Na boa: o que é a Mallu Magalhães?
Nesta última sexta ela tocou pela primeira vez no Rio. Ao que parece, foi a primeira vez que ela tocou fora de São Paulo também. E parece que veio com os pais. E que estava sem internet em casa, e por isso não podia postar as músicas novas no MySpace. E que chorou no show do Bob Dylan. E que não gosta de ir à escola.
Como deu pra perceber, eu sei bastante sobre a vida da Mallu. Acreditem, eu nunca me esforcei para isso. A bem da verdade, até a última sexta-feira, eu sequer havia escutado UMA única canção da menina. Mas vocês sabem, a mídia. Ah, a mídia....
A Cinematheque estava lotada, e o público parecia um tanto indeciso entre a euforia e a curiosidade. Afinal de contas, como bem disse o organizador e mestre de cerimônias Rodrigo Lariú, aquele podia ser o show que daqui a 15 anos todos lembrariam como “o primeiro de Mallu Magalhães no Rio”.
Eis que, enfim, adentra o palco a celebrada Mallu. Caricata. Vestindo boina, óculos e um cachecol, parecia deslocada no tempo e no espaço. Uma improvável mistura de Duda Little com Phoebe Buffay. Havia escutado alguém dizer certa vez que ela era grande e gatinha. Por deus, isso é crime. Trata-se verdadeiramente de uma criança.
E Mallu Magalhães toca descalça. E se recusa a tirar os óculos, porque “acha óculos legais”. E decora o palco com caderno e material escolar. E tem uma banda de tiozões. E pega o violão, o pandeiro e o teclado, sem fazer grande coisa com nenhum deles. Sozinha no palco, Mallu é a própria criança fazendo graça para os mais velhos no jantar de família. Todos riem e acham bonitinho. E por 15 ou 20 minutos, realmente é.
“Mas e a música?”, pode perguntar algum incauto. Ah é, tem isso também. A música. E no caso da Mallu, ela, a música, não vai muito além de um folk pop sem grandes inovações; um pastiche, ao estilo de dezenas de outras cantoras brancas e insossas que pipocam por aí (pense em Feist; pense em Kate Nash). As letras condizem com o que seria de se esperar de uma garota de 15 anos: por vezes falam do namoradinho, por outras do gato que pulou a janela. E tome “tchubaruba”, e tome “papapa”. Veja como inocente, veja como pueril: tudo não passa de uma questão de boa vontade e/ou estado de espírito.
Na melhor das hipóteses, pode-se dizer que a menina criou um novo estilo, o folk cuti-cuti. É engraçadinho e todo mundo acha fofo, mas não dá pra ser levado muito a sério. Talvez em casa funcione melhor, por poucas músicas e/ou intercalado com outros artistas. Mas vendo direto, uma hora de show, tudo o que você tem vontade de fazer ao fim é colocar ela de castigo.
Pode melhorar, e se tornar um monstro; pode estourar lá fora; pode virar a melhor cantora brasileira do novo século, precursora de uma geração, a nova Elis Regina. Pode tudo, e para uma criança de apenas 15 anos, o futuro é ilimitado. Mas por enquanto, é só hype.

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1 Apr, 2008 às 11:51 PM FRIVOLIDADES DO FRONT...HAHAHAHAHAHAHA, é a lei da + valia? - por partes, o ultimo frivolo realmente retratado pela historia derradeira do final do seculo passado e inicio desse foi o Levey, no início um teólogo instantaneo , acabou caindo em contradição e provocou uma cisão nos movimentos que tomou parte direta ou indiretamente, quaisquer que sejam,já que Eu tambem não vou indagar quem são ou quem foram certos nomes que aparecem no chamado front, sem querer usar o trocadilho 242, mesmo porque sem a imagem deles, temos que nos guiar pela descriçao do articulista do blog. Bem longe do chamado Flogão...mas longe tambem de querer ser taxativo. Quem sabe vamos elucidar mais essa diatribe???!!!Alas for me...
3 Apr, 2008 às 5:46 PM SENSACIONAL. Finalmente alguém que sabe o que diz e não baba ovo pra qualquer merda por ai.
8 Apr, 2008 às 12:32 AM rapaz, esse texto é de uma mordacidade invejável. Tudo muito bem escrito, bem exposto e NECESSÁRIO. fica a pergunta: quem escreveu?
11 Apr, 2008 às 11:56 AM Acho que se voce nao gosta de uma coisa... voce pode até criticar, a partir do momento que voce vá lá e faca melhor... podia pelo menos se identificar né? afinal, está com medo de mostrar suas habilidades jornalisticas...
Diga quem é... Cante melhor que ela... Finja que toque violão, pandeiro e teclado que nem ela.. e tente ser famoso que nem ela... quem sabe assim vai ser um famosinho que fala mas num faz nada por aii...
Kissess... =]
6 May, 2008 às 11:09 AM Em primeiro lugar a Mallu já está a estourar na Europa. O seu trabalho tem de amdurecer como é óbvio - ela tem 15 anos! Mas acho incrível como criticam a menina como se o trabalho que ela apresenta agora nunca fosse evoluir e como a comparam pela negativa a outros artistas que estão há anos no mercado... O mais engraçado é que ela é melhor do que muitos deles, mesmo com este trabalho pueril!!
Ela é especial e traz algo de novo. Isso é indiscutível! Cantores com o talento dela não aparecem todos dias e ela poderá vir a tornar-se num Caetano ou numa Ellis. Ela é diferente porque faz a sua música e letra, não contratou ninguém para o fazer (o que é raro), porque não precisou de se despir e abanar o que vocês chamam de "bunda" tão ao (mau) gosto brasileiro. Ela tem as referências certas em termos musicais e espero sinceramente que venha para ficar.
6 May, 2008 às 4:14 PM por favor coloquem o autor do titulo..................Lugar de aluno e na escola
8 Jun, 2008 às 4:48 AM Não acho que Mallu seja a salvação da música brasileira, como andam exagerando por aí... Mas a menina tem talento! Isso é fato! Desafina um pouco?! Sim. Erra algumas pronúncias em inglês?! Sim. Toca "o básico" nos instrumentos?! Tb. Porém, ela consegue reunir várias qualidades: voz bonita, carisma, faz composições e tem habilidade com vários instrumentos (pode não ser expert, AINDA, mas tem vocação). O mais interessante é que essas mesmas pessoas que julgam o modo da menina se vestir e a qualidade de suas letras, nunca pararam para criticar a forma como Ney Matogrosso se veste, por exemplo, nem o quanto são bobinhas as letras das músicas do pato fú (quero deixar claro que adoro essa banda). Até com o fato da menina ter grana implicam! Ela tem tudo pra ser uma ótima cantora futuramente... Sugestão: antes de detonar alguém, tente superar essa pessoa!