Dynamite

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"A Fita Branca" é o grande vencedor da Palma de Ouro em Cannes.

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Das Weisse Band” do austriáco Michael Haneke, diretor de “Cache” e “Professora de Piano”, é o grande vencedor da Palma de Ouro em Cannes. O prêmio mais importante do cinema mundial, teve disputa acirrada, polêmicas, e muitos outros elementos que fazem de Cannes, não somente o mais importante como o também o prêmio com a maior cobertura dla imprensa especializada no mundo todo.

O filme, traduzido ao pé da letra para ser lançado no Brasil, “A Fita Branca” teve até acusações de proteção da presidente do juri Isabelle Huppert, que quebrando o protocolo foi quem entregou o prêmio ao diretor. Huppert, que em 2002 dirigida por Haneke, ganhou a Palma de Ouro de melhor atriz por seu papel em “A Professora de Piano”.

O filme já tem distribuidora garantida por aqui, a Imovision, que também distribuiu “Cache”, pretende alcançar com o filme o número de 200.000 espectadores, que para um filme de arte pode ser considerado um grande sucesso. “Cache” por exemplo, que também pode ser considerado um sucesso, teve 120.000 espectadores no país.

Apesar de distribuidora garantida, “A Fita Branca” ainda está sem data de estreia definida pela Imovision, O filme foi aclamadíssimo no festival, sendo um dos preferidos da crítica especializada em Cannes - chegando a arrebatar o prêmio da FIPRESCI (Federação Internacional de Críticos de Cinema) no festival.

Com fotografia em preto e branco, o título transporta o espectador à Alemanha de 1913-1914, enfocando o ambiente repressor e abusivo no qual cresceu a geração que mais tarde criaria o nazismo. Elas são educadas sob os rígidos princípios do protestantismo e, quando falham, são submetidas a penalidades físicas e humilhações morais. Trata-se de uma co-produção entre Alemanha, Áustria, França e Itália.


Vejamos alguns filmes que participaram de Cannes, e já possuem previsão de estreia por aqui.

  • Los Abrazos Rotos (Pedro Almodóvar,  Paramount) 20 de novembro

  • À Deriva (Heitor Dhalia ,Paramount) - 31 de julho

  • Anticristo (Lars Von Trier, Califórnia) – 11 de setembro

  • À Procura de Eric (Ken Loach ,Califórnia) – 11 de dezembro

  • Arrasta-me para o Inferno (Sam Raimi, Paramount) - 14 de agosto

  • Bastardos Inglórios (Quentin Tarantino, Paramount) - 23 de outubro

  • I Love You, Phillip Morris (Glenn Ficarra e John Requa ,Imagem) 30 de outubro

  • Taking Woodstock (Ang Lee, Paramount) - 18 de setembro

  • Up - Altas Aventuras (Pete Docter e Bob Peterson, Disney) - 4 de setembro

  • No Meu Lugar (Eduardo Valente, Videofilmes) 14 de julho

Em cartaz, montagem de "Vestido de Noiva" de Nelson Rodrigues. Com Leandra Leal, Marcello Antony e grande elenco.

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“Vestido de Noiva”, de Nelson Rodrigues, teve sua primeira montagem em 1943, tendo como diretor o polonês mais brasileiro da história do teatro, Zbigniew Marian Ziembinski. Mais tarde conhecido apenas como Ziembinski, ele trouxe naquela época um novo respiro, ou mesmo uma nova forma, ao teatro brasileiro, considerada a partir daí como a “Era do Teatro Brasileiro Moderno”.

De lá pra cá, o teatro cresceu e muitas montagens de Nelson e novos autores, e também muitos clássicos internacionais, foram realizados por aqui. No entanto, Nelson Rodrigues continua atual e forte como na primeira vez que seu texto foi apresentado, como fala o diretor da montagem que está em cartaz no Teatro Vivo em São Paulo, desde o último dia 09 de maio. “É uma peça extremamente atual, que lida com o conflito entre desejo e impedimento, amor e morte”.

A montagem do conceituado diretor Gabriel Villela conta com atores conhecidos do grande público. Marcello Antony interpreta o protagonista Pedro, Leandra Leal sua noiva Alaíde e Vera Zimmermann faz o papel de Lúcia, irmã de Alaíde. Mas a grande e boa surpresa fica por conta de Luciana Carnielli, na pele de Madame Clessi, uma personagem riquíssima que cai como uma luva para a atriz. Diga-se de passagem, que entre as inserções musicais, ela é quem dá o show de voz e interpretação.

No elenco, é Marcello Antony quem tem visivelmente a mais fraca interpretação. Ao cantar em solo, sua voz parece sumir. O restante do elenco (Vera Zimmermann, Leandra Leal, Maria do Carmo Soares, Pedro Henrique Moutinho, Rodrigo Fregnan, Cacá Toledo, Helô Cintra e Flávio Tolezan) faz bonito no palco.

O figurino, assinado pelo próprio diretor, é uma mistura de texturas, como a própria peça sugere: realidade, sonho e fantasia. A iluminação também ajuda nessas três pontuações.

Escrita por Nelson Rodrigues em três atos, aqui na montagem de Villela tem apenas dois atos, divididos por um intervalo de 15 minutos. "O primeiro e segundo atos da peça acontecem o tempo inteiro dentro da alucinação. A realidade, que às vezes penetra nesse mundo, se dá por informações pontuais, como os sons do acidente, os batimentos cardíacos da personagem enquanto o médico a está operando. Mesmo assim, os dois mundos estão muito interligados, interpenetrados", explica o diretor.

É importante lembrar, que assim como o texto de “Vestido de Noiva”, o teatro do "Anjo Pornográfico" como um todo foi um grande marco para o teatro no Brasil, que até então consistia em montagem de chanchadas. Então é sempre válido assistir a uma montagem de seu texto.

Serviço: Vestido de Noiva está em cartaz desde 9 de maio, no Teatro Vivo (Avenida Chucri Zaidan, 860, Brooklyn). A temporada vai até o dia 5 de julho, sempre às sextas e sábados, às 21h30, e domingos, às 19 horas (a partir de junho, também às quintas-feiras, às 21h30). Classificação: 14 anos.  

“Star Trek”, do diretor J.J. Adrams e “'Um Ato de Liberdade'”, com o ator Daniel Craig, estreiam no cinema.

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Final de semana com dois lançamentos esperado no cinema. O primeiro, o mais esperado, até agora,  filme de ação do ano. O novo “Star Trek”, dirigido e produzido por J.J. Abrams, criador do seriado “Lost”, promete literalmente agradar a gregos e troianos com seu novo filme.

Isso significa, que Abrams prometeu agradar ao trekers e também ao público que não conhece os outros filmes da série e nem mesmo a série da televisão.

“Star Trek” promete ser o maior lançamento do ano até agora. Por aqui, a Paramount estreia o filme em 290 salas, Nos EUA, o lançamento acontece em 3,8 mil cinemas. O filme entra em cartaz simultaneamente em quase todos os continentes, se falando de grandes mercados, temos a exceção do México e do Japão. 

Orçamento estimado em US$ 150 milhões de dólares, “Star Trek” de J.J. Abrams é de longe a mais sofisticada produção de "Jornada nas estrelas". Abrams, que foi produtor e diretor do filme, quer dar a "Star trek" uma inédita “vibe” de vida real, e para isso faz uso de locações terráqueas sempre que possível ao longo da película. 

Abrams parece estar disposto a trazer a franquia “Star Trek” de volta para as rodas de conversas dos jovens, Visto que hoje, é difícil encontrar um fã de “Jornada nas Estrelas”, com menos de, sendo bem simpático, 30 anos.

Com menor força, mas não menos interessante, Um ato de liberdade, distribuído pela Imagem, do diretor  Edward Zwick (de Diamantes de Sangue), é um drama de guerra estrelado por Daniel Craig, chega aos cinemas em módicas 42 salas.

'Um ato de liberdade'  é baseado no livro de Nechama Tec. O longa conta a história de quatro irmãos judeus, os Bielski, que entraram para a História como os responsáveis por salvar o maior número de judeus durante a Segunda Guerra. Eles integraram uma unidade que acabou se transformando num grupo de resistência ao avanço nazista.  

Tudo pronto para disputa da Palma de Ouro. Cannes 2009, de 13 a 24 de maio..

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undefinedO mais respeitado prêmio de cinema mundial está com tudo pronto para começar. Esse ano, quase a totalidade dos diretores são velhos conhecidos da Croisette. De volta a Cannes, temos diretores como Almodóvar, Tarantino, Alain Resnais e Ang Lee por exemplo, e outros estreando como Johnnie To, Tsai Ming-Liang e Michael Haneke. De volta também, o já vencedor da Palma de Ouro por “Dançando no Escuro, o diretor Lars Von Trier, com seu seu cinema de terror, que promete muita expectativa.

Por falar em expectativa, nos aqui no Brasil, torcemos para as distribuidoras se empolgarem com os filmes, e que a maioria já chegue por aqui para fazer parte de nossos maiores eventos cinematográficos: “O Festival do Rio” e a “Mostra de Cinema de São Paulo” que geralmente acontecem em setembro e outubro respectivamente.

“Up”, produção da Disney que será o filme de abertura do Festival já tem distribuição garantida por aqui. Mas, nos, os apaixonados por cinema, esperamos mesmo poder assistir logo e na telona (não baixar pela internet), filme como o novo do Thirst, de Park Chan-Wook, Looking For Eric, do Ken Loach ou ainda Les Herbes Folles, do bom e veterano Alain Resnais. Claro sem contar com Almodóvar e Tarantino, que sabemos que chegará por aqui com certeza.

Um ano sem os arrebatadores irmãos Dardenne, promete uma disputa mais acirrada e até agora sem um grande preferido. Cannes é o festival mais divulgado pela imprensa internacional. Não o mais popular, pois perde para o Oscar, porém o mais respeitado e esperado pela imprensa especializada.

Ficamos com  pequenas sinopses de alguns filmes que estão sendo apresentados por lá e a lista dos que concorrem a Palma de Ouro:

“Thirst”, de Park Chan-Wook: Neste filme do realizador de Oldboy, uma experiência médica mal conduzida transforma um padre em vampiro. Segue-se a sede por sangue e o tormento da culpa. Ou: um sul-coreano de caninos aguçados em busca de um grande prémio. Curiosidade máxima!

Los Abrazos Rotos, de Pedro Almodóvar: Um cineasta a caminho da cegueira recorda o amor da sua vida e o incidente que conduziu à perda da visão. Em competição.

Up, de Pete Docter e Bob Peterson: Um velhote prende milhares de balões de hélio à sua casa e voa em direcção à América do Sul. Sem querer, leva com ele um escuteiro. A Pixar abre assim o Festival com uma animação que esperemos, seja ao mais alto nível. "

 "Agora" de Alejandro Amenabar: Um escravo no Egipto da era romana converte-se ao cristianismo, procura a liberdade e perde-se de amores pela sua amante, uma filósofa ateia. Está fora de competição

“Looking For Eric, de Ken Loach: O futebolista Eric Cantona (interpretado pelo próprio) providencia a filofosia necessária para que as vidas de um carteiro e de um fanático da bola não atinjam o caos. Em competição.

“Taking Woodstock”, de Ang Lee : Um aspirante a decorador de interiores permite aos organizadores do Festival de Woodstock usarem o motel dos seus pais como base de operações. A América dos anos sessenta na corrida à Palma d'Ouro. Para os amantes da música. 

 

 Em competição a Palma de Ouro 2009

Los Abraços Rotos, Pedro Almodóvar, Espanha

Antichrist, Lars Von Trier, Dinamarca

Bak-Jwi, Park Chan-wook, Coréia do Sul

Bright Star, Jane Campion, Reino Unido

Chun feng chen zui de ye wan, Lou Ye, China

Enter the void, Gaspar Noé, França

Fish Tank, Andrea Arnold, Reino Unido

Les Herbes Folles, Alain Resnais, França

Inglourious Basterds, Quentin Tarantino, EUA

Kinatay, Brillante Mendoza, Filipinas

Looking for Eric, Ken Loach, Reino Unido

Map of the Sounds of Tokyo, Isabel Coixet, Espanha

A l'Origine, Xavier Giannoli, França

Un Prophète, Jacques Audiard, França

Taking Woodstock, Ang Lee, EUA

The Time That Remains, Elia Suleiman

Vengeance, Johnnie To, França/Hong Kong

Vincere, Marco Bellocchio, Itália

Visage, Tsai Ming-liang, França/Taiwan

Das Weisse Band, Michael Haneke, Áustria

“Estômago” é o Melhor Filme de 2008, segundo Academia Brasileira de Cinema.

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O Prêmio de Melhor Filme do Ano de 2008, com o nome esse ano (depende do Patrocinador,pois já foi Prêmio TAM), de Prêmio Vivo de Cinema, foi para o filme “Estômago” do diretor Marcos Jorge.

Concorrendo com outros bons filmes como  “Ensaio Sobre a Cegueria”, “Meu Nome Não é Johnny”, “Linha de Passe”, “O Banheiro do Papa” e “Chega de Saudade,  “Estômago” abocanhou os dois principais prêmios: Melhor Filme e Melhor Direção.

“Meu Nome Não é Johnny” foi indicado a 14 categorias, junto com “Estômago”; O filme do diretor Mauro Lima, maior sucesso nacional da bilheteria de 2008, levou quatro premiações: Melhor Ator para Selton Mello, Melhor Montagem, Som, Trilha Sonora Original e Atriz Coadjuvante, para Julia  Lemmertz. 

"Ensaio Sobre a Cegueira", do diretor Fernando Meirelles, concorria a 13 categorias. Levou principalmente em categorias técnicas como melhor direção de arte, fotografia, efeitos visuais e maquiagem. "É um filme falado em inglês, apesar de ser um filme brasileiro. Fotógrafo, diretor de arte, maquiador, música. Tudo brasileiro", afirma o diretor. 

“Ensaio Sobre a Cegueira” foi o filme mais injustiçado do ano. Não somente por aqui. É um belo filme, uma direção segura, uma ótima e crítica historia, com interpretações inesquecíveis. Sem contar com todo domínio técnico do filme.

“Estômago” é tamtém ótimo filme. Não arrebanhou multidões ao cinema, talvez por fraca divulgação, ou mesmo por apresentar um cinema com mais autoral, e ainda a falta de atores globais, o que no Brasil faz diferença para atrair público ao cinema.

Os ótimos João Miguel. Fabiula Nascimento, Babu Santana, apresentam interpretações apaixonantes. Ainda o roteiro, a direção, direção de arte. O filme merecia tal reconhecimento, já que teve esse reconhecimento de por parte do público.

O cinema nacional tem crescido. Devagar feito as pazes com o público. Nossas premiações ainda mudam de nome dependendo do patrocinador anual. Mas a vontade de fazer cinema entre nossos diretores, roteiristas, produtores, atores, é o que realmente tem levado o cinema pra frente.

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