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Novo exame na Ordem dos Músicos já!

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O tema é complexo, mas de solução simples. A meu ver, existe uma grande distância entre o que o músico precisa saber e o que lhe é perguntado no exame “atual”. As aspas são porque considero o exame “atual” muito desatualizado.

As sugestões seriam inúmeras, mas para tornar exequível uma avaliação honesta do candidato a músico, enumero alguns pontos que são fundamenatais, e exigidos de qualquer pessoa que queira ser chamado de profissional de música:

1) Conhecimento da estrutura de uma canção popular, como está inserida no contexto do mercado musical, se é uma forma fechada (tonal, modal) ou aberta (vanguarda, experimental).

2) Na maioria dos casos dos músicos da noite, de bandas de bailes ou professores de instrumentos, é usado o sistema tonal, logo, domínio da transcrição de pequenos trechos, que determinem o conhecimento de tonalidade e divisão rítmica.

3) Modesta visão da estrutura prática de uma composição, aspectos básicos de melodia e harmonia, e como estas matérias “teóricas” funcionam na prática, nas instrumentações e arranjos.

4) Domínio do instrumento do candidato, sua extensão, pequeno histórico da origem dos instrumentos e principalmente sua aplicação prática em solos, duos, trios, quartetos, bandas e outras formações.

5) Noções de como funciona o mercado musical, desde uma contratação de estúdio até a distribuição de música pelos mais diversos meios, inclusive a internet, passando por equipamentos usados nestas etapas, disponíveis no mercado.

A lista poderia ser ampliada, mas acredito que estes 5 itens resumam as necessidades de quem quer se colocar de forma prática no mercado, sem se perder em teorizações que não podem ser nele aplicadas de imediato.

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