Assim como as mulheres ainda aguardam o Príncipe Encantado, e os homens buscam a Bela Adormecida, o gosto artístico das pessoas ainda está preso no período romântico, que data do final do século 18 até quase todo o século 19. Na música, por exemplo, esse pessoal continua curtindo o estilo composicional de Beethoven, Chopin, Tchaikovsky, Mendelssohn, Liszt, Brahms, e acham o máximo.
Por isso é preciso esclarecer, mostrar e repetir, repetir e repetir, para um povo afastado de informações culturais como o brasileiro, que existem novidades na arte depois do século 19. E a arte invisível é uma das maiores vítimas desse atraso, já que, na música popular os espertos pararam no tempo, em nome de faturar em cima dos desavisados. Wilson Sukorski vai dar um toque sobre isso na sua palestra Prisioneiros do Romantismo, cuja tese é:
Se a Arte é uma estratégia inventada pelos humanos para o refinamento da percepção e da sensibilidade, então nestes quase 100 anos de Indústria Cultural houve uma regressão incrível, causada pricipalmente pela imposição de uma "realidade" cultural de perpetuação do romantismo do século 19. O evento rola dia 29 de abril às 17 hs na Rua Álvares Penteado 112, no Centro de Sampa. Mais info: +55 11 3113 3651 / 52.

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28 Apr, 2009 às 1:31 PM Saulo, o romantismo vende fácil, entra goela abaixo e é mais simples de produzir. Uma vez um executivo de uma gravadora, na época o Wagner, da Eldorado, me disse que é bem melhor (mais barato e rende mais) gravar um pagode em uma semana do que o Hermeto em um mês, gastos de estúdio e mixagem. Ainda prefiro Mussorgsky, Bach (the old) e Schomberg aos românticos. Assim como Thelonius Monk a Louis Armstrong.
abx
29 Apr, 2009 às 8:22 AM É o que eu sempre disse. O Wilson é velho amigo, nos conhecemos em 1988 no Festival de Campos do Jordão, do qual participamos então. Se tiver um tempo, vá ver a palestra-show dele, ou acesseo site do cara: http://www.sukorski.com/