Dynamite

Entries for month: June 2009

"Apenas o Fim" de Matheus Souza". Jovem genialidade.

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"Apenas o Fim' é o filme de estreia de Matheus Souza, um jovem diretor de 20 anos de idade, que em seu terceiro ano da faculdade de cinema, realizou seu primeiro longa metragem. E com isso, conquistou o público e a  crítica no Festival do Rio, com o Troféu Redentor de Melhor Filme - Júri Popular e a Menção Honrosa, além do prêmio de Melhor Filme - Júri Popular, na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Matheus Souza, apesar de sua pouca idade, nos mostra um filme cheio de referências, clássicas e populares, que vão de Bergman, Wood Allen a Pokemon e Britney Spears.

O premiado e conceituado diretor Domingos de Oliveira (Todas as Mulheres do Mundo, Femineces, Juventude..), após assistir seu filme no Festival do Rio declarou: "Esse garoto poderia ser meu filho". Talvez por, assim como Domingos, Matheus realize um cinema de roteiro e altamente autoral.

A historia se passa no campus da PUC - Rio, no período diegético de um hora (recheada de flashbacks), onde um casal conversa sobre o futuro e o fim inesperado de seu relacionamento, motivado pela viagem de um dos personagens.

Antônio (Gregório Duvivíer) e a sua namorada (Érika Mader) passam o filme discutindo a relação, relembrando historias, encontrando amigos. Coisas do cotidiano, coisas simples, e por isso mesmo, tão geniais. Poucas assuntos são mais geniais que debater o simples com tanta riqueza e sensibilidade.

O filme veio como uma grande surpresa, arrebatando o público, atraindo jovens ao cinema, com a proximidade de referências e vocabulário, há também o interesse do público mais velho, como o próprio Domingos de Oliveira no auge de seus 73 anos,  pela inteligência do roteiro, pela forma conceitual do filme (meio nouvelle vague), com luz natural, andando no meio de cenários reais, além do ótimo trabalho de atores e edição por exemplo.

O filme claro, tem limitação de produção, realizado com equipamentos, parte emprestado da própria PUC - Rio e parte com apoio da MAICO LUZ (empresa que sempre apóia filmes independentes no Rio de Janeiro), "Apenas o Fim" apresenta problemas no áudio, e se percebe uma certa limitação criativa por falta de verba, mas nada que consiga comprometer nem de longe o filme.

Em um período em que as distribuidoras buscam super produções e apenas grandes lançamentos, o Grupo Estação dá uma dentro em nos trazer "Apenas o Fim", mesmo com uma limitada campanha de lançamento.

O boca a boca desse filme com certeza será sua grande arma. Por isso fica a dica. NÃO PERCA "Apenas o Fim".

"A Festa da Menina Morta" de Matheus Nachtergaele. Um filme ousado e autoral.

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Acumulando prêmios de direção, atuação, roteiro e fotografia, "A Festa da Menina Morta", filme de estreia de Matheus Nachtergaele como diretor, chega aos cinema. “A Festa da Menina Morta” é um filme ousado e inovador em sua forma de nos contar uma historia sem medos, e com a cara do Brasil

A premissa do roteiro, de autoria de Matheus juntamente com Hilton Lacerda, foi tirado de uma festa real, que ocorre no interior do Amazonas. Dentro dessa premissa, se criou essa ficção, no qual ele mesmo na apresentação do filme definiu, que "não era um filme para se entender, pois nada era muito óbvio. Era um filme para sentir"

Em um primeiro momento, o filme se apresenta um tanto confuso, e até perdido se o roteiro não nos pega de primeira. Porém, também nos apresenta inúmeras qualidades.

Mateus trabalhou com incontáveis diretores de cinema, teatro e tv. Inteligente como é, tirou de sua experiência como ator, diferentes trabalhos de direção de atores. E seu filme apresenta um trabalho de direção de atores impressionante.

Estão presentes em seu filme nomes como Daniel de Oliveira, Jackson Antunes, Dira Paes, Juliano Cazarré, e mais todos os não atores que trabalharam no filme apresentam um trabalho de interpretação impecável. Só por essa questão o filme já valeria o ingresso, porém as qualidades não param por aí.

O diretor optou em realizar seu filme, na cidade de Barcelos, no Amazonas. aproveitando pessoas da própria cidade para trabalhar em seu filme. Para isso, levou a Manaus por exemplo, professores de teatro e atores do Rio e São Paulo para ministrarem workshops de interpretação para esse atores estreantes.

O filme é curiosamente todo trabalhado em planos sequências. A fim de se passar mais realismo, nos deixar mais próximos dos personagens. Mas essa opção, acabou em certos momentos prejudicando a fotografia. Algumas vezes, mesmo em cenas diurnas, o contraste das sombras, escurecem demais as cenas. O já conceituado diretor de fotografia Lula Carvalho, acaba não acertando a mão dessa vez, mesmo assim, a fotografia do filme ganhou prêmios no Festival de Los Angeles e de Gramado.

Matheus, ousado como sempre foi, coloca, talvez pela primeira vez no cinema brasileiro, um incesto gay, entre pai e filho, personagens de Daniel de Oliveira e Jackson Antunes, são os protagonizam esse incesto. Os dois atores, apresentam um trabalho impressionante.

Curioso perceber que essa relação entre os dois,só é claramente comentada pelo personagem da mãe, interpretada por Kassia Kiss, que faz Santinho (Daniel de Oliveira) perceber, que tipo de relação existe entre ele e seu pai (Jackson Antunes).

Matheus Nachtergaele em seu primeiro filme apresenta acima de tudo, um cinema independente e autoral, onde mais interessado de realizar um cinema que divirta e conquiste um grande número de soma em bilheteria, seu cinema quer fazer sentir e pensar.

Vencedor do Mix Brasil 2007, "De Repente, Califórnia". Estreia nesta sexta

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"De Repente, California", o longa de estreia do diretor de curta metragens Jonah Markowitz, mesmo atrasado, chega ao Brasil com uma bem sucedida carreira. Prêmios internacionais e tambem aqui no Brasil, o filme foi vencedor do prêmio de melhor filme no Festival Mix Brasil em 2007.

Muito bem realizado, com bela fotografia, boa música, boas interpretações e com um roteiro impecável, careta, mas impecável. O roteiro do também diretor Jonah Markowitz, é tão redondinho que parece ter saido de um manual de roteiro. Tudo é muito facil de identificar. As viradas de ato, o momento onde o mocinho resolve lutar para sair do "mundo especial", e mesmo com um final previsível, o filme não faz feio.

A historia de amor entre dois jovens de uma pequena cidade de praia no interior da Califórnia, onde, um deles,o mais velho, é rico e bem resolvido sexualmente, se envolve com um jovem humilde, cheio de conflitos internos, parece comum, meio gata borralheira e o príncipe, mas quando se fala de filmes de temática gay,  esse tipo de romance ainda foi pouco trabalhado no cinema.

 


Problemas de aceitação pessoal e da família, fazem com que Zach se deixe levar pela segurança que sente ao lado de Shaun, irmão mais velho de seu melhor amigo. O desenvolvimento dessa relação, com todos os problemas que ela pode trazer é o grande conflito do filme.

"De Repente, Califórnia", é mais um filme onde, mais que um filme de temática gay, é uma leve historia de amor. Sua boa produção, faz com que filmes com essa temática saiam dos circuitos mais fechados e comecem a entrar em cinemas maiores, ajudando o público se acostumar com as diferenças.

De Repente, Califórnia” é filme de estreia da distribuidora especializada em filmes GLS, "Filmes Mix". Quanto ao filme, Suzy Capó, dona da distribuidora declarou,  "O filme é feito por e que para quem tem um grande coração. Agrada o público gay, mas faz qualquer espectador se apaixonar". "De Repente, Califórnia" tem estreia prevista por aqui nos dias 05 de junho em São Paulo, e dia 19 em Porto Alegre e no Rio de Janeiro.

Continuando a trazer filmes com esse nível de qualidade, a "Filmes Mix", logo logo se tornará referência de distribuição de filmes alternativos que dificilmente chegariam ao país.


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