Você já deve ter pulado do sofá de susto, ao entrarem os comerciais da TV e o volume dar um salto abrupto. É a videosurdez dos técnicos das emissoras da TV aberta ou paga. Eles acham que os telespectadores são audioidiotas, e consideram normal a sua falha ao não equalizar os volumes da transmissão de várias fontes, filmes, comerciais e outras atrações.
O assunto foi discutido na feira de engenharia de TV, rádio e telecomunicações Broadcast & Cable, e no paralelo 11º Congresso de Tecnologia e Televisão SET, quando começou a ser esboçada a Lei do Loudness, que pretende regular os volumes para não agredir o telespectador. Autoridades do tema estiveram debatendo:
Carlos Ronconi e Luis Fausto da Rede Globo, Thomas Lund da TC Electronic (Dinamarca), Michael Prouix da Miranda (Canadá), Tony Zare da Evertz (Canadá) e Mathias Bendull, da Dolby (EUA). A moderação foi de Alexandre Sano, do SBT. Pelo menos uma vez Globo e SBT pararam de brigar para dar atenção ao telespectador.
Eles se basearam em pareceres de entidades como a ITU – International Telecommunication Union e a AES – Audio Engineering Society. No encontro latino-americano desta última entidade o tema foi exatamente Audio para HDTV, quando os presentes puderam ouvir sonorizações em até 22 canais de áudio simultâneos.
Para entender o tamanho da encrenca, o leigo precisa saber – e ouvir – que o velho estéreo já está no bico do corvo há anos. Apenas 2 canais de áudio, o tecnicamente conhecido 2.0, já é uma raridade nas salas dos telespectadores brasileiros, e poucos têm sistemas de home theater com o 5.1, com seis canais de áudio.
Além da limitação do número de canais, as variações de volume esquentam as orelhas de muita gente boa mundo afora. Um canal da Coreia – a QOOK TV – está testando um sistema chamado Linear Acoustic, que gerencia os volumes de transmissão com um monitor chamado LAMBDA, que por sua vez usa o sistema Dolby para corrigir as diferenças de áudio.
O sistema é equipado com controles múltiplos de loudness, mixers e outros periféricos, que detectam automaticamente os sinais da programação de TV, e os enviam para uma saída 5.1, seja a origem um estéreo comum, ou mesmo uma decodificação de até 16 canais de áudio, com direito a encoders Dolby Digital (AC-3) e outras firulas.
Fisicamente, os sinais entram por um conector de 9 pinos serial, ou são extraídos dos 16 canais por uma entrada HD-SDI. O audio e vídeo são analisados e monitorados pelo protocolo ITU BS.1770. Qualquer canal, par de canais ou mixagens são monitorados por poderosos amplificadores, subwoofers, e seguem por saídas balanceadas ou AES.
A NOC – US Network Operations Center disponibiliza em seu site um video com 3 exemplos com aplicação do Dolby E com saídas em 5.1, com áudio e vídeo nos mesmos moldes da TV coreana. Os exemplos mostram como o uso da tecnologia Dolby facilita as implementações para a transmissão de áudio em tempo real.
10-9-2009
9-29-2009
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