Dynamite

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Can You Feel It – Gameplay (Barack Obama Remix)

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canyoufeelit

Uma historinha:

No Longíquo ano de 1987, o Rhythm Conroll lançou o EP, "My House" Pelo selo Catch a Beat. A segunda faixa do lado B era uma acapella (você já deve ter ouvido falar como “The Creator” ou “Jack's House”). Essa acapella foi sampleada do mais longíquo ano de 1986 num EP do Mr. Fingers' o "Can U Feel It".

Em 2002, Trax ressurgiu das cinzas com o "Can You Feel It" com um vocal do Mar tin Luther King (!)

Daí que na semana passada a galerë do Gameplay, Fredo & Thang (AKA Pitch & Hold), estavam de bobeira, dando uma pausa de sua lifestyle belga, e entre um chocolate e uma cerveja de 15º alcóolicos, e no meio de uma conversa sobre todas as faixas lançadas por e sobre o Obama, encontraram  uma em especial que foi tocada em um dos discursos do novo-presidente-mundial, uma Can U Feel It feita para o Chicago connection. E voi-lá! Mixaram com o discurso e zaz. Uma faixa nova, pronta com um toque oldschool e com o Obama.

(via Palms Out Sounds)

Ultraviolet

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É novo, é moderninho, é bonito e contagia! Ultraviolet é um trio de Los Angeles que define seu som como eletro/pop, mas é claro que os xoxators-babacas de plantão vão falar que é new rave. Mas se os meninos dizem que não é então NÃO É! Não encham meu saco com essa história de new rave.

 

New rave my ass!


O som dos meninos é um som para dançar, se jogar, ficar bonito na pista e ser feliz. No site que eles criaram para divulgação tem o EP inteirinho para você baixar.

http://www.ultravioletsound.com/fast.html

 Sejam felizez.

 Edit: Quinta feira eu toco na Torre. Bora? 

Posted by Creep.

Warung Brasil #001 by 16 Bit Lolitas

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Fim de ano é sempre a época onde surgem as listas, as coletâneas, os top ten, as 50 mais e etc.

E nem é tão fácil fazer isso na verdade. Com tantos artistas que lançaram ótimos trabalhos num ano como 2008, esta tarefa se torna mais que obrigatória. Daí em dezembro, chega a época das férias também, e qual o destino de milhares de turistas que passam ou estão no Brasil? As praias de SC. Agora, tente imaginar suas férias no Litoral sul, ouvindo o Warung Brasil #001. Na verdade, você pode fechar os olhos e se imaginar até no espaço sideral que o 16Bit Lolitas – o duo que montou esse álbum - faz um trabalho competente no quesito “trilha sonora de buaty”.

Pra quem, não sabe, os semi-deuses holandeses da house music que aportam por terras brasileiras todo fim de ano, Aarian “Aad” Olienroock e o Peter Kriek, nunca lançaram uma compilação ou um álbum solo com trabalho próprios. Bem, então porque não lançar todas as produções numa mistura de álbum e long set? Foi exatamente isso que fizeram. E fizeram bem.

 

16Bit Lolitas says: dogville nem é minha fita
 

Daí como eles sempre tocam no Warung, em Santa Catarina, o Gustavo Rossi (que é o dono do megaclube) queria lançar uma coletânea e uniu o útil ao agradável. O resultado disso tudo é um ótimo álbum duplo.

No primeiro, que é exatamente o long set / álbum mixado, traz produções de Sharam Jey, Dnox Beckers, Interplay e muitos outros. Pra você ter uma idéia, o álbum é aberto com Lewie Day – Que é um guri de Melbourne e que fez uma das minhas faixas favoritas de minimal em 2008. 

O disco tem toda uma coisa good-vibes e alegrinha mas à partir da 7ª faixa, Monkfish do Stellos esse climinha fica mais evidente que é complementada pela Distant bar do Astrid Suryanto que tem vocais delicados e intensos, o que só eleva esse sentimento de bem estar. Mas não se preocupe com isso. Esse é o tipo de mix que te mantém com os pés bem presos ao chão.

A faixa mega house do Dorje, a The Music é responsável pela parte mais de ficção científica do disco que puxa a Scared Spirit do Doug McCourt com um baixo estrangulado e com uns plugins 8bit. Old School é futuro. Para tanto, a faixa do Heito& Diringer faz uma ótima deixa pra que o álbum seja encerrado num clima pesado quando entram as produções de D-Nox &Beckers e por último o Interplay.

O resultado do 1º álbum, no contexto geral, é uma aura envolvente e sensual (aura esta que só é alcançada quando é deixada de lado todo o hype das superproduções que nortearam o ano de 2008 na música eletrônica, se é que você, nobre leitor, me entende). Veja bem, eu sou só um apreciador da boa música eletrônica. Mas todo o hype que foi criado em torno de artistas que tiveram seu devido reconhecimento no ano que passou, é só um pastiche do que a música eletrônica é capaz de fazer. Não falo daquela pasmaceira que dizem pra vender artistas de Trance e Goa, sobre transcendência, iluminação, nirvana e good vibes.

 

Nego fica frito e fica falando que viu duendes? Pára, né? Eu to falando do clima de celebração, de amizade e todos esse clichês que tem um certo ar demodê, mas que se fazem presente no primeiro disco. Nem é tão difícil você imaginar esse set numa balada na praia ou num lugar fechado. Contanto que você esteja rodeado de amigos e com vários mojitos a sua disposição, está tudo certo. Bem, o verão é isso, né?

Mas não tema; esse foi só o 1º disco. O disco 2 é um álbum inteiro com material exclusivo dos 16Bit Lolitas. Eles produzem ssuas próprias músicas para seus DJ sets, coisa rara hoje em dia. Digo isso porque, ou nego faz dj set com produção de outroem, ou usa o Traktor e diz que tá fazendo live. Só diz. No Myspace deles, eles falam que fazem uma música entre Studio Music e Club Music.

 

Eu não sei exatamente o que eles quiseram dizer com isso, mas não posso falar o contrário. Da primeira faixa e fodassa Sunrise at Warung que abre para a a Karmageddon, um 4x4 pesado, metálico e profundo. Talvez a terceira faixa estivesse melhor posicionada como segunda faixa. A 4 to 12 não caiu bem ali mas faz uma boa passagem para a Tim Like Breaks.

Sem dúvidas é uma ótima surpresa que este álbum seja um debut. O que não parece de forma alguma. A procedência para a sexta faixa é surpreendente. Repetitions of Life é a parte da trilha sonora de buaty pra conversar com os amigos. Strafish é a hora de voltar pra pista – uma música simples, soberba e maravilhosa. Os graves são jogados na medida certa pra que a Heartbreak Flies e a Murder Weapon entrem e façam com que o Light Jockey apague as luzes e a música termine em fade out e echo. Que faz com que Ceres aumente novamente os graves pra finalmente acabar de vez.

As considerações finais são de que o a´lbum poderia ter sido feito há dez anos atrás, poderá ser a trilha sonora do futuro, o que é realmente irrelevante. Boa música é atemporal. Sem dúvidas o Warung Brasil #001 é uma jornada incrível de quase duas horas com ótimas escolhas músicais e mixagens primorosas que fluem como as ondas do litoral sul o fazem.

Promoção Hello, Kate!!

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Você tá sabendo da promoção que o blog Drama e a banda Hello, kat!! tá fazendo?

Então olha ali no canto ou acessa issaqui!


 

Skol Beats. O Festival que você fez foi uma falha. Desculpe.

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Skol Beats

O Festival que você fez, foi uma falha.


Uma fria noite num shopping de céu aberto com um – ótimo - show do Justice e um show do Digitalism numa primavera com cara de inverno. Talvez essa a melhor definição para a 9ª edição do Skol Beats.

Neste ano, a produção do evento decidiu co-criar o evento junto com o público, através de discussões no fórum do site sobre os artistas e o formato do evento. Grande parte dos artistas foram escolhidos tendo em vista os votos feitos no fórum. Apenas os artistas da Tenda Terra não foram escolhidos por este processo. Com a – estranha - estrutura de um palco principal e duas tendas, sendo uma aqui e outro acolá , o evento parecia um garoto perdido no meio de um tiroteio numa rave. Entendeu?

Assim, vamos por partes.

A abertura do evento ficou pelo Killer on The Dance Floor que não teve uma votação muito expressiva no fórum do Skol Beats. Ok, o SB tem fama de apostar em vanguarda e alguns nomes ali no festival não tinham sido votados (como é o caso dos artistas na Tenda Terra). É legal apostar na vanguarda, mas para uma dupla que não possui uma base tão consolidada (veja bem, eu adoro o KOTD)abrir um festival é meio tiro no pé e deveras arriscado. Além de ser uma puta responsabilidade para todos os lados envolvidos.

 

Já que é pra abrir um festival que tal apostar em hits? Funciona? Funciona! Vamos fazer isso? Vamos... Deu certo né? Deu. Ok. A apresentação deles foi tipo isso. Um remix ali (Destaque para o remix de Rihanna e Madonna. Ok, foram bons mesmo.) umas produções ali e só. O clima era esquentar a galera que começava a chegar. Aí veio o Montage com seu electro made in Ceará e o Daniel Peixoto performático como sempre pula, dança, xinga, grita, chama convidados (Bárbara do Impostora. Oi?) mas não dá pra saber se foi bom por que a maioria das apresentações são iguais ou pelo momento.Foi um ponto importante na carreira da banda (dupla?) cearense, é claro. Mas inegável que não era o lugar apropriado para essa apresentação. Convenceu, mas foi FAIL!. Alguns minutos de espera e entram Layma Leiton e Iggor (Igor com um 'gê' ?)Cavalera, a.k.a MixHell.

Montage

 

Mixhell

 

foto: divulgação 

A surpresa foi a presença de uma bateria no palco, dando um ar orgânico ao duo maximal-overpower-casal-semi-deuses-encarnados (contém ironia) que já remixou Bitchee Bitchee ya Ya Ya e inúmeras outras bandas. Foi ok, mas algo deu errado. Não entendi exatamente a apresentação. Vamos encarar como um aquecimento para a próxima apresentação. E isso é o que você precisa saber sobre eles. Sério.

Depois de todos os artistas que abriram, hora do show do Jus... HAHAHAHAH. O highlight da noite claro que foi a tão aguardada dupla francesa das jaquetas de couro. Quem mais? O Mixhell não foi. Nada pessoal.

foto: divulgação

Gaspard Augé e Xavier de Rosnay não falam. Fumam um cigarro atrás do outro e levantam a mão. É um show frio (em termos e em relação a atitudes deles em relação ao público). Mas para quem estava na grade não soou nada frio. O interessante foi a presença de mais indies do que araras circa 97 (também conhecidos como um tipo raro hoje, em vias de extinção: os clubbers). É a verdadeira democratização da música eletrônica. Viva a inclusão digital. Voltando ao show do Justice; No palco 'um potente soundsystem' de 8x8 decorativo e a famosa cruz no meio do palco (daí o nome Cross ou † ou qualquer coisa relacionada a isto) a dupla que já tocou anônima aqui em 2005 no extinto Amp Galaxy, voltou triunfal com a mala cheia de hits. Estavam todos lá: “We Are Your Friends” do SMD mas já adotada para o Justice e que foi o hit indie de 2006, o recorte “D.A.N.C.E” (que é uma singela homenagem a Michael Jackson. A dupla não fala inglês, então selecionaram frases de músicas do rei do pop e botaram um balde de crianças para cantar. Deu certo)e a disco-glitch-tech-maximal “D.V.N.O”. Até mesmo momentos tensos como “Stress” (Cujo clipe dirigido por Romain Gavras foi vetado por televisões européias e americanas por ser considerado uma apologia a violência) ficaram extremamente dançantes ali. Fim do show, corpos moídos e alguns pontos de audição a menos, hora de descansar.


 

Claro, não fui ver o Marky que é uma perca de tempo total.

Pausa para uma análise sobre o Marky: O cara pode ter sido e pode até ser o maior dj do Brasil. Mas de um estilo morto, de quando a música eletrônica precisava ser levada para fora dos clubes. A cena mudou, hoje existe uma aceitação 'midiática' da e-music. O Drum n' Bass é dado como morto. IMHO ou é muita brodagem ou falta de uma curadoria ali. Fico com as duas opções, pode ser?

Não viu o Marky? Não perdeu nada. Se você já viu um set-desde-sempre já sabe o que esperar.

A próxima atração eu não entendi direito. Era o tal do Pendulum. Uma cópia de Linkin Park que não funcionou, não empolgou, o som falhou e meia de dúzia de fãs gostou. Acabou.

Não fiquei até o Digitalism tocar. Mas segundo relato do meu acompanhante e fotógrafo wannabe (hahahahahaha)Goss foi a melhor apresentação da noite. Apesar do Som Baixo, o live empolga e apesar de um problema técnico aqui e outro ali, as músicas da dupla se encaixam uma na outra (algo que não acontece com o Justice, apesar de ter uma ótima mixagem) como se fossem uma só. E não são. De certa forma, num festival de música eletrônica isso é ótimo. Perdi no final das contas o Agoria e o Dubfire.


O Skol Beats chegou a sua 9ª edição. Mas talvez não chegue a décima. Esperamos que nem chegue. O evento que batia no peito de ser o maior festival de música eletrônica, hoje não passa de mais um festival com cara de shopping. Mercado Mundo Mix? Praça de alimentação H2o+Lanchonetes de Grife? Djzinhos engana trouxa no vazio? Nem uma caixinha de som sequer? Se o Skol Beats não acabou agora, espero que o Creamfields em 2009 preencha a vaga de um festival de música eletronica por aqui. Na verdade não existe a necessidade. A cena hoje é auto-suficiente e exporta nomes para fora. Mas Ninguém vem pra cá, daí a necessidade de eventos como esse. E se a 10ª edição não melhorar: RIP.


Veja trechos SB

 

 

 

Links: 

http://www.skolbeats.com.br/

www.myspace.com/etjusticepourtous

www.myspace.com/digitalism

www.fotolog.com/montage

-> Logo mais colocarei algumas músicas no ar dos artistas dessa edição do Skol Beats.

 

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