Dynamite

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ANIVERSÁRIO DE CURITIBA SERÁ COMEMORADO COM FESTIVAL COM MUITAS BANDAS LOCAIS

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Nos dias 27 (sexta), 28 (sábado) e 29 (domingo) de março de 2009, a capital paranaense sediará o festival Curitiba Calling. Neste ano, será realizada a décima edição do evento e, como nas edições anteriores, aproveita a deixa do aniversário da cidade para comemorar com alguns dos principais nomes do rock independente local. Serão 40 bandas, tocando em dois palcos armados no Espaço Cultural 92graus.

Neste ano, o festival traz uma novidade: será transmitido ao vivo pela internet. Até 60 mil pessoas poderão acompanhá-lo, de qualquer parte do mundo. Além disso, cada artista ganhará videoclipes de duas músicas - gravados ao vivo no próprio festival durante suas performances - para serem usados na divulgação do trabalho de cada artista. Outra novidade: a bilheteria arrecadada nas três noites resultará em um DVD oficial do evento que será lançado pelo selo local Discos Voadores. E buscando também atingir um público mais jovem, os shows de sábado e domingo começarão no período da tarde. O que significa que, nestes dois dias, menores de idade poderão assistir às apresentações vespertinas, desde que acompanhados de pais ou responsáveis.

Atrações

Anacrônica, uma das atrações do festival

Entre as 40 atrações, estão alguns dos principais nomes da música pop curitibana da atualidade. Como o Charme Chulo com seu rock caipira; o trio Mordida e seu liquidificador sônico de tendências; as gentilezas rítmicas de Heitor e Banda Gentileza; o sincronismo entre o moderno e o antigo da Anacrônica; o Dissonantes e seus ares retrô; a ressurreição do Mosha, uma das mais importantes bandas da cidade nos anos 90 e que não se apresenta ao vivo há cinco anos; a recém-nascida e já bastante conceituada Nuvens; o psychobilly divertido do Ovos Presley; e o balanço ska do Biotonix.


Os três dias de shows também contam com a nova geração de músicos curitibanos (Terribillies, Riot Revolver, Cosmonave, Lívia e os Piá de Prédio, Eles Mesmos, Terroristas de Butique, Acidentes, Ildefonsos, Pão de Hambúrguer, 5 Graus, Metaphorica, Narciso Nada, Cacofônicos); ícones do punk local (No Milk Today, Magaivers), os novos trabalhos de conhecidos veteranos (Diedrich e os Marlenes, Giovanni Caruso e o Escambau, Uh-La-La!); misturas dançantes (Our Gang, Subburbia); bandas que primam pelo apuro melódico (Easy Players, Celestines, Babies, Punkake, Plêiade, Trivolve, Tods, Red Tomatoes) e alguns convidados de fora da capital (o trio Nevilton, vindo de Umurama; os cariocas do Grandprix; e o quarteto alemão Renderings).

História

JR, idealizador do Curitiba Calling e agitador da cena local via Espaço Cultural 92 graus

Produzir um festival independente por dez anos não é algo fácil. Criado em 1999 pelo músico e produtor JR Ferreira, o Curitiba Calling nasceu da idéia de comemorar o aniversário da cidade - por isso as edições são sempre realizadas nos finais de semana mais próximos do dia 29 de março.

Neste ano, pela primeira vez, o 92graus (instituição criadora e realizadora do evento, que possui 18 anos ininterruptos de atividade na cidade) conta com a parceria do portal curitibano mondobacana.com. "Essa dobradinha certamente só tem a enaltecer o festival. A transmissão ao vivo, além de aumentar a visibilidade, é uma ferramenta que aumenta a receptividade do público de todo o país. Além disso, aproxima as pessoas de vários lugares do mundo", declara JR.

Pela internet

O Curitiba Calling será o primeiro festival de música independente do país a ser transmitido ao vivo na íntegra pela internet. A inovação fará com que os artistas daqui passem a ser conhecidos não só no Brasil, mas no mundo inteiro, através da rede.

A curadoria deste ano é assinada pelo jornalista e criador do Mondo Bacana, Abonico Smith. "Queremos mostrar a diversidade e a qualidade da música feita em Curitiba, apresentando o que de melhor foi feito nos últimos doze meses na cidade nas várias tendências do rock e do pop daqui", conta o jornalista.

O festival, nesta sua décima edição resumirá, além do melhor da produção local, a parceria e vontade de todos os envolvidos em colaborar para o crescimento da música curitibana, servindo como uma vitrine não só para quem for ao Espaço Cultural 92graus, mas também para que, em qualquer canto do mundo, sejam vistos e reconhecidos pelo trabalho feito com muita competência.

Programação completa

SEXTA – 27 DE MARÇO

20h30 Narciso Nada (palco 2)
21h Babies (palco 1)
21h30 Giovanni Caruso e o Escambau (palco 2)
22h (intervalo – DJ a confirmar)
22h30 Celestines (palco 1)
23h Pão de Hambúrguer (palco 2)
23h30 Heitor & Banda Gentileza (palco 1)
0h Easy Players (palco 2)
0h30 (intervalo – DJ a confirmar)
1h Our Gang (palco 1)
1h30 Tods (palco 2)
2h Subburbia (palco 1)
2h30 Pós-show (DJ a confirmar)

SÁBADO – 28 DE MARÇO

17h30 Plêiade (palco 1)
18h Terroristas de Butique (palco 2)
18h30 Uh La La (palco 1)
19h Metaphorica (palco 2)
19h30 Dissonantes (palco 1)
20h (intervalo – DJ Carninha)
20h 30 5 Graus (palco 2)
21h Nevilton – Umuarama (palco 1)
21h30 Terribilles (palco 2)
22h Grandprix – Rio de Janeiro (palco 1)
22h30 Trivolve (palco 2)
23h (intervalo – DJ Carninha)
23h30 Mosha (palco 1)
0h Anacrônica (palco 2)
0h30 Mordida (palco 1)
1h Charme Chulo (palco 2)
1h30 Biotonix (palco 1)
2h Pós-show (DJ Carninha)

DOMINGO – 29 DE MARÇO

15h30 Lívia e os Piá de Prédio (palco 2)
16h Nuvens (palco 1)
16h30 Red Tomatoes (palco 2)
17h Cacofônicos (palco 1)
17h30 Eles Mesmos (palco 2)
18h (intervalo – DJ a confirmar)
18h30 Cosmonave (palco 1)
19h Riot Revolver (palco 2)
19h30 Punkake (palco 1)
20h Ildefonsos (palco 2)
20h30 Diedrich e os Marlenes (palco 1)
21h (intervalo – DJ a confirmar)
21h30 Magaivers (palco 2)
22h Renderings – Alemanha (palco 1)
22h30 Acidentes (palco 2)
23h No Milk Today (palco 1)
23h30 Ovos Presley (palco 2)
0h Pós-show (DJ a confirmar)

Festival Curitiba Calling. Dias 27, 28 e 29 de março, no Espaço Cultural 92graus (Rua Des. Benvindo Valente, 280 - São Francisco.Tel: 41 3029-2792). Entradas antecipadas a R$ 10 por dia ou R$ 30 pacote com todos os dias. Mais informações sobre atrações, horários e ingressos: www.mondobacana.com

PSYCHO CARNIVAL 2009: Hay que ser psychobilly, pero sem perder la ternura

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Texto: Adriana Reis, com leves incursões de Herik C. Rocha

Fotos: Herik Correia Rocha e Rodrigo Juste Duarte (Digão)

 

Klingonz a atração principal em ação com sua apresentação circense (foto Herik Correia Rocha)

No décimo festival Psycho Carnival (2009) foi notória a crescente tendência da tematicidade dos participantes. Havia muitos homens de topete, que pareciam ter saído de uma de lambreta e várias meninas estilo Pin Up, aquelas garotas criadas por um ilustrador para calendários entre meados das duas grandes guerras mundiais, feitas pra agradar os olhos dos pobres dos soldados.

 

Público e banda em total sintonia no show do Big Nitrons (foto Rodrigo Juste Duarte)

Dez anos atrás o movimento urbano mais em voga, na cidade era o da música eletrônica de onde saiu o conceito bazar (com produtos direcionados ao público alvo) e música. Esse movimento se chamava MMM: Mercado Mundo Mix.

O que se observa nessa edição do Psycho Carnival é muito parecido com o mix que acontecia anteriormente. As duas tribos são da metrópole e tem em comum aversão ao carnaval de samba, axé e danças do boi de parintins.

 

Os Cervejas em um de seus retornos, a banda foi seminal para a cena psychobilly (foto Herik Correia Rocha)

O Psycho Carnvial 2009 teve início no dia 19 /02 com bate papo e palestras com membros da Abrafin (Associação Brasileira de Festivais Independente) e em seguida a abertura do festival no Jokers Pub com shows dos Hellfishes e Os Cervejas, num fôlego contagiante. Também foi o lançamento, sem muito alarde, do número zero da revista Fósforo (http://fosforopress.blogspot.com/), que nesta edição teve um especial sobre o festival. Vale destacar que em outro ambiente do aconchegante Jokers acontecia junto ao coquetel para a imprensa a exposição do artista e designer Anderson L.A. (www.naturezamorta.com).

Hellfishes no Jokers, figuras carimbadas do underground fazem surf music instrumental (foto Herik Correia Rocha)

O "esquenta" foi na sexta, dia 20/02, no Ópera 1, com as bandas Hillbilly Rawhide  tocando com muita vontade e com participação inebriante de Klaus Koti ( o lendário Chucrobillyman, Koti e os Penitentes)  agigantando- se no palco, Krappulas e Chernobillies com o seu vocal psicótico. Senti vontade de chamar o padre pop cantor católico e sedutor: Fabio de Mello para exorcizar o menino que canta feito um possuído!

No sábado, dia 21/02, teve oficinas de músicas com os músicos da cidade ministrando as raízes do psychobilly, logo após o almoço de confraternização de zumbis, transeuntes e bêbados de plantão.  Confraternização... Coisa mais linda da cultura independente!

 

Os alemães do Chibuku que tocaram pela terceira vez em Curitiba (foto Rodrigo Juste Duarte)

À noite no Operário era possível ver muito turista e os curiosos locais, nesse dia se apresentou a primeira banda vinda da gringolândia: Chibuku da Alemanha.

Los Primitivos, mais uma vez argentinos dando o ar da sua graça (Foto Rodrigo Juste Duarte)

Na mesma noite também tocaram os increibles Los Primitivos (Argentina), Billys Bastardos, o cômico Big Nitrons e os nativos Sick Sick Sinners, muito esperado, que chegou levantando o público fiel de todos os cantos do Brasil com as canções na ponta da língua e muita gente no gargarejo pogando com uma demência coletiva contagiante.

 

Os queridões da galera detonando seu power psychobilly (Foto Rodrigo Juste Duarte)

O show a parte ficou com a banda de Porto Alegre: Damn Laser Vampires, com a sua integrante, intrigante: lady from hell, que fez a vez, com uma roupa vermelha estilo vampira e chifres de diaba que piscavam, ela tocou "todas" as músicas com uma nota só. Fez um carão blaze e se saiu muito bem. Foi altamente disputada na fila do chopp para fotos e autógrafos. A música da banda é boa, vale baixar, ouvir ou comprar o CD!

 

Francis K do Damn Laser Vampires e seu modelito matador para o Psycho Carnival (foto Rodrigo Just Duarte)

Já a homenagem ao insano vocalista Lux Interior da banda de PSYCHOBILLY The Cramps, que falecera recentemente, veio nas cédulas imitando dinheiro para compras de bebidas e comidas dentro do Clube Operário, com design de Alessandro Magoo, que também fez toda a parte visual da revista Fósforo fartamente distribuída gratuitamente durante todo o evento, já que a tiragem foi de 5 mil exemplares!

No domingo, dia 22/02, teve a passeata dos zumbis pela cidade (a Zombie Walk), onde os mortos vivos e todos os simpatizantes de filme "B" puderam se fantasiar para o carnaval e andar pelas ruas puxando uma perna só. (...) AFFE provocaria MEDA no saci pererê!

Tinha muitas meninas inspiradas no mangá Cinderalla, de Junko Mizuno. Aquela que vai ao baiIinho zumbi e meia noite perde o seu globo ocular. A valsa dos bêbados mortos da banda Los Diaños seria uma bela e romântica trilha sonora para a passeata dos mortos-vivos.

Nas ruínas do Largo teve shows gratuitos com bandas locais (Cwbillys, Flatheads e Barbatanas).

 

The Brown Vampire Catz e seu psychobilly tradicional que sempre agrada (foto Herik Correia Rocha)

À noite no Operário ...

De início Hot Rods abrindo os trabalhos da noite com um psychobilly mais porrada e The Brown Vampire Catz com um psycho clássico cheio de referências rockabilly. 

 

Wrecking Dead e sua mistura inusitada de psychobilly, street punk e oi! (foto Herik Correia Rocha)

Depois a atração foi a banda norte-americana/ dinamarquesa Wrecking Dead, com o vocalista puxando o público com mãos aflitas tipo seta indicadora num grito saído de torcidas de futebol: Olê, olê , olê, olé, ...olê, olê! Na melhor mistura de street punk com psycho.

 

Ovos Presley, o que falar do show destes curitibanos? (foto Herik Correia Rocha)

KOTI E OS PENITENTES - Caído na Sarjeta

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Koti e os Penitentes : Caído na Sarjeta (Pisces Records)

Por Adriana Reis

Increiiible!

Uma banda eclética com personas interessantemente estranhas. No primeiro momento parece uma banda formada com seres do mundo. KLAUS mexicano, CUIE latin lover bombando nos "torpedos do amor". Ali um autêntico palestino e sopra uma escaleta com propriedade, Juliano judeu seriamente comprometido e Annnndddrrrré genuíno de Guaratuba uma espécie de Hermeto Pascoal com melanina (substância que dá color na pele) um verdadeiro gato do litoral paranaense!!!

Som de transeuntes e bêbados de sarjeta essas peoples que circulam muitas vezes invisíveis na cidade dos mendigos.

 As músicas são bem arranjadas, são ricas em harmonia, o som é quase limpo, as letras talvez sejam de autoria de Klaus Koti Não se sabe.... Ninguém assinou as mesmas!

Enfim são leves, divertidas e dependendo do copo cheio de whisky ficam poéticas.

Tudo q o Koti faz (musicalmente) é irritantemente mono bom. "É o preço que paga o bandoleiro".

Os desenhos do encarte parecem xilogravuras bem feitas, as cores são de bom gosto and tem o Koti simpático com seu cigarro de canto de boca em uma foto na capa.

E os Penitentes? Estavam em outro continente no dia das fotos dos "muchachos da banda"?

No encarte eles são representados por cruzes... Talvez...

A faixa número oito, "Coração Triste" passeia em vertentes muito finas e por horas remete tango bajo fondo. "O Bêbado da Esquina", "O Último Trem para Moscou", "Lobo do Mar", "O Outro Lado do Rio", são ótimas! Vale conferir, comprar, presentear. Seguro que se escuta o disco inteiro sem se cansar. (...) Afinal qual transeunte nunca saiu "andando pelas ruas de bar em bar, procurando alguém pra amar"...

Contatos: www.myspace.com/kotieospenitentes e www.piscesrecords.com.br

CADELA MALDITA COMEMORA HOJE 14 ANOS COM CHOPP E SOM PESADO

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A banda de crossover mais antiga de Curitiba na atividade, Cadela Maldita comemora 14 anos hoje no 92 grau, confira a programação da festa:

 

Cadela maldita :: 00:40
Grade :: 22:30
Ayat akrass :: 23:10
Entranha :: 23:50

Ingresso: R$5,00 NO LOCAL. A CASA ABRE ÁS 21:00hs E ÁS 22:14hs ABRE 01 BARRIL DE 50 LITROS DE CHOPP NA FAIXA.
NÃO MARQUE!!SE CURTE HARDCORE E ROCK PESADO,CHEGUE CEDO E TOME UM MONTE NA FAIXA DE GAZA!! ACEITAMOS CARTÃO DÉBITO VISA ELECTRON. CLASSIFICAÇÃO: 18 ANOS.

Mais sobre a banda:

 

Das cinzas do SMD (Suck my Dick), banda que figurou no underground curitibano entre os anos de 1992 e 1993, surgiu a Cadela Maldita, formada por Raul Lima (guitarra) e Mauro Borges (bateria) por volta de abril de 1995. André Alves (baixista) imediatamente junta-se à dupla e a banda grava sua primeira demo-tape, auto-intitulada, com Raul assumindo também a função de vocalista.

Após alguns shows com boa aceitação por parte dos bangers e punks de Curitiba e interior do Paraná, é gravada a segunda demo-tape: Multimedia Manipulation, que acabou não sendo muito divulgada.

No começo de 1997, Mauro abandona o barco, entrando Daniel Sam (da banda Entranha) para substituí-lo.

Em 1998, Raul muda-se para Florianópolis e a Cadela Maldita diminui drasticamente seu ritmo de ensaios e shows, chegando quase a encerrar suas atividades. No começo de 2001, porém, Felipe Gomes (baterista dos Anões de Jardim) se junta ao time e o rock pauleira continua. Na mesma época, o guitarrista Medonho (ex-Entranha) também é convocado, tornando o som ainda mais pesado e agressivo. Seguem-se alguns shows, em Curitiba e Florianópolis, e a banda decide que é mais do que hora de gravar um CD.

Em julho de 2005 começam as sessões de gravação no estúdio Off Beat. Prejudicada pela distância e compromissos profissionais, o material só fica pronto em abril de 2006, sendo enviado para replicação industrial. Em setembro os CDs são entregues e o lançamento é realizado no 92º (Curitiba), em 04 de novembro, junto com a banda holandesa Vitamin X.

A Cadela Maldita faz um som situado entre o metal e o hardcore, com influência mais latente de bandas como DRI, Anthrax, Slayer, Exploited, SOIA, Dead Kennedys, Prong, entre outras. A formação atual conta com Raul (guitarra e vocais), André (baixo), Felipe (bateria) e Medonho (guitarra).

Com o lançamento do CD “Fight to Survive” a Cadela Maldita espera a realização do maior número de shows possível, vez que o ponto forte da banda encontra-se justamente nas apresentações ao vivo. O CD está sendo divulgado pelo próprio grupo de maneira totalmente independente, podendo ser encontrado nas lojas especializadas de Curitiba e Florianópolis ou pelos e-mails: cadelamaldita@yahoo.com.br e raul@wavesystem.com.br .

Para os interessados também há a comunidade no orkut, o site www.cadelamaldita.com e o my space www.myspace.com/cadelamalditabr .

PAULINE BLACK SE APRESENTA AMANHÃ EM CURITIBA

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Pela primeira vez no Brasil Pauline Black, vocalista do lendário grupo de ska The Selecter, se apresenta amanhã, quinta-feira dia 12 de março no Era Só o Que Faltava às 22 horas. Os valores dos ingressos são: 1º lote R$ 40,00 (meia-entrada), 2º lote R$ 50,00 (meia-entrada), 3º lote R$ 60,00 (meia-entrada). Pontos de Venda: www.ingressorapido.com.br e seus pontos de venda na FNAC Barigui, Teatro Regina Vogue (Shop. Estação) e Ticketcenter (Shop. Omar). Obs.: Sócios do programa de fidelidade Club Ska, da Radiola, pagam apenas R$ 30,00 nas entradas. Informações: (41) 3342-0826 e www.faltava.com.br         

Curitibanos do Abraskadabra abrem o show de Pauline Black

A tour que inclui ainda shows em Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo faz parte da comemoração dos 30 anos da 2 Tone Records, um dos selos musicais mais importantes da história da música, responsável pelo surgimento de The Specials e Madness. Pauline Black cantará os sucessos do Selecter, tendo como banda de apoio os músicos brasileiros Felipe Machado, Lipe Torre e Rodrigo Cerqueira, do Firebug, quinteto de rocksteady paulistano. A abertura fica por conta das bandas Abraskadabra (Curitiba) e Radio Ska (São Paulo).

Mais sobre Pauline Black e The Selecter

 

A artista britânica Pauline Black, 55 anos, é líder e vocalista do The Selecter, lendário grupo inglês da geração 2 Tone do ska - de grupos como Specials, Madness, Bad Manners e Beat. Mulher e ativista da geração de Chrissie Hynde (Pretenders) e Debbie Harry (Blondie) entre outras, é fonte de inspiração para artistas como Amy Winehouse e Lilly Allen. A frente do Selecter registrou dois álbuns excepcionais, recheados de ska, reggae e punk rock. "Too Much Pressure" (1980) ficou 19 semanas entre os top-5 das paradas britânicas, com os hits "Too Much Pressure", "Missing Words" e "On My Radio". "Celebrate The Bullet" (1981) impactou a Inglaterra com o sucesso homônimo.

Em busca de novos horizontes musicais e pessoais, Pauline deixou o Selecter em 1982 e iniciou carreira como atriz e apresentadora de TV. Seu retorno ao Selecter aconteceu em 91, com extensas turnês pelo Japão, Europa e Estados Unidos. Pauline Black (of The Selecter) foi apontada no ano de 2005 pela renomada revista Rolling Stone como o melhor grupo da 2 Tone Records.

Amy Winehouse declarou certa vez - num momento de sobriedade - que seu próximo trabalho teria muito ska, como aqueles do Selecter. Enquanto o álbum novo não vem ela já adiantou as influências num concorridíssimo EP, lançado somente em vinil, cujo preço já atinge mais de 50 pounds no Ebay. O que muitos desconhecem é a paixão da britânica pelo gênero de origem jamaicana, principalmente pelas bandas do selo inglês 2 Tone (que ela homenageia no seu show com versões para "Hey Little Rich Girl", dos Specials, entre outros). Se não fosse Pauline Black ter iniciado essa aproximação entre o ska e o pop britânico, nem Amy, nem Lilly Allen, fãs confessas de Pauline Black, estariam dando hoje seu recado.

Pauline Black é uma mulher símbolo da sua geração. No final dos anos 70 e começo dos 80 liderou o The Selecter, banda britânica formada em Coventry, considerada uma das mais importantes da sua época. Pauline marcou seu tempo, dividindo o cenário com grupos de peso, como Specials e Madness, e também com outras bandas contemporâneas, como The Clash, Sex Pistols, UB40, Gang Of Four, Pretenders, de Chrissie Hynde, e o Blondie.

A voz inflamada e postura única chamavam atenção para o The Selecter de Pauline. Não havia no topo das paradas de sucesso muitos grupos liderados por mulheres, muito menos bandas multirraciais, com presença quase majoritária de negros. Poucos grupos compostos basicamente por imigrantes haviam conseguido façanha semelhante ao Selecter. Eram tempos do National Front nas ruas da Inglaterra, e de uma era de grande recessão econômica, quando Margaret Thatcher ainda buscava reconstruir a economia inglesa. Em meio a esse turbilhão Pauline subia aos palcos com canções bem sacadas e atuais (como era costume entre os grupos da 2 Tone) e arrasava, como na letra de "Everyday" ("...things are getting worse....times so hard..."), que descrevia bem o momento vivido.

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