Dynamite

Entries for month: December 2008

Warung Brasil #001 by 16 Bit Lolitas

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Fim de ano é sempre a época onde surgem as listas, as coletâneas, os top ten, as 50 mais e etc.

E nem é tão fácil fazer isso na verdade. Com tantos artistas que lançaram ótimos trabalhos num ano como 2008, esta tarefa se torna mais que obrigatória. Daí em dezembro, chega a época das férias também, e qual o destino de milhares de turistas que passam ou estão no Brasil? As praias de SC. Agora, tente imaginar suas férias no Litoral sul, ouvindo o Warung Brasil #001. Na verdade, você pode fechar os olhos e se imaginar até no espaço sideral que o 16Bit Lolitas – o duo que montou esse álbum - faz um trabalho competente no quesito “trilha sonora de buaty”.

Pra quem, não sabe, os semi-deuses holandeses da house music que aportam por terras brasileiras todo fim de ano, Aarian “Aad” Olienroock e o Peter Kriek, nunca lançaram uma compilação ou um álbum solo com trabalho próprios. Bem, então porque não lançar todas as produções numa mistura de álbum e long set? Foi exatamente isso que fizeram. E fizeram bem.

 

16Bit Lolitas says: dogville nem é minha fita
 

Daí como eles sempre tocam no Warung, em Santa Catarina, o Gustavo Rossi (que é o dono do megaclube) queria lançar uma coletânea e uniu o útil ao agradável. O resultado disso tudo é um ótimo álbum duplo.

No primeiro, que é exatamente o long set / álbum mixado, traz produções de Sharam Jey, Dnox Beckers, Interplay e muitos outros. Pra você ter uma idéia, o álbum é aberto com Lewie Day – Que é um guri de Melbourne e que fez uma das minhas faixas favoritas de minimal em 2008. 

O disco tem toda uma coisa good-vibes e alegrinha mas à partir da 7ª faixa, Monkfish do Stellos esse climinha fica mais evidente que é complementada pela Distant bar do Astrid Suryanto que tem vocais delicados e intensos, o que só eleva esse sentimento de bem estar. Mas não se preocupe com isso. Esse é o tipo de mix que te mantém com os pés bem presos ao chão.

A faixa mega house do Dorje, a The Music é responsável pela parte mais de ficção científica do disco que puxa a Scared Spirit do Doug McCourt com um baixo estrangulado e com uns plugins 8bit. Old School é futuro. Para tanto, a faixa do Heito& Diringer faz uma ótima deixa pra que o álbum seja encerrado num clima pesado quando entram as produções de D-Nox &Beckers e por último o Interplay.

O resultado do 1º álbum, no contexto geral, é uma aura envolvente e sensual (aura esta que só é alcançada quando é deixada de lado todo o hype das superproduções que nortearam o ano de 2008 na música eletrônica, se é que você, nobre leitor, me entende). Veja bem, eu sou só um apreciador da boa música eletrônica. Mas todo o hype que foi criado em torno de artistas que tiveram seu devido reconhecimento no ano que passou, é só um pastiche do que a música eletrônica é capaz de fazer. Não falo daquela pasmaceira que dizem pra vender artistas de Trance e Goa, sobre transcendência, iluminação, nirvana e good vibes.

 

Nego fica frito e fica falando que viu duendes? Pára, né? Eu to falando do clima de celebração, de amizade e todos esse clichês que tem um certo ar demodê, mas que se fazem presente no primeiro disco. Nem é tão difícil você imaginar esse set numa balada na praia ou num lugar fechado. Contanto que você esteja rodeado de amigos e com vários mojitos a sua disposição, está tudo certo. Bem, o verão é isso, né?

Mas não tema; esse foi só o 1º disco. O disco 2 é um álbum inteiro com material exclusivo dos 16Bit Lolitas. Eles produzem ssuas próprias músicas para seus DJ sets, coisa rara hoje em dia. Digo isso porque, ou nego faz dj set com produção de outroem, ou usa o Traktor e diz que tá fazendo live. Só diz. No Myspace deles, eles falam que fazem uma música entre Studio Music e Club Music.

 

Eu não sei exatamente o que eles quiseram dizer com isso, mas não posso falar o contrário. Da primeira faixa e fodassa Sunrise at Warung que abre para a a Karmageddon, um 4x4 pesado, metálico e profundo. Talvez a terceira faixa estivesse melhor posicionada como segunda faixa. A 4 to 12 não caiu bem ali mas faz uma boa passagem para a Tim Like Breaks.

Sem dúvidas é uma ótima surpresa que este álbum seja um debut. O que não parece de forma alguma. A procedência para a sexta faixa é surpreendente. Repetitions of Life é a parte da trilha sonora de buaty pra conversar com os amigos. Strafish é a hora de voltar pra pista – uma música simples, soberba e maravilhosa. Os graves são jogados na medida certa pra que a Heartbreak Flies e a Murder Weapon entrem e façam com que o Light Jockey apague as luzes e a música termine em fade out e echo. Que faz com que Ceres aumente novamente os graves pra finalmente acabar de vez.

As considerações finais são de que o a´lbum poderia ter sido feito há dez anos atrás, poderá ser a trilha sonora do futuro, o que é realmente irrelevante. Boa música é atemporal. Sem dúvidas o Warung Brasil #001 é uma jornada incrível de quase duas horas com ótimas escolhas músicais e mixagens primorosas que fluem como as ondas do litoral sul o fazem.

Moulinex remixando Sebastien Teller? MINTCHIRA!?

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Sabe o Moulinex, do coletivo francês Valerie? Então, o semideus encarnado do frenchtouch, têm algo novo pra compartilhar conosco meros mortais e servos. Enquanto college faz um remix, aqui e outro ali pro Moulinex O próprio fez um remix fodão para o Sebastien Tellier. Só uma prova de que os blogs estão tendo um sério impacto na indústria musical. Acredite você ou não.

A versão que o 
moulinex criou para 'kilometer' é, justiça seja feita, a melhor música para o álbum homônimo de  sebastien tellier . É claro que  college  é bom pra caralgo também, então tenha certeza denão fazer nenhuma injustiça e ouvir tudo e pegar tudo o que eoncseguir deles
e finalmente em gloriosos 320kbps
sebastien tellier - kilometer (moulinex remix)
college - fantasy park (moulinex remix)

(via discodust)

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Não deixe de conferir a ótima matéria que o Raphael Caffarena do rraurl fez sobre o coletivo Valerie:

http://rraurl.uol.com.br/cena/6007/ 


 

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