Texto: Adriana Reis, com leves incursões de Herik C. Rocha
Fotos: Herik Correia Rocha e Rodrigo Juste Duarte (Digão)
Klingonz a atração principal em ação com sua apresentação circense (foto Herik Correia Rocha)
No décimo festival Psycho Carnival (2009) foi notória a crescente tendência da tematicidade dos participantes. Havia muitos homens de topete, que pareciam ter saído de uma de lambreta e várias meninas estilo Pin Up, aquelas garotas criadas por um ilustrador para calendários entre meados das duas grandes guerras mundiais, feitas pra agradar os olhos dos pobres dos soldados.
Público e banda em total sintonia no show do Big Nitrons (foto Rodrigo Juste Duarte)
Dez anos atrás o movimento urbano mais em voga, na cidade era o da música eletrônica de onde saiu o conceito bazar (com produtos direcionados ao público alvo) e música. Esse movimento se chamava MMM: Mercado Mundo Mix.
O que se observa nessa edição do Psycho Carnival é muito parecido com o mix que acontecia anteriormente. As duas tribos são da metrópole e tem em comum aversão ao carnaval de samba, axé e danças do boi de parintins.
Os Cervejas em um de seus retornos, a banda foi seminal para a cena psychobilly (foto Herik Correia Rocha)
Hellfishes no Jokers, figuras carimbadas do underground fazem surf music instrumental (foto Herik Correia Rocha)
O "esquenta" foi na sexta, dia 20/02, no Ópera 1, com as bandas Hillbilly Rawhide tocando com muita vontade e com participação inebriante de Klaus Koti ( o lendário Chucrobillyman, Koti e os Penitentes) agigantando- se no palco, Krappulas e Chernobillies com o seu vocal psicótico. Senti vontade de chamar o padre pop cantor católico e sedutor: Fabio de Mello para exorcizar o menino que canta feito um possuído!
No sábado, dia 21/02, teve oficinas de músicas com os músicos da cidade ministrando as raízes do psychobilly, logo após o almoço de confraternização de zumbis, transeuntes e bêbados de plantão. Confraternização... Coisa mais linda da cultura independente!
Os alemães do Chibuku que tocaram pela terceira vez em Curitiba (foto Rodrigo Juste Duarte)
À noite no Operário era possível ver muito turista e os curiosos locais, nesse dia se apresentou a primeira banda vinda da gringolândia: Chibuku da Alemanha.
Los Primitivos, mais uma vez argentinos dando o ar da sua graça (Foto Rodrigo Juste Duarte)
Na mesma noite também tocaram os increibles Los Primitivos (Argentina), Billys Bastardos, o cômico Big Nitrons e os nativos Sick Sick Sinners, muito esperado, que chegou levantando o público fiel de todos os cantos do Brasil com as canções na ponta da língua e muita gente no gargarejo pogando com uma demência coletiva contagiante.
Os queridões da galera detonando seu power psychobilly (Foto Rodrigo Juste Duarte)
O show a parte ficou com a banda de Porto Alegre: Damn Laser Vampires, com a sua integrante, intrigante: lady from hell, que fez a vez, com uma roupa vermelha estilo vampira e chifres de diaba que piscavam, ela tocou "todas" as músicas com uma nota só. Fez um carão blaze e se saiu muito bem. Foi altamente disputada na fila do chopp para fotos e autógrafos. A música da banda é boa, vale baixar, ouvir ou comprar o CD!
Francis K do Damn Laser Vampires e seu modelito matador para o Psycho Carnival (foto Rodrigo Just Duarte)
Já a homenagem ao insano vocalista Lux Interior da banda de PSYCHOBILLY The Cramps, que falecera recentemente, veio nas cédulas imitando dinheiro para compras de bebidas e comidas dentro do Clube Operário, com design de Alessandro Magoo, que também fez toda a parte visual da revista Fósforo fartamente distribuída gratuitamente durante todo o evento, já que a tiragem foi de 5 mil exemplares!
No domingo, dia 22/02, teve a passeata dos zumbis pela cidade (a Zombie Walk), onde os mortos vivos e todos os simpatizantes de filme "B" puderam se fantasiar para o carnaval e andar pelas ruas puxando uma perna só. (...) AFFE provocaria MEDA no saci pererê!
Tinha muitas meninas inspiradas no mangá Cinderalla, de Junko Mizuno. Aquela que vai ao baiIinho zumbi e meia noite perde o seu globo ocular. A valsa dos bêbados mortos da banda Los Diaños seria uma bela e romântica trilha sonora para a passeata dos mortos-vivos.
Nas ruínas do Largo teve shows gratuitos com bandas locais (Cwbillys, Flatheads e Barbatanas).
The Brown Vampire Catz e seu psychobilly tradicional que sempre agrada (foto Herik Correia Rocha)
À noite no Operário ...
De início Hot Rods abrindo os trabalhos da noite com um psychobilly mais porrada e The Brown Vampire Catz com um psycho clássico cheio de referências rockabilly.
Wrecking Dead e sua mistura inusitada de psychobilly, street punk e oi! (foto Herik Correia Rocha)
Depois a atração foi a banda norte-americana/ dinamarquesa Wrecking Dead, com o vocalista puxando o público com mãos aflitas tipo seta indicadora num grito saído de torcidas de futebol: Olê, olê , olê, olé, ...olê, olê! Na melhor mistura de street punk com psycho.
Ovos Presley, o que falar do show destes curitibanos? (foto Herik Correia Rocha)

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18 Mar, 2009 às 9:33 AM Massa a resenha !!!
18 Mar, 2009 às 12:08 PM Senti falta do hoje saudoso FRENETICK TRIO;
tambem eternizei nosso herói Renê Barrientos Ortuño o exterminador do odiado "Che" Guevara que está em todas as camisetas de riponga que usam essa frase título da resenhola; tambem fiquei meio sem entender se a garota gaucha do Damn Laser Vampires saiu de "carão" blaze mesmo porque estava de vermelho ou se era blasé...hehehehe...
Volta Frenetick Trio para nossa alegria e mais rock contra o comunismo e a alienação da propriedade intelectual e cultural!!!!!