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Bebel Gilberto lança o belo "All In One"

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Quem está com trabalho novo na área é a cantora e compositora Bebel Gilberto. "All In One" é o quarto disco da carreira da filha de João Gilberto. Lançado recentemente no Brasil pela Gravadora Universal, este disco é uma bela tentativa da artista de se livrar da pecha que lhe rendeu projeção no mercado fonográfico, quando começou a ganhar os holofotes do público e mídia especializada no ano de 2000, com "Tanto Tempo", como cantora de bossa nova eletrônica. Aliás, desde então, ela vendeu 2,5 milhões de cópias e teve canções incluídas em trilhas sonoras de filmes e séries de televisão, como na hypada "Sex And The City".

Não, não que ela tenha abdicado de tal influência e que não seja bem-sucedida na tarefa, mas sem sombra de dúvidas, ela prova que pode fazer mais, ao agregar neste álbum novos e mais elementos musicais, sem deixar de lado, claro, a dita cuja. E não é que ela se sai muito bem, obrigado! Um disco ousado, em todos os sentidos, seja em termos de maturidade musical, na qual Bebel conquistou com muito esforço e talento, "All In One" prova a flexibilidade criativa das composições e da voz da artista.

Com 12 faixas cantadas em português, o álbum traz à tona as raízes brasileiras misturadas às aspirações internacionais de Bebel, além de temas universais, como natureza, amor, momentos da vida, entre tantos outros. Gravado uma parte na Jamaica, outra em sua cidade natal, Nova York e outro em Salvador, com Carlinhos Brown, "All In One", digamos, está mais orgânico e roots do que os trabalhos anteriores da artista, embora ainda traga referências (mesmo que de modo mais sutil?) de música eletrônica.

Seis das 12 faixas do disco foram compostas pela própria Bebel, que não faz feio, muito pelo contrário, mostra até onde pode ir o seu potencial neste aspecto! Já as outras restantes, foram criadas em parcerias, que vão de Carlinhos Brown a Didi Gutman (tecladista da banda Brazilian Girls, que apesar do nome é oriunda de Nova York).

Produzido por Mark Ronson (a quem se atribui o estouro de Amy Winehouse com "Back To Black") e John King (Dust Brothers), o disco traz desde regravações de grandes nomes da música, como "The Real Thing", versão de 1977 de Stevie Wonder, que aqui ganhou a produção de Mark Ronson e o acompanhamento da banda The Dap-Kings, caindo como uma luva na bela e doce voz de Bebel, a mezzo eletrônica "Chica Chica Boom Chic", música de Mack Gordon e Harry Warren popularizada por Carmen Miranda em 1941, e a cover de um dos grandes sucessos de Bob Marley, "Sun Is Shining", lançada em 1978 e que recebeu da artista trechos adaptados para o português.

Já em "Bim Bom", composição de João Gilberto (de 1959), Bebel presta uma bela homenagem ao seu pai, que com toque de Daniel Jobim, neto de Tom Jobim, ao produzi-la e encorpá-la ao tocar piano nesta canção. Mas sem sombra de dúvidas, um dos pontos fortes deste novo trabalho de Bebel é o repertório que guarda curiosidades muito especiais, como a bossa nova "Nossa Senhora", composta por Carlinhos Brown e Paulo Levita, onde ela solta toda a sua doçura vocal em gravação apenas com voz e violão, ilustrada por ruidinhos eletrônicos.

Aliás, o elemento-chave na musicalidade de Bebel (a música eletrônica) é empregado com muita sutileza, o que rende à cantora explorações de outras possibilidades, principalmente, no fato de se realçar a natural sensualidade de seu canto. Enfim, "All In One" é um disco agradável do começo ao fim, no qual a artista canta bonito, como quem percebe que já conquistou o seu lugar ao sol.

Tracklist de "All In One"

1- "Canção de Amor"

2- "Sun Is Shining"

3- "Bim Bom"

4- "Nossa Senhora"

5- "The Real Thing"

6- "Ela (On My Way)"

7- "Far From The Sea"

8- "All In One"

9- "Forever"

10- "Secret (Segredo)"

11- "Chica Chica Boom Chic"

12- "Port Antonio"

E neste final de semana tem mais “Qual é a Joga?”

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Mais uma final de semana prolongado, por conta do Dia de Finados, que é celebrado nesta segunda-feira, dia 02 de novembro, né!? E como esta coluna virtual sempre busca trazer aos seus leitores muita diversão cultural, se você pretende ficar por aqui mesmo (entenda por São Paulo) e curtir todos os passeios do gênero dos quais tem direito, está no caminho certo! Aqui você encontra diversas dicas que buscam atender a todos de modo eclético! Pois então, vai lendo este post, monte seu roteiro e se jogue meeeesmo... hehehe

Mostras

Rolê 1

Obra que pode ser apreciada na mostra em cartaz no Memorial do Imigrante.

Não é só de hostilidade que é feita a história da imigração na França. O país recebe os não franceses há dois séculos, e esse período é o foco da exposição que vai até o começo do mês que vem (08/11), no Memorial do Imigrante - R. Visconde de Parnaíba, 1.316, Mooca. Nomeada de "A Imigração na França: Pontos de Referência", a mostra é uma versão condensada de "Repères", que antes ocupou o equivalente francês do Museu do Imigrante, o Cité Nationale de l'Histoire de l'Immigration (CNHI). O acervo retrata as transformações ocorridas na imigração no país, além de mostrar o papel do imigrante e suas conquistas, que são registradas em peças de arte contemporânea que fazem parte do evento. Com um tema recente e polêmico como esse, que suscinta discussões calorosas entre a população francesa, a curadoria de Ana Maria Leitão Vieira também selecionou aspectos menos "nobres" que envolvem os imigrantes. O local fica aberto à visitação de terça a domingo, das 10h às 17h, e de entrada é cobrado R$ 4,00, sendo que no último sábado do mês, a entrada é grátis para todos.

Rolê 2

Galeria Olido expõe imagens de Pierre Verger, clicadas em 1935, na região de Andaluzia.

Cenas do cotidiano, na região de Andaluzia, foram clicadas pelo fotógrafo Pierre Verger em 1935, material que deu origem à exposição "Andalucía 1935 - Ressucción de la Memória", aberta ao público desde ontem, quinta-feira (29/10), na Galeria Olido - Av. São João, 473, República. Realizado durante uma viagem de bicicleta, o registro do fotógrafo franco-brasileiro tem um valor documental por exibir cenas de uma Andaluzia pacífica, um pouco antes do início da Guerra Civil Espanhola (1936-1939). A mostra que chega a São Paulo reúne 70 fotografias em preto e branco, encontradas por pesquisadores da Fundação Ceiba e que eterniza anônimos que caminham por ruas, mercados locais e procissões religiosas. A mostra permanece no local até o final do ano (22/12), e pode ser conferida de terça a sexta-feira, das 12h às 20h30, e aos sábados e domingos, das 13h às 20h30. A entrada é franca.

Teatro

Rolê 3

Cena do espetáculo "Escuta, Zé Mané!", que está em cartaz no Sesc Avenida Paulista.

Desde a última sexta-feira (23/10), o ator Paulo Cesar Peréio comemora 50 anos de carreira nos palcos com o espetáculo "Escuta, Zé Mané!", que está em cartaz na Unidade Provisória do Sesc Avenida Paulista (Av. Paulista, 119, Bela Vista) até o final de novembro (29/11). Dirigida por Lenerson Polonini e com texto inspirado no livro "Listen, Little Man!", do psiquiatra austríaco Wilhelm Reich (que foi discípulo de Sigmund Freud), a peça narra a história de um homem (Peréio), que é confrontado por sua consciência e constata, então, que seu discurso ganha outras vozes, interpretadas por João Velho (filho do ator), que vive Reich jovem, e pela atriz Neca Zarvos, na pele do austríaco em versão feminina. A montagem pode ser assistida no local de sexta a domingo, às 21h, e os ingressos custam R$ 20,00.

Shows

Rolê 4

A primeira opção musical desta semana é para os amantes e apreciadores de música instrumental. Trata-se do show gratuito que o músico Loop B faz hoje, sexta-feira (30/10), às 21h, no Teatro Coletivo, localizado na R. da Consolação, 1623, Consolação. Esta apresentação integra o projeto "Música Para Todos", cujo intuito é valorizar os gêneros de música instrumental e vocal da cultura brasileira, além de incentivar os artistas contemporâneos a apresentarem seu trabalho ao vivo. A música de Loop B é formada por dois aspectos fundamentais: a estrutura eletrônica e a percussão em sucata. As composições se desenvolvem a partir de samples processados no computador, complementados por teclados. Depois a percussão ao vivo brinca sobre as bases. Seu primeiro álbum foi lançado em 92. Suas primeiras pesquisas com música brasileira foram registradas na coletânea Electronic Music Brasil (Sony Music, 1997), onde Loop batucava um samba na sucata de um fogão. Nesse show Loop deve mostrar novos instrumentos-objetos, como o capacete, a perna e a escada, e apresentar músicas de seus CDs recentes, além de algumas inéditas.

Rolê 5

Garotas Suecas se apresenta neste fim de semana (31/10), em Festa de Aniversário do Clube Berlin.

Já outra dica é para a Festa de Aniversário de quatro anos do Clube Berlin, que acontece amanhã, sábado (31/10), na própria casa noturna, situada na R. Cônego Vicente Miguel Marino, 85, Barra Funda, que conta com a apresentação dos paulistanos do Garotas Suecas, sendo que a abertura dos shows fica por conta das Parallèles. Quanto? R$ 10,00 de entrada e está tudo certo! Portanto, se você for ficar por aqui e quiser cair na balada neste feriadão, esta é uma ótima pedida!

 

Por enquanto é só pessoal... rsrsrs... na semana que vem, como de costume, volto com mais notícias do mundo cultural, oray!?

Bom final de semana prolongado para todos e inté!!!

“Can’t Buy Me Love” faz curioso e instigante relato dos Beatles

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De tempos em tempos os britânicos do Beatles voltam à tona e das mais variadas formas. Desde quando o quinteto de Liverpool (Inglaterra) surgiu em 1956, ele desperta a curiosidade de todos, tanto que se tornou assunto inesgotável. Vira e mexe o grupo é tema de livros, artigos, matérias e pesquisas. Também pudera, afinal de contas, eles revolucionaram toda uma época e continuam servindo de inspiração até hoje para artistas do mundo inteiro.

Desta vez, os Beatles são tema da nova obra de Jonathan Gould. Intitulado com o nome de um dos grandes sucessos do grupo, "Can't Buy Me Love - Os Beatles, a Grã-Bretanha e os Estados Unidos" acaba de ser lançado no Brasil pela Editora Larousse. Muito mais do que uma simples biografia do quarteto, o registro é fruto de quase vinte anos de pesquisa de Gould, resultando em um livro completo, que ao longo de 752 páginas entrelaça dados biográficos, história cultural e crítica musical.

Por meio destes artifícios, Gould talvez busque explicar o porquê da transformação dos Beatles em um verdadeiro mito no mundo inteiro. E não é que consegue! O livro situa o "Fab Four" (ou "Quarteto Fantástico", como são carinhosamente chamados) no amplo e tumultuado panorama de seu tempo e espaço, além de buscar contextualizar a importância da banda na cena não apenas musical, mas social, passando pela sua ascensão e dissolução.

O destaque é o modo como Gould discorre toda essa história, de forma fluída e instigante, o que leva o leitor a buscar a famosa leitura "de uma sentada". Tomando como ponto de partida a adolescência dos Beatles em Liverpool, o escritor aponta as influências seminais, basicamente de Elvis Presley, Chuck Berry, The Goon Show e Alice no País das Maravilhas, responsável por moldá-los como indivíduos e como banda. Além do mais, a obra lança novas luzes sobre a importância de um dos álbuns mais célebres do quarteto "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", considerado o primeiro disco conceitual do rock.

Ao longo de "Can't Buy Me Love" o leitor acompanha as mudanças que permearam a carreira do quarteto, sempre atreladas às transformações e desdobramentos de uma "Era" que tornou os Beatles possíveis e até mesmo necessários, seja em termos de contribuição musical ou comportamental de toda uma época, principalmente pelo impacto revolucionário do grupo sobre a cultura popular na década de 1960, que refletiu em toda uma mudança do conceito de se enxergar, entender e se fazer arte no mundo.

Além de apresentar todos esses aspectos, "Can't Buy Me Love" analisa também toda a evolução do "Fab Four" de modo quase jornalístico, ao buscar a imparcialidade e isenção típica quando nutrimos uma paixão ou apreço por um terminado artista. O ponto alto deste livro é a preocupação literária de Gould, refletindo em uma obra de fácil leitura - principalmente, pela preocupação em que o autor tem em situar os acontecimentos citados no decorrer do texto.

Sem sobra de dúvidas o fato que mais contribuiu e muito para a boa execução desta obra é a formação de Gould. Além de ser músico profissional e talvez seja por isso que consegue evocar com sensibilidade (e na dose certa, diga-se de passagem) a importância de cada um dos integrantes dos Beatles, é escritor e já atuou como político também, ao desempenhar papel ativo na vida da comunidade norte-americana.

"Can't Buy Me Love" é um importante e fundamental registro, que une três tipos de obras literárias (escrito biográfico, histórico ou cultural) em um único material. E acima de tudo, talvez seja o mais completo livro já publicado pelo quarteto britânico, ao longo de todas essas décadas, eternizando assim, mais uma vez, o "Fab Four" e todo o fenômeno causado pelos músicos e em torno deles. Com certeza vai agradar você, seja fã da banda ou apenas mero curioso e apreciador deste gênero literário, para não dizer que é uma leitura imperdível!

Histórico da banda

O Beatles nasceu em 1956, na cidade de Liverpool. Formada pelos músicos John Lennon (vocalista, guitarrista e compositor), George Harrison (guitarrista e vocalista), Paul Mc Cartney (baixista, compositor e vocal) e Ringo Star (baterista), a banda fez sucesso mundial com suas músicas, principalmente na década de 1960. O sucesso deve-se ao estilo revolucionário que implantaram no cenário musical. Eram canções com letras marcantes e efeitos de guitarra fortes.

As letras atingiram em cheio os jovens, pois eram contestadoras e revolucionárias para a época. O estilo visual também revolucionou o cenário musical. Os jovens de Liverpool usavam cabelos compridos, roupas de cores fortes, anéis e outros adereços. O sucesso foi tão grande que no ano de 1965 foram recebidos pela rainha Elizabeth II, da Inglaterra, e receberam medalhas da Ordem do Império Britânico. Da música foram para o cinema e, em 1967, lançaram o filme "Help!".

A beatlemania espalhou-se pelo mundo inteiro, fazendo sucesso inclusive no Brasil. Produziram também outros filmes: "A Hard Day's Night" e "Magical Mistery Tour". No entanto, a banda começou a entrar em crise, em função de divergências empresariais, no final dos Anos 1960, terminando em 1970. Com isso, John Lennon seguiu carreira solo, com participação de sua esposa Yoko Ono.

Porém, em dezembro de 1980, foi assassinado por um fã, ao entrar em seu prédio na cidade de Nova Iorque. Morria um dos maiores músicos de todos os tempos. As músicas dos Beatles e de John Lennon fazem grande sucesso até os dias de hoje, sendo ouvidas por jovens e adultos, eternizando sucessos como "Love Me Do" (1962); "She Loves You" e "I Want to Hold Your Hand" (1963); "Can't Buy Me Love" e "A Hard Day's Night" (1964); "Help" e "Yesterday" (1965).

 

Livro "Can't Buy Me Love"

Autor: Jonathan Gould

Páginas: 752

Tradução: Candombá

Preço: R$ 99,00

Editora: Larousse

“Qual é a Joga?” neste fim de semana? A 33ª Mostra Internacional de Cinema

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A dica cultura para este final de semana será concentrada e voltada aos cinéfilos de plantão, que já podem começar a se preparar para uma verdadeira maratona cinematográfica. Pois, a partir de hoje, sexta-feira (23/10), São Paulo se torna a capital da sétima arte, como acontece todos os anos, com a realização da 33ª Mostra Internacional de Cinema. Na edição deste ano, o evento, que se estende até 05 de novembro, reúne mais de 400 filmes de todo o mundo. Serão exibidas quase 1.500 sessões, distribuídas em 17 salas de cinema da cidade.

Organizada pelo casal Leon Cakoff e Renata de Almeida, a Mostra hoje é um dos principais eventos cinematográficos do País e reconhecida em todo o mundo. Nesta edição, quem assina o pôster são os irmãos Otávio e Gustavo Pandolfo, os grafiteiros Os Gêmeos, que é importante ressaltar que são dois dos mais respeitados artistas de rua não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. Este ano, foram mais de 700 inscrições, sendo que apenas do Brasil foram 92 longas-metragens.

Dentre os destaques deste ano está o grande vencedor da Palma de Ouro em Cannes, “A Fita Branca”, de Michael Haneke, e o Leão de Ouro de Veneza, “Lebanon”, de Samuel Maoz. Mas não apenas os premiados chamam a atenção do público, alguns dos filmes mais esperados são “Abraços Partidos”, de Pedro Almodóvar, “O Fantástico Sr. Raposo”, a animação de Wes Anderson, e “O Mundo Imaginário de Dr. Parnassus”, de Terry Gilliam, o último filme do ator Heath Ledger.

Outras produções também devem chamar a atenção do público, como a comédia baseada em fatos reais “I Love You Phillip Morris”, em que Rodrigo Santoro e Jim Carrey fazem um par romântico. O novo longa de Ang Lee, “Aconteceu em Woodstock”, é outro destaque da Mostra deste ano. Para a abertura do evento foi selecionado “À Procura de Eric”, de Ken Loach, em que um carteiro tem como amigo imaginário o jogador de futebol Eric Cantona, da seleção francesa da década de 90. 

Como acontece todo ano, o cinema brasileiro também vem com vários destaques, como “Viajo Porque Preciso”, “Volto Porque Te Amo”, selecionado no Festival de Veneza e dirigido por dois dos expoentes do cinema nacional, Marcelo Gomes e Karim Aïnouz. Já os experientes Suzana Amaral e Sérgio Bianchi voltam de um período de recesso com novas obras, sendo ela com “Hotel Atlântico” e ele com “Os Inquilinos”. Esmir Filho, conhecido pelos curtas na internet, estréia no evento com “Os Famosos e os Duendes da Morte”. Já o ator Marco Ricca traz seu “Cabeça a Prêmio”, adaptado da obra de Marçal Aquino.

A Suécia terá um destaque especial na Mostra deste ano, trazendo uma grande delegação de produtores e cineastas e os filmes mais representativos da atualidade. Para o troféu Bandeira Paulista, a edição deste ano traz um time com o cineasta turco Ali Özgentürk, o sérvio Goran Paskaljevic, o italiano Marco Bechis, a brasileira Suzana Amaral e o crítico da Cahiers du Cinema, Jean-Michel Frodon. Quem quiser obter mais informações sobre esta 33ª Mostra Internacional de Cinema, basta acessar o site do evento (http://www.mostra.org/), montar o seu roteiro e se jogar. E para facilitar a vida de todos, segue os destaques de cada dia do festival:

Cena de um dos filmes mais esperados da Mostra, "Abraços Partidos", de Almodóvar.

23/10 – Sexta-feiraUnibanco Arteplex 2 - 16h40
À Procura de Eric (Looking for Eric), de Ken Loach (116'). Inglaterra.
Outros horários:
24/10 - Cinema da Vila - 23h50
25/10 - Cine Bombril 1 - 15h50
27/10 - Cinemark Cidade Jardim - 19h00
01/11 - Espaço Unibanco Pompéia 2 - 21h30

24/10 - Sábado
Unibanco Arteplex 3 - 22h50
O Mundo Imaginário de Dr. Parnassus (The Imaginarium of Doctor Parnassus), de Terry Gilliam (125'). França, Canadá, Reino Unido.
Outros horários:
23/10 - Cine Bombril 1 - 23h20
25/10 - Espaço Unibanco Pompéia 2 - 14h00
31/10 - HSBC Belas Artes 2 - 23h30
01/11 - Cinemark Cidade Jardim - 19h00
03/11 - Unibanco Arteplex 1 - 21h30

25/10 - Domingo
Reserva Cultural 1 - 16h40
A Fita Branca (Das Weisse Band), de Michael Haneke (145'). Áustria, Alemanha, França, Itália.
Outros horários:
23/10 - Cinesesc - 20h40
31/10 - HSBC Belas Artes 2 - 18h20
01/11 - Cine Bombril 1 - 20h30

26/10 – Segunda-feira
Cinesesc - 18h10
Abraços Partidos (Los Abrazos Rotos), de Pedro Almodóvar (128'). Espanha.
Outros horários:
23/10 - Espaço Unibanco 3 - 23h10
24/10 - Espaço Unibanco Pompéia 2 - 14h00
25/10 - Cinemark Cidade Jardim - 19h00
30/10 - Reserva Cultural 1 - 18h20

27/10 – Terça-feira
Cinema Da Vila - 17h40
Hotel Atlântico (Hotel Atlântico), de Suzana Amaral (107'). Brasil.
Outros horários:
25/10 - Unibanco Arteplex 1 - 20h00
30/10 - Unibanco Arteplex 2 - 13h30

28/10 – Quarta-feira
Reserva Cultural 1 - 15h40
Corações em Conflito (Mammoth), de Lukas Moodysson (125'). Suécia, Dinamarca, Alemanha.
Outros horários:
26/10 - Cine Tam 3 - 21h30
30/10 - Cinemark Eldorado - 22h00
01/11 - HSBC Belas Artes 2 - 19h20
05/11 - Unibanco Arteplex 3 - 21h40

29/10 – Quinta-feira
Cinemark Cidade Jardim - 19h00
Nova York, Eu Te Amo (New York, I Love You), de vários (110'). EUA, França.
Outros horários:
25/10 - Cinemateca BNDES - 21h10
27/10 - Espaço Unibanco 3 - 15h30
30/10 - Espaço Unibanco 2 - 00h00
01/11 - Cine Bombril 1 - 23h40

30/10 – Sexta-feira
Espaço Unibanco 3 - 19h30
O Fantástico Sr. Raposo (Fantastic Mr. Fox), de Wes Anderson (90'). EUA.
Outros horários:
23/10 - Espaço Unibanco Pompéia 2 - 17h50
24/10 - HSBC Belas Artes 2 - 15h50
25/10 - Unibanco Arteplex 1 - 14h20
26/10 - Reserva Cultural 1 - 18h00

31/10 - Sábado
Espaço Unibanço Pompéia 2 - 23h50
Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo (Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo), de Marcelo Gomes, Karim Aïnouz (75'). Brasil.
Outros horários:
30/10 - Unibanco Arteplex 2 - 22h20
01/11 - Cinema da Vila - 14h00
02/11 - Cine Bombril 1 - 15h30

01/11 - Domingo
Unibanco Arteplex 4 - 21h10
A Batalha dos 3 Reinos (Chi Bi), de John Woo (150'). China.
Outros horários:
27/10 - Cinemark Cidade Jardim - 21h30
31/10 - Unibanco Arteplex 1 - 22h00
04/11 - Cinema da Vila - 19h50
05/11 - Cine Bombril 1 - 19h40



O filme "À Procura de Eric", de Ken Loach, abre a 33ª Mostra Internacional de Cinema em SP. 

02/11 – Segunda-feira
Cinesesc - 21h00
Cinzas e Sangue (Cendres Et Sang), de Fanny Ardant (105'). França.
Haverá debate após a sessão.
Outros horários:
03/11 - FAAP - 19h00
04/11 - Cine Bombril 1 - 16h40
05/11 - Cine Tam 3 - 19h00

03/11 – Terça-feira
Espaço Unibanço Pompéia 2 - 19h40
Os Famosos e os Duendes da Morte (Os Famosos e os Duendes da Morte), de Esmir Filho (101'). Brasil, França.
Outros horários:
30/10 - Unibanco Arteplex 2 - 20h00
02/11 - Unibanco Arteplex 1 - 12h00

04/11 – Quarta-feira
Cinesesc - 22h50
I Love You Phillip Morris (I Love You Phillip Morris), de Glenn Ficarra, John Requa (100'). EUA.
Outros horários:
01/11 - Unibanco Arteplex 1 - 21h30
02/11 - Espaço Unibanco 3 - 21h10
05/11 - HSBC Belas Artes 2 - 19h50

05/11 – Quinta-feira
Espaço Unibanco Pompéia 10 - 14h30
Cabeça a Prêmio (Cabeça a Prêmio), de Marco Ricca (104'). Brasil.
Outros horários:
02/11 - Unibanco Arteplex 1 - 20h00
03/11 - Espaço Unibanco 3 - 18h50
04/11 - Cinemark Cidade Jardim - 19h00

Espero que todos aproveitem a Mostra Internacional de Cinema e na semana que vem tem mais... hehehe

Até a próxima semana, quando volto contando mais novidades da cena cultural, oray!? 

Bom final de semana para todos e inté!

EXTRA, EXTRA: entrevista exclusiva com People Under The Stairs!!!

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Com disco novo na praça, a dupla californiana de rap People Under The Stairs desembarcou no Brasil, conforme vem sendo anunciado nesta coluna virtual há alguns dias, para uma turnê de divulgação deste último lançamento dos músicos. "Carried Away", como foi intitulado este sétimo CD de The Ones e Double K, chegou às lojas do País pela Music Brokers, no último dia 15 de outubro (ótimo, diga-se de passagem, e que será comentado neste espaço em breve e com mais detalhes, oray!?). A tour por terras tupiniquins prevê três apresentações em São Paulo. A primeira delas aconteceu na noite de ontem, terça-feira (20/10), na Clash Club, e as outras duas, serão neste sábado e domingo (24 e 25/10), respectivamente às 21h e 20h, no Espaço +Soma.

Na estrada há 12 anos, o P.U.T.S. é um dos principais nomes da cena underground de Los Angeles e já teve a oportunidade de se apresentar em grandes festivais de música, como o Coachella e Bonnaroo. O primeiro disco dos dois MCs é datado do ano de 1998, "The Next Step", seguido de "Question In Form Of An Answer" (2000), "O.S.T." (2002), "...Or Stay Tuned" (2003), "Stepfather" (2006) e "Fun DMC" (2008). Alta produtividade que impressiona, principalmente quando se leva em conta que The Ones e Double K. se mantém fiéis ao princípio independente e fazem tudo praticamente sozinhos, como bases, scratches, rimas e backing vocals.

Aliás, o grande diferencial do trabalho do P.U.T.S. está neste aspecto, o de buscar o maior afastamento possível da cultura dos grandes produtores que homogeneíza parte do hip hop produzido nos EUA. Sendo assim, o People Under The Stairs cria uma identidade forte e sonoridade única com referências a Jungle Brothers, Biz Markie e A Tribe Called Quest. Usando samples de jazz, groove, funk e rock, e rimas esmeradamente construídas, o duo também é conhecido pela diversão e bom humor que demonstra ao vivo.

Animados com a vinda, eles prometem um dos melhores shows de hip hop que o Brasil já viu. Quem conta melhor essa história toda é o próprio The Ones, integrante do duo P.U.T.S., que em entrevista exclusiva ao Blog Town Art, conta detalhes de seu novo disco "Carried Away" e da turnê que o dueto californiano faz por terras brasileiras. Ele conta ainda detalhes da carreira do People Under The Stairs e muito mais. Quer saber? Vai lendo este post, então, e confira este bate-papo bacanérrimo entre esta colunista e The Ones.

Town Art - É a primeira vez que vocês vêm para o Brasil. Por que vocês demoraram tanto tempo para vir para cá, com tantos anos de carreira?

The Ones/People Under The Stairs - Bem, realmente é muito difícil uma breve tour junto ao Brasil, especialmente para nós. Por anos, nós procuramos vir, mas tivemos que esperar justamente o momento certo. Nós temos feito turnês no restante do mundo, então, foi difícil para nós, nos últimos dez anos. Você sabe, algumas coisas justamente são um lapso! Mas este ano, nós obtivemos isso juntos. Em nossa viagem para show na China, no começo do ano, ficamos esgotados, por isso, nós estávamos esperando por este momento certo e é agora!

Town Art - Qual é a expectativa de vocês sobre a tour no Brasil?

The Ones/P.U.T.S - Bom, eu acredito que será maravilhoso. Nós temos muitos fãs brasileiros e a primeira experiência está caminhando para ser surpreendente. Eu penso que aí tem sido realmente boa as notícias e as promoções para esta tour. Tanto que eu não posso esperar! Nós estamos aguardando com muito interesse para falar receber a vibe da festa do P.U.T.S. no Brasil e fazer isso ao vivo. Penso que isso será muito satisfatório!

Town Art - Esta viagem é para lançamento do último CD do P.U.T.S. O que os fãs brasileiros podem esperar sobre este disco da banda?

The Ones/P.U.T.S - Realmente é muito divertido, um registro honesto. Não há muito truque ou coisas extravagantes, simplesmente pura analogia hip hop para os fãs colocarem "mãos à obra". Nós, realmente procuramos fazer um trabalho com o prato (de toca discos) e bateria e dar assim, às pessoas a sensação "tosca", que falta à música. Tão longe de uma resposta, de todo o mundo, que tem sido realmente fantástica! Por isso, nós estamos feliz e abençoados.

Town Art - E sobre os shows, o que os fãs brasileiros podem esperar de vocês?

The Ones/P.U.T.S - Bom, como se estivessem indo para uma grande festa. Nós não subimos no palco e atendemos às expectativas das pessoas que nos assistem. É realmente interativo e nós gostamos de reunir multidões tão hype como possível. E então, parar com isso para eles! Dançando, gritando... Muitos rappers são bons nos registros gravados, mas no shows não são bons. Por isso, nós tentamos dar o melhor possível para as pessoas nestas ocasiões. Acrescentar, pois se vocês estão pagando para nos ver, vocês querem se entreter, se divertir.

Town Art - Fale sobre este novo disco do P.U.T.S. Quando vocês começaram a trabalhar em "Carried Away"? Como foi todo o processo de produção deste sétimo álbum de vocês?

The Ones/P.U.T.S -  Nós de fato começamos este processo em junho, mas ele começou a ser gravado em agosto. Nós realmente procuramos escapar dos fãs tanto quanto foi possível. Pois nós estávamos tendo insights e estávamos tentando captar isso antes de cairmos na estrada. Isso foi o que o P.U.T.S sentiu, entende!? É como se nós estivéssemos tomados, com fogo na alma. Tanto que nós fomos para o estúdio e trabalhamos nisso até terminá-lo. Ficamos nesse processo um mês e meio. Mas foi um grande inferno de tanto trabalho. O fizemos com muita batida, registros, ritmo e muita, mais muita cerveja.

Town Art - Qual é o segredo do P.U.T.S para sobreviver depois de tanto tempo de carreira?

The Ones/P.U.T.S - Família primeiro, música primeiro, alma primeiro e negócios primeiro. Nós somos amigos, nós morremos por nós e amamos um ao outro. E o que a gente faz é do melhor modo, para valer, e as coisas caminharem. Nós sabemos que "vestimos a camisa" para fazer tudo isso e o que nós fazemos é especial para muitas pessoas. Então, sabemos que nós damos o nosso melhor para espalharmos isso em todas as partes do mundo, como no Brasil.

Town Art - O hip hop tem crescido bastante nos últimos anos no mundo inteiro. Na opinião de vocês, o que acontece para que este estilo de música tenha crescido tanto, em especial em alguns lugares fora dos EUA, como Europa e América do Sul?

The Ones/P.U.T.S - Penso que as idéias dentro do hip hop e em torno de sua cultura realmente encantam e atraem muitos. O ritmo da música, a cultura jovem, tudo isso! Eu acredito que é muito especial para as pessoas de toda a parte do mundo. Talvez isso se espalhe mais ainda com a internet, que expôs tudo isso para muitas pessoas. É uma grande coisa e eu penso que o hip hop pode ser uma força positiva na vida das pessoas, como tem sido em nossas vidas.

Town Art - Vocês sabem que o P.U.T.S tem um grande público que aprecia sua produção? Como vocês se sentem em relação a isso?

The Ones/P.U.T.S - Oh, cara, isso é ótimo. Somos muito humildes em nossa posição, você sabe?! Nós ainda fazemos música somente para a nossa felicidade e se alguém mais, outras pessoas, gostam do que nós fazemos, então, é um bônus ardente. É louco viajarmos por toda parte e ter pessoas dando suporte e coisas. Nós nunca esperamos nada disso, mas apreciamos muito tudo isso!

Town Art - Qual é a mensagem que você gostariam de enviar para o povo brasileiro?

The Ones/P.U.T.S - Em breve, vocês vão decifrar a festa, sintonizem "Carried Away".

Serviço:

People Under the Stairs

Quando: 24 de outubro (sábado), às 21h / 25 de outubro (domingo), às 20h

Onde: Espaço + Soma

Endereço: R. Fidalga, 98, Vila Madalena.

Quanto: R$ 30,00

Tel: (11) 3034-0515

Outras informações: http://www.maissoma.com/

 

Mais informações sobre o P.U.T.S.? Acessa http://www.myspace.com/peopleunderthestairs.

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