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O Privilégio que Atrapalha

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 Não sei se realmente os festivais independentes privilegiam bandas criando guetos e sub panelas, mas com certeza existe um vácuo entre as bandas chamadas indies e outros grupos e artistas undergrounds que produzem um rock out "indie" scene. Se o universo indie estranhamente parece não aceitar sons diferentes, nem mesmo o metal, dentro dos seus clubes e festivais, as guitarras e a gana de quem busca se inserir na cena nacional põem a cara fora da janela. Tipo, a partir do momento em que novas (ou nem tanto) bandas brasileiras -boas ou não- aparecem de todo o canto do pais com garra, mas na maioria das vezes com pouca estrutura e qualidade, dá pra pinçar sonoridades estranhas, aquelas que fogem ao padrão da repetição, ou da falta de opção. Grupos que buscam a qualidade, pura e simplesmente sem se importar apenas com a imagem, querem seu espaço também. Uma leitora me escreveu na semana passada pelo e-mail: "Tá na moda músicas sem graça, com cantores sem graça, tá na moda ser pseudo-tímido/charmosinho, com músicas pseudo-inteligentes. Tá na moda gostar de ex-integrantes de Los Hermanos. Logo, logo, passa...(é com essa esperança que a gente sobrevive)". Ou então a revolta de outro: "Sinceramente eu não sei se estou careta ou é chique ouvir tudo quando e porcaria q a mídia tenta empurrar na gente, Como dizem por ai ,ta ruim mas ta bom, se comparando com esse lixo todo q estao tocando por ai como funk carioca, axé, pagode, sertaneja e essas bandinhas de rock fuleira q insistem em tocar ,querendo lançar mais moda de roupa e corte de cabelo do q realmente em tocar". Pois é, os leitores querem bandas de rock de verdade, músicos que saibam tocar e tenham atitude. Sem aquele ar blasé de, somos a banda fodona.                                                           

                                               

                                                    carro bomba    

                                                           

 É esse exatamente nesse panorama que a banda Carro Bomba e seu CD "Nervoso" tateiam por espaço. Os experientes músicos Marcello Schevano, guitarras e vocais; Rogério Fernandes, vocal; Fabrizio Micheloni, baixo e vocal e Fernando Minchillo, bateria, fazem um som pesado, dinâmico e orgânico. Rasgam o manual dos bons costumes com um metal poderoso. Guitarras com riffs clássicos, solos e um vocal que chega a lembrar (na audição do Cd Nervoso) o mitológico Cornelius. Do Made de 1976, Dio às vezes. Uma avalanche de rock que não faz nenhuma concessão para o pop horroroso que invade o país muitas vezes travestido de indie. Músicas como "Punhos de Aço", "Sangue de Barata" -"chega de ser boneco; chega de não ser nada; se cedo lá no templo; seu sangue é de barata" - "Bomba Blues", "o sol distorcido no horizonte; as sombras dos viaduto; o povo corre apressado; jogando lixo nos corredores; todos juntos na mesma dança; pobres, ricos, ódios e amores". A qualidade dos músicos me deixa a vontade para sacar que a sujeira, o noise, é uma opção.  Simples e competente. Rock.

                                                                      

                                              www.myspace.com/bandaklatu

É "Em Busca do Rock Infinito" que o Klatu anda, como deixa claro em seu Cd homônimo. O disco, que nasceu da parceria entre o músico e escritor Leco Peres com a vocalista e publicitária Carol Arantes, é bem espontâneo e carregado de influências, faíscas e insights musicais das mais várias procedências. Segundo texto publicado na página do grupo no Myspace "A criação conjunta resultou em uma visão ampla sobre o som, a mensagem e o conceito da banda, agregados ao conhecimento dos diversos músicos convidados que participaram da gravação do disco". São sete faixas inéditas e mais duas bônus, que viajam por matizes do rock setentista nacional (notadamente Rita Lee & Tutti-Frutti), passando por um psicodelismo experimentalista e até sopros jazzísticos, literalmente. "Teoria e Prática do Rock Infinito" é a apresentação da proposta do grupo. Contudo, pra mim, é a que menos bateu. Talvez o timbre da vocalista, muito alto. Depois o disco se contextualiza, se explica. Com várias participações de músicos convidados  o Klatu (nos anos 70 tinha um Klaatu inglês) chegou a um ponto de fusão com as canções "Mais 8 que 80", um quase blues com uma boa guitarra; "Kuarta" Dimensão", que envereda pelo jazz  e uma quebrada fusion e mais "Opus 67 In J Bemol `paramoium`", uma faixa um pouco barnabeniana. Bem construída, cheia de detalhes. Ali tem uma clara citação a banda clássica Som Nosso de Cada Dia, sinal da paranóia. Desconstruir pra construir mais adiante. "Vai Acabar" decreta de vez a condição e vocação estritamente musical do grupo. "Não, não se desespere;o fim é o recomeço; vai acabar, vai acabar". Sanidade no rock.                                                                  

                                             

                                                rainer pappon - o inferno

Já o Dvd "AGV", de Rainer Pappon - o alemão da guitarra verde - foi gravado ao vivo no Café Piu Piu, em São Paulo, e mostra o outro lado do cara que é o band leader e a alma da Central Scrutinizer Band, uma das melhores bandas covers do gênio Frank Zappa. Rainer é conhecido pelo seu talento, ser muito boa gente, e por ser um guitarrista bastante técnico e preciso. Predicados altamente explorados nesse trabalho. Mano Bop, vocal e guitarra; Jimmy Pappon, teclados; Caio Góes, baixo; Cláudio Tchernev, bateria e mais três metais, são os músicos que o ajudam a executar extremamente bem as faixas: "Seja Bem Vindo"; "Vai que Vai" "Otário", "Eat a Banana and a Papaya", "O Punheta da Luneta", "O Inferno" e "A Lot a Biucets". São aproximadamente sessenta minutos de música. Super bem tocada, com várias opções, divisões, solos perfeitos e matadores e uma grande cozinha industrial. O que mais impressiona - e deixa o fato da produção do Dvd não ser das melhores (exatamente por ser ultra underground) em segundo plano - é a voracidade e a alma colocada a serviço do rock, do soul, do jazz e do blues. Existe bastante energia, curiosidade e busca por um som maior. Sem essa de guitarrinhas roe roe: aquelas mesmo que se repetem em loops por pedais de guitarristas sem recursos. Rainer e sua banda mostram a diferença entre fazer música e achar que a faz. Serve de exemplo para muitas bandas, a maioria das quais ele diz nem conhecer. E precisa?                                                   

                                     rainer pappon                           

                                                            

 

 

 

 

 

 

 

 

52 respostas para “O Privilégio que Atrapalha”

  1. Luciana Khalil Disse:
    Pois é, se existe essa panela é ruim para a música. Os 3 exemplos que você dá aqui são ótimas bandas e músicos batalhadores.

    bj
  2. Lester Bangs Disse:
    Uma boa reflexão essa, músicos amigos se queixam disso, panela na Abrafin.
  3. Thiago Disse:
    O Carro Bomba é um puta som, e é muito injusto não ter espaço nas casas noturnas da cidade. Todos os cds do CB são pesados e bem feitos, sonzasso.
  4. Rolando Castelo Jr. Disse:
    Legal a matéria,legal o formato da página e da Dynamite na net.

    Grande abraço.
  5. Leco Disse:
    Dum, valeu pela citação! Agradeço a dedicação com que você ouviu e tirou suas conclusões.

    Abraços!
  6. tatiana Disse:
    Concordo muito com o que disse, a cena indie que deveria ser totalmente aberta [já que ela mesma foi marginalizada e por isso é indie]. Transformou-se numa grande panela..isso não traz nada de bom a musica..tem muita gente boa na panela, mas outros nem um pouco. O fato do espaço estar consolidado por formatos clichês é o que peca, desagrada. Temos que ouvir o que há por ai e não apenas o "veja bem" com características definidas. Indie é independente, não roupas, cabelos, e timbres peculiares..
  7. sonic temple Disse:
    Sim, existe mais vida inteligente fora do indie do que dentro do próprio monstro que se auto devorou. Uma antropofagia digital que devorou uma boa idéia que se desfigurou e cuspiu o que sobrou. Dai, restam os que sabem fazer de verdade, amiúde dos modismos, hypes e guetos. Salve!
  8. Lia Disse:
    Mais uma vez tá se falando nessa porra de indie. INDIE é sinônimo de CHATO. Ainda bem que ainda tem pessoas que rasgam o manual de boas maneiras e fazem um rock n roll de peso como o do Carro Bomba que é de verdade com tudo que um bom Rock n roll tem que ter: peso, boas letras e muitos solos. O Rainer é um grande músico com uma ótima banda o que só pode acabar em um puta som. Já Klatu que ouvi só uma vez soou bem psicodélico.

    É isso aí Fuck the Bucetation e muito Rock n Roll in the head.
    Dog'n Roll
    Lia
  9. Kike Disse:
    Klatu pela descrição parece ser bom e Carro Bomba já vi no Centro Cultural, excelente ao vivo. Pois é Dum, então acabam ficando mals a indieland com uma boa idéia que parece, até mesmo já discutida nesse site, estar chafurdando em interesses particulares e panelinhas. Tem muito música e várias bandas reclamando que o cast dos festivais são quase sempre iguais.
  10. Jatene Jr Disse:
    http://www.youtube.com/watch?v=hLYQ8JqZkF8
    Dum, é bacana vc se lembrar de dar um apoio ao rock e ao blues nacional, se bem que hard rock não considero como metal, mas cada um cria sua propria classificação.
    Problema é mesmo a qualidade como se lembra que modinhas como los hermanos e adjacencias são instigantes.
    Honestidade tambem conta e isso no Brasil é uma rara existência.
    Vale dizer que no festival da Globo que tinha Ebano, mandaram dar o prêmio para um amigo dos Buarque de Holanda, ele sim a estrelinha do PT.
    E o Luiz Melodia fica sempre com a qualidade e o Chico que é citado como poeta, musico, escritor , dramaturgo , e tudo que fez não foi criado, foi copiado, igual o pai dele Sergio fez, se apossou da cultura nacional e devolveu com seu comuno-petismo de estrelinhas que não tem nenhuma honestidade.
    Mas, o Negro Gato tem na mistura poesia, bossa nova, rock, blues, ritmo, samba puro, mpb, e rock de novo e jovem guarda, e velha guarda, mas então negam tambem uma pensão ao herói negro da marinha, João Candido Felisberto porque era integralista e homossexual, mas fazem questão de contemplar aos Goulart, Niemeyer, Marighella, Buarque de Holanda, Lula, Brizola, Vargas, e outros, mas, deixam de lado os nomes de Abdias Nascimento, jogam o Melodia para 2.o plano, porque o integralismo das raças não interessa a esse conluio ideológico.
    O Made sobreviveu, o rock paulista é uma resistência; e muita gente não vê que todo esse caldo que se vende nas oficialistas radio e tv vão apenas dar oportunidade aos mesmos contemplados pelas verbas do sistema.
    Panteras Negras e Panteras Brancas devem se unir para destruir o sistema.
    E o que é Abrafin?
    E o que vai arrecadar com sua segmentação
    pode mudar esse perfil da sociedade brasileira?
    Enquanto isso, os políticos filhos da polícia internacional voltam seus olhos de abutre sobre o panorama independente para arrancar na crise economica deles mais um pouco de dinheiro para manter seu padrão de vida...
    Nessa hora todos lembram do Bezerra da Silva, "malandro tem que ser malandro, senão dança"
    (mas a chamada opera do malandro, foi na verdade roubada do Brecht, era dos 3 vintens, para abastecer os ideais e a ideologia dos estrelinhas)
    Porque estou falando isso que parece não ter semelhança com o foco do blog, apenas porque todos os caminhos levam a Roma e quando agosto chegar, veremos no horizonte o inferno.
    Metal mesmo só o Negro...
  11. Cris Boka de Morango Disse:
    Hj em dia todos se rotulam indies, mas esquecem do verdadeiro significado de ser uma banda independente de verdade, e o que acabamos vendo são bandas altamente produzidas, e sem nenhuma alma musical, esse rótulo "indie" virou sinônimo de "cool" e a impressão que tenho é metade de seus ouvintes apenas os aprecia por uma questão de inércia. Existem sim boas bandas nos festivais panelas, mas sem dúvida existe um vasto mercado verdadeiramente independente com bandas fantásticas e não necessariamente tocando rock n roll.
    Música regional, reggae, ska, pop e gêneros alternativos tb fazem parte desde nicho. Ser independente é produzir um som de qualidade mesmo qdo não se tem condições financeiras, é tocar muuuito na noite, pois só assim "ralando" se adquire a experiência necessária, é entupir seu carro de equipamentos de som e carregá-los na ausência do roadie, e desta forma um dia perceber que independente mesmo ninguém é, pois sempre dependemos de que o produtor goste do seu som e te contrate, dependemos que o dono do bar ou da casa de show te pague devidamente, dependemos da boa convivênvia e irmandade entre os integrantes da banda e acima de tudo dependemos do público fiel e verdadeiro que curte o seu som não somente pq é bem executado, mas simplesmente pq o deixa feliz!!!
  12. Rodrigo Oliveira Hid Disse:
    Legal a matéria Dum, você destacou bandas excelentes da cena. O Carro Bomba está com uma formação matadora, o novo disco "Nervoso" é excelente e único no rock brasileiro atual. O Klatu estreiou com um disco ótimo e uma proposta bem diferente. Creio que todos os estilos musicais merecem espaço na mídia e nos festivais, sem exceção: do indie ao hip-hop, do folk ao metal, do samba ao rock clássico, do reggae ao jazz, enfim... quem sabe um dia (não tão longínquo) isto mude. Valeu, abração!
  13. Katia Disse:
    Na dívida com o Rainer, vamos combinar uma ida coletiva na próxima apresentação da Scrutinizer.....Zappa na veia dos "véio" do Porto! Precisamos ouvir o Jimmy!!!!! 2ª geração....o que é bom não acaba....talento de pai para filho. Valeu a dica no blog!
  14. Dum de Lucca Disse:
    Jatene, Luís Melodia é o cara!! Gênio, negro gato, deixado de sacanagem, em segundo plano na cena nacional. Verdade, o Carro Bomba pende mais para o hard, mais bem pesado. Querida Cris, tudo isso é realidade, mas vai conversar sobre com os radicais xiitas!! Grande Rodrigo, essas propostas diferentes e reais infelizmente são boicotadas - inclusive a do Pedra - pelo "mundo indie"(rss). Como disse a Cris, as pessoas as vezes gostam de lixo musical porque são acomodadas e não tem referências para avaliar de verdade. Isso é o que mais existe. Bandas ruins (tanto no Brasil como no exterior) supra avaliadas. Porque, quanto mais elaborado e bem feito é requer mais "ouvido", então são deixadas de lado por pura incompreensão.

    Abs
  15. Leco Peres Disse:
    Então, acho que esse indie destacado pelo Dum é como uma floxatina para adolescentes. Porque os sons são meio moles, depressivos, mas fica tudo ali no primeiro plano; não chegam no fundo e renascem das cinzas, como faz um King Crimson, por exemplo. Ou seja, é tudo pasteurizado. Uns acordes levemente sombrios, numa sonoridade levemente diferente, fazem com que o blasé se combine com uma tristeza possível, suportável.
    Nada que agrege a nada. Não trata, só cuida. Band-Aid do final dos tempos.
    Ou seja, ainda estamos no nível 1!
    Cortesia de Los Hermanos!
    Gracias
  16. Sergio Lopes Disse:
    É ótimo saber que as pessoas se ligam na fraude que a chamada onda indie se transformou. Adotando toda banda ruim em seu casulo quente e frágil. Músicos de verdade são como o batalhador Rainer, que não paga pau para guitarristas fracos, roe roe, como você diz. Cada vez que ouço falar em Little Joy, Los Porongas, e companhia dá medo. E tem coisa ainda pior. Desejamos liberdade e igualdade. Como Jatene disse, o que essa Abrafin faz de verdade para o bem da música nacional?
  17. Alfredo Disse:
    Fora as boas bandas que destacou aqui. Oportunidades tecnológicas não geram qualidade artística. Geram apenas produtos que nem de longe garantem coisa boa. Acho que o maior problema do indie é esse, banalizou a qualidade e criou um público que não possui ouvido musical. Não sabem a diferença entre uma frase de teclado e uma guitarra. Criou-se uma cena estruturada em parâmetros de qualidade no mínimo duvidosa.
  18. Jatene Jr Disse:
    Obrigado Dum, mas o lance de Abrafin já começa errado pelo nome, festivais eram aqueles tipo San Remo, FIC, da Record , da Globo, os que rolava uma payola, e concertos eram os de Aranjuez, Woodstock, a area cultural e contracultural; mas de repente, isso agora é uma forma de contemplar aos que se reclassificam no nicho "indie scene" ...
    Com o João Candido Felisberto, fizeram bem pior que com o PerolaNegra, negaram-se a pagar seu soldo de soldado da marinha do Brasil, por ser negro, homossexual e integralista, mas mesmo assim ele sobreviveu...
    O herói náutico o Almirante Negro , foi expulso da marinha do Brasil por ter feito a Revolta da Chibata, que extinguiu o uso da chibata pelos oficiais nos marinheiros.
    Protestos sobrevivem as gerações.
    O sistema tem que ser destruído para construirmos uma realidade nova.
    Talvez Abrafin seja uma coisa sistêmica e já tem muitos protestando e discordando de suas atuações.
  19. Jatene Jr Disse:
    Indico essa alternativa , Ruby Friedman Orchestra, um rock and roll com todas as qualidades e virtudes...

    http://www.youtube.com/watch?v=iNA0L98Wyuk
  20. Gabriel Disse:
    É isso aí, viva o Rainer, o Carro Bomba e o Klatu!! Viva o bom rock nacional!!
  21. Heitor Castro Disse:
    A reclamação contra o procedimento da Abrafin é geral. Músicos dizem enviar Cds e até vídeos mas serem constantemente recusadas para o festivais. Mas, enfim, era muito mais democrático o formato Águas Claras, o pai dos rock festivais do Brasil. Havia mais democracia e menos egos.
  22. Rolando Castelo Jr. Disse:
    Esses festivais independentes são uma verdadeira máfia,assim como a Virada Cultural e demais pseudo atividades culturais do estado. Essa galera não são produtores culturais, são predadores culturais.
  23. Catarina Alzugaray Disse:
    Dum, Carro Bomba é muito bom, assino as palavras do Rodrigo Hid, outro musico sensacional. Ele próprio me disse que o Pedra enviou algumas vezes material para esses festivais e não deu me nada. Então, conheço ao menos uma banda que não consegue furar esse bloqueio.
  24. Pedro Zambarda Disse:
    Falta ao rock brasileiros propostas pra se diferenciar, sons para se experimentar e um pouco mais de uso da nossa língua portuguesa.

    Os exemplos são ótimos, seja o Carro Bomba por seu peso tão discriminado ou Rainer por sua habilidade excepcional. Mas destaco, entre eles, a banda Klatu. Não se trata de serem melhores que os outros exemplos, mas criar um rock "infinito" pode ser uma proposta muito interessante. Se eles soaram psicodélicos ou Rita Lee nesse disco, no próximo material pode vir algo diferente. Ao contrário dos rótulos, apostar numa música eterna é um exemplo de trabalho honesto e eclético que pode, sim, ter sua marca própria.
  25. Roxy Disse:
    Zambarda, com certeza a nossa língua precisa ser mais bem tratada nas letras de nossos indies, ou de qualquer musico. Mais liberdade e menos panela.
  26. Silvia Disse:
    Dum, muito boa a matéria. Chamando a atenção para uma situação que está no limite de forma direta, com exemplo de 3 ótimas bandas. Sem sensacionalismo e charadeira.

    bj
  27. Lorenzo Disse:
    Aqui na minha cidade, São Carlos, existem muitas bandas boas e nenhuma conseguiu entrar nesses festivais.
  28. Carol Arantes Disse:
    Engraçado como a maioria das pessoas luta pra chegar no topo dizendo que vai mudar as coisas, mas quando chega lá parece que se acomoda... Basta de comodismo!!! Essa é a proposta do Klatu e de muitas outras bandas que sabemos que fazem arte de verdade! :)
  29. Vitão Disse:
    Tem gente lendo o blog errado e pedindo Seven Ages of Rock, coisa que tu já deste aqui há um mês. Bah!
  30. Helcío Disse:
    Dum, aqui em Cuiabá soube que foi lido seu post sobre a esbórnia da cena indie.
  31. Leo Disse:
    Lendo a matéria e os comentários também muito claros constato que existe uma insatisfação com a cena, por parte das bandas novas. Não vou chamar de indie, porque é reducionismo. Parece que a Abrafin como afirmou o Jatene Jr. fez um serviço meia boca ao dar oportunidades a um número restrito de bandas, abocanhar uma boa verba da Petrobras e outras empresas e depois concentrar a verba centralizando as mesmas bandas conhecidas no meio em alguns festivais. É claro que esse tipo de gestão tupiniquim é falha, se mostra caolha ao não enxergar que as melhores bandas talvez não fiquem babando pela Abrafin, apesar de tentarem participar dos Festivais, sem êxito. Vanguart, Los Porongas, Macaco Bong e outras figurinhas carimbadas dos festivais nem de perto têm a mesma qualidade que, por exemplo, o Rainer. Está na hora da Abrafin rever seu modelo. Até parece que rola um forte preconceito com bandas mais técnicas, pesadas e instrumentais, onde o cara tem que ser músico para tocar.
  32. nelson Disse:
    Rainer... esse é o cara !!! Virou meu ídolo... de onde veio toda essa maravilhosa guitarra verde ? O cara toca muuuito... I N F E R N A L....
  33. Stella Disse:
    Por mais que alguns esperneiem defendendo o indie ruim e esse esquema falido e desigual é exatamente isso que vem acontecendo. Cansei de mandar material pra Abrafin e festivais e nunca tive resposta.
  34. Yatã Disse:
    Precisamos criar um contraponto a Abrafin que virou uma máfia que apadrinha certas bandas. Quando a coisa é séria não há Vaguart que vá ao Just. Estiveram no Terra e me pareceu ainda verde para eventos desse porte.
  35. reporter Disse:
    Dum, o que acontece no Brasil é a síndrome de vira lata, o favorecimento que acontece em todas as esferas da sociedade. Se alguma coisa dá certo e muitos ajudaram os que têm o "poder", mesmo que ele seja podre - parafraseando aquela música - e quando a grana entra, ai é que os nomes serão dados aos bois. Vamos ficar atentos a prestação de contas da Abrafin à Petrobras, não é uma boa?
  36. Florida Disse:
    Boa matéria De Lucca. Bem apurada e em cima da noticia. Mas pq sera que Pablo Capile anda tao queimado? Será que ele anda pagando as pessoas como deveria? O importante nao e ser novo ou velho mas honesto com os nossos sentimentos e propósitos. Desonestidade e algo imperdoável em qq lugar do mundo. E se achar a rainha da cocada como a Carol Arantes e fácil de se queimar.PQ ela acha que so a Klatu nao faz arte de mentira. O bom poeta e um fingindor ele finge nao sentir dor, ja dizia um maiores artista da historia: Fernando Pessoa.
  37. Humberto Finatti Disse:
    A discussão sobre os métodos que estão começando a dominar a atuação da Abrafin me parece bastante válida e desta vez, sou obrigado a concordar não apenas com o De Lucca mas com vários de seus leitores.
    Alô Fabrício, o povo tá começando a reclamar. Não está na hora de a Abrafin começar a repensar seu modo de agir???
  38. Florida Disse:
    Caro Dum , a Abrafin assim como a OMB poderia se mobilizar mais em prol da cultura. Cabe a quem e serio e ta na midia, mesmo alternativa, fazer isso. Entenda bem: quem é serio.
  39. preguiça Disse:
    Rainer é sussu. Otimo musico e pessoa. Gente do bem.
    Bicho Preguiça
  40. Dum de Lucca Disse:
    Florida, a mídia do mainstreain se mobiliza a favor da indústria cultural e suas benesses, jabás, e esquemas. Faz a cabeça de quem acha que música é o que rola na TV e no Rádio. A mídia underground, ou alternativa, como nós da Dynamite, grita com os recursos que tem. Dar oportunidade para a reflexão e a discussão sobre a cena indie é se mobilizar em prol da cultura nacional? Quanto a Abrafin e a OMB, pergunte à eles.

    abx
  41. E. Norbs Disse:
    pô galera, isso aí, movmentação! azeitona neles Jatene, Abrafin, na panelinha!
    e a Florida aí azarando aquela Carol...nada a ver...ela tá lá fazendo o trampo dela, falow das otras bandas e tal, num só desse klatu. critika os políticos panelinha Flodirda, não as bandas!
    tem q exculhambar esses muleke indie, esses cabelinho boyola, falar das banda q fazem som firmeza!
    falow galera
  42. Xando Zupo Disse:
    Nunca tive a ilusão de haver espaço para todos em sistema algum. Acho que fazemos a nossa parte produzindo música e batalhando para tocá-la ao vivo no maior número possível de palcos onde haja a mínima condição de se fazer um show.
    Também acho que uma banda formada por músicos exepcionais, qualquer que seja, necessariamente não é sinônimo de boas músicas. Isso sempre teve mais a ver com a química entre os músicos do que com a execução individual de qualquer um mas, existe um limite que está sendo ultrapassado. Qualquer imbecil com um cabelinho descolado e muita pose se julga músico. Deve ser o efeito celebridade BBB atingindo o mercado independente. Nos últimos anos ví shows constrangedores serem discutidos como sendo representantes da nata do alternativo nacional. Bem......foda-se
    Parabéns pela matéria Dum. Parabéns a todos pela reflexão do problema mas nesse momento em que escrevo nem me interessa mais tentar imaginar o que passa na cabeça dos que se dizem fazer a cena ou de parte da mídia que acha que lindo é apenas o tosco e o minimalismo.
    Vamos em frente.
    Parabéns pelo trabalho de todos citados na matéria também. Carro Bomba está aí forte e ativo, Klatu iniciando a jornada com o pé direito e Rainer que já sabe o que faz desde sempre.
  43. florida Disse:
    Caro De Lucca, obrigada por seu posicionamento. Você sempre pesca no ar, entendeu bem, a Dynamite ainda manda ver na sua atuação séria de mídia alternativa. Ja elegeu sons muito antes da grande mídia. Você mesmo descobriu o pessoal do Fungos. Aquele menino e demais, que biologo!!!!! Gente underground mesmo que já foi ate para a Alemanha.

    Quanto ao wiskie E. Norbs que ja conheço bem pelo estilo de escrever é o seguinte: atire a primeira pedra quem não tem teto de vidro. Pq criticar os outros e se acharem os tais. Cada um tem seu publico, oras bolas! Ainda fico com os isqueiros do show do U2.
  44. Alexandre Disse:
    O que caracteriza uma banda honesta? Essas 3 bandas que você apresentou aqui fazem o som do jeito delas, com a cara delas, aparentemente sem se curvar a produtores ou regras de mercado. O Carro Bomba radicaliza, fala as coisas sem meias-palavras...O Klatu faz esse som "infinito" juntando tudo que eles acham bom. O Rainer Pappon é a precisão técnica que não se submete à cartilha da ULM ou afins. Ou seja, as três são honestas e estão buscando seu caminho verdadeiro.
    Daí, a Florida tá errada, tem um monte de gente fazendo arte sincera no submundo do rock.
    E só é submundo porque a indústria cultural está comprada desde 1958, e sons difíceis ou que façam pensar não movimentam as massas.
  45. Flora Disse:
    Alexandre (fake, conheço ate tuas vírgulas) Vc e suficiente inteligente para respeitar e nao distorcer minha opinião. Atire a primeira pedra quem nao tem teto de vidro. É Classe F as pessoas se promoverem a custo de falar mal dos próprios pares. Verdadeiro ou falso a moçada ta aí fazendo seu som. O jornalista pode falar isso tranquilamente. Ele é a mídia. Ele pode eleger o que quer ouvir. Tanto que elevou bandas que e de produtora que tem seu foco muito comercializado também no underground. No underground tb tem suas panelas muitas delas protegidas por suas (seus) tampinhas. Para um bom leitor, meia palavra basta, certo?
  46. Pedro Zambarda Disse:
    Flora, ou Florida, a Carol, pelo que parece, só falou de certas bandas que chegam ao topo e realmente traem suas origens. Exemplos? Inúmeros. Eu não vou perder meu tempo soando pedante por aqui.

    Lembrando que o atual cenário mainstream não é formado totalmente por bandas novas. Tem muitos que ainda ditam as regras do mercado. Eu realmente não entendi em qual local do comentário a Carol apontou que apenas o Klatu é a alternativa no mercado.

    Ah, só uma dica. Eu não sou fake. Tenho sobrenome. Caça meu nome no google, caso esteja duvidando de algo que falei, k? ;]
  47. Dum de Lucca Disse:
    Só para não deixar passar batido, Alexandre, Pedro e Carol, a Florida e Flora parece, pelo tom meio contraditório e pela escrita nervosa e agressiva, ser a mesma pessoa. Tenho idéia de quem é, mas democraticamente, já que não rolaram ofensas diretas - mesmo com uma visão distorcida - resolvi publicar. Pedro, fui no google te procurar, se você é fake esse site não existe, rssss. Gostei particularmente desse: http://thebluewriters.blogspot.com/.

    abx
  48. Pedro Zambarda Disse:
    hahahahahaha, obrigado por denunciar meus alter-egos e meu blog. Espero que ninguém comente nervoso em cima deste comentário, mas enfim ;]

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