Blog “Town Art” volta com mais uma coluna dedicada às dicas culturais, para todos vocês, meus leitores, se deleitarem neste final de semana. Afinal de contas, morar ou estar em São Paulo é isso mesmo, poder desfrutar do melhor que a cidade nos proporciona, que é esta movimentação cultural e variada, que encontramos somente aqui ou em metrópoles, como esta! Portanto, chega de lenga, lenga e vamos a elas, então, né!? 

Mostras 

Rolê 1 

 

A famosa Casa Modernista, situada no bairro da Vila Mariana, reabre as portas com exposição. 

Com reabertura oficial marcada para este domingo (19/10), a Casa Modernista, localizada na Rua Santa Cruz, 325, Vila Mariana, reabre as suas portas com a exposição fotográfica “O Ambiente Moderno”, com curadoria do arquiteto e professor Mauro Claro. Após fechamento temporário, para a realização de obras de manutenção, o espaço cultural passa a receber, além de mostras, apresentações musicais, realizadas sempre aos domingos, às 11h. Com o objetivo de situar o observador, ao revelar o passado do local, com a apresentação de análises da própria construção do ponto de vista arquitetônico, por meio de um comparativo realizado entre a sua concepção original e as adaptações para o seu uso cotidiano, promovido pelo arquiteto ucraniano Gregori Warchavchik, em 1928, quando decidiu morar no imóvel. Tal projeto que dividiu opiniões no campo da arquitetura por conta do rompimento com o modelo clássico da época, ao encontrar eco em intelectuais integrantes do Movimento Modernista, como Mário de Andrade e Anita Malfatti. Esta mostra fica em cartaz até março de 2009 (30/09/09) e pode ser visitado, gratuitamente, de terça a domingo, das 9h às 17h. 

Rolê 2 

Na mostra “Cartografias Dissidentes”, abrigada no Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1.000, Paraíso), o público se depara com uma exposição coletiva, que reúne trabalhos de diversos artistas plásticos e de coletivos ibero-americanos, entre eles, Antini Abad, Glória Martí, Alexander Apóstol, Minerva Cuevas e Grupo Callejero. Por meio desta ação, que fica aberta ao público até o mês de novembro (21/11), eles mostram cidades como Madri, Havana, São Paulo e Santiago. Ficou curioso? Então, vá até o espaço cultural de terça a sexta-feira, das 10h às 20h, e aos sábados e domingos, das 10h às 18h. 

Rolê 3 

 

Obra de Alfredo Volpi que pode ser conferida em mostra sediada no Instituto de Arte Contemporânea. 

Já no Instituto de Arte Contemporânea (IAC), situado na Rua Maria Antonia 258, Vila Buarque, desde ontem, quarta-feira (15/10), você tem a oportunidade de conferir duas mostras de arte brasileira. A primeira delas, “Absorção e Intimismo em Volpi”, compila 28 pinturas de Alfredo Volpi (1896-1988), entre o fim da década de 1950 e o início dos anos 1970. A maior parte delas, provenientes de coleções privadas, por isso, pouco conhecida pelo grande público. Na outra exposição, “Amilcar de Castro e Sergio Camargo: obras em madeira”, traz um conjunto de 37 esculturas e relevos em madeira dos dois principais escultores da arte brasileira da segunda metade do século 20, Amílcar de Castro (1920-2002) e Sergio Camargo (1930-1990). Ambas mostras ficam abertas até o início do ano que vem (25/01). A entrada é franca e o espaço cultural pode ser visitado de terça a sábado, das 10h às 19h, e aos domingos, das 12h às 17h. 

Teatro 

Rolê 4 

Inédito em São Paulo, o texto do dramaturgo irlandês Samuel Beckett, que reúne, segundo ele, seus grandes momentos na literatura, chega aos palcos na interpretação do ator Antônio Abujamra. Com direção de Miguel Hernandez, o espetáculo “Começa a Terminar”, cuja estréia aconteceu na sexta-feira passada (10/10) e sua exibição se estende até o mês de novembro (23/11), no Teatro João Caetano – Rua Borges Lagoa, 650, Vila Clementino. Na verdade, a montagem traça um paralelo entre textos de diferentes origens e épocas, que abordam temas como a morte e as questões sobre o fim inevitável. A peça narra a história, em forma de monólogo, de um homem solitário e suas indagações existenciais, incorporado anteriormente pelo ator irlandês Jack MacGowran nos Anos 70, interpretado pela primeira vez por um ator brasileiro. A narrativa é apresentada às sextas-feiras e sábados, às 21h, e aos domingos, às 19h. Os ingressos custam R$ 15,00. 

Ator Antônio Abujamra encena monólogo de Beckett em cartaz no Teatro João Caetano. 

Rolê 5 

Escrita por William Shakespeare, “A Tempestade”, sua última peça de teatro, está em cartaz no Teatro do Sesi (localizado na Avenida Paulista, 1.313, Cerqueira César). A adaptação assinada por Luiza Jatobá chega aos palcos com a Companhia Teatro em Quadrinhos. A peça, que estreou ontem, quarta-feira (15/10), conta a história de Próspero, duque de Milão obcecado por conhecimento, e de sua ingênua filha Miranda, obrigados a se exilarem em uma ilha após um golpe de estado engendrado pelo rei de Nápoles. Nessa ilha, pai e filha convivem com as figuras absurdas Ariel e Calibã, reflexos oníricos da cidade e de seus habitantes, até que uma misteriosa tempestade começa a confrontar inimigos, provocar paixões e inspirar vingança ou perdão. A montagem multimídia conta com os vídeos-performances para reinscrever o texto shakespeariano no contexto da sociedade contemporânea. Com encenações de Beth Lopes, Aura Cunha, Eduardo Mossri, Maria Helena Chira e Leonardo Moreira, a montagem fica em cartaz até dezembro (14/12), e é apresentado sempre às quartas, quintas, sábados, às 20h, e aos domingos, às 19h. A entrada é gratuita, exceto aos sábados, cujo ingresso custa R$ 10,00. 

Cena do espetáculo “A Tempestade”, em cartaz na cidade e que é baseado em obra de Shakespeare. 

Rolê 6 

A última dica teatral desta semana vai para o musical “Aves Exóticas Voam Para Vazabarris”, que entra em cartaz neste domingo (19/10), no Teatro Ruth Escobar, situado na Rua dos Ingleses, 209, Morro dos Ingleses. Encenado pela Companhia Artistas Unidos, a peça mostra, por meio do gênero épico musical, Canudos depois da guerra sangrenta, que dizimou seu principal personagem, o beato Antônio Conselheiro, e seus seguidores. A dinâmica do espetáculo se concentra na personagem de Joana Imaginária, espécie de porta-voz tardia de Antônio Conselheiro, que interfere na narrativa, alterna episódios, corrige cenas, indo e vindo no tempo. Sob direção de Elvira Gentil e texto de Adir Lima e Décio Gentil, a montagem fica em cartaz no local até novembro (09/11), sempre aos domingos, às 21h. Com o intuito de atrair mais espectadores ao teatro, durante a temporada do espetáculo em São Paulo, todos pagam meia-entrada, ou seja, R$ 10,00. 

Cena da montagem “Aves Exóticas Voam Para Vazabarris”, que entra em cartaz neste domingo (19/10). 

Shows 

Rolê 7 

 

Os americanos do Mudhoney fazem duas apresentações (16 e 17/10) em São Paulo. 

Uma das sugestões musicais do Blog “Town Art” desta semana vai para a apresentação do grupo norte-americano Mudhoney, que comemora 20 anos de carreira e vem ao Brasil pela 4º vez para mostrar seu rock alternativo ao público paulistano. Formada por Mark Arm (vocal e guitarra), Steve Turner (guitarra), Guy Maddison (baixo) e Dan Peters (bateria), a banda de Seattle se apresenta hoje, quinta-feira (16/10), e amanhã, sexta-feira (17/10), no Clash Club – Rua Barra Funda, 969, Barra Funda. Os shows de abertura ficam por conta dos brasileiros MQN e Supergalo, respectivamente. As apresentações estão programadas para ter início às 21h e os ingressos custam entre R$ 50,00 e R$ 60,00 em cada dia. 

Rolê 8 

Integrante dos grupos Dona Zica e Banda Glória, Andreia Dias promove agora seu primeiro disco solo, “Vol. 1”, lançado em 2007, com letras de sua autoria, marcadas pela guitarra psicodélica de Fernando Catatau. A cantora e compositora se apresenta na próxima segunda-feira (20/10), às 21h, no Teatro Décio de Almeida Prado (Rua Cojubá, 45, Itaim Bibi). O show é gratuito, portanto, sem desculpas, né!? 

Rolê 9 

 

Banda Madame Saatan se apresenta amanhã, sexta-feira (17/10), em casa noturna da cidade. 

Outra opção vai para a apresentação que os paraenses do Madame Saatan (www.myspace.com/madamesaatan) fazem amanhã, sexta-feira (17/10), lá no Inferno Club, situado na Rua Augusta, 501, Consolação. Com influências que vão desde o metal, até outros subprodutos do rock e música regional, o grupo vem participando de vários festivais de música do País e já é um dos grandes expoentes da cena underground brasileira. O show de abertura fica por conta de Condessa Safira (www.myspace.com/condessasafira) e após a apresentação do quarteto, tocam os paulistanos do Borderlinerz (www.myspace.com/borderlinerz). As apresentações têm início às 24h e para participar desta baladinha, basta deixar R$ 15,00 na porta do local and have fun! 

Rolê 10 

Já no Studio SP, a programação deste final de semana está “bombástica”. Começa hoje, quinta-feira (16/10), às 23 horas, com apresentação dos paulistanos do Cérebro Eletrônico (www.myspace.com/cerebroeletronico), cujo trabalho é galgado basicamente nas influências do tropicalismo, psicodelia, MPB e músicas eletrônica e experimental. Já no dia seguinte, sexta-feira (17/10), às 24 horas, é a vez dos cuiabanos do Vanguart (www.myspace.com/vanguart) subirem no palco da casa noturna, localizado na Rua Augusta, 591, Consolação, e levar ao público paulistano seu sempre ótimo folk-rock. De entrada é cobrado, em cada um dos dias, R$ 25,00 por pessoa. 

 

Vanguart 

 

Cérebro Eletrônico  

Rolê 11 

Para fechar a tampa, a dica vai para o show do trio paulistano do Rock Rocket, que, aliás, acaba de lançar novo disco, homônimo, o segundo da carreira da banda. A apresentação do grupo, que acontece às 23 horas, integra o Projeto Lowtown Again, promovido semanalmente, todas às quintas-feiras na Fun House – Rua Bela Cintra, 567, Consolação. Hoje, quinta-feira (16/10), além deste show musical, cujo repertório na verdade vai ser baseado em Ramones, o projeto conta ainda com discotecagens dos DJs residentes Indayara Moyano e Cabu Valente e convidados. Quanto custa esta brincadeira? R$ 12,00 e aí é só se jogar...  

Ufaaaa... por hoje é só, né!? Espero que todos aproveitem as dicas e se joguem mesmo!!! 

Bom final de semana e até próxima postagem!!! Aliás, semana que vem volto com muitas novidades e podem esperar, garanto que não vão se arrepender... hehehe 

Beijos em todos... inté!!!

Mallu Magalhães lança primeiro disco na net

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Nem Mallu Magalhães poderia imaginar que se tornaria uma das grandes revelações de 2008 em tão pouco tempo. Esta é apenas mais um exemplo de história sensacional desta garotinha de apenas 16 anos, que ao emergir na cena musical brasileira, há pouco menos de um ano, a jovem cantora e compositora já se tornou um dos fenômenos pops. Mas a peripécia da guria vai além, pois em tão pouco tempo de carreira, acaba de lançar seu primeiro disco e para a felicidade de seus fãs, algumas de suas canções estão disponíveis na internet para download, desde hoje, quarta-feira (15/10), fazendo jus ao meio que lhe deu projeção!

No entanto, o CD físico deve só vai estar nas lojas no início de novembro, que vem agraciado em sua capa com uma ilustração da guria. E, pelo visto, seu primogênito, que reúne 14 faixas, já está na "boca do povo" e sendo bastante elogiado pela crítica! Com apenas duas composições em português, "Preço da Flor" e "Vanguart", sendo as restantes todas em inglês, o álbum trata-se de um resumo de toda a trajetória da guria até aqui. E de acordo com a própria Mallu, este trabalho continua a percorrer o estilo musical escolhido por ela, trazendo as mesmas referências (basicamente, o folk, rock dos Anos 70 e MPB).

Aliás, quem se lembra como tudo começou? Com uma simples participação que a jovem fez em uma casa noturna paulistana (Clash Club), no começo do ano, no qual a atração principal do dia foi o Vanguart (outro grande expoente da cena alternativa do Brasil). Desde então, a jovem não teve mais sossego e deu início a sua deslumbrante trajetória rumo ao "hall da fama". Tanto que nesta mesma época, ela chegou a despontar entre as campeãs de acesso do myspace (www.myspace.com/mallumagalhaes), o que chamou a atenção de todo, principalmente da mídia! E a partir deste momento, os seus caminhos dentro do mundo da música foram se abrindo, cada vez mais, rendendo apresentações pelas principais casas de shows e festivais de música do País.

Com isso, sua vida mudou da "água para o vinho"! A garota prodígia foi tema de matéria dos principais veículos brasileiros e até mesmo atração no VMB deste ano, badalado prêmio da MTV, com indicações para três categorias: revelação, melhor show e artista de 2008. Aliás, parece que realmente o "estrelato" clamava por Mallu, pois desde o início de sua contestação, tudo deu certo, como se as forças do universo estivessem confabulando favoravelmente à promissora carreira da jovem garota paulistana. Diferentemente do que acontece com 99% dos músicos, ela nem precisou fazer lá muito esforço para conseguir mostrar seu trabalho (sem desmerecer o seu talento, claro!) e logo, se tornar a "queridinha do Brasil".

Tudo se desenrolou rapidamente, inclusive, a gravação do seu primeiro disco, que foi feito a "toque de caixa", no estúdio A.R. (na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro), com um dos maiores produtores musicais do País, o renomado Mario Caldato Jr., cujo currículo inclui trabalhos com os Beastie Boys, Jack Johnson, Seu Jorge e Bebel Gilberto. Em seu debut, Mallu parece colocar ladeira abaixo o conceito criado pela "corrente opositora" ao seu trabalho, que em inúmeras situações chegaram a classificá-la como um factóide e símbolo "mor" desta nova geração criada com e pela internet.

 

Vive La Fête estremece platéia paulistana

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Foi num verdadeiro clima de festa, que os belgas do Vive La Fête subiram ao palco da The Week, em São Paulo, na última sexta-feira (10/10), fazendo, inclusive, jus ao nome que intitula a banda ("Viva a Festa"). Com a casa completamente lotada, todos os presentes clamavam por ver de perto, ao vivo e em cores, a performance do casal Danny Mommens (na guitarra e nos vocais) e Els Pynoo (no vocal). O dueto, que é um dos ícones da música internacional, provou possuir muito mais do que talento apenas! Providos de um carisma eletrizante e contagiante, os músicos mostraram que o rótulo de electro-rock é muito pouco para eles! Fato que explica facilmente o encantamento do poderoso estilista Karl Lagerfeld para com o som da dupla!

Uma versão modernizada do casal francês Serge Gainsbourg e Jane Birkin, como o próprio duo assume descaradamente, o Vive La Fête mostrou à platéia paulistana o seu pop-erótico, marcado pela chanson française, misturado às bases eletrônicas e à influência punk nos riffs de guitarras, soando assim, góticos ou apenas sexies (dependendo do ponto de vista aplicado). Também, pudera, pois sua maior influência, se não for a maior de todas, vem dos Anos 80, associado às inspirações galgadas em Brigitte Bardot, Michel Polnareff, Jacques Dutronc, Blondie, The Cure, Kraftwerk, Daft Punk, entre outras.

Só por aí, já dá para ter uma idéia da tônica que envolveu o espetáculo encenado pelos belgas, que se vale não apenas do artifício musical propriamente dito, mas da performance teatral, que se tornou, aliás, uma das marcas da banda. Acompanhada dos músicos Dirk Cant (baixo), Matthias Standaert (bateria) e Roel Van Espen (teclados), a dupla principal desempenhou muito bem o seu papel! O casal belga ganha o estofo de baixista, tecladista e baterista, além da guitarra de Mommens e da base eletrônica "quase abafada", cujo resultado ao vivo não poderia ter sido melhor, marcando em grande estilo, a estréia, por solos brasileiros, da turnê de divulgação do seu disco de trabalho "Jour de Chance" (2007), o quinto da banda.

Tanto que arrisco a dizer que a apresentação do Vive La Fête foi mais punk do que muito grupo que adota este estereótipo! A banda, que subiu ao palco por volta das 2h30 de matina, fez um show eletrizante por quase duas horas, que incitou todos a entrarem neste embalo, sejam mais ou menos fãs do trabalho do duo. Era possível ver por todos os lados, pessoas cantando (os mais fanáticos) e outros menos, tentando cantarolar, e dançando ao ritmo do som do Vive La Fête. Vigor, aliás, que pode ser atribuído principalmente à performance animada e sensual de Els Pynoo, que com seu visual moderno encarna uma verdadeira femme fatale, capaz de hipnotizar qualquer ser. Com seu ar desbocado e sexy, ela grita ao microfone, dança e ainda faz pose!

Logo que subiu ao palco, o Vive La Fête não poderia ter mandado som melhor e que já mostraria logo de cara qual seria a atmosfera que iria reger a apresentação do grupo. A banda começou com a animadíssima "Nuit Blanche", música de abertura do trabalho anterior da banda e que leva o mesmo nome da canção. Aliás, para a felicidade dos fãs vivelafetianos, o repertório do show foi bastante variado, deu um apanhado geral por toda a discografia da banda, com a exibição de suas melhores faixas. Entre eles, "Maquillage", "Noir Desir" e "Schwarzkopf" (ambas de seu penúltimo álbum) e ainda de "Sabrina", "La Verité" e "Hot Shot" (do CD "Grand Prix").

Tal vigor ao vivo e em cores do duo belga exalta ainda mais as canções do Vive La Fête, energia, que, obviamente, não aparece nos álbuns, ou melhor, que se torna praticamente imperceptível em audição via som estéreo. Com letras em francês e músicas que retratam verdadeiras crônicas, baseadas em histórias de amor e sexo, o casal Mommens e Els Pynoo prova que para animar uma platéia não é preciso se fazer entender, visto que muitos presentes ali provavelmente não compreendessem o idioma modulado pela banda. Para entoá-las, a doce e sedutora voz da vocalista dá assim, o toque final ao trabalho do grupo, circundado pelo glamour e melancolia synth pop dos Anos 80.

 

The Cult decepciona novamente!!!

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Dois anos passados desde a última passagem dos ingleses do The Cult pelo Brasil, o grupo volta ao País para divulgar seu novo disco de trabalho "Born Into This", lançado no ano passado. Apesar de ir assistir à apresentação do grupo realizada aqui em São Paulo, na última quarta-feira (08/10), com baixas expectativas, visto que já havia saído um pouco decepcionada do mesmo Credicard Hall em 2006, mesmo local onde o quinteto retornou aos palcos, ainda sim, procurei dar um "crédito", principalmente em nome dos cerca de 20 anos de carreira que os músicos carregam nas costas.

E para piorar ainda mais o meu desapontamento diante de um dos maiores ícones do movimento pós-punk ainda na ativa nos dias de hoje - cujo título conquistado, com certeza, vai se manter inalterado, até porque a contribuição musical da banda é inegável, tanto para a época em que nasceu, seja na atualidade - após o show da banda, o balanço foi ainda mais negativo diante da apresentação burocrática e distante, para não dizer "frívola" do The Cult. Salvo algumas exceções, como, por exemplo, a ótima performance de Billy Duffy, que com sua guitarra deu um verdadeiro show, tanto que roubou todos os holofotes para si; e na oportunidade de rever os grandes sucessos, já que a apresentação da banda foi galgada em cima dos hits, como "Rain" e "Sweet Soul Sister", entre outros.

Na verdade, todo o desânimo aconteceu logo no início do show, com o sistema sonoro da casa, que está longe de ser das melhores da cidade, mas que neste dia, "esculhambou". Aliás, um desrespeito tremendo para os fãs que pagaram a bagatela de quase 300 reais em um ingresso para ver de perto seus ídolos. O fato estava tão escancarado, que era possível ouvir ao meu redor diversas pessoas reclamando do som péssimo que estavam ouvindo, ou melhor, tentando ouvir! Até aí, tudo bem, ou melhor, transmutável, afinal de contas, não é sempre que se tem a oportunidade de ver ao vivo e em cores astros do porte do The Cult, no quesito anos de estrada.

Por outro lado, nem tudo estava perdido! Pois, com o tempo desanimador, visto que estava muito frio e para piorar ainda mais garoando (motivos suficientes para que poucas pessoas fossem ao show), a casa até que estava cheia, com cerca de três mil pagantes, metade da capacidade do local, mas mesmo assim, ainda cheia! Bom, para os que curtem assistir apresentações com mais conforto, sem aquele "empurra-empurra". Programado para dar início às 21h30, o espetáculo começou por volta das 22h20, quando os ingleses adentraram no palco e lançaram de cara "Nirvana", considerada por muitos, uma das grandes composições dos Anos 80, mas que não se tornou hits nas rádios, e em seguida, um dos seus maiores clássicos "Rain".

Com todos já devidamente "aquecidos", aí a banda não perdoou e mandou um sucesso atrás do outro. Mas como a turnê divulga o último disco do The Cult, deste álbum os músicos tocaram "Dirty Little Rockstar", "I Assassin" e "Savages". Mas o público agitou e delirou mesmo, obviamente, com os clássicos. Embora, alguns tenham considerado que Ian Astbury esteja em melhor forma do que há dois anos, eu discordo completamente: o vocalista estava mais frio do que nunca no palco, sem carisma algum e com a voz daquele jeito, para não dizer fraca e com afinação duvidosa, pois saiu do tom em vários momentos!

Além da dupla fundadora Astbury e Duffy, a atual formação do The Cult conta com o baterista John Tempesta, o baixista Chris Wise e o guitarrista Mike Dimkich. Aliás, Tempesta e Wise se mostraram grandes músicos ao vivo, principalmente o baixista. A banda tocou "Eddie (Ciao Baby)", "Lil' Devil", "Spiritwalker" e "Love Removal Machine", que encerrou a primeira parte do show. Para o bis, os ingleses voltaram e tocaram mais duas grandes músicas: "Sweet Soul Sister" e "She Sells Sanctuary". E para alívio de alguns e estranhamento de outros, o grupo tocou "The Phoenix" (do álbum "Love") e não executou "Revolution".

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