Dynamite

Seven Ages of Rock, a partir do dia 7 na VH1

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                                                        hendrix

Imagens inéditas de Jimi Hendrix, o músico mais importante e criativo da história do rock, abrem o primeiro episódio de Seven Ages of Rock, uma co-produção (de 2007) dos canais BBC e VH1, que será exibida no Brasil pelo canal VH1 - canal 89 na NET - a partir do dia 7 de fevereiro. A série - narrada pelo veterano da MTV Mark Goodman - desnuda o gênero musical que é a trilha sonora da cultura pop e definiu cada geração de adolescentes desde a década de 1960. Os sete episódios destrincham a história do rock e são recheados de imagens sensacionais com uma edição dinâmica e feroz. Desde os shows em pequenos clubes até grandiosos espetáculos em estádios de futebol, passando pelos clássicos imortalizados em vinil até à era da Internet, do mp3 e dos dowloads. Depoimentos de grandes músicos, cantores, compositores e produtores explicam o rock como fenômeno musical, cultural e comportamental. Nomes como Al Kooper (Blood, Sweat & Tears), Jack Bruce (Cream), Bryan Ferry (Roxy Music) e Johnny Rotten (Sex Pistols), entre outros, pontuam a trajetória da maravilhosa história do rock and roll.                                                                       

                                              

                                                   syd barret

 Mesmo sem a mesma força artística de antes o rock sobrevive. Fãs vão a shows e festivais rolam pelo mundo, mais que do que nunca. A guitarra ainda é a minha companhia preferida, mas atualmente a maioria das bandas prefere usá-la com parcimônia, infelizmente. Baixei o Torrent do Seven Ages of Rock há cinco meses e apenas consegui terminar de assistir dia 25 de janeiro. O documentário explora a história da música de forma bastante clara e serve de aula para os não rockers. É perfeito para quem confunde peixinho com mosh. Mostra a vitalidade e criatividade do electric blues britânico dos anos 1960/70, ao indie rock contemporâneo, viaja pelo rock psicodélico do fim dos anos 60, clarifica a explosão do punk da década de 70 e a ascensão do grunge nos anos 1990. Contribuições de alguns dos maiores nomes do rock: Rolling Stones, Pink Floyd, David Bowie, Sex Pistols, Black Sabbath, U2, The Smiths e Oasis, entre outras lendas, estão bem colocadas com imagens de shows e depoimentos inéditos. Cada um dos sete episódios mergulha em uma era diferente do rock. A música, as canções clássicas, os bastidores de canções e idéias de composição, as influências das bandas e os mixes sonoros. Tudo bem amarrado no contexto social da época, que influencia a criação da música e molda a cultura pop durante todas essas décadas. Não é perfeito, mas bem feito.                                                                       

                                      

                                              british indie

 7 de fevereiro -  Birth of Rock - 1960-1970

Mostra a revolução iniciada por Jimi Hendrix, o primeiro guitar hero, e os sons impossíveis que até hoje ninguém consegue reproduzir. Os Beatles! No início dos anos 60, uma geração de adolescentes britânicos rebeldes, que cresceu ouvindo o cru blues americano, começou a inventar seu próprio som, carregado de adrenalina e inovação. Bandas como Rolling Stones, Cream e The Who, forneceram a trilha sonora da inconstância daqueles tempos de mudança e introduziram a atitude, o groove, o sexo e o alto volume que formatariam o rock. Bob Dylan, Cream, The Kinks e The Yardbyrds.

Entrevistados: Eric Burdon, Al Kooper, Jack Bruce e. Robbie Robertson.

 

14 de fevereiro - White Light, White Heat -1966-1980

Os experimentos multimídia pop-art de Andy Warhol e do Velvet Underground à elegância do Gênesis de Peter Gabriel, passando pela psicodelia do Pink Floyd e pelas performances carregadas de épicos espaciais de David Bowie. O episódio traça a história de como a expressão teatral e conceitual permeou o rock nos anos 70. O retro futurismo do Roxy Music. Os grupos progressivos e o experimentalismo.

Entrevistados: Bryan Ferry, Roger Waters e Tony Visconti.

 

21 de fevereiro - Blank Generation - 1973-1980

A história de duas cidades, Londres e Nova Iorque, e as bandas que surgiram do abandono, da perdição e da ira - a "blank generation". Pela destrutiva earth music do Sex Pistols, o episódio desvenda o relacionamento entre a falida Nova Iorque e a Londres dos anos 70, com sua violenta divisão de classes e etnias. 

Entrevistados: Johnny Rotten, Sex Pistols; Buzzcocks, The Clash, The Damned, Patti Smith, Ramones e Television.                                                                   

                                           

                                                        metal

 28 de fevereiro - Never Say Die - 1970- 1991

Tony Iommi explica como o ambiente industrial de Birmingham foi extremamente propício para o surgimento das bandas de hard rock, e como o peso invadiu o rock. Basicamente o capítulo enfoca as grandes bandas inglesas de hard rock como o Deep Purple, o Judas Priest, e a invasão britânica na América. E, como não poderia deixar de ser, relata também os excessos do Sabbath na sua primeira turnê em terras do tio Sam. E, evidentemente, mostra o rock inglês como um raio, com sua linguagem diferente, sobre a América psicodélica. O Iron Maiden, um dos criadores do metal, mostra de forma clara para os jovens que não sabem a diferença entre os dois gêneros (hard e metal). E grupos de metal farofa como Poison e Wasp também têm seu espaço. 

Entrevistados: Tony Iommi, Ian Gillan, Rob Halford, Ozzy Osbourne, Lars Ulrich, e Bruce Dickinson.  

 

7 de março - We are the Champions - 1965-1996

Na metade dos anos 70 o rock invade os grandes estádios com o Led Zeppelin. O Queen, o Kiss e o Led são os nomes que comandaram o assalto aos grandes palcos. O surgimento dos grandes festivais, o Dire Straits, o The Police, a era dos estádios no rock and roll. Só o Zeppelin, em 1973, tocou para 500 mil pessoas na América. As revoltas raciais e a crise do petróleo permearam a música americana, principalmente Bruce Springfield.  

Entrevistados: Gene Simmons, Bruce Springfield, Bob Geldof, Stewart Copeland e Brian May.

 

14 de março - Left of the Dial - 1980-1994 

 O alvorecer do rock alternativo nos EUA. Nirvana e Kurt Cobain comandam a onda conhecida como grunge. Alice in Chains, Mudhoney e Soundgarden. Os punks do Black Flag em contra ponto ao Van Halen e outras bandas do mainstream, já cansadas. A volta do rock as origens garageiras. O REM, com seu som único e um vocalista, Michael Stipes, que aparece ainda cabeludo. O rock se transformava buscando novas formas de estética e expressão. Ao mesmo tempo a MTV se consolidava como um forte veículo de divulgação, e as rádios apostaram no produto rock.

Entrevistados: David Grohl, Henry Rollins, Michael Stipes, Jack Endino e Kurt Cobain.   

                                                             

                                       

                                                alternative rock

   

21 de março - What the world is Waiting - 1980-2007

O início do british indie e o Smiths como seu maior ícone. O ambiente do final dos anos 80 e a consolidação do Oasis como a principal banda pós punk. A cena de Manchester, o The Hacienda. Os bons grupos como New Order, The Stone Roses, The Charlatans, Oasis, todos construindo um novo ambiente que receberia o indie, uma geração que tentou reinventar o rock. O programa Top of Pops, da BBC, que deu visibilidade aos grupos. Era o brit rock, representado também pelo Blur, Jesus and Mary Chain, bem noise, bem diferente, muito barulhento.  Alex Kaprannos, do Franz Ferdinand, falando de Stone Roses, Smiths e Inspiral Carpets como uma energia renovadora que o inspirou. O Happy Mondays. Uma época em que as guitarras soaram mais estridentes e menos técnicas. Cawden Town e a efervescência londrina produzindo o Elastica. Grupos indies flertando com o mainstream.  O The Libertines, com um que de New York Dolls, e Pete Doherty doidão.  E a safra mais nova, como o Arctic Monkeys e o Franz Ferdinand, que provaram também o quanto as gravadoras podem ser descartáveis.  

Entrevistados: Noel Gallagher, Johnny Marr, Pete Doherty, John Harris, Alex Kaprannos Alex James, Tim Abbot, Bret Anderson, David Haslan e Conor McNicholas.    

                                                                        

                                            

                                                    british indie

 

28 respostas para “Seven Ages of Rock, a partir do dia 7 na VH1”

  1. Catarina Disse:
    Parece bom, mas vou fazer como você baixar da net
  2. Silvia Disse:
    Pelos vídeos parece um puta documentário. Com certeza vou gravar. Dum, como você demorou para ver!!!


    bj
  3. Humberto Finatti Disse:
    Stipe, amigo, não Stripes.
  4. lucy rock Disse:
    Amado mestre explica a diferença entre peixinho e mosh? Explica?
  5. Dum de Lucca Disse:
    Valeu Finatti, passou batido.
  6. Tatiana Lessa Disse:
    A parte que tem o Hendrix é simplesmente sensacional. Cenas inéditas e a intimidade do gênio. Pete Doherty muito louco também é imperdível.
  7. Dum de Lucca Disse:
    Gafanhoto Lucy rock. Misture um pouco de Hendrix com New York Dolls e, talvez, você saberá a diferença. Beber um pouco de Buzzcoks com Gossip também ajuda muito.
  8. Célia Mara Disse:
    Talvez esse documentário seja o melhor já realizado até hoje. Imagens belas e inéditas e depoimentos desde Pete Towshend até Alex Kapranos. É bastante didático e rola muito som diferentemente de outros meia boca. Não é perfeito como você disse mas é demais.
  9. Lia Disse:
    Muito legal divulgar esse documentário, porque se eu não tivesse visto as chamadas na VH1 não ficaria sabendo da existência dele. Mas me adiantei, baixei na internet e vi partes de entrevistas e shows que não tinha visto em lugar nenhum. Muita coisa nova que deixa qualquer fissurado enlouquecido. A abordagem diferente, que enfoca algumas bandas
    a partir da onda da época caiu bem.
    Beijos
    Lia
    Dogville
  10. Thiago Disse:
    Assistir a essa série sobre a história do rock me fez chegar a seguinte conclusão mesmo não vivido os anos 60 e 70. Antes havia muito mais energia, talento, motivos, empolgação e criatividade. Depois dos anos 90 o grunge foi o que mais se aproximou da energia vital do rock. Fica muito nítido como o rock se transformou em um indie bem comportado. E o pior, um pouco enfadonho. Conheci bandas que nem sabia que existiam e hoje tenho mais conhecimento de rock.
  11. Flavito Disse:
    Com certeza no mínimo vou gravar.
  12. Filosofo Disse:
    Pela sua descrição do documentário parece que nas entrelinhas existe também uma análise sobre a qualidade do rock e a sua mobilização social e político. Se na década de 60 e 70 a guerra do Vietnan e os ideais de liberdade e quebra de linguagens estabelecidas estiveram lado a lado com o rock, e inspirando os artistas, hoje esse teor não existe mais. E se existe tem um cunho oportunista, como o System of Down fez com a guerra do Iraque. Pressões de mercado a obrigar os músicos e banda a produzirem lucro sempre existiram. Mas a veia criativa com certeza tinha mais fúria e energia. Relembrando um comentário do jornalista Marcelo Costa, ironizando as críticas da grande imprensa à alguns shows do Planeta Terra de 2008 - "Li na grande imprensa que o Kaiser Chiefs fez um show catárquico. Ora, pode ser sido catárquico para os fãs, mas está longe de ser uma grande apresentação de rock". Seven Ages pode dar mais referência para a nova geração de roqueiros,tão carentes de bandas talentosas. Com certeza servirá para eles poderem ter mais análise crítica em relação ao que ouvir. O que também serve para alguns jornalistas que acham LCD Sound System e Ting Tings o máximo.
  13. Fabio Disse:
    Esse documentário é do caralho mesmo!!! Só achei que ao final ele se concentra muito no Reino Unido, deixando de lado bandas muito boas e influentes da "nova" safra americana como Strokes e White Stripes (que influencia até o U2!!!!), vc não achou isso?
    Mas é a BBC né?
  14. Dum de Lucca Disse:
    Fábio, concordo com você. Deixar o Strokes e White Stripes de fora foi uma bela pisada. Jack White é um cara diferenciado e o Strokes deu uma bela guinada na cena em 2001.

    abraço
  15. Drica Disse:
    Imagens sensacionais e entrevistas e depoimentos inéditos foram o que mais me chamaram atenção. Fica clara como as tensões sociais fazem diferença de qualidade entre as décadas. Parabéns pela Juke,cada vez melhor.
  16. Erika Senra Disse:
    Ducaralhooooooooooooo, maravilhoso e com certeza vou gravar todos os episódios.

    beijo
  17. Marcos R Disse:
    Muito interessante este documentário dividido em capítulos, muito amplo, e há de ser bem esclarecedora para a molecada ingênua que acha que o bom do rock e seu significado se resumem ás inúteis bandas emo...
    Só por incluir imagens raríssimas de Syd Barret já vale a audiência...
  18. Cristiana Disse:
    Dum, belo post, quase ninguém deu isso na imprensa até agora. A ressalva que tenho é o pouco destaque para grupos americanos. Esquecer White Stripes, Strokes, Foo fighers Queen of Stone Age e Dead Kennedys é meio inglesada. Mas não existe perfeição no mundo né.
  19. Fabiana Disse:
    Li seu blog e fui correndo baixar o documentário. É emocionante ver o Hendrix em cenas inéditas, o maior de todos. E saber que Pete Towsehnd foi o primeiro a quebrar guitarras..hehe
  20. Kike Disse:
    Excelente postagem Dum. Uma boa oportunidade para quem tem TV a cabo de conhecer as bandas importantes e que fizeram e fazem a história do rock. Principalmente a geração nascida a partir da década de 80, que teve o azar de conhecer uma produção de qualidade inferior. Músicos piores, uma indústria cultural corroída e cínica, facilidade de qualquer pessoa montar uma banda (não que isso necessariamente seja ruim), e preguiça mesmo em estudar música. Sem esquecer o comodismo e falta de atitude.
  21. Black Rain Disse:
    É nesse sábado a estréia e com certeza não vou perder, gravar. Nem sabia da parada.
  22. Fábio Simplício Disse:
    Quem não tem tv a cabo e internet boa sifu, como disse o Ronaldo fofomeno. Pô, que merda.
  23. Ice Disse:
    Quem não tem TV a cabo e nem net boa não vê.
  24. Alfredo Disse:
    Vamos ver se esse documentário é bom mesmo. Amanhã começa a transmissão. Por acaso terá rock americano sulista, tipo Lynyrd Skynyrd?
  25. Dum de Lucca Disse:
    Alfredo, o ponto fraco do documentário é a falta de mais rock norte-americano. Infelizmente não estarão lá nem Lynyrd Skynyrd, nem Black Oak Arkansas, nem Blue Oyster Cult, nem Jefferson Airplane, nem nenhuma banda americana como essas.

    abx
  26. Flavito Disse:
    Foi sensacional o primeiro capitulo. Pontuado pelo panorama político e social da época. Me impressionou muito o The Who. Não tinha idéia do papel da banda na revolução na estética e conteúdo da música nos anos 60.
  27. Tony Disse:
    Dum, assisti ao programa e me impressionou o The Who e aquele Keith Moon, animal o cara. Talvez esse doc desmascare o indie. Esperemos até o fim.

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