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O novo Arctic Monkeys e a volta das Girlschools em entrevista exclusiva

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                                           crying lightining

Jukebox manda um post um pouco mais longo do que o normal. Porque, como o esperado terceiro disco do Arctic Monkeys vazou na rede, e uma entrevista exclusiva com as veteranas inglesas do Girlschool já estava pronta, resolvi publicar as duas juntas. Bem, vamos lá. "Humburg", o novo e aguardado Arctic Monkeys é diferente dos dois multi premiados Cds anteriores da banda britânica de Sheffield. Para mim que nunca fui muito chegado às novas bandas por achá-las inconsistentes, os macaquinhos sempre soaram bem, o que ficou comprovado com a ótima apresentação no TIM Festival de 2007, quando deram um pau no horroroso Killers, e foram acima das expectativas. Josh Homme, do "Queens Of The Stone Age", produziu sete faixas, e as outras são de James Ford, o mesmo do premiadíssimo "Favourite Worst Nightmare", de 2007.

                                                                              

 O dedo de Josh fica claro nas guitarras mais cruas e ácidas e na bateria mais pesada. De forma geral gostei do visível amadurecimento do A M.  Eles acertaram ao trabalhar com um produtor de pegada diferente, que deu ao grupo a oportunidade de explorar novas perspectivas músicais. Alex Turner e seus companheiros abrem o novo álbum com "My Propeller", que tem ecos de Blind Faith e mostra porque o baterista Mattew Helders é o melhor músico do Arctic Monkeys, promovendo mudanças e viradas que, como no show, me lembraram - aqui vai uma quase heresia - um pouco o falecido Keith Moon, do The Who. O conhecido AM está presente em "Pretty Visitors", uma faixa com a sonoridade clássica do grupo. E por ai vai "Humburg", um trabalho que pode, e deve, gerar opiniões diversas e variadas. Não que "Humburg" seja um primor, mas o Arctic Monkeys passou bem pela síndrome do segundo ou terceiro disco, o que é um mérito.

 

                                                                  

 

                                               

                                         dangerous animals live

 

                                                            

 

"Dance Little Liar" e " Crying Lithining" achei as melhores do CD.  A primeira muito climática, repleta de variações, bons vocais e uma guitarra metálica e direta. Já CL, que tem o primeiro vídeo oficial do disco, é cheia de malhas de guitarras que funcionam como base para o desdobramento da música.  Nela Turner canta: Your past-times, consisted of the strange; And twisted and deranged; And I love that little game you had called; Crying lightning; And how you like to aggravate the ice-cream man on rainy afternoons. "Humburg" ainda tem "Dangerous Animals", onde Mattew dá viradas precisas e criativas, mudanças de tempo acompanhadas por guitarras bacanas. "Potion Approaching" tem uma guitarra boa na introdução, logo seguida por uma bateria bem pesada e vocais um pouco soturnos. É uma canção cheia e repleta de recursos e elementos; "Fire and the Thud" é um pouco oitentista. Com um vocal entorpecido, clima envolvente e meio lisérgico, paisagens crescentes e a sonoridade quase visível; "Cornerstone" é uma balada gostosa onde Alex Turner revela outra faceta de sua voz, ficou legal mesmo. "The Jeweller´s Hands" é grandiosa porque é rica em elementos musicais, um fator que a grande maioria dos grupos de hoje despreza, ou usa mal.  Claro que fica nítido que "Humburg" é mais calmo que os Cds anteriores, mas, pra mim, isso é positivo, na medida em que a banda não teve medo de fazer algo diferente sem perder sua identidade. E, é óbvio, que ai vai muito de cada um gostar, ou não, o que pode gerar polêmicas na crítica e no público, por causa de um trabalho tão aguardado.                                                                  

                                                

                                                         legacy

                                                         Girlschool

Uma das primeiras bandas de mulheres a se rebelar contra a dominação masculina foi a Girlschool. Formada no sul de Londres, em 1977, primeiro com o nome de Painted Lady, tinha Enid Willians baixo, Kim Maccaulliffe guitarra e vocal, Kelly Johnson guitarras e vocais e Denise Duffort, bateria. Pra mim são o que de melhor - junto com L7 - as garotas fizeram até hoje em termos de rock. Um som rápido, de instrumental pesado, cheio de personalidade e com todas as matizes do hard/heavy rock. Boas canções, guitarras afiadas, um visual bem ao estilo de seus padrinhos, o Motorhead. Depois do single "Take it All Away", que saiu pela City records, e a oportunidade de abrirem a tour do Motorhead, Lemmy adorou e as ajudou a conseguir um contrato. Em 1980 assinam com a Bronze Records. "Demolition", o álbum de estréia, pavimentou um começo do que seria uma carreira de sucesso, amparado por um cover visceral de "Race With the Devil" de Adrian Gurvitz. No segundo álbum, "Hit and' Run", de 1981, com um rock n'roll empolgante e despojado, as meninas conquistaram uma grande quantidade de fãs. Este álbum emplacou as faixas "Hit and Run" e "C'mon Let's Go".

                                                                  

No trabalho de 83, "Play Dirty", mudaram um pouco o visual, meio glam, e a sonoridade ficou mais limpa e leve. Em 84, Kelly Johnson (morta por um câncer em 2007) abandonou a banda para tentar carreira solo, porém não teve bons resultados. A banda se juntou à vocalista Jacqui Bodimead e à guitarrista Chris Nonnaci com quem iriam gravar o clássico "I'm the Leader of the Gang". Cada vez mais glam, na época trabalharam com o andrógino Gary Glitter. "Running Wild" saiu em 85, e em seguida veio "Nightmare At Maple Cross". Para o disco ao vivo, "Take a Bite", de 88, elas tinham mais uma novidade. Tracey Lamb (Ex-Rock Godess) estava tocando baixo. Após uma turnê com o Black Sabbath na Rússia a banda chegou ao fim. Nos anos 1990 foi lançada a coletânea "From The Vaults" que dá uma boa dimensão de toda a carreira das garotas. "Legacy", de 2008, tem a participação de Lemmy, Dio, Tony Iommi, Phil Campbell, Fast Eddie Clarke, Neil Murray, Eddie Ojeda e J.J. French do Twisted Sister. Girlschool, que até hoje escuto com prazer e volume bem alto, é uma autêntica representante do talento feminino para fazer rock. O melhor e mais poderoso grupo feminino do mundo, até hoje. http://www.girlschool.co.uk/index.htm .   Por e-mail, direto de Londres, a baixista Enid Williams concedeu entrevista exclusiva à Jukebox.                                                               

                                                                        

1 - É um prazer entrevistar uma banda que faz parte da minha vida e que coloco ao lado dos melhores grupos de rock. Girlschool sempre fez um rock pesado, visceral e honesto. "Legacy" tem a mesma energia e força que Demolition e Hit & Run, que são excelentes álbuns. Fale sobre a concepção e produção do CD. Ele soa como um grito irado, bem produzido e está claro que foi feito com amor. Qual foi a maior motivação?

Enid Williams - Obrigado! O design é baseado no nosso logo a partir do momento de Demolition. Tim Hamill, que também fez Believe, produziu o CD. Nós todas escrevemos as canções com paixão e chegou-se a diferentes influências. A letra de I Spy, por exemplo, fala de CCTV. Eu estava escrevendo sobre as liberdades civis e Kim sobre câmeras espias, ai juntamos tudo nessa canção. Isso é algo que nos deixa com raiva. Quanto ao álbum em si, ele foi motivado para mostrar que, após 30 anos, podemos ainda fazer um álbum relevante e não apenas viver no passado. Além disso, após todo este tempo, temos fieis seguintes ao redor do mundo. Nós queremos fazer uma declaração: "Nós estivemos lá, desde o  início, e ainda estamos aqui com todo mundo!"

2 - O Motorhead vem quase todos os anos para o Brasil e tem um público fiel e fanático. Lemmy tem um significado especial na história das Girlschool, ele que apresentou a banda para a Bronze Records. Comente sobre a relação entre os grupos e ... venham ao Brasil para mostrar o que uma banda de mulheres pode fazer com guitarras.

Enid Williams - O Motorhead ouviu nosso primeiro single no rádio, em 1978, e Lemmy nos pediu para entrar em turnê com eles. Foi realmente assim a sua ajuda. Depois a gravadora assinou com nós. Foram gravadas as canções Please Don't Touch e Headgirl.  O Motorhead deu-nos um monte de publicidade. Nós excursionamos com eles algumas vezes na década de 80 e para a tour do seu 30 º aniversário, em 2005. Estamos orgulhosas da nossa associação com eles, porque, além da amizade, nos ajudaram a tornar-nos conhecidas quando começamos. Mas tínhamos tocado centenas de shows e gravado um álbum antes de nos conhecermos. E, obviamente, amaremos ir para o Brasil!

3 - Não há dúvida o mérito da Girlschool por abrir as portas para outras meninas agarrarem as guitarras. Não podemos esquecer Lita Ford, Runnaways, Suzy Quatro, Joan Jett (sensacional), outras, mas Girlschool foi / é essencial e única. Depois vieram Breeders, Lunachicks, L7, etc. Hoje temos Donnas, Vivian Girls, citando apenas duas. Grupos de mulheres são diferentes?

Enid Williams - Tem havido muitas mulheres no rock e no metal ao longo dos anos, mas nenhuma outra banda feminina durou mais do que dois ou três álbuns. Quando começamos, eu e Kim em 1975, não havia qualquer banda de meninas tocando fora dos E.U. Tivemos de lutar para sobreviver e temos feito isso em nossos próprios termos, para que nos sintamos orgulhosas de termos chegado tão longe. Hoje existem milhares de meninas tocando e é ótimo quando elas vêm, depois de um show, e dizem que temos sido uma influência. Mas muitas vezes falam que somos a primeira banda feminina que faz a diferença.  Bandas femininas são apenas bandas quando é tudo música!

4 - Ficamos muito tristes aqui no Brasil com a morte de Kelly Johnson. Mais do que ser uma estrela de rock talentosa e dona de uma ótima performance, ela mostrou uma grande força espiritual. Esse fato influenciou na feitura do disco? Qual foi a sensação desse processo na música da Girlschool?

Enid Williams - Foi relevante.  Kelly morreu pouco antes de realizarmos o álbum e estávamos olhando para trás, no nosso passado e no que tínhamos conseguido. Algumas das músicas falam sobre ela. Além disso, quando morre alguém da sua idade, sempre lembra de sua própria mortalidade e que você tem que fazer o melhor na maior parte do tempo que você tem. A morte dela deu à nossa música mais urgência e fogo.

5 - Como um ouvinte de rock desde 1970 e jornalista de rock, entendo que, agora, com as facilidades tecnológicas para gravar e divulgar - e nem vamos falar das vendas por causa do mp3 na internet - a qualidade das bandas piorou. Esta é a minha percepção. Este panorama dá a oportunidade dos garotos alcançarem seu sonho. Claro, existem boas bandas como o Kooks, Racounters e QOSA, por exemplo. Mas onde estão os solos de guitarra nos novos grupos? É um horror ver um show do Franz Ferdinand ou Bloc Party e ouvir a falta de criatividade e de guitarras, fica uma coisa sem alma. Os Sex Pistols, The MC5, The Stooges e Ramones foram musicalmente simples, mas tinham personalidade. Adoro quando o Deep Purple ou o Motorhead vem ao Brasil para ver um bom show de rock guitarra e ouvir boa música. O que você pensa sobre isso?

Enid Williams - Há mais bandas que nunca, pois você pode gravar um álbum em seu computador e promover e vendê-la na web. É bom porque qualquer pessoa em qualquer parte do mundo pode fazer música, mas é mais fácil diferenciar os bons dos merdas! Fizemos nossas próprias escolhas, e hoje é melhor do que no começo. Temos o nosso próprio website, myspace, e gravamos o álbum como uma empresa. Portanto, temos o apoio de um selo, mas somos muito independentes porque também tocamos na internet como as novas bandas. Realmente temos o melhor dos dois mundos hoje. Mas, o pior, fica muito evidenciado.

6 - Voltando ao Legacy, que celebra os 30 anos da banda e homenageia Kelly Johnson, tem participações significativas. Gostaria que você comentasse as ações de Lemmy, Dio, Tony Iommi e todos os que ajudaram no disco. É impressionante o peso que tem o disco!

Enid Williams - Foi brilhante ter todos esses músicos que admiramos tocando nossas músicas. Isso foi realmente emocionante para nós. Todos eles fizeram o que deveriam fazer e cada canção de forma direta e perfeita.  Realmente o disco está bem pesado, talvez seja o nosso trabalho mais heavy metal.

7 - Hoje em dia, a banda está com uma agenda cheia. Vão ser concertos até novembro (de acordo com o site oficial) e muitos com o Motorhead; Aproveite e combine um giro conjunto ao Brasil em 2010! Entre 1998 e 2004, que foi um período de aparente afastamento, o que você fez?

Enid Williams - Após reunirmos a banda de novo fizemos nosso primeiro show juntas em 2000. Acrescentamos faixas novas para o álbum em 2002 e nos apresentamos em clubes pequenos. Era como se tivéssemos sido esquecidas por um tempo e quando voltamos reconstruímos a banda de novo!

8 - Uma mensagem para os fãs brasileiros?

Enid Williams - Queremos ir e visitar!

9 - Finalmente: Obama, o Iraque, a crise econômica e do aquecimento global. O que pensa a Girlschool?

Enid Williams - Obama - grande; Iraque - errado. Dissemos ao governo e eles não escutam. Crise econômica - Eu sou uma astróloga e estamos entrando numa nova era. Ouça a letra de Spen, Spend, Spend! O aquecimento global - Seja vegetariano!

                                      Girlschool - Legacy -  2008

                                                                

Girlschool é acima de tudo uma banda de rock pesado. Quando surgiu - anos 1980 - ninguém acreditava que quatro mulheres pudessem fazer um hard rock, flertando com o metal, em um nível tão bom.  Coincidentemente ou não, depois de 30 anos de uma carreira bem sucedida, mas que nunca foi mainstream, a banda lançou em 2008 "Legacy". O disco é puro peso. São 15 faixas de real rock feito com alma e qualidade. Guitarras, muitas guitarras, construções musicais que emparedam qualquer indie desavisado e dodói, que adora bobagens e hypes fru fru. Com participações especiais de Lemmy, Tony Iommi, Dio e outros ícones, o Cd pende mais para o heavy metal. Um trabalho uniforme que se equipara aos melhores do grupo, "Demolition" e "Hit and Run". Ou seja, as veteranas que influenciaram várias bandas femininas fizeram um come back grandioso e sem restrições a melhor música.  Recomendado para quem conhece as meninas e recomendadíssimo para quem não conhece.

                                                                 

                                                   

                                                     im spy - com Dio

 

                                                                    

 

 

24 respostas para “O novo Arctic Monkeys e a volta das Girlschools em entrevista exclusiva”

  1. luciana Khalil Disse:
    Girlschool é um clássico e a elas continuam botando pra quebrar com rock pesado, adorei a entrevista
  2. GC Disse:
    O Arctic Monkeys mudou mas ficou na média, gostei do peso extra.
  3. sonic temple Disse:
    Um blog muito eclético que não se atem a estilos, legal isso. Adorei os vídeos de Crying Lightining e também o medley do Legacy, muito criativos. Girlschool é muito melhor do que as bandas que vc chama com razão de fru fru desse indie chatinho.
  4. Lia Disse:
    Ouvi o Artic Monkeys e achei que dentro desse genero que não é minha praia é legalzinho, mas eu não compraria esse CD,é muito bem produzido.
    Agora o Girlschool é do caralho voltou mais pesado com uma ótima guitarra no lugar da saudosa Kelly Johnson, muito boas aa participações do Lemmy e do Dio. Tenho ouvido muito esse Cd e cada vez gosto mais. Vida Longa ao Metal !!!!!!!!!!!!!!!!!!
    Beijos
  5. Amadeu Disse:
    Girlschool voltou mais pesado o disco novo é bem produzido e as "meninas" tão com todo gás. Na entrevista ficou nítida que elas sabem o quanto influenciaram o rock feminino. E o Arctic Monkeys ainda não ouvi mas não em animo muito com essa banda, não assimilei muito essa sonoridade.
  6. André Disse:
    O nome do disco é humbug...
  7. Dum de Lucca Disse:
    André, você tem razão,passou batido o equívoco. A correção já foi providenciada, obrigado.
  8. Ziquestradust Disse:
    Dum, Girlschool é um clássico do rock que nunca teve seu mérito reconhecido pelo grande público. As meninas sempre foram underground e foi um ótima surpresa saber do disco novo.

    abraço
  9. fear Disse:
    Gostei do novo Arctic bem interessante. Girlschool pelo vídeo achei legal mas não conheço, metal não é minha preferência.
  10. Tuca Disse:
    E o novo Pearl Jam? Vai rolar por aqui, acho bem melhor do que Los Monkeys.
  11. Andre Toz Disse:
    Girlschool dá de dez a zero no chato Arctic Monkeys, achei o disco bem devagar.
  12. xico Disse:
    Muita gente não entendeu que o Arctic Monkeys tentou apenas pesquisar sons mais elaborados e experimentais, evolução, né não?
  13. Jatene Jr. Disse:
    Eu no começo , nem ia ouvir Girlschool, isso foi nos '80, Eu pensava essas minas são uma nova banda de "sapatão", mas depois pra não ter preconceito fui logo ouvir e fiquei bem impressionado, Demolition algo clássico e tudo. E depois o Hit and Run e o hit "Emergency", que ainda foi regravado pela banda seminal do Oi!, Infa Riot, quando ainda era Infa Riot antes de se tornar apenas Infa's, aí a banda entrou para a história gravando o St. Valentine's Day com Motörhead e nunca mais saiu dos limites da minha audição e política musical, lógico!
    Até que recentemente a gravadora Hellion lançou seu trabalho , mas não tinha grana pra traze-las tocar aqui no Brasil, interessante, porque o Motörhead vem todo ano.
    Mas, enfim, elas aceitariam tocar aqui por um cash simbolico de 5000 euros e mais passagens e hospedagem, mas a Hellion não queria arriscar, muito simbólico, emblemático da frustração de um povo atado a uma crise sistêmica , fruto de manipulação cultural, manobras políticas golpistas de bastidores e consumo aquem das necessidades.
    Mas , enfim, como a Hellion é uma corporação mundial, cada país tem a Hellion que merece!
  14. Dum de Lucca Disse:
    Pois é Jatene, a Hellion poderia ser um pouco mais ousada e dar um presente aos fãs brasileiros trazendo a Girlschool junto com o Motorhead. E você viu, pela entrevista, que elas viriam na boa pra cá. Tá fácil né!! Concordo completamente você em relação a posição careta da Hellion, que prefere apostar em grupos de metal ruins e sem alma, só pela certeza do retorno, é até machista essa posição. Ao mesmo tempo shows de grupos hypes porcarias indies infectam os nossos palcos manipulando, como você bem disse, os incautos e mal formados " jovens rockers" brasileiros que achma que Franz Ferdinand e Killers são rock honesto.

    abxx
  15. Laura Disse:
    Girlschool tem uma essência política muito pegada nas raízes do rock mais inteligente. Fora á ótimo sonoridade a postura sempre honesta das integrantes. o que dá dá credibilidade e perenidade ao grupo. É, de certa forma, injustiçado pela crítica por ser formado por mulheres. Já o Arctic Monkeys acho que ficou bem claro na sua opinião que não tem a mesma qualidade dos anteriores e é pra se refletir sobre o tal terceiro disco.
  16. Jatene Jr. Disse:
    Pois é, caro Dum, vc poderia até armar uma "vaca" para trazer as Girlschool para nosso país; e , enquanto isso irmos curtindo o hype do Le Roux, essas ladies that rock, e que tem ótimas letras

    Abxxx
  17. Jatene Jr. Disse:
    Parece que houve um erro de digitação e "La Roux" a banda das ladies saiu Le Roux, que é uma outra coisa...
    Assim, vou ter que me desculpar, e aproveitando o comentário de Laura, sim, vamos dizer que são letras bem inteligentes e instigadas que trazem faces novas ao rock

    Abraços
  18. Dum de Lucca Disse:
    Podemos talvez organizar um movimento na frente da Hellion, na galeria, ou no seu escritório, na Aclimação, e exigir GILSCHOOL JÁ !! rss. Quem sabe se tocam? Esse negócio de "vaca" até poderia ser, mas desisti de pedir patrocínio para shows pelos idos de 1986 tentando viabilizar a vinda do Dead Kennedys, o que não rolou.

    abx
  19. Jatene Jr Disse:
    Sim, parece lucido , mas o publisher da Dynamite tem ótimos contatos para viabilizar uma "parica" com a Hellion, o problema é sempre a política de cada empresa.
    Quando a Hellion trouxe o Udo Dirkschneider , houve um apoio logístico da Hellion alemã para viabilizar o projeto de interesse do Udo e assim rolou...

    abs
  20. Dum de Lucca Disse:
    Pomba, parece que a sugestão foi jogada no seu colo meu caro!
  21. Black Rain Disse:
    Jatene Jr. e Dum tudo isso passa por um mercado desinteressante de gente sem interesse em rock. No show do Radiohead vi dondocas que nem sabiam quem era a banda e um bando de garotos achando o Bloc Party o máximo. Esse é o público de hoje, não é a toa que vem ai de novo péssimo Killers e talvez o butique punk do Green Day no Planeta Terra quando Neil Young, ou o CSNY mesmo, estão dando sopa por ai passando mensagens e fazendo um rock de primeira. Girlschool se insere no contexto de bandas ótimas que tem um público seleto e pequeno, mas o suficiente pra encher um Via Funchal, em SP.
  22. Regina Disse:
    Caramba aqui se reflete sobre qualidade e mercado, melhor do que ficar jogando pedras pra fazer um bolo. Gilrschool neles meninas!!
  23. Leco Peres Disse:
    Artic Monkeys é uma das melhores do novo rock, pelo menos uma das mais honestas.
  24. João Gabriel Disse:
    Achei o disco da Girlschool muito bom. Não conhecia a banda e baixei tudo o que encontrei na internet. Hit anda Run é fantástico.

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