Dynamite

Entries for month: April 2009

"W.", de Oliver Stone. Bush Jr, o mais patético dos presidentes americanos.

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Pode-se dizer, que Oliver Stone está entre os mais politicamente engajados, dos diretores americanos. Diretor de clássicos políticos como "Nixon", "JFK - A Pergunta que não quer calar", "Platoon", "Nascido em 4 de Julho", todos fazendo fortes críticas ao governo americano. Em seu ultimo trabalho, que chega aos cinemas nesta sexta dia 24, o diretor faz uma grande crítica ao ex-presidente e a era Bush.

"W." é talvez o filme mais sarcástico do diretor. Ainda assim, foi acusado de ser condescendente com o seu personagem, o ex-presidente George W. Bush, o que eu discordo, pois Stone nos mostra, como ele mesmo falou no encontro promovido pela Folha e o Cine Bombril, que quis mostrar como um candidato e uma equipe totalmente equivocada chegaram a presidência dos EUA.

Em "W." o diretor nos apresenta um Bush patético, trapalhão, um playboy que tem como maior argumento a se candidatar a presidência um "chamado divino". Isso mesmo, Bush se compara a Moisés, e diz que teve um chamado de Deus para se candidatar a presidência.

Josh Brolin está incrível no papel. O ator, que em "Milk" de Gus Van Sant interpretou outro político enfadonho, Dan White, faz aqui um outro trabalho inesquecível. "W." tem outro ponto em comum com "Milk", a interferência de imagens reais na sua diegese, o que dá maior veracidade ao filme. 

Segundo o próprio Oliver, ele quis ser o mais justo possível com seu personagem, sua pesquisa, além de imagens, teve a leitura de várias biografias, o que vemos por exemplo do seu relacionamento com o pai, está tudo em suas biografias. Relacionamento esse por sinal, quase que patológico.

Movimento de câmera que por muitas vezes se aproxima do documentário, mistura de imagens reais em meio as ficcionais, isso tudo deu um tom mais documental ao filme, mas que destoa da fotografia certinha demais em muitos outros momentos.

 

Esse talvez, seja o mais irônico dos filmes de Oliver Stone, recheado de música do imaginário americano, como "Pompa e Circunstância", "Aleluia" entre outras, dando esse tom cômico  e sarcástico em algumas cenas que nos mostram um presidente  claramente risível. 

Exemplo disso é a visita do presidente ao hospital para visitar vítimas de guerra, quando faz uma pergunta para um soldado que não pode falar pois está com a face destruída. O constrangimento parece não abalar, somente o presidente.

Oliver Stone falou em seu bate papo virtual para Folha, que a era Bush está muito presente e viva ainda hoje, por isso mesmo viu a importância da realização desse filme mesmo depois da saída do presidente George W. Bush.
"W." é um filme para ser visto, até mesmo para não se esquecer desse que foi, de quem já se fala de pior presidente dos EUA, ou o maior equivoco. 

Tanto que as majors americanas não quiseram patrocinar o filme, e Oliver, mesmo sendo um diretor consagrado vencedor de dois Oscars, por "Platoon" e "Nascido em 4 de Julho", teve que buscar dinheiro fora do pais para realizar seu filme.

Sendo assim, "W." é uma produção dos seguintes paises: EUA / Alemanha / Austrália / Hong Kong / Inglaterra. Isso, porque não é um filme caro para os padrões Hollywoodianos, tendo o custo de 25 milhões de dólares.

O filme estreia hoje nos cinemas, e não pode deixar de ser visto, até mesmo para não se esquecer de tais equívocos.

Brasil representado em Cannes com o filme “À Deriva”, de Heitor Dhalia

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Heitor Dhalia teve seu terceiro longa, “À Deriva”, convidado a participar do Festival de Cannes, dentro da mostra  "Un certain regard"  (Um Certo Olhar), que está dentro da mostra oficial do Festival.

Tendo no elenco, Vincent Cassel, Débora Bloch e Camile Belle, o filme que ainda não estreou no Brasil, já chegará por aqui com esse importante título de fazer parte da seleção oficial de Cannes.

Apesar de ser conhecido principalmente como diretor de publicidade,  Heitor Dhalia tem construído uma sólida carreira  como diretor de cinema. Com filmes de sucesso de público e crítica,  como os conceituais “Nina” e “O Cheiro do Ralo”.

Concorrendo à Palma de Ouro temos os espanhóis Pedro Almodóvar com “Los Abrazos Rotos” e  Isabel Coixet, por "Map of the sounds of Tokyo", o americano Quentin Tarantino com  "Inglorious basterds", o chinês Ang Lee apresentará "Taking Woodstock", "Antichrist", do dinamarquês Lars von Trier., e ainda o cineasta francês Alain Resnais, de 86 anos, com seu ultimo trabalho "Les Herbes Folles", e mais outros 15 filmes que concorrem a Palma de Ouro.

Essa variedade de nações representadas no festival, vem provar que Cannes, é o maior, e mais globalizado de todos os festivais. É um Festival que aponta tendências cinematográficas, apresenta novos diretores e é o mais esperado festival por qualquer cinéfilo.

A 62ª edição do Festival de Cannes ocorrerá entre os dias 13 e 24 de maio, e terá como filme de abertura a animação "Up" dos estúdios Walt Disney e o encerramento ficará com o filme"Coco Chanel & Igor Stravinsky", de Jan Kounen.

 

"Antichrist” de Lars Von Trier. E Satanás criou o mundo...

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Partindo da premissa que o mundo é criação de Satanás e não Deus, o novo filme de Lars Von Trier, diretor de obras primas como “Dogville” e “Dançando no Escuro”, apresenta seu primeiro trailler.

“Antichrist” conta a historia de um casal, vivido por Charlotte Gainsbourg (Não Estou Lá) e Willem Dafoe (Um Segredo entre Nós), que se muda para uma cabana nomeio da floresta, em sinal de luto, depois de perderem o filho, e também com o intuito de reafirmarem o casamento.

Porém, o casal passa a ser testemunha de acontecimentos obscuros que acontecem na natureza, mudando assim o rumo das coisas, que já não iam bem, para pior.

Lars é um diretor de uma filmografia no mínimo curiosa, principalmente por apresentar filmes de estilos tão variados. Um dos criadores do “Dogma 95”, movimento que defendia um cinema mais “puro”, realizou filmes como “Dançando no Escuro” que iria totalmente ao contrario do que o diretor pregava no Dogma.

Realizou produções polêmicas como “Os Idiotas” e “Dogville”, outras duas produções totalmente diferentes em estilo de realização.

Agora o diretor nos apresenta um filme de terror, ”Antichrist”, que ainda não tem data para ser lançado no Brasil. Tudo indica que seu lançamento será no Festival de Cannes que acontece entre os dias 13 e 24 de maio desse ano.

"Valsa com Bashir" é um filme imperdível

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Incrível. Essa é a melhor definição para Valsa com Bashir. Uma produção de 1,5 milhões de dólares que tem conquistado prêmios por onde passa. Vencedor do Globo de Ouro e do César de Melhor Filme Estrangeiro, concorreu também ao BAFTA pela mesma categoria além de Melhor Animação, e foi a primeira animação a concorrer ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

A historia se passa durante a 1ª Guerra do Líbano, o personagem principal,  Ari,  nada se lembra sobre o evento, ele passa a buscar e entrevistar seus velhos companheiros da época. Na verdade então "Valsa com Bashir" é um filme sobre traumas de guerra e a busca pelo autoconhecimento.

Tecnicamente é de um tratamento incrível. Animação em 2D mas com técnicas de 3D, como ja apresentado no filme de "Os Simpsons". Os traços dos desenhos são muito interessantes. Hora incrivelmente real hora super caricato, mas sem se perder.

Outro ponto que vale ressaltar é a maravilhosa trilha sonora, além de Bach, as músicas originais de Max Richter são sensíveis e melancólicas.A trilha  na verdade foi vencedora do European Film Awards 

A mistura final de desenho com imagens reais é emocionante. De deixar lágrimas e refletir o quanto todas as guerras são idiotas e suas marcas, não somente físicas, são eternas.

Um filme imperdível.

Filme “Jean Charles” tem estreia prevista pra junho desse ano.

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 A historia do brasileiro assassinado pela polícia londrina em 2005, ao ser confundido com um terrorista, virou filme e chega aos cinema no dia 26 de junho desse ano.

Dirigido pelo diretor brasileiro radicado em Londres,  Henrique Goldman, diretor de “Princesa”, “Jean Charles” teve como produtor, o Oscarizado cineasta britânico Stephen Frears diretor "A rainha" e "Ligações Perigosas".

Henrique Goldmanf, que filmou em 2008,  convidou para o elenco várias pessoas que conviveram com Jean Charles, como sua prima, Patrícia Armani, que interpreta ela mesma no filme.

Para o personagem principal, Goldman escalou o carismático e ótimo ator Selton Melo, que está muito presente no nosso cinema, inclusive agora como diretor.

O elenco também conta com Daniel Oliveira, Vanessa Giácomo e Luis Miranda. A pouco tempo saiu o primeiro  trailler do filme, que você pode conferir abaixo. O filme é aguardado com muita expectativa por aqui.

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