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Buraka Som Sistema – Techno-Funk em Português

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 Foto: divulgação

O Buraka Som Sistema é um grupo que fala a nossa língua, literalmente já que eles são de Portugal.  João Barbosa (ou Lil John), Rui Pite (DJ Riot) são amigos desde os tempos da escola e começaram a fazer música juntos em 2005. O som do Buraka tomou forma mesmo quando se juntaram ao produtor angolano, Conductor, que trouxe a influência e conhecimento do Kuduro (beat Angolano muito popular em Portugal). O som do Buraka Som Sistema então se tornou um techno gueto por falta de um rótulo melhor. O novo álbum inteiro da banda ‘Black Diamond´ acaba de ser lançado e conta com participações especiais de M.I.A. no sucesso "Sound of Kuduro",  DJ Znobia, Kalaf, Deize Tigrona na música "Aqui para Vocês", entre outros.

 

No palco o Buraka tem muito carisma, uma dançarina filha de brasileiros e que dança e se veste com uma brasileira - ou como o João a chamou ‘Brasileira falsa´-- muita energia e efeitos suficientes para fazer um show inesquecível. O João bateu um papo rápido com o Spin LA durante o Coachella, comentando sobre seu novo álbum, tour, etc. Segundo ele, tocar no Coachella foi uma emoção muito grande. Os planos da banda são de trabalhar este novo CD o resto deste ano, o que já está acontecendo pois a banda começou uma tour pela Europa e Japão este mês. João disse que eles adorariam voltar a tocar no Brasil, pois afinal de contas, ‘tem até uma brasileira na banda', diz o vocalista.

 

Para mais informações sobre o Buraka, entre nos sites:

http://www.myspace.com/burakasomsistema

http://www.enchufada.com/buraka-som-sistema/

Texto: Silvia Mendes

Fotos: divulgação

Coachella – Como foi?

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 Coachella, Indio, CA - A décima edição do festival de música e arte de Coachella no meio do deserto californiano aconteceu entre 17 e 20 de Abril. Durante os três dias do festival um público de 160.000 pessoas aproximadamente tiveram a oportunidade de ver e ouvir as 129 bandas que se apresentaram, além de apreciar arte de quase 20 artistas.  Mesmo com a famosa ‘crise econômica', o custo de U$ 269 pagos pelo passe de três dias não pareceu afetar o público, chegando perto do recorde de público em 2007 (180.000 pessoas nos 3 dias).

Franz Ferdinand

Havia filas para tudo, pelo menos uma hora para conseguir entrar no estacionamento, mais uma hora para entrar no local, filas para comprar água comida, etc, sem contar que na hora de ir embora não existe sinalização ou luz dentro dos 8 estacionamentos, o que levou algumas pessoas - incluindo a escritora aqui! - a demorarem mais de uma hora para achar o carro, mais duas horas para dirigir 2 milhas até a freeway, etc., etc...

James Morrison e Joss Stone

Reclamações a parte, o esforço valeu a pena. As 129 bandas tocaram nos quatro palcos montados em Coachella durante os três dias com as atrações principais das noites sendo Paul McCartney (sexta-feira), The Killers (sábado) e The Cure (domingo).

Sir Paul McCartney

Sir Paul McCartney foi o que atraiu a maior audiência do evento, como também tocou por quase 3 horas, passando em quase uma hora do horário limite que a cidade de Indio (onde o vale de Coachella está localizado) impõe - meia noite. Resultado: por cada minuto que McCartney tocou a mais a multa foi de  U$ 1.000.

O ex-Beatle mostrou que continua em forma com seus 66 anos de idade, tocando músicas de sua carreira solo, como também muitas músicas dos Beatles como "Can't Buy Me Love", "Get Back", "Live and Let Die" com muitos efeitos especiais no palco e fogos saindo por trás dos telões, "Let it Be" onde Sir Paul fez com que uma boa parte do público - em sua maioria na casa dos 20 anos - se emocionasse com ele.  

Uma  homenagem a seu melhor amigo ‘John' (John Lennon) e também George Harrison - quando tocou um bandolim e contou que George tocava o instrumento perfeitamente.

A maior homenagem da noite foi para a sua falecida esposa, Linda McCartney já que o dia 17 de abril é o aniversário de sua morte (11 anos). McCartney se disse muito emocionado, mas estava feliz em estar em Coachella no meio do deserto pois Linda amava o deserto, música e a natureza. Ele voltou três vezes ao palco, numa delas sozinho com um violão para tocar "Yesterday". "Sgt Pepper Reprise" fechou a noite com chaves de ouro e deixando claro que talento e carisma não tem idade.

Morrissey

Na mesma noite um pouco antes de McCartney, Morrissey agitou o público com seu set. Os músicos da banda estavam todos vestidos iguais no estilo rockabilly . Com comentários do tipo'the smell of burned animals is making me sick!' (se referindo ao cheiro de churrasco que vinha das tendas de comida), ou tirando sua tirou a camisa para o público - mostrando um físico invejável para um senhor de quase 50 anos - Morrissey tocou músicas do seu novo álbum, "Years of Refusal" lançado em fevereiro, além de  sucessos como "Everyday is Like Sunday", "Suedehead", mostrando porque ele é ainda um dos mais influentes artistas que ainda estão por aí.

A banda escocesa Franz Ferdinand tocou antes de Morrissey e esquentou a galera com um show energético. Franz Ferdinand (o que não é o nome de nenhum de seus músicos e sim do Arqueduque austríaco Franz Ferdinand) é uma destas bandas que agita mesmo quando não se conhece suas músicas. Das mais conhecidas destaque fica para "Take me Out" e "No You Girls".

Mike Patton

O sábado teve um clima de expectativa o dia todo até a apresentação das duas mais esperadas atrações do festival: M.I.A. e The Killers.

M.I.A. em sua primeira apresentação depois do Grammy fez muito barulho e alguns discursos para ter certeza que todos entendem que mesmo ela tendo conseguido o Grammy, ela ainda é a mesma de antes. O som estava super alto em comparação com as outras apresentações, e o público e jornalistas  presentes logo perderam o interesse no show que durou somente uma hora sem direito a bis.

Mike Patton também se apresentou por lá com seu projeto Patton & Rahzel e seu novo look meio Andy Garcia. A música (ou efeito eletrônico) aliada aos sons que ele tentava vocalizar nao agradaram. Patton com certeza fazia um trabalho melhor como vocalista do Faith No More.

James Morrison

O inglês James Morrison com sua banda foi uma das boas surpresas do festival. Músicas como "Beautiful World" e "You Give me Something" agitaram os fãs e não fãs. Morrison faz um show energético, com sua voz rouca e uma banda de músicos talentosos, além da simpatia que ele demonstra, cativando todos presentes. Teve a presença da cantora Joss Stone que fez um dueto com Morrison na música "Broken Strings" (originalmente cantada por Morrison e Nellie Furtado).

The Killers

O grande destaque da noite ficou para o The Killers. A banda abriu o show com sucessos como "Human" e "Somebody Told Me". O vocalista Brandon Flowers é por certo um dos melhores ‘entertainers' da nova geração de bandas. Mesmo tendo a responsabilidade de tocar na noite depois de Paul McCartney, Brandon se mostrou muito confortável no palco e com o público.

A última noite do Coachella fechou com chaves de ouro, ou seja, com o The Cure fazendo um show de quase três horas emocionando o público quando a produção cortou o som, as luzes, mas eles continuaram tocando num set ‘acústico'.

 

O público mesmo cansado não queria ir embora e o The Cure deixou todos com vontade de mais. Agora é esperar pelo próximo, Coachella 2010!

Texto: Silvia Mendes

Fotos: Luciana Mendes (exceção The Killers - divulgação)

Coachella 2009 - O que esperar?

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Rikki Rockett e a Rockett Drum Works – Baterias para o músico com estilo.

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Rikki Rockett pode ser mais conhecido no meio musical por ser um dos fundadores e baterista da banda Poison, mas seu outro projeto, a Rockett Drum Works tem chamado a atenção dos músicos americanos.  A empresa criada por Rikki fabrica baterias quase que artesanalmente. Rikki e outros bateristas que trabalham com ele fazem as baterias pessoalmente e no estilo selecionado ou desenhado pelo cliente.

A Rockett Drum Works também oferece as chamadas séries ‘Limited Edition' (Edição Limitada), dando ao cliente a oportunidade de ter o seu kit de bateria que é quase que exclusivo, mas sem o período de espera que teria em caso de ser uma ordem costumizada a pedido do cliente.

Vários bateristas que se destacam no mundo da música no momento já aderiram a marca: Troy Patrick Farrell do White Lion, Jacki Stone do Vains of Jenna e Bobby Gibb do Bang Tango por exemplo.

O SPIN LA conversou com o simpático Rikki Rockett sobre este projeto. Enjoy!


Rikki e Silvia Mendes.

Spin LA: Rikki, por que você decidiu fazer sua própria fábrica de baterias?

Rikki Rockett: Eu sempre usei as baterias de outras empresas (DW por 14 anos, a Innovation Drums por 2, etc.), mas eu sempre mudava a pintura, o material, enfim, o estilo das baterias que eu tocava, porque eu sou assim, presto muito atenção nos detalhes e gosto de colocar meu estilo em tudo que uso, desde roupas até meu kit de bateria. Depois de quase 20 anos fazendo as baterias de outras empresas mais bonitas e os outros é que ganhavam crédito por isto, eu decidi construir a bateria eu mesmo. O que eu ofereço na Rockett Drum Work é uma bateria feita especialmente para o músico, ele escolhe o desenho e estilo e nós construímos.

 

Rikki Rockett e Troy Patrick Farrell

Spin LA: Como você começou a fazer as baterias? Como foi o processo, você passar de baterista para fabricante?

Rikki Rockett: Não foi fácil não, eu comecei a pesquisar como fazer, que material usar, tudo para ter a qualidade que eu sempre busquei. O meu primeiro kit levou dois anos para eu conseguir completar, mas valeu a pena. As pessoas que trabalham comigo são bateristas e artesãos que usam as baterias que eles fabricam. Isto é importante. 


Spin LA: Como é a distribuição? Vocês tem distribuidores no Brasil ou interesse no mercado Brasileiro?

Rikki Rockett: Nós ainda somos uma empresa pequena, meio que artesanal. No momento as baterias são feitas aqui no sul da Califórnia atendendo pedidos feitos online. Também temos a linha de edição limitada que já é pronta, assim o músico não tem que esperar para ter o kit, o que seria o caso se a bateria é costumizada da forma que a pessoa quer. Nós temos interesse de expandir e distribuir em outros países sim, com certeza temos interesse no mercado Brasileiro. Eu adoro o Brasil, faço Jiu Jitsu já há um bom tempo, além de já ter tocado por lá.

 

 Rikki - foto do site da Rockett Drums

Spin LA: Se você tivesse que resumir a Rockett Drum Works em uma frase, o que seria?

Rikki Rockett: O que eu ofereço são baterias fabricadas 100% nos Estados Unidos, por bateristas. Meu objetivo é oferecer um produto especial para o músico que quer mais que a bateria comum encontrada em todas as lojas. Um produto que reflita a personalidade do músico e o seu estilo musical, isto é a Rockett Drum Works.

Para quem quiser mais informações sobre a Rockett Drum Works, o website é: http://www.rockettdrumworks.com.

Até a próxima.


Entrevista: Silvia Mendes

Fotos: Luciana Mendes

NAMM 2009 – Onde a indústria da música “Come Together”

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A crise econômica mundial parece estar afetando todas as áreas, umas com mais intensidade do que outras. No caso da NAMM 2009 que aconteceu no último fim de semana de Janeiro em Anaheim, CA a crise acarretou em algumas perdas, mas não tão intensas como o esperado, segundo a assessoria de imprensa do evento. O número de pessoas registradas para o evento diminuiu 3% comparado com 2008. Em termos de participantes de outros países, a diminuição foi de 2%.

 O tema da NAMM 2009 foi "Come Together", dando a oportunidade aos participantes de se reunirem com outros membros da indústria, saber das mais novas tendências de marketing e negócios através das sessões oferecidas pela Universidade da Namm.

Nicko McBrian 

 

Bobby Blotzer

Mesmo com os números demonstrando o contrário, para os expositores a feira ainda foi um sucesso. Muitas das empresas expositoras não apresentaram novos produtos, como foi o caso da Paiste. Para compensar, muitos dos musicos patrocinados pela empresa compareceram ao stand e deram autografo como Bobby Blotzer (Ratt), Nicko McBrian (Iron Maiden), Dave Lombardo (Slayer), entre outros.

 

Empresas como a Peavey e a Washburn vieram com muitos lançamentos para a Namm 2009. A Peavey por exemplo vem com a ‘special signature version' do baixo do Rudy Sarzo (Quiet Riot) que comemora 25 anos sendo patrocinado pela empresa. Outra novidade da empresa é o peaveycustomshop.com, onde as pessoas podem ir e montar o próprio instrumento online e a companhia fabrica.

 

 

Washburn (US Music)

A Washburn, parte da US Music que também tem as guitarras Parker, lança um baixo acústico desenhado por Stu Hamm (Joe Satriani) que vem em duas cores. Outra novidade é a linha Fly Mojo (cada guitarra sai por volta de US$4.000) que tem efeitos que faz com que o som seja como de um violino. O stand da companhia tem de tudo, dividido entre metal, acústico, etc.

 

Stuart Hamm

Celebridades presentes como sempre, este ano Gene Simmons deu uma palestra de marketing para os donos de lojas presentes durante o ‘Café da Manhã dos Campiões', Alicia Keys lançou uma nova linha de produtos na Yamaha, Stuart Hamm fez demonstrações no stand da Samson, nosso ‘made in Brazil'  Max Cavalera estava presente no evento também (foto) no stand da Peavey (que o patrocina) para uma sessão de autógrafos.


 Max Cavallera - o Brasil presente na Namm

 

Kiko Loureiro

 

Outro brasileiro presente foi o Kiko Loureiro que tocou no Wimbash no Pulse Club como um dos convidados de Doug Wimbish (Living Colour).

 

Mick Mars - Motley Crue

 

Dilana

No stand da Marshall, Mick Mars (foto) do Motley Crue foi a grande atração numa sessão de autógrafos que parou a feira, trazendo inclusive celebridades como a cantora Dilana.  No mesmo stand o guitarrista Yngwie Malmsteen também demonstrou seu talento tocando por 30 minutos para os fãs e curiosos presentes.

 

 Este ano vários eventos depois da feira foram cancelados mais uma vez devido a fatores econômicos, mas mesmo assim fãs de todos os lados da cidade se acumularam nos hotéis depois do evento nao esperança de encontrar alguns de seus ídolos. Mais uma vez a Dynamite esteve por lá. Aguarde o próximo post para uma entrevista exclusiva com Rikki Rockett (Poison) sobre a Rockett Drums, que também estava por lá. Por enquanto, enjoy!

 

Texto: Silvia Mendes

Fotos: Luciana Mendes

 

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