Dynamite

O buraco da OSESP é mais embaixo

Adicionar comentários

 

A demissão "à francesa" do maestro John Neschling esconde outros fatos que estão longe de colocar a OSESP como elite privilegiada da cultura musical paulistana. Tal condição era a existente antes que o ingresso de músicos melhor qualificados na orquestra fosse promovida por procedimentos que sofreram ataques políticos de interesse duvidoso.

Tudo começou quando a Universidade Livre de Música Tom Jobim conseguiu se reestruturar, ficando à frente da Escola Municipal de Música. O cotejo entre a Escola Municipal e a ULM Tom Jobim subiu o nível dos alunos, o que era percebido pelo nível dos alunos que passavam no vestibular para Música da USP. Elevação de nível musical não é elitização cultural.

Com a saudável concorrência, os músicos da OSESP, que antes estavam acostumados com a mamata de receber e não estudar, começaram a se coçar, e o resultado foi um aumento inédito do nível das apresentações, reforçados pela linha dura de Neschling. Os músicos que foram fofocar com FHC pedindo a cabeça do maestro - com sucesso - são os da mamata.

A OSCIP (categoria de ONG com interesse público comprovado) que dirigia a ULM Tom Jobim foi destituída pelo Secretário de Cultura do Estado de SP João Sayad, que subdividiu a entidade ao sabor da orientação política estadual. Tentativa de dividir para conquistar? Basta visitar o site da ULM neste momento e tirar suas próprias conclusões: http://www.ulm.sp.gov.br/

Resta a dúvida cruel, a ser respondida pelos ilustres cidadãos que pretendem gerir a cultura paulista: a quem serve a demissão de Neschling? À Música paulista, brasileira, seja ela erudita ou popular? Ou aos interesses de quem faz propaganda do Anel Rodoviário paulistano na Paraíba com o dinheiro dos pedágios ilegais, ao arrepio da alma de Mário Covas?

0 respostas para “O buraco da OSESP é mais embaixo”

Mandar uma resposta





Powered by Mango Blog. Design by N.Design Studio