Dynamite

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Sessão Solene assopra e depois morde

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Ainda sobre a polêmica envolvendo a Ordem dos Músicos de SP, deputados estaduais e toda a classe musical, o vídeo que comprova a dubiedade das ações políticas envolvendo a arte invisível. Que todos analisem e em breve colocarei aqui as íntegras da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental - ADPF 183-8.800 e da Constituição de 1988.

O que é mais abstrato? Uma ADPF ou a 5a. de Beethoven?

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Não bastasse ter que trabalhar com uma arte invisível em um mundo controlado pelo visual, serem associados às drogas legais e ilegais, e terem contra si as mesmas famílias e igrejas que ocultam sobre suas asas pedófilos, maridões galinhas e esposas penosas, os músicos agora são bola da vez dos políticos e suas transparentes e honestas atividades.

Ocorreu recentemente na Assembléia Legislativa de São Paulo uma homenagem aos músicos, promovido pelas Excelências de plantão. Foram convidados, dentre outros, o atual presidente da OMB-SP, professor Roberto Bueno, o emergente presidente da ANAFIMA, que surge em paralelo à ABEMÚSICA e parcos músicos.

Semanas depois o nobre deputado Carlos Giannazi ataca a OMB, entrando com representação contra o que denomina "assédio" da organização. A representação foi acatada, e, não contente, o parlamentar que pouco tempo atrás dividia o plenário e seus aplausos com o professor Roberto Bueno, criou um "disque-denúncia" contra. O buraco é mais embaixo. Explico:

Giannazi pega carona no pedido de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental - ADPF 183-8.800 - proposto pela procuradora geral da República Dra. Deborah Duprat em 14/07/2009 às 16:58 hs, perante o STF, para declarar a inconstitucionalidade de dispositivos da Lei 3.857 de 22 de dezembro de 1960, que criou a OMB e regulamenta a profissão de músico.

A dita arguição confunde Carolina de Sá Leitão com caçarolinha de assar leitão. Não faz diferença entre a profissão de músico e a liberdade de expressão. A OMB emitiu nota com ato de protesto, junto com algumas instituições e estabelecimentos de ensino musical, sugerindo uma ampla discussão para esclarecer aos surdos os parâmetros do som.

A FUNDART, CGTB, Conservatório Musical Souza Lima, Faculdade Mozarteum, Conservatório Nacional de Cultura, Sindicato dos Compositores e Intérpretes de SP, dentre outras entidades, apoiam a discussão. Os artigos da Lei 3.857 em arguição são o 1, 16, 17, 18, 19, 28, 29, 30, 31, 32, 33, 34, 35, 36, 37, 38, 39, 40, 49, 50, 54 e 55, alguns parcialmente.

Chamam em sua defesa a violação dos preceitos fundamentais da constituição incisos IV, IX e XII do artigo 5o. A arguição sustenta que a Lei 3.857/60 estabeleceu requisitos para o exercício da profissão de músico, e coloca a OMB com poder de polícia sobre a arte invisível. Aí mora o núcleo da confusão, pois o inciso IX do artigo 5o. fala em liberdade de expressão.

E o inciso XIII fala em liberdade profissional. Alega a procuradora - e não o nobre deputado Giannazi - que "numa democracia constitucional não cabe ao Estado policiar a arte, nem existe justificativa que ampare a imposição de requisitos para o desempenho da profissão de músico." Certo procuradora, então vamos estender o papel da tal democracia constitucional:

Não existirão também requisitos para a profissão de médico, e todos os farmacêuticos, curandeiros e pais-de-santo passarão a realizar transplantes; não existirão também requisitos para a profissão de engenheiro, e todos os pedreiros, azulejistas e carpinteiros passarão a assinar projetos de obras e dar-lhes os respectivos "habite-se".

Não existirão também requisitos para a profissão de piloto de avião, e todos os empinadores de pipas, treinadores de pombos-correio e ascensoristas passarão a pilotar aeronaves; não existirão também requisitos para a profissão de procuradores, e todos os síndicos, presidentes de grêmios estudantis e membros de conselhos tutelares passarão a assinar ADPFs idiotas.

Existem dois tipos de ADPFs, uma abstrata, desvinculada de casos concretos, e outra incidental, que pressupõe existência de fatos. A ADPF da procuradora - na qual o nobre deputado Gianazzi pega carona - é autônoma, ou seja, é abstrata. Qualquer sambinha, rock'n'roll ou sinfonia são mais concretos do que os argumentos da ADPF 183-8.800.

Políticos, procuradores e seus semelhantes prestariam melhores serviços à sociedade se estudassem em profundidade os assuntos sobre os quais se debruçam. Os músicos, desde a Grécia Antiga, formam, junto com os matemáticos e os astrônomos o Trivium, a base científica que torna o futuro da humanidade mais promissor. O resto atrapalha.

Professores do CMIJ escolhidos I

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O corpo docente do CMIJ começa a tomar forma. São professores especializados em oficinas para o aprendizado prático e eficiente dos instrumentos musicais mais usados atualmente, incluindo vocal, produção e os múltiplos caminhos da música feita com o auxílio do computador, como o DJ e outras alternativas. Eis a primeira metade da turma:

VOCAL



Mariana Russo Castro de Andrade - Iniciou os estudos de canto com a Prof. Deborah Ryder na Spotswood High School no Estado da Virgínia/EUA, recebendo o prêmio de destaque vocal Mountain Melodies Outstanding Senior de 1999-2000. Estudou técnica vocal com Lyba Serra, Paulo Brito e atualmente estuda piano com Marta Carvalho Pinto, além de cursar Licenciatura Plena em Música na FAAM. Foi vocalista de bandas, professora de teoria musical e técnicas vocais na MHS Musical, Cia. da Música, Escola de Música Raitz Luz e realiza oficinas de canto e coral para grupos através da Prefeitura de São Paulo.

Jucy Nascimento - Iniciou sua formação ao violão, passando a se dedicar ao canto estudando técnicas vocais, teoria do canto e fisiologia da voz na Voice, na MHS Musical e com Lyba Serra. Participou de Master Classes com Lyba, Jeller Felipe, Paulo Brito, Ronnie Kneblewski e Viviane Keller. Conquistou o primeiro lugar no Festival de Bandas TKT da Expomusic 2002, e I Festival de Bandas Pueri Domus. Atua na noite em São Paulo, participa de gravações para CDs e DVDs didáticos, em estúdios, como backing vocal e atualmente cursa Licenciatura Plena em Música.

GUITARRA



Demma K - Estudou no Musicians Institute de Hollywood, com os certificados Journeyman e Professional Guitar Program no GIT - Guitar Institute of Technology. Participou da gravação e produção dos pinoneiros do rap e punk no Brasil. Foi professor no Centro de Estudos Musicais Tom Jobim, coordenador e produtor musical do projeto Guitarras Paulistanas e Música de Rua, editor da revista musical Izzo Magazine e de conteúdo dos sites Elixir Strings e Palco Principal. Lançou seu primeiro CD O Sonho dos Peixes em 2001 e atualmente lança o segundo Entre Cores e Sons.

Saulo Wanderley - Foi membro fundador do Núcleo Música Nova de SP em 1976 sob a direção de Conrado Silva. Sempre ligado à vanguarda musical, depois de sua passagem pelo Departamento de Música da UNICAMP continuou desenvolvendo trabalhos com guitarra sintetizada com o grupo oTaoDoMinf - Prêmio Sérgio Motta de Arte & Tecnologia em 2006 - e o seu Grupo de Risco. Criou o LAMA - Laboratório de Música Aplicada de Porto Alegre e atualmente dirige a Pauta Arte& Comunicação, com projetos didáticos e multimídia. Em 2009 recebeu o Troféu Clave, da OMB-SP.

DJ & COMPUTER MUSIC



Edivan Estanislau Pitombeira - DJ Big Edy - Concorreu e se classificou entre os melhores DJs no Campeonato Paulista Hip Hop DJ no SESC Pompéia de 2002 a 2004, ministrou Workshops no SESC Taubaté em 2000, fez parte da coletânea Rádio Boom Shot no SESC Ipiranga 2006 e participou do lançamento do Forum Paulista de Hip Hop da Galeria Olido em 2007. É oficineiro de curso para DJs no CEDECA - Centro de Defesa da Criança e do Adolescente, Projeto Arte em Movimento, UNAS - Associação e Sociedades de Heliópolis e Região, OCIP Associação Cultural Dynamite e ONG Ação Educativa.

Ingrid Gonçalves - Cursou Rádio e TV no Centro Universitário Sant'Anna, realizou treinamento profissionalizante em áudio digital com Claudia Jungblut na R3 Eventos, curso Fundamentos de Áudio e Acústica no IAV - Instituto de Áudio e Vídeo, curso do software Reason e trabalha também com Soundforge, Audacity e Pro Tools. Atua na Produção Musical desde 2004, no estúdio da Rádio MiXBrasil, Rádio UOL, Rádio FM Energia 97. É sonoplasta, locutora, apresentadora e produtora, com produções próprias como Varais (diretora e roteirista) e Roda Real (produtora).
 

Foi-se Jim Chapin

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Jim Chapin foi um dos pioneiros no ensino de bateria, tendo a idéia de produzir um método para iniciantes em 1942, com exemplos claros, práticos e fáceis de se tocar. Chegou a dar aulas para 101 bateristas ao mesmo tempo, e nas apresentações da NAMM era figura conhecidíssima. Nos deixou no 4 de Julho. Veja um vídeo.

Jacques Mathias

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Jacques Mathias é um dos exemplos de instrumentista que se enveredou pelos caminhos eletrônicos sem deixar para trás a musicalidade. Depois de uma trajetória de instrumentista com nomes como Milton Nascimento, Lenine e Toninho Horta, passou pela criação e outros caminhos desembocando na Fxpansion onde desenvolve o software BFD, GURU e outros.

Compõe grooves para o BDF2, e prepara para 2010 uma linha da packs para a empresa, que terão os nomes de planetas. Para receber um link para 16 demos promocionais do BFD, envie um email para albumbfd@jacquesmathias.com. Ele assina uma seção na revista Música & Tecnologia, para a qual podem ser mandadas dúvidas e sugestões pelo email jacques@musitec.com.br

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