Bombando em Bagdá
O computador, as mídias de divulgação tipo Myspace, Youtube e sites como o Trama virtual, tornaram muito mais fácil transformar o sonho de ter uma banda de rock em realidade. Somem-se a isso mais de 30 festivais de música independente por ano, casas de shows pequenas e ideais para grupos novos mostrarem seus trabalhos e um mercado, que, se ainda não é o ideal no país da bunda music, já não é tão opressor e pequeno como nas décadas de 70/80. O Supergalo, que acaba de lançar seu primeiro disco, "Supergalo #1", chega com sua turbina acelerada e com músicos que já têm uma grande experiência, inserido nesse contexto. Fred Castro, bateria; Alf, voz e guitarra; Marcelo Voukaris, guitarra e voz e Daniel Arara, baixo e voz, são remanescentes de ícones da cultura pop nacional como o Raimundos, o Rumbora e o Mascavo Roots. A música visceral e verdadeira do Supergalo é direta, e não cabe no principal "rotulo" que a grande maioria das bandas novas, muitas vezes, faz questão assumir, indie. Isso porque, a virulenta acidez e a velocidade da música do grupo, somadas a versatilidade de letras acima da média nacional, dão um grande diferencial ao SG. Principalmente, pela cristalina sinceridade dos músicos, claramente felizes com o rumo que a banda está tomando. O tesão e a relação plena que eles têm com sua integridade musical, formata a realidade de quem sabe o que quer. É rock. Ponto. Muito longe da mesmice do indie repetitivo de grupos engessados no pós punk sem rumo.

A música bem estruturada e bem construída do Supergalo é o retrato fiel da história e das conquistas dos integrantes da banda. Que, em apenas dois anos, já tocou em festivais no Brasil, Europa e Argentina, além de abrirem para grupos relevantes como o Muse, Hives e o sensacional/histórico Mudhoney. A criativa simbiose entre o som e a literatura tem um exemplo nítido na excelente canção "Bombando em Bagdá" - que rola no meu carro a exaustão e é daquelas que pega - Â Fácil ir/Só vir ao exército e se alistar/Junto a sua passagem, nós vamos lhe dar/Estadia, alimentação e sem contar/Que lá/Tem fogos no céu!/Mil luzes mais lindas que o reveillon!/As ruas tem cheiro de filet-mignon!/E são cheias de fumaça, fogo e um super-som!/Só lá...Â" - numa demonstração de como uma boa letra em português pode dar um up ao som. A interpretação nítida e bem articulada de Alf tem uma relevância importante, porque o rock cantado em português muitas vezes se torna difícil de entender. Em nossa conversa, numa tarde da inconstante primavera paulistana, disse que foi a diversidade do som do Supergalo, com pegada visceral e melodias afiadas, que mais me chamou atenção no competente som da banda. Mais e ai, como é essa história pra vocês? Letras são importantes porque tem que ter uma mensagem, precisa ter algo pra dizer. "É bem por ai mesmo", diz Alf. "somos uma banda de rock que tem influência desde o rockabilly ao mais moderno que existe hoje. O punk é uma influência grande, o blues, que é o pai de tudo. Esse lance das letras, as músicas todas partiram de uma idéia. Todas têm uma idéia bem definida sem se prender a um só sentido. Algumas são sobre comportamento, outras críticas". "Bombando em Bagdá" é uma crítica muito bem elaborada, sarcástica e bem humorada, em se tratando de um tema difícil como guerra.

Alf diz que muitas das letras do Supergalo têm o sarcasmo embutido, o lado punk da crítica, mas sem ser panfletário. O que cai muito bem em um som elaborado com esmero e cuidado. Um dos méritos da banda é produzir uma música, e conseqüentemente um disco, uniforme e coerente do começo ao fim. Bem tocado e competentemente produzido, me deu a percepção de um storybord sonoro rico em cores, movimentos e opções. O guitarrista Marcelo Voukaris afirma ser muito fã de caras que sabem ser críticos com sutileza, e cita Groucho Marx e Chaplin como exemplo. "Uma coisa que acho interessante nas nossas letras é a capacidade de olharmos para nós mesmos", ressalta. "Uma música como "Escravo Digital" fala de nós, de como o computador faz parte de mais de 60% da nossa vida", lembra o guitarrista. Esse viés autoral vivencial, funciona como parte da veia criativa da banda e dá, igualmente, vida a qualidade e a autenticidade que o Supergalo traduz em seus acordes e riffs. O Supergalo, conta Fred, começou low profile, apesar de contar com uma estrutura acima da média da maioria dos grupos nacionais. Uma conseqüência natural para músicos experientes e com história na cena brasileira. Marcelo lembra que ele e o Fred tinham em mente montar uma banda, o que rolou no fim de 2006. "Eu mostrei umas músicas ao Fred e na primeira semana de ensaio produzimos dez canções. Gravamos, colocamos no Myspace e na Trama virtual com pseudônimo. Queríamos deixar a coisa amadurecer sem ter a influência de termos tocado em grupos conhecidos. Fomos batalhando para conseguir shows com ajuda de amigos, fãs e acabou que tocamos no Brasil todo, na Argentina e na Europa. Desde locais pequenos até festivais grandes".
Para uma banda que não tinha nem demo e "só" trabalhou com o Myspace e já tinha ido à Berlin, Munique e Buenos Aires, o Supergalo lança o Cd com um cacife alto. "Fomos para a Alemanha com duas passagens patrocinadas e bancamos duas", conta Fred. "A galera lá adorou, vendemos Cds, camisetas, os alemães cantando em português, foi bem louco". Arara enfatiza que os comentários no exterior chamavam atenção para algo diferente no som. É bem provável que seja a linguagem genética brasileira sutilmente enraizada nas músicas. "Supergalo #1" é um disco que, com certeza, já é um sucesso. Não apenas por ter uma música perfeita para tocar no rádio e nas pistas - "Bombando em Bagdá" - de pegada quase instantânea que me fez sair cantando o refrão de cara, mas principalmente pela consistência do trabalho como um todo. São doze músicas de não mais que 3:25 minutos, que transitam pelo punk, rockabilly, rock e blues com facilidade, tirando de todos esses ritmos algo, para transmutar depois. A faixa de abertura, "Ela É", é um vigoroso punk rock com todos os ingredientes: velocidade, guitarras envolventes, densas e cruas, e um baixo - que marca no meio do som - apertando o botão para o insano desfecho de um vocal que quase vira um mantra punk desespero. "Perigo! Perigo!" é a mais calma do disco. Tem uma levada ensaboada, meio entorpecida com guitarras saturadas e gordas. A já citada "Bombando em Bagdá" pra mim é uma das melhores. Isso se explica, além da canção ter letra, harmonia, andamento e riffs que se encaixam com equilíbrio, com uma afirmação do Marcelo: "a banda busca fazer um som que as pessoas respondam sem perceber, quase como um estímulo instintivo. Uma das coisas que sempre prezamos no Supergalo, é ser uma coisa de bate pronto, quem ouviu pegou, fazer as pessoas reagirem". Um vigoroso riff abre "Ataque Aéreo", preparando o caminho por onde a bateria e o baixo ancoram uma fuga cantada com clareza: Lá vem ela/Lá vem ela querendo me levar/To vendo na janela/Lá vem ela querendo me levar/Meu coração foi atacado num avião lotado/A mais de dez mil pés acima do mar/Eu to apavorado/Lá vem ela querendo me levar/Não, por favor, não. É um punk que me lembrou Ramones, mas só como referência.

Atentos a cena mundial adoraram o show do Arctic Monkeys de forma quase unânime, o Fred ficou na dele nessa hora, mas em relação ao Muse as opiniões diversificaram. Alf achou o de Brasília excelente e em São Paulo meia boca. Já Marcelo, como eu, disse que "o Muse em São Paulo foi burocrático". Contudo, tocar com o Muse no Porão do Rock, Festival do qual Marcelo e Alf foram também idealizadores, foi uma coincidência legal. "E com o Hives o Barcinsky (André) que ajeitou para abrirmos em Brasília". Já com o Mudhoney, que rolou no dia 16 de outubro, um dia depois da entrevista, já tinham tocado no ano passado no Porão. "Escravo Digital" fala da simbiótica e definitiva ligação do homem com o ser/mundo virtual. É uma bem humorada "lembrança" de como a vida sem os computadores é impossível hoje. De como ela pode aprisionar, e de um mundo onde estar muito perto pode ser de tão longe. Agora eu tô preso na tua rede/E fico aqui até o Sol nascer/Não tô pra ninguém / Só por você beibê/Agora eu tô preso na tua rede/E fico aqui até o Sol nascer/Minha cabeça é wi-fi beibê. A sexta canção, "$$$", é muito climática e possui um ambiência pós punk que vai crescendo, atrás da guitarra, enquanto a letra se encarrega de criticar veladamente a corrupção e a impunidade. Em relação à comercialização do Cd, Fred deixa claro que "ele funciona mais como um cartão de visita, para divulgação. Na verdade o formato físico Cd ainda é uma obrigação da indústria, mas sabemos que vamos vender mais em shows, porque é com shows que dá para ganhar dinheiro hoje". Por mais que o Supergalo tenha uma boa infra-estrutura, com assessoria de imprensa e produtora, o Cd é independente. A banda é livre para prensar vinil e disponibilizar na Net (coisa que já ocorre). O baterista diz que o site já alcançou cerca de 70 mil dowloads mês, o que não significa que mantém esse índice todo mês.
ao vivo em brasília
"Rei do Não" começa com um som que me lembrou surf music, meio Beach Boys, no ritmo. A bateria é bem sincopada e marca com pegada o ótimo vocal do Alf. Aliás, um dos pontos positivos do Supergalo é o vocalista. Tem boa empostação, é afinado, e canta como poucos na cena brasileira rocker. Tem uma voz perfeitamente compreensível. "Pra Completar" é sobre a falta de alguém? Talvez. Soa como uma balada sem, no entanto, ser explicitamente uma canção de amor. As últimas três músicas, "Clone", "Aos Vermes" e "Nada", somam sete minutos arrasa quarteirão. Viscerais tanto no som como na palavra, parecem socos no estômago e podem deixar sem fôlego. O Supergalo chega à cena com um Cd em um momento que tudo é diferente no mercado da música. Fred explica que, se antes se vendia muito Cd, hoje, por causa das mídias virtuais, se tem um contato com um número maior de pessoas. "Temos fãs no Japão, na Europa, que sempre querem saber novidades da banda", conta Daniel Arara. Em relação à qualidade das bandas atuais, em parte, Fred, sem citar nomes, também acha, como eu, que a facilidade de se formar uma banda hoje pode fazer com que o nível dos grupos caia. Mas também, concorda que isso é uma questão delicada, porque todos têm o direito de tocar. Essa onda de bandas novas lembra Alf, trouxe os olhos da crítica e do público pro rock. "Não tem como criticar, eles têm 20 anos, tem o tempo deles, o público deles, que também pode ser o nosso. Ainda bem que os jovens abriram os olhos pro rock e não para outras coisas que aparecem na mídia". Marcelo ressalta: "você tocou em um ponto importante porque, boa parte das bandas novas tem dificuldade de criar um estilo. Primeiro, por uma questão de qualidade. Segundo, por conta de ter muita gente no mercado e ser difícil se diferenciar". Bem, depois dessa afirmação acho que fechou o texto. Porque é justamente ai que a balança pesa pro lado do Supergalo, que sendo uma banda nova de músicos experientes, conseguiu a conecção do diferencial através de uma linguagem própria. Aquela que os identificará talvez no primeiro acorde.

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18 Oct, 2008 às 9:22 PM Vi supergalo ao vivo abrindo o mudhoney e foi muito bom. Uma banda que faz um punk de qualidade
18 Oct, 2008 às 10:20 PM O supergalo já vem meio famosa pelos músicos que tem, com história no rock nacional. Bombando em Bagda é pra cima, dá vontade de sair pulando, uma ótima música. Boa matéria.
19 Oct, 2008 às 6:30 PM Muito bacana esta matéria, como sempre mandando muito bem no texto! Concordo quando diz que hoje em dia, o que mais se têm na cena indie bandas repetitivas, sempre baseadas em alguma outra, muitas vezes, até uma cópia "descarada" de outros grupos, cuja fórmula deu certo! Mas também acredito que nesta seleção do "joio do trigo", tem muitas bandas e /ou músicos bons, tudo dependem da proposta e do público que se quer atingir, não é verdade!? O que é bastante claro no Supergalo, cujos integrantes sabem o que querem atingir, qual mensagem passar aos seus fãs e acima de tudo, trabalho feito com muita consciência, dentro do que se propõem, sem ter que ou se vender!
Parabéns pela matéria! Texto muito bem amarrado, com embasamento e objetividade!
;) beijos
20 Oct, 2008 às 11:21 AM Meu caro Dum, mais uma vez você mostra um bom grupo nacional que se destaca fazendo um punk diferente, renovador. Acho que essa é a melhor definição para o Supergalo. No meio de tantas badas novas que deixam a desejar pela qualidade discutível o SG, mesmo porque tem músicos experientes, tem um aspecto só dele.
20 Oct, 2008 às 12:21 PM Como fã dos Raimundos já adotei o Supergalo desde que vi os caras ai vivo e vi o Fred na bateria detonado. O rock nacional precisa de grupos assim que sabem o que buscam e fazem isso com qualidade. Muito bom.
20 Oct, 2008 às 3:42 PM Supergalo com certeza vem conquistando seu espaço de forma consistente em um mercado de bandas razoáveis. Por ser acima da média, como foi muito bem abordado na entrevista, pode até se assemelhar ao tempo em que Paul Rodgers, que vem ai com o Queen, saia do Free para montar o Bad Company.Quando bons músicos se reúnem em um novo projeto com intenções claras flui melhor. O melhor blog do site, o mais profissional e jornalístico, não conhecia e gostei.
20 Oct, 2008 às 3:46 PM Maíra, concordo sim que existem bons músicos e bandas boas. Mas, francamente, as criativas, no sentido de fazer algo novo, diferente, são raras, talvez o Plato Devorak ou o Mopho, que nem são tão novas assim.
20 Oct, 2008 às 6:18 PM Letras inteligentes são importantes e a gente sabe que a maioria das letras, mesmo em bandas gringas é bem ruim. Esse diferencial, como você diz, e mais o fato do vocalista cantar de forma compreensível mesmo ao vivo, já fazem do Supergalo uma banda acima da média. Não é a toa que abriram para o Hives e o Mudhoney, o Muse dispenso.
abraço
21 Oct, 2008 às 12:28 PM Ouvi a banda a primeira vez no myspace por indicação de um amigo e gostei pra cacete. Ainda não vi ao vivo mas me animei a procurar na net ainda mais pela sua ótima matéria onde deixa claro o astral alto da banda.
21 Oct, 2008 às 3:36 PM Um dos pontos interessantes da entrevista é a questão das bandas novas, sua qualidade ou não. Pra mim a questão de qualidade musical acontece no mundo todo. Muitas bandas, mais fácil lançar, tocar e divulgar, mas ao mesmo tempo os músicos (não todos) são mais preguiçosos para se aperfeiçoar. A diferença principal é a forma como se toca hoje, meio de improviso, sem muita técnica e estudo. Lembro da matéria sobre o Bloc Party, que também acho medíocre, acomodada, muito bonitinha, etc. Fraca como a maioria dos grupos. Agora falam do Glasvegas e fui ouvir, muito ruim, na mesma toada dessa bandas depressivas e pra baixo. Foram-se os tempos quando músicos como Ginger Baker, Jaco Pastorius, Jimmi Page, John Bonhan, Keith Emerson, Jan Akkermann, Steve Vai, Zappa e outros davam um hiper diferencial ao rock. O que sobra ai é a honestidade dos músicos como o próprio Supergalo que se não é um time de super músicos é honesta e vigorosa.
21 Oct, 2008 às 5:16 PM Adoro seus textos!
22 Oct, 2008 às 2:57 AM -Nem li!!!
(Agora quando vierem com essas de ajoelhou tem que rezar pra cena pop nacional e poraí e adjancencias, vou falar que nem sabia de nada...igual ao Presidente Lula em fim de mandato, mas ainda no trono e vai-vai: nem li!!!)
22 Oct, 2008 às 1:30 PM Adorei o Cd, ouvi varias vezes e cada vez gosto mais . Que bom ter uma banda que faz rock n roll de verdade , é isso que tá faltando , gente legal fazendo um som que faz qualquer um começar a cantar.São ótimos músicos e o mais legal é que tem solos de guitarra.
Muuuiiitoooo Sucesso.............
Beijos
Lia
22 Oct, 2008 às 8:36 PM Caro Jatene, bem que você ajoelhou para a Malu Magalhães no blog vizinho!! Claro, Sham 69, Buzzcoks, Dead Kennedys, Rattus, Varukers são o que você talvez queira dizer. Ai concordo. Mas o Clash não começou punk e ficou Dub?
22 Oct, 2008 às 9:38 PM Sim, Querido, quero dizer sim, infelizmente o Sham 69 cancelou pela 2.a vez sua vinda ao Brasil, e porque? Defasagem do cambio, ataques especulativos degradaram nossas volateis economias, hahahaha!!!
Não concordo que tenha ajoelhado para ela, apenas declinei de uma atitude pince-nez acostumadao de elogiar outras vozes femininas e repetir o mesmo jargão de muitos sobre as qualidades da folk-singer;
verdade tambem que no passado me falavam de um certo tipo de punk classificado como dum-dum boys, e Eu que não queria crer que existisse essa mistificação, o Cut the Crap é um belo exemplo de dub e esse aí, a banda do dia, esse Supergalo, é ridículo, querer chamar isso de punk é muito ridículo.
The Adicts vem tocar, Firmeza?
Esse sim a gente chama punk.
4 Skins tambem, são 3 bandas seminais que estão lançando esse fim de ano.
Mas a bandinha aí , é aquilo que se fala
igual à fase do Galo , puseram até o René Barrientos, o genial cara que exterminou o Che Guevara na torcida e até agora nada, é isso aí, quem gosta de cu é rola. Ou então quem gosta de pobreza é intelectual, chargeando o nosso presidente iletrado,ou Joãozinho 30.
23 Oct, 2008 às 12:08 PM Jatene Jr.,Supergalo não é punk, nunca escrevi isso - como está no primeiro bloco do texto, disse que é rock, nunca punk - muito menos eles acham isso. Em algumas músicas a velocidade é punk, atitude é diferente e você sabe disso. Passa bem longe de punk, com certeza. Esse cancelamento do Sham 69 foi estranho. Em relação a Mallu, lá eu citei a Joni e a Marianne, mas poderia ter sido a Fiona Apple ou a Cat Power, tanto faz. Acho que a Mallu tem potencial e tal, mas ainda leva uma vozinha de criança, e não justifica tanta babação de parte da mídia, o que não a desmece.
abraço
23 Oct, 2008 às 8:14 PM Um dia qdo o rock deu certo como música comercial, disseram que haviam descoberto a fórmula do sucesso...Hahahaha...se isso fosse verdade talvez alguém tinha patenteado e vendido como comprimidos, a música realmente é algo misterioso, principalmente com o passar dos tempos q criar de verdade, inovar é cd vez mais raro, um dom, um privilégio...música boa ou música ruim (como assim!?!) dentro do censo crítico de cd individuo que nem sempre avalia o som com os ouvidos,às vezes precisa dos olhos e todo o conjunto de sentidos, enfim ou lhe agrada ou nada feito...ninguém sabe...e eu que acabei de ouvir o Supergalo achei que o grande segredo da música deles é a verdade, o sentimento, a música pela música, pela diversão, pelo tesão de executar...o resto apenas como consequência, músicos talentosos sim de fato, mas penso que não tenha sido esta a razão para um puta som e sim a naturalidade de como aconteceu...gostei...de verdade, nem sei porque...só gostei!!!Simples assim...
* Dum...obrigada por me apresentar mais uma banda para meu acervo musical
25 Oct, 2008 às 4:22 PM Apenas em respeito à sua observação, Caro Dum De Lucca, um unico somentario, que considero superlativo: a unica folk-senger que representa a fonte original do country-western, blues, bluegrass, hillbilly, plantation and all about; e por fim o rock and roll é apenas e tão somente a Grande Patsy Cline; mas em momento algum gosto de tecer comparações entre artistas, poderia entre obras desde que fossem interpretações da mesma...
Mas, enfim , faço isso por respeitá-lo substancialmente pelas suas exposições discordantes, mas de inelutável qualidade jornalistica.
26 Oct, 2008 às 3:49 AM Vcs paulistas engolem qualquer uma mesmo. Esse Supergalo é um lixo.
26 Oct, 2008 às 5:30 PM Ótima observação Jatene Jr. Comparações são sempre desconfortáveis mesmo. Porém, às vezes são necessárias apenas para referenciar algo.
abs