Dynamite

Entries for month: January 2009

Paulistano prefere shopping à cultura e lazer

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Segundo pesquisa realizada pelo Ibope em São Paulo na primeira quinzena de janeiro de 2009, parece que foram descobertos os motivos do stress da maioria da população. É impressionante a alienação dos paulistanos no que se refere ao lazer. Parece que a única diversão de quase toda a população da cidade é não se divertir,não passear, não querer saber de cultura.

4% da população foi a espetáculos de dança ou música; 5% foram ao teatro; 7% foram a museus, exposições ou centros históricos; 11% foram a feiras ou festas populares e também 11% foram a bibliotecas e cinemas. Menos de um quarto da população procuraram outro tipo de lazer: 21% foram a eventos esportivos e 24% foram a parques e praças.

Outra pesquisa feita pela Associação Brasileira de Shopping Centers - Abrasce - mostra que o paulistano é o campeão de frequencia a shopping centers para comprar: 44%, gastando cerca de 100 reais por visita. 19% vão ao shopping passear e 10% usam os serviços ou vão à praça de alimentação. Dos serviços, os preferidos são os caixas eletrônicos com 60%; agências bancárias com 39% e lotéricas com 29%.

Mundo musical reprova demissão de Neschling

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O editor do Le Monde, Alain Lompech, este sim um jornalista especializado em Música, critica a demissão de John Neschling, na Folha de SP de domingo:

A respeito da dispensa do maestro John Neschling do seu cargo de diretor artístico e regente titular da Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo), a única coisa que eu posso dizer, como crítico de música e observador há 30 anos da vida musical internacional, é que se trata de uma perda incomensurável para a cultura brasileira e para o conhecimento que se pode ter, noutros países, das riquezas musicais do Brasil. 
O trabalho de John Neschling à frente da Osesp, certamente como maestro, mas também enquanto diretor musical, deu início a uma recuperação à altura de um patrimônio musical inestimável, mas que estava perdido no esquecimento. Para começar, ele soube criar uma orquestra cuja qualidade é reconhecida internacionalmente.
 Quando a Osesp fez uma turnê pela Europa no ano passado, ela recolheu triunfos e elogios amplamente merecidos, tal a forma com que os seus músicos exibiram um nível técnico e musical indubitavelmente de primeiro nível. Nenhuma orquestra brasileira, até hoje, atingiu esse nível de qualidade. 
O que se admira fora do Brasil é o modo como Neschling renunciou a sua carreira internacional para construir a sua orquestra, para ser um verdadeiro diretor artístico à moda antiga, cuidando de tudo, como o fizeram no passado um George Szell (um quarto de século à frente da Cleveland Orchestra, EUA) ou, mais recentemente, um Simon Rattle (duas décadas na City of Birmingham Symphony Orchestra, Inglaterra). 

O regente britânico, atualmente na Filarmônica de Berlim (Alemanha), permaneceu na pequena cidade de Birmingham para trabalhar e também recusou convites de outras orquestras para poder realizar um trabalho de fundo com a sua. O mundo musical tinha os olhos voltados para São Paulo, para a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo e para John Neschling, que encarnam essa grande tradição.
 O resultado? O canal cultural franco-alemão Arte transmitiu para toda a Europa e para o mundo o concerto realizado no Ano Novo pela Osesp, bem como o realizado pela Filarmônica de Viena (Áustria)! Será que o Brasil se dá conta verdadeiramente do que isso quer dizer? Eu tenho a impressão de que não. 
Regendo Camargo Guarnieri, Francisco Mignone e, é claro, Heitor Villa-Lobos, bem como Alberto Nepomuceno, Luciano Gallet, Henrique Oswald, Claudio Santoro e tantos outros, fazendo editar as suas partituras, criando uma biblioteca e um arquivo musical, gravando discos distribuídos internacionalmente que tiveram sucesso e críticas inesperados, John Neschling esteve à altura da grande renovação política, econômica e cultural do Brasil, país que encontra enfim um lugar merecido no concerto das nações. 

Não existe atualmente no Brasil nenhum maestro que seja portador de um projeto artístico de tal envergadura, que pode ser considerado único no mundo pela qualidade de sua programação. Aliás, tampouco existem muitos outros pelo mundo afora... E o que eu digo é fácil de verificar. A internet permite, hoje em dia, um acesso à programação de todas as grandes orquestras. A de São Paulo causa admiração no mundo inteiro. 

Não existe nenhuma orquestra francesa, inglesa ou alemã, por exemplo, cuja programação seja tão inventiva e tão respeitosa do patrimônio musical nacional como a da Osesp. Eu certamente ignoro as razões que fizeram Neschling ser dispensado, mas sou francês e também conheço a inconsequência dos eleitos e dos políticos quando tomam decisões na área da cultura. Raramente eles compreendem as implicações culturais profundas.
Com uma assinatura, podem destruir anos de trabalho, assim como podem criar as condições para que esse trabalho possa começar e se desenvolver. Dessa vez o destruíram. Daqui a 20 anos, daqui a 50 anos, o nome de John Neschling será conhecido como o de um músico que realizou um trabalho excepcional no Brasil, o mais excepcional desde Villa-Lobos. Há 90% de chance de que o nome de quem o demitiu esteja esquecido. 

 

Fiscal do ECAD cobra radiodifusão de notícias

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O ouvinte da FM Band News, Marcelo Quaresma Faria, que tem um estabelecimento comercial na Alameda Santos, bairro dos Jardins na capital paulista, entrou em contato com a emissora para comunicar um fato que demonstra como o trabalho de ECAD está desvinculado da realidade e com fiscais inaptos para exercer sua função.

Um destes fiscais, do famigerado Escritório de Arrecadação de Direitos Autorais e Conexos, entrou no estabelecimento, e cobrou de Marcelo pela radiodifusão de notícias. Pasmo diante do ocorrido, ele imediatamente desligou o rádio e o fiscal foi embora. Todos sabem que a Band News não toca músicas, apenas notícias. Disso o fiscal não tinha notícia.

Houve uma CPI para verificar fatos como estes e muitos outros mais, no âmbito federal, que não deu em nada na década de 90. O relatório final, em 96, apontou nomes como os do compositor Marcos Valle indiciado por formação de quadrilha. O deputado Bruno Covas, neto de Mário Covas está presidindo outra CPI, esta estadual, para investigar tais desmandos, como mostra o vídeo.

Para quem quer ser músico sem estudar...

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Depois do lançamento de games que fazem as pessoas pensarem que tocam - como os DJs - vários fabricantes e desenvolvedores correm para aperfeiçoar seus produtos. A Disney, aquela mesma do Pato Donald, Mickey e Cia., lançou, junto com a Washburn, o Disney Star Guitarrist, que pode ser usado com uma guitarra "normal". Usando o mesmo sistema do Guitar Hero e Rock Band, o software tem um periférico que acopla cordas especiais ao sistema, e custa 200 dólares. Um software semelhante para teclados e vocais também estará sendo lançado em meados de 2009.

MMR - Musical Merchandise Review - online

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A Musical Merchandise Review, revista especializada no marketing musical, já tem 130 anos de vida, e inaugura também sua versão online, premeditando o breque do papel, como a Dynamite e a ON&OFF. Na edição de fevereiro, a revista vai dar dicas para o mercado vitaminar suas técnicas de negócios. Enquanto isso a concorrência fica cotando papel, catando gráfica e marcando passo fora do compasso do século 21.

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