Dynamite

Entries for month: February 2009

Chico Buarque de Hollanda

3 Comentários »

 

No dia 19 de junho de 1944 nasceu no Rio de Janeiro  Francisco Buarque de Hollanda. Mudaram-se para a Rua Haddock Lobo, em São Paulo.  Ao partir de viagem para a Europa, se despediria da avó com um profético bilhete: “Vovó, você está muito velha e quando eu voltar eu não vou ver você mais, mas eu vou ser cantor de rádio e você poderá ligar o rádio do céu, se sentir saudades”. Em 1959 já mostrava um grande interesse pela música. Além dos sambas tradicionais de Noel Rosa, Ismael Silva, Ataulfo Alves, também ouvia canções estrangeiras. Seu sonho, na época, “era cantar como João Gilberto, fazer música como Tom Jobim e letra como Vinícius de Moraes”. É deste ano sua primeira composição de que ele se lembra, Canção dos Olhos. Em 1964 apresenta-se pela primeira vez em um show, no Colégio Santa Cruz, cantando Canção dos Olhos. A música Tem Mais Samba também é desse ano e o show de TV então era O Fino Da Bossa onde se apresentavam entre outros, Alaíde Costa, Zimbo Trio, Oscar Castro Neves, Jorge Ben, Nara Leão, Sérgio Mendes e Os Cariocas. No auditório do Colégio Rio Branco Chico mostra a sua canção Marcha Para Um Dia de Sol. Em 1965 é lançado seu primeiro compacto com Pedro Pedreiro e Sonho de Um Carnaval, sua primeira música inscrita em um festival, o da TV Excelsior.  A canção defendida é depois gravada por Geraldo Vandré não se classifica. O primeiro lugar vai para Arrastão, de Edu Lobo e Vinícius de Moraes, interpretada por Elis Regina. No Juão Sebastião Bar, reduto paulista da Bossa Nova na época, conhece Gilberto Gil. Nesse mesmo ano conhece Caetano Veloso, que se entusiasmara ao ouvir Chico cantando Olê, Olá num show estudantil. Em 1966 A Banda divide com Disparada, de Théo de Barros e Geraldo Vandré, o primeiro lugar no II Festival de Música Popular Brasileira, promovido pela Record.  Mesmo morando no Rio, continua mantendo vínculos com São Paulo, onde passa a gravar, ao lado de Nara Leão, o programa musical Pra Ver a Banda Passar, da TV Record. Carolina fica em terceiro lugar no II FIC - Festival Internacional da Canção - promovido pela Rede Globo. Roda Viva também se classifica em terceiro no III Festival da MPB, promovido pela TV Record. Em 1968 vence o Festival Internacional da Canção, com Sabiá, feita em parceria com Tom Jobim, com quem compõe, no mesmo ano, Pois É e Retrato Em Branco e Preto. Em janeiro de 1969 deixa o Brasil  e se apresenta na grande Feira da Indústria Fonográfica, em Cannes, na França. Parte depois para um auto-exílio na Itália. Retorna ao Brasil em 1970 e afasta-se do samba tradicional, variando mais a linha das composições e revelando novas influências como a toada, em Rosa dos Ventos,  o iê-iê-iê italiano em Cara a Cara, e o protesto político com Apesar de Você. Em abril de 1975 é vetado integralmente pela censura seu samba Bolsa de Amores. Rompe com a TV Globo e cancela sua inscrição, junto com outros convidados, no VI Festival Internacional da Canção, em sinal de protesto contra o fato de a emissora criar uma inscrição especial para que os mais famosos não precisassem passar pelas fases eliminatórias. Em 1972 compõe quase todas as músicas do filme Quando O Carnaval Chegar. Voltaria a fazer músicas para mais dois filmes de Cacá Diegues: Joanna, a Francesa, em 1973, e Bye Bye, Brasil, de 1979. Em 1973 a música Cálice, feita em parceria com Gilberto Gil, é proibida pela própria Phonogram. Com medo de represálias, a gravadora desliga os microfones do palco e impede Chico e Gil até mesmo de tocarem a melodia da música.  Em 1982 a censura proíbe a capa do disco Chico Canta, com as músicas da peça Calabar. Para driblar a censura, cria o personagem heterônimo Julinho da Adelaide. A artimanha dá certo e as canções Acorda, Amor, Jorge Maravilha e Milagre Brasileiro passam sem grandes problemas pela censura. Julinho da Adelaide concede ao escritor e jornalista Mário Prata uma longa entrevista para o jornal Última Hora. O público só tomaria conhecimento da verdade por meio de uma reportagem publicada em 1975 pelo Jornal do Brasil.Em 1975 resiste às tentativas dos que querem transformá-lo em um símbolo da luta política contra o regime militar. Em 1976 compõe O Que Será, para o filme Dona Flor e Seus Dois Maridos, de Bruno Barreto. Sai o disco Meus Caros Amigos. Em 1978 estréia a peça Ópera do Malandro. No mesmo ano ganha o Prêmio Molière como melhor autor teatral pelo seu trabalho em Gota d´Água e lança o LP Chico Buarque 1978, Chapeuzinho Amarelo, o primeiro livro infantil de sua autoria, ilustrado por Donatella Berlendis e o álbum duplo Ópera do Malandro. Em 1980 lança o LP Vida, que traz, entre outras, a música Eu Te Amo, feita especialmente para o filme homônimo de Arnaldo Jabor. Lança ainda os discos: Almanaque e Saltimbancos Trapalhões. Em 1982 e em parceria com Edu Lobo, compõe as canções para o balé O Grande Circo Místico, que seria lançado em disco no ano seguinte. Em 1983 compõe o samba Vai Passar, que no ano seguinte se tornaria uma referência na campanha pelas “Diretas já”, da qual participa ativamente. Lança o disco Chico Buarque 1984. Em 1986 comanda, ao lado de Caetano Veloso, o programa de televisão, Chico e Caetano, que permaneceu por sete meses na programação da Rede Globo. Em 1987 lança o disco Francisco e volta aos palcos dirigido por Naum Alves de Souza. Em 1989 lança o disco Chico Buarque.  Em 1992 lança seu primeiro romance, Estorvo, publicado pela Companhia das Letras, com o qual ganha o “Prêmio Jabuti de Literatura” e vende 7.500 exemplares em apenas três dias, surpreendendo a Editora Dom Quixote. Em 1995 escreve o segundo romance, Benjamim, que, lançado em 1995, recebe críticas desfavoráveis da parte da crítica literária, não obstante o sucesso de vendas e os elogios de grandes nomes da literatura. Em 1997 participa do disco Chico Buarque de Mangueira, com regravações de clássicos dos compositores da escola e com duas canções inéditas (Levantados do Chão e Assentamento) e em 1998 é o homenageado no desfile em que a Mangueira sagrou-se campeã do carnaval de 1998. De Paris, escreve artigos para os jornais O Estado de S. Paulo e O Globo durante a Copa do Mundo. O CD As Cidades, com sete canções inéditas e quatro regravações, chega às lojas cinco anos depois de Paratodos. É seu primeiro trabalho lançado na Internet.

Toquinho

Sem Comentários »

 

Nascido em São Paulo a 6 de julho de 1946 aos 14 anos já tinha aulas com seu principal mestre, Paulinho Nogueira.O estilo de Baden Powell tornou-se irresistível ao então iniciante Toquinho, que buscou em Isaias Sávio a intimidade necessária com o violão clássico. Já compositor, fez um curso de orquestração com Léo Peracchi. Das amadorísticas apresentações em clubes, colégios e faculdades, ainda adolescente, chegou ao profissionalismo fazendo parte de um talentoso grupo aflorado nos inigualáveis anos 60: Elis Regina, Zimbo Trio, Marcos Valle, Bossa Jazz Trio, Taiguara, Ivete, Tuca, Geraldo Cunha, Chico Buarque, entre outros.  Compôs com Chico Buarque a canção Lua Cheia, a primeira melodia de Toquinho a receber uma letra, e que se constituiria, em 1967, na sua primeira canção gravada em disco, no LP da RGE, Chico Buarque de Hollanda – Volume 2. No ano de 1966 experimentaria a emoção de ter seu primeiro LP gravado pela Fermata, um LP instrumental: O Violão do Toquinho.  Assina contrato com a Excelsior para o programa Ensaio Geral, comandado por Gilberto Gil, e depois participa dos grandes musicais da TV Record e de seus importantes Festivais da Canção Popular. Em 1968, compôs com Paulo Vanzolini a canção Na Boca Da Noite, que ficou em 8º lugar na fase nacional do 3º Festival Internacional da Canção Popular. Em maio de 1969 Toquinho viaja para a Itália e acaba permanecendo por mais de 6 meses ao lado do amigo Chico Buarque. Regressando ao Brasil, gravou, no início de 1970, seu 2º LP pela RGE, no qual consta seu primeiro grande sucesso, de parceria com Jorge BenJor: Que Maravilha. Vinícius de Moraes lhe convidou, em junho de 1970, para acompanhá-lo numa série de shows na boate La Fusa, em Buenos Aires. Essa união duraria 11 anos, 120 canções,  25 LPs no Brasil e no exterior, mais de 1.000 shows por palcos brasileiros, europeus e latino-americanos.  Em 1974, lança no Brasil o disco pela RGE Toquinho Na Boca Da Noite e em 1976 grava na Itália pela Cetra um disco de solos de violão: Toquinho - Il Brasile Nella Chitarra. Os anos de 1977 e 1978 foram marcados por dois LPs da Philips: Toquinho Tocando Instrumental, e Toquinho Cantando, tendo como parceiros, neste último, Carlinhos Vergueiro e Belchior. Em 1979 foi lançado o disco pela Philips Dez Anos de Toquinho e Vinicius. No segundo semestre de 1982, Toquinho  foi para a Itália para uma série de shows. No mesmo ano, Maurizio Fabrizio, compositor italiano, veio para o Brasil e ficou duas semanas compondo com Toquinho algumas das músicas do LP Acquarello, da etiqueta Maracanã. Em 1983, gravou no Brasil o LP Aquarela, pela Ariola, o 35º disco de sua carreira.  1984 é o ano de Sonho Dourado, disco produzido pela Barclay e show do mesmo nome. Em 1985, Toquinho cria o LP A Luz do Solo, da gravadora Barclay, um trabalho essencialmente instrumental, e se apresenta sozinho, ele e violão, tocando, inclusive, músicas dos Beatles. Em 1986, lança o LP Coisas do Coração, também pela Barclay. Em 1987 lança o LP Vamos Juntos, gravado durante os shows no Bravas Club, com participação do saxofonista que conhecera no Japão, Sadao Watanabe.  Agosto de 1990 é o mês do lançamento do 42º LP de sua carreira: À Sombra de um Jatobá, da BMG-Ariola. Em 1991 lança na Itália o LP O Viajante do Sonho, pela BMG-Ariola. Em 1992 lança o mesmo LP na Espanha, em toda a América Latina e no Brasil.  Em 1993, a BMG-Ariola produziu para o mercado italiano uma coletânea organizada pelo próprio Toquinho e o diretor da Editora RCA, Angelo Franchi, em CD e dois cassetes, incluindo 20 gravações representativas da carreira de Toquinho. Em 1995, grava fita de vídeo para o mercado japonês com músicas de bossa-nova, com a participação de Tom Jobim, João Gilberto, Gal Costa, Carlos Lyra, entre outros.  

Em 1996 faz uma temporada com grande sucesso do show Toquinho - 30 Anos de Música, no Palladium. Em junho desse mesmo ano sai o livro Toquinho - 30 Anos de Música, escrito por seu irmão, João Carlos Pecci, e editado pela editora Maltese. Enquanto isso, desenvolve seu livro de canções interativo em CD-Rom e adere à Internet colocando seu site na rede em www.toquinho.com.br

ON&OFF põe na roda métodos

1 Comentário »

 

Querendo acabar de uma vez com o baixo nível do que se ouve por este país - principalmente agora que nossos ouvidos servirão de pinico pros sambas e balacobacos gerais - a ON&OFF disponibiliza online métodos de instrumentos musicais, com arquivos de áudio e outros formatos inéditos.

Pra começar, as 5 primeiras lições do curso de violão do Projeto TOQUE IGUAL AO DISCO, que visa colocar o cara pra tocar com o mínimo de teoria e o máximo de prática. Uma seção com ilustrações breve vai acompanhar os áudios. Vá lá e confira!

Atenção bandas e DJs

Sem Comentários »

 

A prefeitura de Sampa convida os DJs e bandas de plantão para participar de eventos promovidos pela Secretaria Municipal de Participação e Parceria em terminais de ônibus. Haverá uma seleção para a qual devem se cadastrar preenchendo uma ficha de inscrição, e apresentando release e CD demo com mínimo de 3 faixas, sendo 2 de obras próprias.

Junto devem ser anexados RG e CPF, até o dia 31 de março de 2009, e tudo pode ser entregue na sede da Coordenadoria da Juventude, Rua Líbero Badaró 119, 7o. andar. O objetivo destas ações é ter uma idéia do universo musical da cidade, tirando as bandas da garagem para divertir a população. Em tempo: proporcionar cultura não é só divertir.

Clínicas de Guitarra ON&OFF

Sem Comentários »

 

Você se lembra das CLÍNICAS da ON&OFF? Pois é... elas estão começando a voltar... Que tal pegar uma música do Satriani e dissecá-la, aprendendo desde os fundamentos das escalas, acordes, funções harmônicas, sem precisar aguentar um professor caduco te ensinando a tocar The House of The Rising Sun? Visite uma prévia da Clínica de Guitarra, de minha humilde autoria e dê a sua opinião lá mesmo, a ON&OFF é também um blog, sabiam?

Powered by Mango Blog. Design and Icons by N.Design Studio
RSS Feeds