c mon let´s go
Sempre gostei de vocalistas e bandas femininas. Têm tantas, mas de cara lembro da Blondie, Sonja Christina (Curved Air), Beth Ditto (Gossip), Patti Smith, Lita Ford (Runaways), Suzie Quatro, Grace Slick (Jefferson Airplane), Annie Haslan (Renaiscense), Karen O, são muitas. Mas bandas formadas apenas por mulheres sempre são bacanas. Talvez porque o rock tem algo de machista o que é, em algumas situações, explorado em clipes e shows de forma bizarra e até com mau gosto. Os anos 1980 foram os mais explosivos no boom das female bands. Grupos como Siouxie & The Banshees, Runaways (da sensacional e muito roqueira Joan Jett), Mercenárias, Heat, etc, botaram as suas guitarras pra gritar. Uma década depois Breeders, Lunackiks, Babes in Toyland, Bikini Kill e L7 foram algumas que deram continuidade ao pussy rock. O talento e a energia de muitos desses grupos deixam muitas bandas de homens constrangidos. Vou destacar três girls bands bem diferentes em época e estilo. Girlschool, Vivian Girls e Mixtape.
demolition
Uma das primeiras bandas de mulheres a se rebelar contra a dominação masculina foi a Girlschool. Formada no sul de Londres, em 1977, primeiro com o nome de Painted Lady, tinha Enid Willians baixo, Kim Maccaulliffe guitarra e vocal, Kelly Johnson guitarras e vocais e Denise Duffort, bateria. Pra mim são o que de melhor - junto com L7 - as garotas fizeram até hoje em termos de rock. Um som rápido, de instrumental pesado, cheio de personalidade e com todas as matizes do hard/heavy rock. Boas canções, guitarras afiadas, um visual bem ao estilo de seus padrinhos, o Motorhead. Depois do single "Take it All Away", que saiu pela City records, e a oportunidade de abrirem a tour do Motorhead, Lemmy adorou e as ajudou a conseguir um contrato. Em 1980 assinam com a Bronze Records. "Demolition", o álbum de estréia, pavimentou um começo do que seria uma carreira de sucesso, amparado por um cover visceral de "Race With the Devil" de Adrian Gurvitz. No segundo álbum, "Hit n' Run", de 1981, com um rock n'roll empolgante e despojado, as meninas conquistaram uma grande quantidade de fãs. Este álbum emplacou as faixas "Hit and Run" e "C'mon Let's Go". Nesta época ocorreu a primeira baixa no lineup. A baixista caiu fora e foi substituída por Gill Weston, indicada por Lemmy.
hit & run
No trabalho de 83, "Play Dirty", mudaram um pouco o visual, meio glam, e a sonoridade ficou mais limpa e leve. Em 84, Kelly Johnson (morta por um câncer em 2007) abandonou a banda para tentar carreira solo, porém não teve bons resultados. A banda se juntou à vocalista Jacqui Bodimead e à guitarrista Chris Nonnaci com quem iriam gravar o clássico "I'm the Leader of the Gang". Cada vez mais glam, na época trabalharam com o andrógino Gary Glitter. "Running Wild" saiu em 85, e em seguida veio "Nightmare At Maple Cross". Para o disco ao vivo, "Take a Bite", de 88, elas tinham mais uma novidade. Tracey Lamb (Ex-Rock Godess) estava tocando baixo. Após uma turnê com o Black Sabbath na Rússia a banda chegou ao fim. Nos anos 1990 foi lançada a coletânea "From The Vaults" que dá uma boa dimensão de toda a carreira das garotas. "Legacy", de 2008, tem a participação de Lemmy, Dio, Tony Iommi, Phil Campbell, Fast Eddie Clarke, Neil Murray, Eddie Ojeda e J.J. French do Twisted Sister. Girlschool, que até hoje escuto com prazer e volume bem alto, é uma autêntica representante do talento feminino para fazer rock. O melhor e mais poderoso grupo feminino do mundo, até hoje. http://www.girlschool.co.uk/index.htm .
tell the world
Já o trio de Nova Iorque, Vivian Girls, formado em 2007, tem um Cd de nome homônimo lançado no fim de 2008, chama atenção não apenas pelo visual. Três belas garotas: uma ruiva, outra loira e a terceira morena. Mas passam longe dos engodos e estereótipos visuais como as Plasticines, por exemplo. As Vivians ligam menos para as roupas e a maquilagem e mais para a música. Cassie Ramone, guitarra e vocal, Kickball Katy, baixo, e Ali Koehler, bateria, têm entre 22 a 24 anos. O som mescla ótimas influências punks, tanto nas guitarras sujas e rápidas, como alguma inspiração da suavidade natural feminina. São 10 faixas de um pouco mais de 20 minutos que vem como um tiro certeiro que arrasa seu alvo. O disco abre com "All the Time", um raio de 1.57 min. Veloz, bem noise, rápida, quase um desatino sonoro. Backings atraentes. E uma leve melodia dos anos 80 dentro do punk. Depois vem "Such a Joke", que lembra em parte Jesus and Mary Chain. "Wild Eyes" e "Going Insane" apenas deixam à boa impressão se reafirmar. As meninas são boas e estão fazendo seu barulho com alma. Em "Tell The World" percebe-se um respiro de Velvet Underground, da época da Nico. Não sei se elas já ouviram Yardbyrds, mas "Where do You Run To" começa com uma quebrada característica do mitológico grupo inglês por onde passaram Eric Clapton, Jimi Page e Jeff Beck. É um boogie bem acondicionado no DNA das Vivians. E encerrando a boa estréia, "Damages", bem ramoniana, solidifica a impressão que o ponto fraco do grupo é o vocal, ainda um pouco cru. "No", ensandecida e absurdamente barulhenta, e "Believe in Nothing", terminam o bom trabalho de debut das novaiorquinas.
where do you run to
um erro por um acerto
De Curitiba, formado em 2008, vem o trio Mixtape, com as garotas Pris Elias, vocal e guitarra, Helen Negrão, baixo e Renata Monteiro, batera. Bem, não existe a mesma virulência punk da já referencial Mercenárias, trio (às vezes quatro) paulistano dos anos 1980, nem vestígios de peso. Contudo, as paranaenses chegam com uma proposta clara e muito de acordo com o que se espera de um grupo de corações quase punks. Recebi um single e um Cd com cinco canções do primeiro Cd da banda a ser lançado em abril desse ano. "Meu Mundo", que ficou com o segundo lugar na premiação de melhor demo do ano na premiação Punk Zona Awards 2008, de acordo com o release - e que teve o vídeo lançado em março - é uma música que reflete a capacidade do trio em fazer música boa e simples. Ou seja, elas não são virtuoses e nem têm grande capacidade técnica. Mas isso passa batido pela boa levada de "Meu Mundo" e seu astral de sucesso. Boas guitarras, um som cheio, compacto e com uma vocalista, Pris, que sabe cantar mesmo usando um timbre que lembra a discutível Pitty. Já a prévia do Cd Mixtape, com cinco músicas, além de "Meu Mundo", mostra a vocação de refletir sobre amores, sensações, toques de alma, explícito entre as guitarras sujas de "Não Sou Você", uma balada que clama pela individualidade na relação. "Um Erro Por um Acerto" começa mais rocker e mostra rastros de The Killers por ter um clima quase grande eloquente. É uma boa canção. Uma coisa fica clara ao ouvir o Mixtape, e isso não é necessariamente ruim. É que as curitibanas - como o próprio release afirma - têm influências de Placebo, Katy Perry, Avril Lavigne, Alanis Morrissette, o que talvez signifique que ainda não fuçaram no fundo do baú do rock and roll em busca das bandas raiz. Mais referências de qualidade. A quarta faixa, "Já Não Quero Mais", inicia com um teclado muito anos 1980, linha new wave mesmo e corre rápido para mais uma letra de amor adornada por guitarras quase noise. O fecho é "Last Forever", a melhor música, a mais trabalhada. Com uma introdução diferente e cantada em inglês, soa melhor, me senti mais leve. Anyway, Mixtape é uma banda de garotas em busca do rock e do amor, com intensidade. A sinceridade do trio as leva ao caminho certo.
http://www.bandamixtape.com.br/
meu mundo

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3 Mar, 2009 às 2:45 PM Girlschool é sensacional, elas são foda!!!!Eternas..
3 Mar, 2009 às 3:16 PM Nós mulheres nos damos muito bem com o rock. Girlschool é clássica, já as Vivians vamos ouvir.
beijo
4 Mar, 2009 às 9:55 AM Muito legal o rock feminino. Existem boas bandas que não deixam nada a desejar aos marmanjos, mas essa Vivian Girls achei fraquinha, meio o rock de hoje. A diferença de atitude entre a girlschool e Vivian é imensa.
4 Mar, 2009 às 4:18 PM Mulheres e rock é tudo o que existem de mulher. A sensibilidade feminina dá o tom diferente na música. Sei qeu você fala de rock, mas temos as divas do jazz, do blues e da r&b.
4 Mar, 2009 às 8:14 PM Perfeito , Dum de Lucca, o lance female do rock é um fenomeno desse tipo, cíclico como a própria Terra, Eu só não deixaria de acrescentar The Slits e Courtney Love , quando em sua formação puramente feminina...
5 Mar, 2009 às 9:16 AM Gostei da pauta Dum, poderia até aprofunda-la em capítulos porque têm muitas gatas deitando um bom rock and roll.
5 Mar, 2009 às 9:28 AM Tem razão Jatene, Courtney Love já está inclusa pela sua sempre bem vinda colaboração. Afinal, ela comandou o Hole, um noise bem interessante, sem citar o Kurt. Ela é uma das que chutou literalmente o "balde" masculino. The Slits confesso não ouvi muito.
abx
5 Mar, 2009 às 12:19 PM adoro essas meninas!
"A sinceridade do trio as leva ao caminho certo."
concordo plenamente!!
5 Mar, 2009 às 2:44 PM As mulheres de certa maneira sempre foram deixadas de lado nesse universo de homens, no rock especificamente. The Donnas e Banglees também cabem na história. Aqui em Paris tem muita mulher tocando.
bjs
6 Mar, 2009 às 9:49 AM Adorei a matéria Dum, Vivian Girls eu já conhecia mas Gilschool não. Elas são foda, muito rock, bem anos 70. Mixtape achei pop demais pro meu gosto.
6 Mar, 2009 às 10:28 AM Girlschool é uma banda clássica no rock feminino mas a Patti Smith é a rainha maior da energia, sinceridade, fúria, revindicação, amor e sensibilidade. O filme dela que vc indicou aqui mesmo baixei da net e é maravilhoso. Mostra um lado desconhecido da poeta ácida e talentosa, seu amor pelos filhos, pelo rock e pela honestidade com sua arte.
6 Mar, 2009 às 11:27 AM Aaaaaaaah, também quero escutar já não quero mais e last forever! sacanagem! haha.
mixtape rocks!
não conhecia girlschool... é legal.
6 Mar, 2009 às 1:06 PM eu acho q o timbre da pris ñ tem nada vê com a pitty!!
adoro a Mixtape... \o/
6 Mar, 2009 às 4:59 PM Concordando com a Sabrina, nada a ver com Pitty!
Mas cada um pensa como quer... Agora, EU penso assim que, claro que toda banda tem suas influências, mas não significa que devem "fuçar no fundo do baú do rock and roll". Elas têm um estilo próprio. E que mal há em ter influências mais atuais, como foi cirado Katy Perry e Avril? Pelo contrário, é o que estão ouvindo agora, ponto positivo.
Mas como eu disse, cada um tem sua própria maneira de enxergar as coisas.
Mixtape tem futuro! ;D
8 Mar, 2009 às 12:51 AM gostei do resumo mas também acho que mixtape não tem nada a ver com pitty.
mas como fiquei curiosa pra ouvir a previa... manda pra mim! hauahauahauaha. brincadeira.
9 Mar, 2009 às 3:30 PM Bandas femininas ou cantoras com seus projetos pessoais sempre tiveram uma marca pessoal no mundo da música, creio que por procurarem caminhos que estão além da própria música em si, digo em relação á uma visão "simplista" da coisa., para citar algumas: Bjork, Sinéad O'Connor, Suzane Vega, Bikini Kill, Le Tigre, Luscious Jackson, The Distillers, Sleater Kinney entre outras.
A banda Mixtape já tive a oportunidade de ouvir e vejo nelas essa possibilidade de se buscar algo diferêncial mesmo sabendo que hj + do que nunca a ( Originalidade ) é algo dificil a se obter á curto prazo + ñ é impossivel!!!
11 Mar, 2009 às 10:31 AM Fala Dum!
Realmente, o toque feminino é a cereja em cima do bolo.
Posso ser taxado de antiquado, mas ainda prefiro as mulheres no vocal do que nos outros instrumentos. Nada como uma diva soul para acompanhar uma cozinha efetiva!
Ode ao professor Mick Jagger!
Abraços
11 Mar, 2009 às 2:20 PM Só para constar não escrevi que o vocal da Pris é igual ao da Pitty, nem foi uma comparação. Mas sim o timbre lembra a cantora baiana em alguns momentos. Uma coisa é o timbre outra é cantar igual, são duas coisa bem diferentes.
abx
11 Mar, 2009 às 2:28 PM Pelo que ouvi nos vídeos acho que o Mixtape retrata o rock de hoje, fraco e sem pegada. Sorry garotas bonitas, mas precisa sim ouvir mais rock, ter mais escopo musical.
11 Mar, 2009 às 4:23 PM Po Dum, colocar Vivian Girls e Mixtape junto com as sensacionais Girlschool é quase uma sacanagem. Girlchool é uma banda com mil influências bacanas, desde New York Dolls, Motorhead, Discharged, Joan Jett e as outras parecem sem nenhuma consistência.
11 Mar, 2009 às 4:27 PM Da-lhe mulherada do rock, voces são Deusas eternas!
Bem lembrado, Dum... eu adoro a Suzi Quatro!
Abraços.
12 Mar, 2009 às 2:27 PM A principio concordo com o Leco, mas Runnaways, Joan Jett, Suzy Quatro, Girlschool e Courtney Love mandam muito bem. Agora quando a coisa cai no pop fica bem chato, perece coisa de Lolipop, ursinhos carinhosos, som pra tocar na FM jabazada. Mixtape é bem nessa linha, bonitinhas mas limitadas. E ainda tem um sujeito que escreveu que ouvir as raízes é desnecessário. É por isso que o nível hoje é ruim, igual e pasteurizado. Um xerocão.
13 Mar, 2009 às 2:25 PM Dum, quem diz que não precisa ouvir coisas do baú..rs..de certo não vai longe. É mais ou menos como uma bailarina moderna que não quer saber de dança clássica, fica pela metade, ou nem isso. Essa é uma coisa interessante porque demonstra na prática, como já foi discutido aqui no Jukerbox, que os músicos atuais têm muita facilidade de tocar e gravar, pela tecnologia e divulgação disponíveis, mas têm preguiça de aprender mais, ouvir mais e se aperfeiçoar. Ai, temos certas aberrações sonoras, o que não é o caso do Mixtape, que é até bacana. Mas tá na cara que o conhecimento e cultura músical delas é bem pequena. Isso é ruim porque de cara limita a banda a se destacar artisticamente e se contenta e fazer parte do mundo do Jabá. Ai é questão de opção ou burrice mesmo.
abraço
15 Mar, 2009 às 12:28 AM Dum o velho sem duvida serve como referencia ate mesmo para se criar o novo, mas nem todos sao privilegiados em ter nascido ou vivido na europa nos anos 60 e 70. O mundo e diferente pra cada geração e cada condiçao de vida. E o que e moda cai e volta-se ao que solidificou no passado. Claro que pra ser um bom profissional em qualquer area e preciso se aperfeiçoar. Mas fica uma questao, como esse monte de gente que tenta viver da musica, vai viver senao entrar no jogo? Vai ficar eternamente duro no underground? Vai ficar eternamente pedindo pros outros pagarem sua bebida? O underground e lindo, bacana, show, mas e voz ressonante entre quase todos os artistas, os de verdade que ja sao sucesso de massa, q nao da grana. Seria inteligente ficar eternamente sem grana?
15 Mar, 2009 às 9:40 AM Satanas, galhinho de arruda, rss, no caso não se trata de velho, mas de clássicos, raízes, artistas e grupos que mudaram, inovaram e transformaram a linguagem estabelecida no seu tempo. É bem diferente. Porque coisa velha é pra jogar no lixo. Quando disse "fuçar o baú", me refiro a bandas e artistas que formaram e criaram estilos, opiniões e linguagens novas e inéditas, influenciando com sua arte muita gente e comportamentos, como Van Gogh, Dali, Da Vinci ou Picasso nas plásticas e Herzog, Tarantino e Passolini no cinema. Vide Beatles, Sex Pistolls, Iron Maiden, The Who, Jimi Hendrix, Led Zeppelin, e até White Stripes. Considero isso importante na formação de um artista, faz parte da educação e do aperfeiçoamento. Não se trata também de ter nascido no exterior porque a informação é acessível, hoje, à todos e em todos os lugares, é só ligar um PC e se conectar na rede. Nos anos 60 e 70 era muito mais difícil ter acesso as infos. Eu que o diga. Buscar informações no que é bom, em quem inovou e criou linguagens inéditas, como por exemplo Frank Zappa (esse sim um gênio incontestável), é questão de opção e de querer, ou não, realizar um trabalho mais apurado e com mais repertório (no sentido de ter opções e recursos para se trabalhar). Toda banda pode ambicionar, e tem o direito, de realizar um trabalho mais elaborado, apurado e com mais elementos, enfim mais rico. Ou ficar no pop de absorção rápida que, com certeza, vai atingir mais gente porque é de fácil compreensão. Depende da vontade, tempo, disposição, conhecimento e ambição. O underground quando bem sucedido acaba virando mainstrain), que foi o que fodeu a cabeça de Kurt Cobain, que não soube lidar com a fama, além da sua bipolaridade. É só assistir o excelente doc. Seven Ages to Rock pra entender isso. Concordo que é incongruente ter sucesso no underground e ficar pedindo grana pra um drink. Agora, entrar no jogo, como vc diz, eu entendo como aceitar o mercadão. Porém, esse mercadão hoje é muito diferente dos anos 50/60/70/80 e até mesmo nos 90. Mesmo porque as bandas e artistas hoje ganham com shows, os cds estão em extinção, as gravadoras estão revendo os formatos de distribuição de música - assim com vem acontecendo comm filmes - estamos na era da livre informação e do mp3, da divulgação via myspace e afins e os jabás nas rádios e tvs já não funciona pra vender cds, apesar de ainda existirem e serem tabelados pelas emissoras conforme o programa. Tipo, no tosco Faustão se paga um X, no detestável Luciano Huck um Y e em outro um H. Hoje grande maioria do público também não é muito exigente com o que ouve e consome, sinais dos tempos do imediato e do descarte rápido. Na verdade, o que vale mesmo é artistas e bandas fazerem o que quiserem, com alma e integridade, sendo pop ou não. Afinal, tudo é pra consumo e o que deve imperar é a honestidade do trabalho.
abx
abx
16 Mar, 2009 às 10:05 AM Você disse tudo, Dum, honestidade é a palavra do dia...
Depois de tantos vaievoltas, tantas vertentes, releituras e fragmentações, na era do tudo só o filtro da honestidade dá uma direção...E, apesar de subjetivo, honestidade é aquilo que todos sabem o que é, mas ninguém sabe definir...E a diversidade é irmã da honestidade, porque ninguém pode ter a mesma versão dos fatos do que outra pessoa!
Na minha opinião, quando você sobe num palco para encarar um personagem, que não é o personagem sócio-habitual da sua psiquê mental, então você já flerta com a desonestidade...como podem existir pessoas pasteurizadas, com o mesmo gosto musical e de vestuário? O ser humano não é só isso, essa coisa de mera repetição...Ou tenta ser, valorizando o nível um as coisas...exemplos práticos disso, vide a horda de patricinhas categoricamente "sujinhas" e "revoltadinhas" da Rua Augusta!
No final das contas, o ser humano está navegando a esmo, e recriando todas as anomalias que tornaram notória a raça humana como subproduto de todo o universo!
abrç
16 Mar, 2009 às 2:40 PM Dum, o maior problema da galera mais nova é que apesar de terem toda a informação do mundo disponível contentan-se, ou optam pelo mais fácil, o que dá menos trabalho para entender. Uma prova disso é alguns acharem que vc comparou a menina do Mixtape com a Pitty!! Nadinha a ver. Precisa abrir a caixa das raízes culturais sim, informação consciente e de nível é tudo.
beijo
16 Mar, 2009 às 4:28 PM Aqui e na Play é onde se encontram a melhor informação e troca de idéias nesse site. Dum, seu blog está muito bom já faz tempo, extremamente bem escrito e apurado. Maior força de London. Vou ver Neil Young!!!!
Walking in the high mountain!!!
17 Mar, 2009 às 1:17 PM Babies in Toyland é amelhor banda feminina.
18 Mar, 2009 às 10:09 AM Adorei Mixtape, pena que retiraram o outro vídeo por direitos autorais. Por isso sou a favor do copyleft!! Afinal, que retirou o vídeo?
19 Mar, 2009 às 10:02 AM Cara vim no seu blog por indicação da Tuca, de Moema. Andei olhando esse e os anteriores e adorei sua escrita e a comunicação com os leitores. Ganhou mais uma leitora. Rock sempre!!
23 Mar, 2009 às 10:27 AM Em resposta a Paz, que na verdade é a guerra e o pitbull da Vila Aurora, aqui vai. Se bem que nem merecia resposta. Até porque, é completamente desequilibrada e patológica. Suas bobagens escritas passam do absurdo. Reencarnação!!! Saiba que esse ciclo de 2012 finda essa senda dos humanos da terra. Acho que, realmente, vc, que sempre apunha-la pelas costas e trai quem a acolhe, precisa de um psiquiatra. A pessoa quem vc se refere me ajuda muito mais do que seu pobre caráter, e sua alma infantil, possam imaginar. Ninguém tem culpa se você vive no caos, um verdadeiro delírio onde um bandos de seres desequilibrados ruminam feito mulheres das cavernas. E, ademais, quem é você para falar de amor, um ser que vive de vampirizar a energia dos outros. E, por favor, não deixe mais mensagens dessas no meu blog. Meu erro foi não ter ido com a polícia na sua casa quando vc invadiu e roubo meu apartamento antigo, e ter tido dó de ti.
23 Mar, 2009 às 11:13 AM Dum querido, o exu está te perseguindo de novo!!! Dá-lhe metraton nela!!! Grande matéria, beijo.