Dynamite

Uma reflexão sobre o Indie, deturpado no Brasil, mas comunitário lá fora

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"A imaginação é a chave para minhas composições. O resto é pintado com um pouco de ficção científica".  - Jimi Hendrix -

                                                                             

                                                                             All Along the Watchtower

Afinal de contas o que está acontecendo com o rock? E que história é essa de indie rock na cultura pop? Quando eu aprendi o que era rock, não existia essa divisão entre alternativo e mainstream. Era tudo rock. O que havia transitava entre o hard, o psicodélico, o proto metal, o progressivo, o blues, o blues rock e outras vertentes, tudo junto com cinema, literatura e uma atitude política fortemente baseada em novos valores comportamentais e sociais. A música era inventiva, criativa, instigante e raramente se repetia. Tudo era muito ousado e sempre uma banda nova, ou não, surpreendia, chamava a atenção colocando um detalhe a mais no caldeirão da bruxaria intensa dos sons e das atitudes inteligentes. E tudo era amarrado a uma ideologia, a uma cultura de mudança bem delineada e espontânea.                                                

Apesar das vertentes do rock entre os anos 1960 e 1980 serem claras - metal, punk, hard rock, gótico, new wave, progressivo, entre outras - todas, de um jeito ou de outro, se moldavam no mesmo conceito de buscar uma sonoridade diferente, de pesquisa, da vontade de se diferenciar em um mercado emergente e com uma grande demanda. Não havia essa linha divisora entre o rock e o rock alternativo, o metal e o metal alternativo, enfim, ninguém tinha inventado essa parada de indie rock. Que no fundo, é uma tamanha bobagem, especialmente no Brasil. E pra mim esse papo de banda velha, dinossauro, é pura falta de ousadia e de visão sistêmica. Por que bandas como o Rolling Stones, The Cure ou o The Who devem parar de tocar se são infinitamente mais intensas que as atuais? Picasso, Salvador Dali, Di Cavalcanti, Gabriel Garcia Marquez, Carl Sagan, Pina Bausch, Martha Graham, Timothy Leary foram depreciados com o passar dos anos? Arte boa é arte boa, é atemporal, assim como música ruim é música ruim. Ponto. 

                                                                                

                                                                                 The Who -Baba O`Riley

Dando uma fuçada pelo cyber espaço, e conversando com músicos, jornalistas e gente que produz cultura, percebi que, hoje, quase todo mundo está se tocando que a idéia primal do indie acabou se perdendo em um amontoado de grupos e artistas com pouca, ou nenhuma qualidade musical. E, pior do que isso, sem mostrar nenhuma novidade criativa há anos, salvo raríssimas exceções. Tantas bandas discutíveis no myspace, em sites, na noite, e as pessoas se dizendo indies, me dão a nítida impressão - e faz tempo - que a coisa está sem horizonte, que soa tudo igual, entediante, repetitivamente chata e sem imaginação. Enfim, o que era o termo indie rock, que determinava uma banda ou artista independente que não eram lançadas por grandes gravadoras, acabou virando um estilo musical e uma moda. Pra mim, como me disse uma vez em uma conversa o grande baixista Luiz português, o indie é o pós punk engessado e inerte. E grande parte da mídia aceitou isso sem saber muito bem por que. A de se respeitar, mas não preciso concordar.

                                                                           

                                                                       Violeta de Outono - Alem do Sol

Fábio Golfetti, compositor e guitarrista do Violeta de Outono, diz que não sabe certo como surgiu este termo. "Na minha vivencia e experiência como músico, acredito que indie se refere à independente, o que nunca foi nenhuma novidade no rock. Se pensar por este prisma, os artistas de Monterey (Festival, em 1967, na Califórnia) eram indies. A contracultura foi e ainda é um movimento independente e que incomoda. O que vejo nesta classificação indie de hoje é apenas mais um rotulo que foi criado pela indústria de discos e lojas para classificar alguma banda que soa no estilo das "primeiras" gravadoras independentes, acho que da Inglaterra no final dos anos 80 inicio dos 90". Ele explica que não é muito ligado a ouvir bandas pelo estilo musical, mas que precisa classificar discos que distribui pela Voiceprint. "Considero indie bandas recentes que fazem uma melodia pop em meio a guitarras, com uma atitude roqueira que não é metal, e algumas são muito boas".                                                 

                                                                             

                                                                                   MGTM - Kids

Mas, afinal, o que é o indie? No Brasil a cultura indie é deturpada e é um grande mal entendido evidenciado pela falta de conhecimento e informação. Aqui só existem cena e modismo chulos, o que é uma coisa completamente diferente, bem diferente, do que rola nos EUA, Canadá e Europa, onde indie é uma forma de se envolver com música, ou arte independente em geral, fora do mainstream. Ou seja, produção de uma contra cultura organizada e consciente. Aqui indie é uma matéria sobre tribos no jornal. Não existe nem nunca existiu indie no Brasil. Só pra saber, alguém pode me apresentar alguma comunidade indie por aqui? Eu gostaria de saber! Não no Orkut, ou em qualquer site de relacionamentos. Mas uma comunidade na qual se produza cultura, jornais, revistas, rádios, fanzines, artes plásticas, roupas, música boa, enfim, atitudes produtivas. Para se ter uma idéia, na Europa existe os Squaters, prédios e casas desocupadas utilizadas como locais de residência, onde as comunidades independentes produzem projetos e atividades socioculturais. Os jovens usam como salas de shows alternativos de punk e hardcore, produzem revistas, programas de rádio, oficinas de arte, etc. Indie não é usar Nike e ouvir MGTM e Ting Tings. Indie não é frequentar a Outs, o Inferno, ou se emocionar ao som da última salvação do rock, indie, claro. Isso é o estereotipo de indie que se criou no Brasil. Não existe morte ou renascimento do indie no Brasil porque simplesmente ele nunca esteve aqui. Indie brasileiro é tão burlesco quanto skinhead brasileiro. No Brasil, o indie é quase tão mal-informado e limitado como quem gosta de axé ou de sertanejo. Mas é pior, é afetado e metido.  

                                  

                                                                              

                                                              Juliana Kehl - A música mais Bonita     

A compositora, cantora e artista plástica, Juliana Kehl -http://www.myspace.com/julianakehl -  que lançou seu cd de estréia, "Juliana Kehl", de forma independente em novembro de 2009 - diz que presta atenção na essência do movimento, que, em princípio, deveria ser de contra cultura que se opõe a oligarquia das gravadoras. "É um rearranjo do cenário musical da logística da viabilização da música em contraponto ao modelo antigo que existiu até a década de 1980. A democratização da tecnologia como o mp3 e o myspace, tem como ponto positivo o fato de permitir que qualquer pessoa de talento, que jamais teria chance de gravar um disco, faça isso. Por outro lado, pessoas que não têm talento e que jamais gravariam em outras circunstâncias passaram a poder gravar". A cantora levanta a bola para uma mega reflexão que também é minha e acho que de muita gente. Quem é esse público que se interessa, e parece se contentar, com um tipo de música claudicante e que parece desprovida de intensidade, alma, inteligência e qualidade?

Sérgio Martins, jornalista da Revista Veja, concorda que o indie se prendeu a um estereótipo de bandas com guitarras noise, atitudes desencanadas e músicos com ar blasé. Ele cita o show dos Strokes, no TIM Festival de 2005, como uma prova dessa falta de atitude. "O principal problema é que a música não tem a mesma importância como tinha anos atrás. Hoje ela virou trilha de balada, faz parte do pacote show e doidera. Ela não tem mais relação com a vida das pessoas, quando, por exemplo, você pegava um disco de vinil e, além de ouvir a exaustão, lia todas as informações da capa, a arte, enfim, você curtia o disco". Ele afirma que a distorção se baseia no hype do momento, onde o que vale é o modismo e não a qualidade dos músicos e da banda.  Outra coisa que Sérgio aponta é que os músicos americanos são muito mais profissionais e originais do que os indies, porque aconteça o que acontecer eles fazem um show bem feito. "Com certeza falta atitude também na juventude, de não prestar atenção na música, não se importar com a qualidade e achar que a aparência é mais relevante", diz o jornalista.

                                                     

                                    Velvet Underground - I`m Waiting for the Man

Eu recebo muitos CDs de grupos indies nacionais e, por mais que tenha boa vontade para ouvir não acho nada realmente bom, diferente, inovador. E, para não dizer que nada presta em termos nacionais acho que Vanguart, Macaco Bong, Cidadão Instigado, Holger, Pata de Elefante, Wado e Stella Campos são legais, se diferenciam da massa inodora e incolor que povoa a cena. Sinto muito, porque com tanta facilidade para se fazer música hoje, era de se esperar mais qualidade, mais originalidade, mesmo pelo grande número de festivais (cerca de 60 por ano) e bandas existentes no país. Os undergrounds, independentes, alternativos e indies existem desde os anos 1960. A diferença fundamental era que, naquela época, tudo o que não seguia um padrão de sucesso comercial, maisntrean, era realmente independente. Rolou dessa forma com o lisérgico Velvet Underground nos anos 1960, com o simbiótico Talking Heads no final da decada de 1970, com o REM nos anos 1980, com o seminal Nirvana nos 1990, e também com ícones do chamado Britpop, como Stone Roses, Charlatans, Happy Mondays, e com a safra de novas bandas do começo do milênio, como Arctic Monkeys  e The Strokes. Mas hoje, tudo é indie, menos o metal, que apesar de eu não ser muito chegado, é onde estão os melhores músicos.

                                                    

                                                   Holder - The Auction

Atualmente se tem nada no tudo de perspectivas possíveis. Todas as probabilidades para as pessoas se organizarem ao redor de uma idéia e criarem coisas boas estão ai, num simples clique de um mouse ou num software livre. Coletivos, mídia tática, tecnologia, espaço e democracia. "O que eu percebo", diz Juliana, "e sinto nos jovens de hoje é uma falta de direção política e estética. Parece que é tudo fácil e eles não têm uma coisa por que lutar. Em teoria, a gente tem um monte de coisas pra se preocupar. Mas não vejo os jovens se engajarem em nada. Talvez esse acomodamento se transfira para a música, ou seja, qualquer coisa que vem da mídia serve. O reflexo do que está rolando no mundo e no gosto musical das pessoas é o sintoma da própria sociedade de hoje, de uma coisa que acaba em uma cultura musical pobre".  Ela concorda que o indie no Brasil perdeu o sentido principal , porque o próprio termo, que significa se opor a quem domina o cenário, ou seja, ser contra a industria cultural dominante, acabou virando desfile de moda, uma simples nomenclatura oca destituída de algum significado intenso, inteligente, e que produz questionamento.

                                                                          

                                                                           The Strokes - Reptilia

Será que essas facilidades criaram uma falsa ilusão em "ser músico" nas gerações atuais, e isso gerou uma leva, ou mais de uma, de bandas ruins e sem personalidade?  "É muito difícil opinar, principalmente por que o gosto pela música e mesmo a forma como uma banda aparece hoje está um pouco mais fora do controle de manipulação. Com relação a um músico ruim, também acho relativo, pois se você olhar para o inicio dos anos 1980, em minha opinião a última safra de rock /pop autentico, muitos artistas aprenderam tocando na estrada, mesmo já tendo criado algumas obras primas como, por exemplo, Closer, do Joy Division, entre outros", responde Fábio, do Violeta.

Não dá para deixar passar batido o fato de que hoje o mercado absorve e engole tudo. Então, o que antigamente era underground, com uma ideologia diferente, acaba virando produto. Juliana, com certa razão, ressalta que a própria capacidade crítica musical das pessoas hoje se enfraqueceu. "Elas aceitam qualquer coisa nova, e tudo conspira para que qualquer coisa se transforme em sucesso. Na verdade o que me chama mais atenção é a falta de compreensão das pessoas em entender que esse indie poderia se tornar um rico movimento de contra cultura e de produção artística intensa. O fato das bandas tocarem bem ou mal é uma consequência dessa falta de feeling". Tudo é fácil quando se sabe e complicado quando se incorpora um personagem fake. Ora, se um músico toca bem uma guitarra, ele vai ou não querer mostrar isso no palco?  Ouvir Russell Lissack, do Bloc Party, tocando guitarra, foi uma das experiências mais deprimentes que já tive em meus 29 anos de jornalismo. Será que esse é o estilo dele? Ou o cara não toca nada mesmo?  Sou pela segunda opção.                                                       

                                         

                                 The Ting Tings  That´s Not My Name

E a emoção? Será que esse indie comporta a música que emociona, a arte que toca? "Acho que a música parece que não está mais para emocionar. É por isso que insisto que essa pobreza estética é um fenômeno mais profundo e anterior. Não falo apenas do rock, percebo a mesma coisa na MPB, muita gente contemporânea fazendo musica sem sentimento, cujo objetivo não é te envolver emocionalmente. Estou falando de MPB de vanguarda. Quem na vanguarda está fazendo esse tipo de música? Se é a vanguarda que mostra o espírito de uma época porque que ela não está se preocupando em tocar em questões profundas da juventude? Talvez a juventude não queira mesmo se envolver tanto com essas coisas". Bem, se as pessoas hoje são descartáveis a música indie vai falar do que? Desse comportamento descartável?  Por que na música será diferente?

                                                                                                

Luana Moreno, guitarrista, violonista, vocalista e técnica de gravação, acha que "se considerarmos o indie como um subgênero do rock, parece que o estilo sempre acaba caindo nos mesmos clichês. Criar algo novo dentro de um estilo que tem padrões definidos requer muito talento. Uma tendência que sempre houve é a de que a cada inovação, seguem-se diversas cópias. Nisso a facilidade de gravação e divulgação ajudou, pois todas as cópias acabam sendo divulgadas logo após o original e o volume é bem maior. Ainda é uma questão de filtrar, separar quem tem algo a dizer da mera repetição". Essa grande facilidade de gravação e divulgação a que ela se refere são o myspace, o mp3 e os softwares que permitem gravar um cd em um lap top, e tocar a noite em uma casa noturna. Isso é ótimo e muito democrático, afinal todo mundo tem o direito e deve seguir seus sonhos se seu o lance é tocar rock ou qualquer outro gênero musical.

                                               

                                                 Bloc Party - Banquet

 "Acho que é muito positivo o impacto das novas tecnologias no que se refere a produzir música. Por outro lado, algumas brincadeiras irreverentes (que são permitidas no pop desde Beatles) de artistas não músicos acabam se sobressaindo mais do que música feita, talvez, com mais seriedade. Mas é assim mesmo, com essa propagação pela Internet é o público que diz o que gosta, muito mais do que era imposto por rádios anos atrás", diz Fábio Golfetti. Com essa produção/divulgação eletrônica facilitada, existe outro ponto positivo que é a necessidade de existir música ao vivo e aí é preciso ser músico para tocar um instrumento, que seja o Guitar Hero. O guitarrista ressalta que se lembra de ter começado a usar computador em suas  composições em 1988, com um Atari utilizando MIDI. "Hoje, passados 20 anos, me ocupo de tocar com músicos e utilizando instrumentos clássicos, órgão Hammond, guitarra e pedal de distorção, bateria acústica", diz.

                                                        

                                                  Arctic Monkeys - Brainstorm

Atualmente as grandes gravadoras estão à míngua. Porém, grupos de rock que foram parar, ou são lançados por gravadoras de grande porte, mesmo com o sucesso de público e grande repercussão na mídia, são consideradas bandas alternativas, ou indies. Quer dizer, Franz Ferdinand foi indie, agora não é mais, Bloc Party também. Uma é de qualidade ruim e não passou de um disco médio e dois trêmulos e a outra de um disco médio e outros dois péssimos, tanto é que fechou as portas. Enfim, os novos e inusitados são todos indies até virarem febres no myspace e fazerem sucesso no universo indie, de mentes e referências reduzidas. Claro que Arctic Monkeys, The Racounters, The White Stripes, The Kooks e Gossip são exceções entre os horríveis Muse, The Killers e curiosidades parecidas. Grupos sentimentalóides, sonolentos e metidos a blasés são os da pior espécie, com seus terninhos, cabelos bem arrumados e cheirando a talquinho. The Killers e Editors são exemplos típicos dessa leva tenebrosa.            

                                       

                       Glamorous Indie Rock & Roll - The Killers

Ganhadores dos ingressos para o show do Living Colour

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Parece que muitas pessoas ainda não esqueceram do Living Colour e querem muito ganhar um par de ingressos para o show da banda, dia 15 de outubro, no Via Funchal,e m São Paulo. Os vencedores - que devem retirar os ingressos munidos de seu RG, na porta  que fica esquerda da fachada da entrada da casa - são os seguintes:

Carla Machado Granato
Norberto Souza Macedo
Denise Barbosa Marson
Rodrigo De Souza
Luana Moreno Chaves

Living Colour, de disco novo, faz shows no Brasil - Ganhe ingressos da Jukebox

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                                        cult of personality

Jukebox destaca a uma banda americana Living Colour, que surgiu na cena hard rock mundial em 1984. A formação original trazia Vernon Reid, guitarrista inglês radicado nos Estados Unidos, o baterista William Calhoun, o baixista Muzz Skillings e o vocalista Corey Glover. Mais do que mais uma banda, entre várias que surgiam todos os dias nos acalorados anos 80, o Living Colour veio para mexer e remexer o caldeirão do rock, seja com uma completa fusão de ritmos, seja revirando e lançando por terra conceitos e pré-conceitos que dominavam o meio musical da época. Bandas integradas somente por negros não tinham muito espaço no rock e ficavam restritas ao cenário hip-hop.

Mas de nada teria adiantado o discurso anti-segregação racial do grupo se não houvesse também uma boa fundamentação musical e isso, sem exagerar, sobrava no Living Colour. Seus integrantes, músicos virtuosos advindos do jazz, passeavam com maestria também por elementos como rock, funk, punk, rap, heavy metal e, com facilidade, ganharam fama nos principais clubes de Nova York. Em pouco tempo já eram a nova cara do funk rock alternativo.

Claro que talento também precisa daquela dose de sorte, o "estar no lugar certo na hora certa" e ela veio quando um encantado Mick Jagger surgiu em um dos clubes novaiorquinos em que o LC se apresentava e quis conhecer os músicos. Dali até o popstar se prontificar a produzir a demo da banda foi um pulinho. Entrar, por meio dessa fita demo, na Gravadora Epic... foi outro pulinho. E Mr. Jagger ainda deu canja no álbum de estréia: "Vivid" (1988). Na turnê em que abria o show dos Rolling Stones, a música "Cult of Personality" virou hit absoluto, ecoou por quase todo o planeta e deu ao LC o Grammy 89 de "melhor performance de hard rock".

                                               

O Living Colour tinha demarcado seu espaço e o mercado fonográfico também se rendia, abrindo mais portas para bandas de rock formada por negros. Com isso o grupo pôde lançar seu segundo álbum: "Time´s Up". Como no primeiro, muita inspiração e ecletismo estavam presentes também nesse segundo trabalho. Resultado: Mais um sucesso de vendas e outro Grammy. Claro que mudanças causadas por opiniões divergentes também fazem parte da história da banda e, em 92, o baixista Skillings sai e é substituído por Doug Wimbish, músico talentoso e um dos pioneiros do contrabaixo no hip-hop. Em 93, mais um lançamento fonográfico: "Stain". Talvez o trabalho mais "pesado" do Living Colour. E o de repercussão mais discreta também. Em 94, sem muitas explicações e às portas da gravação do quarto álbum, Vernon Reid, líder fundador da banda, deixa os parceiros e encerra um ciclo. Sem ele os outros não quiseram continuar.Foram seis anos de separação em que os músicos dedicaram-se a outras bandas e trabalhos individuais. Até que, em 2000, juntaram-se novamente para apresentações no CBGB, clube de Nova York onde tudo havia começado. Em grande parte os créditos pelo ressurgimento da banda são atribuídos aos próprios fãs, sobretudo os tupiniquins com os quais o baterista teve muito contato quando veio ao Brasil, por diversas vezes. "CollideOscope", álbum de 2003, reflete bem essa nova fase e soma elementos eletrônicos à sonoridade da banda , mas o resultado final não agradou muito os músicos.                                                                 

                                                                                            

                                            love rears its ugly head

 

O grupo veio pela primeira vez ao Brasil em 92, para a terceira edição do Hollywood Rock. Apesar de não ser tratado pela organização do evento como a maior atração, roubou totalmente a cena, atraiu a atenção do público e, sem muita firula e munido de competência e som contagiante, fez de sua apresentação vibrante e barulhenta o melhor show do festival. Platéia e crítica se juntaram em rasgados elogios para o que, até hoje, é considerado um dos mais memoráveis shows de rock realizados em nosso país. O quarteto voltou mais algumas vezes. Em 2004 e 2007 fez apresentações contagiantes e cheias de empatia com seu público fiel. Em mais de duas décadas de carreira o Living Colour continua a todo vapor, com uma trajetória marcada muito mais pela preocupação com a qualidade e coerência artística do que com modismos comerciais. Mistura musical e racial, fusões ricas de ritmos e sons que acabam se transformando em sucesso de público e crítica. Agora, em outubro de 2009, a banda aterrissa por aqui com a turnê "The Chair In The Doorway", seu novo e aguardado álbum de estúdio após uma lacuna de cinco anos. O lançamento mundial aconteceu nos Estados Unidos no dia 15 de setembro. Agora eles vêm ao Brasil para seis concertos. O primeiro show da Tour Brasil será no Music Hall, em Belo Horizonte, no dia 09 de outubro. E, além de São Paulo, também já estão confirmados: Rio de Janeiro (16/10 - Circo Voador) e Goiânia (17/10 - Atlanta Music Hall). Outras cidades e datas serão anunciadas em breve.  Se você que ir ao show do Living Colour, em São Paulo, dia 15 de outubro, no Via Funchal, mande e-mails para dumdelucca@hotmail.com, com nome completo e RG, e ganhará um par de ingressos, além de deixar um comentário no blog. São 5 pares de ingressos a serem oferecidos.

Vídeos bacanas

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Depois de um post que rendeu muita reflexão e discussões saudáveis e democráticas, e que obteve um grande número de acessos, a Jukebox, por conta da correria profissional, resolveu postar vídeos que considero marcantes e que têm uma grande importância na história da música, sejam eles oficiais ou não. Sem muito texto, apenas imagesn e legendas curtas. Façam bom proveito, após a saga dos Pecadores no MySpace. Enjoy.

 

massive attack

unfinished sympathy

I know that I've been mad in love before
And how it could be with you
Really hurt me baby, really cut me baby
How can you have a day without a night
You're the book that I have opened
And now I've got to know much more

The curiousness of your potential kiss
Has got my mind and body aching
Really hurt me baby, really cut me baby
How can you have a day without a night
You're the book that I have opened
And now I've got to know much more

Like a soul without a mind
In a body without a heart
I'm missing every part

 

 

patti smith

frederick

Hi hello wake from thy sleep

God has given your soul to keep

All of the power that burns in the flame
Ignites the light in a single name

Frederick name of care
Fast asleep in a room somewhere
Guardian angels [line a bed]
Shed their light on my sleepy head


florence and machine - ver no youtube

kiss with a fist

You hit me once
i hit you back
you gave a kick
i gave a slap
you smashed a plate
over my head
then i set fire to our bed


neil young

expeting to fly

There you stood
on the edge of your feather,
Expecting to fly.
While I laughed,
I wondered whether
I could wave goodbye,
Knowin' that you'd gone.
By the summer it was healing,
We had said goodbye.
All the years
we'd spent with feeling
Ended with a cry,
Babe, ended with a cry,
Babe, ended with a cry


joni mitchel

coyote

No regrets coyote
We just come from such different sets of circumstance
I'm up all night in the studios
And you're up early on your ranch
You'll be brushing out a brood mare's tail
While the sun is ascending
And I'll just be getting home with my reel to reel...
There's no comprehending
Just how close to the bone and the skin and the eyes
And the lips you can get
And still feel so alone
And still feel related
Like stations in some relay
You're not a hit and run driver, no, no
Racing away
You just picked up a hitcher
A prisoner of the white lines on the freeway

jimi hendrix

all along the watchtower

There must be some kind of way out of here
Said the joker to the thief
There's too much confusion
I can't get no relief

Business men they drink my wine
Plow men dig my Earth
None with a level on their mind
Nobody out of this world

tupac  shakur

ghetto gospel

Ooh,
Hit them with a lil' ghetto gospel

Chorus ( Elton John ):
Those who wish to follow me
( My ghetto gospel )
I welcome with my hands
And the red sun sinks to last into the hills of gold
And peace to this young warrior without the sound of guns

[ 2Pac ]

If I could recelect before my hood dayz
I'd sit and reminis, nigga and bliss on that good dayz
i stop and stare at the younger, my heart goes to'em
They tested, it was stressed that fate under
In our days, things changed
Everyone's ashamed to the youth cuz the truth looks strange
And for me it's the worst, we left of a world thats cursed, and it hurts
cause any day they'll push the button
and yall condemned like malcom x and bobby hunton, died for nothin
Don't them let me get teary, the world looks dreary
but when you wipe your eyes, see it clearly

frank zappa
watermelow in easter hay



enter sandman

Say your prayers little one
Dont forget, my son
To include everyone
Tuck you in, warm within
keep you free from sin
till the sandman he comes
sleep with one eye open
gripping your pillow tight


nina hagen
seemann

Komm in mein Boot
ein Sturm kommt auf
und es wird Nacht
Wo willst du hin
so ganz allein
Seemann

Treibst du davon
Wer hält deine Hand
wenn es dich
nach unten zieht
Wo willst du hin
so uferlos
die kalte See
Komm in mein Boot
der Herbstwind hält
die Segel straff
Jetzt stehst du da an der Laterne
mit Tränen im Gesicht
das Tageslicht fällt auf die Seite


golden earring
radar love

I've been drivin' all night, my hand's wet on the wheel
There's a voice in my head that drives my heel
It's my baby callin', says I need you here
And it's half past four and I'm shifting gear

When she's lonely and the longing gets too much
She sends a cable comin' in from above
We don't need no phone at all
We've got a thing that's called radar love
We've got a wave in the air, radar love



blue oyster cult
don´t fear the reapper

All our times have come
Here but now they're gone
Seasons don't fear the reaper
Nor do the wind, the sun or the rain..we can be like they are
Come on baby...don't fear the reaper
Baby take my hand...don't fear the reaper
We'll be able to fly...don't fear the reaper
Baby I'm your man...

Valentine is done
Here but now they're gone
Romeo and Juliet
Are together in eternity...Romeo and Juliet
40,000 men and women everyday...Like Romeo and Juliet
40,000 men and women everyday...Redefine happiness
Another 40,000 coming everyday...We can be like they are
Come on baby...don't fear the reaper
Baby take my hand...don't fear the reaper
We'll be able to fly...don't fear the reaper
Baby I'm your man...


white stripes
seven nation army

I'm going to fight them off
A seven nation army couldn't hold me back
They're gonna rip it off
Taking their time right behind my back
And I'm talking to myself at night
Because I can't forget
Back and forth through my mind
Behind a cigarrette.

And the message coming from my eyes
Says leave it alone.

Don't want to hear about it
Every single one's got a story to tell
Everyone knows about it
From the Queen of England to the hounds of hell
And if I catch it coming back my way
I'm gonna serve it to you
And that ain't what you want to hear,
But that's what I'll do.


oasis
the shock of the lightning

I'm all over my heart's desire,
I feel cold but I'm back in the fire,
Out of control but I'm tied up tight,
Come in, come out tonight..

Comin' up in the early morning,
I feel love in the shock of the lightning,
I fall into the blinding light,
Come in, come out, come in, come out tonight..

Love is a time machine,
Up on the silver screen,
It's all in my mind,
Love is a litany,
A magical mystery,
And all in good time, and all in good time,
And all in good time..


marvin gaye
let´s get it on

I've been really tryin', baby
Tryin' to hold back this feeling for so long
And if you feel like I feel, baby
Then, c'mon, oh, c'mon
Let's get it on
Ah, baby, let's get it on
Let's love, baby
Let's get it on, sugar
Let's get it on
We're all sensitive people
With so much to give
Understand me, sugar
Since we've to be here
Let's live
I love you
There's nothing wrong with me
Loving you, baby no no
And giving yourself to me can never be wrong
If the love is true

 

 

 
ministry
jesus built my hotroad


soon i discovered that this rock thing was true
jerry lee lewis was the devil
jesus was an architect previous to his career as a prophet
all of a sudden, i found myself in love with the world
so there was only one thing that i could do
was ding a ding dang my dang a long ling long

ding dang a dong bong bing bong
ticky ticky thought of a gun
everytime i try to do it all now baby
am i on the run
why why why why why baby
if it's so evil then?
give me my time, with all my power
give it to me all again (wow)
ding a ding a dang a dong dong ding dong
every where i go

 

portishead

glory box

I'm so tired, of playing
Playing with this bow and arrow
Gonna give my heart away
Leave it to the other girls to play
For I've been a temptress too long

Just. .

Give me a reason to love you
Give me a reason to be ee, a woman
I just wanna be a woman

From this time, unchained
We're all looking at a different picture
Thru this new frame of mind
A thousand flowers could bloom
Move over, and give us some room

Give me a reason to love you
Give me a reason to be ee, a woman
I just wanna be a woman

 

pink floyd

interstellar overdrive

MySpace exclui a banda Pecadores, cadê a democracia?

49 Comentários »
                                                             

                                               

 

Até onde vai a democracia no tão idolatrado MySpace? Incensado como um meio livre e sem censura onde bandas e artistas podem mostrar e comercializar música, o site revelou uma nova face que estranhamente vai de encontro a tudo o que propõe: Liberdade de expressão em um território no qual praticamente todos andam sem medo, e onde eventualmente se pode impulsionar uma carreira de sucesso. Exemplos existem muitos e praticamente não há um grupo de rock de garagem, ou consagrado, que lá não tenha a sua página, com fotos, perfil, música e contatos. Pois é, o MySpace retirou sem maiores explicações, ou explicações nada convincentes, a página da banda brasileira de Industrial Voodoo, "Pecadores", pouco conhecida aqui mas de boa relevância na Europa, onde são chamados de um grupo Brazil´s Urban Jungle. Ouvindo o Cd "10% for Jesus" não achei nenhum motivo para uma agressão tão forte dos americanos à liberdade de expressão. O som é pesado, com batidas eletrônicas que lembram bandas alemãs como "Einstürzende Neubauten" e "Leibach", só que com uma percussão de macumbaria, afoxé, etc, e letras que exploram a pluralidade religiosa brasileira. Contudo, apesar das letras serem - ainda bem - um tanto críticas e reflexivas, em nenhum momento ofendem qualquer crença ou valor espiritual. Ponto. Aliás, religião e espiritualidade são bem diferentes, dogmas e atitudes limpas parecem distantes quando há alguém dizendo o que se pode ou não fazer, que existe pecado e que dar dinheiro é obrigação. Mesmo que a vontade divina manifestada em tipos como Edir Macedo ou a "bispa" Sonia Hernandes, distribua diplomas assinados por Jesus Cristo, ou as chaves do céu, existem pessoas que ainda pensam por si. Procurado pela banda, intrigado e surpreso, li os e-mails entre os Pecadores e o MySpace e fiz a entrevista. Tentei ouvir o site, mas não obtive resposta.    

                                                             

 

1 - Explique o que rolou entre a banda e o MySpace?

Em primeiro lugar gostaríamos de agradecer o apoio que a imprensa está nos dando. Pois, como a característica principal das bandas que estão no MySpace é o fato de serem independentes, às vezes somos tratados como transparentes e temos pouco poder de contestação, mas felizmente podemos sempre contar com vocês.

O Caso do MySpace foi uma infelicidade, mas quero colocar aqui meu ponto sobre o site que é uma ferramenta incrível, ótima mesmo para que bandas como a nossa possam atravessar os oceanos desse mundo sem depender de uma gravadora para praticamente nada. O problema é que, justamente essa característica que nos dá liberdade causa uma certa dependência, onde habitávamos há mais de 4 anos e tudo ia muito bem. Fazíamos divulgações de shows, colocávamos musicas para o pessoal ouvir, negociávamos com distribuidoras de fora do Brasil, inclusive agendamentos de shows, como a maioria das bandas fazem. No meio de julho o site dos pecadores  (www.myspace.com/pecadoresbrazil) começou a apresentar problemas para entrar, alguns fãs da banda deixaram mensagens no Orkut, ou mesmo nos mandaram e-mails notificando a dificuldade do acesso. Em seguida recebemos um e-mail notificação do MySpace dizendo que havíamos sido banidos por descumprir algumas das regras que temos que aceitar antes de entrar. Bem, acontece que o conteúdo da página do Pecadores era o mesmo do (www.pecadores.net). Colocávamos capa do disco, músicas para ouvir, datas de shows, e tínhamos contatos lá... somente isso.. nada mais, nenhuma imagem pornográfica, ou ofensiva.

Enfim enviamos e-mails ao MySpace na tentativa de entender o motivo de tal banimento, mas a resposta que chegava era sempre aquela padrão onde você tem certeza que o individuo do outro lado deu um CTR+C escreveu uma introdução qualquer e deu um CTR+V. Apesar de insistirmos no esclarecimento do motivo e do pedido de retorno do site, os e-mails que seguiram não foram muito diferentes do padrão. Eles dizem que não cumprimos alguma regra, mas nós lemos todas elas e temos certeza que não burlamos nenhuma, seria idiotice colocar algum conteúdo ofensivo, de mau gosto que retorne de forma negativa para a banda. Cansamos de questionar e há duas semanas criamos outra página  ( www.myspace.com/pecadoresofficial ) perdemos outras 8 horas reconfigurando, subindo imagens , mp3, não chegamos a adicionar contato algum , e um dia depois?? Surpresa, a página havia saído do ar, e o fatídico e-mail chegou com o texto padrão para variar. Enviamos mais e-mails, dissemos que iríamos procurar a imprensa, o que fizemos, pedimos esclarecimentos e nada... então começamos a divulgar a notícia em sites de música na Alemanha. Só queremos saber o motivo, pois entendemos que é uma grande responsabilidade quando uma empresa coloca um site a sua disposição, para depois que você cria uma certa dependência, ela simplesmente apagar o seu histórico e não lhe dar nenhuma explicação, isso não é legal cara!!!. Por fim, criamos um terceiro perfil, mas ainda  não tivemos coragem de personalizá-lo, por medo de outro e-mail macabro dizendo que fomos guilhotinados uma terceira vez.

 

                                                                  

 

      Leia a comunicação entre a banda e o MySpace                                                       

Dear Sir,

Sorry, butour myspace page wasn´t NO ITEMS BELLOW!

NO spams, no nude, no violent photos, no low age, nothing!

SO, we are sending this messgae to many newspapers in Brazil and music webs and magazines around the world to tell about the discrimination with out music @ MYSPACE.

 

On the last week Pecadores' webpage at Myspace was banned from internet .

After 3 years using that space we were very surprised by the suddenly disappearance of our profile . It was used mostly for professional exchange and as a link of contact with those interested in our work all over the world .

Without any warning or notice our profile was removed . As we never broke the rules of forbidden imagery or any other aspect of violence , abuse or discrimination , we must regard ourselves as victims of prejudice against our thoughts and beliefs .

Myspace seems to have gone against the basic freedom of particular points of view . Everyone in non-theocratic societies is free to believe and worship whatever they wish , including ourselves . Our work , our faith or lack of it is no reason to ban us from anywhere in real or virtual spaces .

As our page used to fit the rules demanded by Myspace , we can be considered victims of prejudice and religious discrimination , there is nothing upon Earth which may put any religious group above us just because we are out of the mainstream beliefs of the greatest religions in the world . By law , a Christian of any sect , a Muslim  or a Jew is worthed as much as a Satanist , an Atheist or Pagan .

 

Faithfully ,

Pecadores members .

www.pecadores.net

 

----- Original Message -----

From: admin@myspace.com

To: info@pecadores.net

Sent: Tuesday, July 28, 2009 1:49 PM

Subject: Account deleted for violation of Terms of Service

 

Your MySpace account has been deleted for violating our Terms of Service. This is usually due to one of the following: * Nude images, sexually suggestive or violent photos * Covering our banner ads with HTML * Harassing other users * You do not meet the minimum age requirement * Spamming the classifieds, forums, bulletins, or other sections of the site * Attempting to artificially inflate scores * Scripting the site Your account cannot be restored. If you choose to return to MySpace, please follow the rules.

                                                             

2 - Qual é o conceito da banda?

O Pecadores é uma banda de industrial, que utiliza como inspiração temas que, de certa forma, são polêmicos, mas tentamos fazer sempre tudo com a maior leveza possível. Temos um som rápido, agressivo e pesado e nossas letras tratam de temas como o das igrejas neo-pentecostais que trocaram a salvação da alma pela salvação do bolso. Padres pedófilos, macumbas e trabalhos que trazem a pessoa amada de volta em três dias, essa mistura de coisas espirituais com dinheiro, que são de certo modo até pornográficas (será que foi por isso que o myspace nos chutou?). Mas veja, nós tentamos colocar humor, pois você há de convir que esse tipo de situação transita do engraçado para o bizarro. Não dá pra levar muito a sério um cara que não tinha nada e no outro dia sem trabalhar, somente perseverando, consegue carro importado, mansão, uma empresa, pára de bater na mulher... são pérolas que vemos todos os dias e adotamos como hobby..

3 - Fale sobre as influências e a história dos Pecadores?

Musicalmente passamos por várias influências, do medieval do "O Quam Tristis" ao splatter death metal do "Carcass", "Kraftwerk", "Leibach", "Das Iich'. Eu particularmente ouço coisas estranhas como "Necrostellar", "Irphan", a excelente banda de Curitiba "Nathaivel", até "Kreator", "Possessed", "Flotsam and Jetsans"... várias coisas. Encontrei o Niwt em um festival em 2004 na Alemanha e, depois de assistirmos alguns shows e nos embriagarmos pra valer, decidimos que faltava um pessoal fazendo algo realmente insano ao vivo, pois os shows sempre são pouco interativos. Então tivemos a idéia de montar o Pecadores, e assim o fizemos em 2005 quando criamos com a ajuda do brother Rogy todo o conceito da banda, as performances ao vivo, onde você além de ir assistir ao show pode participar de outras formas. De alguma coisa o sujeito vai gostar, se não gostar da banda pode tomar uma cachaça dos pecadores. Se não gostar da banda e da cachaça poderá entrar em uma fila para pegar hóstia e purificar seus pecados. Se não gostar da banda, da cachaça ou de hóstia, você poderá ver a sister Mege em cenas picantes. E, se não gostar de nada disso, pode chupar o pirulito do padre que distribuímos também durante o show. Agora, se não gostar de nada mesmo, pelo amor de deus né, nem sai de casa porque aí você morreu, correto? A banda é isso. Os nossos shows são verdadeiros cultos de fé ou da falta dela. Cada um veste a sua carapuça e se diverte. Lançamos um single, "Macumbaria", que se esgotou rapidamente. Em 2007 o CD "10% for Jesus" foi lançado pelo selo alemão Danse Macabre, depois que Bruno KRAM dono da gravadora e front man do "Das Ich", veio ao Brasil fazer um show e nos ouviu. Fomos contratados na hora. O primeiro o CD saiu somente na Alemanha, e alguns meses depois fechamos com a Hellion, que distribui uma outra versão do mesmo álbum com uma capa diferente e algumas bônus tracks.

                                                                 

 

4 - Quem você acha que pode ter influenciado o MySpace a retirar o perfil dos Pecadores?

Nós realmente não sabemos. Mas é fato que nesses anos todos recebemos ameaças de pessoas ligadas a igrejas neo-pentecostais, já fomos insultados e adoramos. Mas as pessoas pararam infelizmente (se vocês estiverem lendo essa matéria eu gostaria de pedir que continuassem, pois perdemos uma grande fonte de inspiração).  Acreditamos que alguém muito obtuso pode ter nos denunciado por pseudo motivo de ofensa, e nós somente usamos nossa liberdade de expressão para dizer o que pensamos. Felizmente o Brasil como nação laica nos permite ter qualquer crença, ou descrença. Nós não ficamos nas ruas tentando convencer as pessoas a terem a religião X ou Y, ou mesmo pagarem dízimo, ou mesmo acreditarem no DEUS A ou B. Nós simplesmente colocamos nosso ponto de vista, e todos vocês poderão ler em letras garrafais no site: Os Pecadores são contra a pedofilia e qualquer tipo de discriminação racial, sexual ou religiosa. Nós simplesmente tentamos mostrar as verdades que a Igreja esconde atrás de seu manto de medo, etc, etc. E é assim mesmo que pensamos, temos nossa opinião. Sabemos e defendemos que existem pessoas muito, mas muito boas em todas as religiões e que fazem seu trabalho com amor e desapego. Só entendemos que falta do outro lado, o entendimento que também lá existem pessoas muito más. e que só estão ali para tirar dinheiro de quem não tem, e vender ilusões, tripudiar em cima da fé verdadeira, etc.

                                                               

 

5 - Fique a vontade para considerações

Nós queremos mais uma vez agradecer todo o apoio que recebemos dos fãs, da mídia, de você Dum. Acreditamos que você busca, como nós, apenas uma clareza maior dos fatos, e queremos deixar registrado que em breve estará saindo o novo trabalho do Pecadores. Detalhes no Orkut da banda - Banda Pecadores - pelo site (www.pecadores.net) ou pelo ingrato MySpace,  www.myspace.com/pecadoresofficial , que nos expulsa de vez em quando como quando um pastor expulsa o demônio do corpo de uma criatura. Mas nós voltamos sempre, pois somos espíritos persistentes. Fique com Deus independente de quem seja seu Deus, fuja dos homens de má fé... e lembre-se sempre que Deus também castiga: "Deus é Cruel, Deus é Cruel derrubou a Igreja na Cabeça do FIEL.!!!"

                                                                        

                                                             

 

 

                                                          

                                                                 

 

 

 


  

 

                                              

 

 

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