Dynamite

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Festival "É Tudo Verdade" cresce com a crise

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Tem início hoje,  27 de março em São Paulo, a 14º Edição do Festival “É Tudo Verdade” que acontece no Centro Cultural Banco do Brasil. Acontece simultaneamente no Rio de Janeiro, e posteriormente o “É Tudo Verdade” irá para Brasília e percorrerá outras cidades pelo país.

O maior festival de documentários da América latina apresentará ao todo, até o dia 05 de abril, 37 documentários, entre longas, médias e curtas-metragens. Dentro do festival será apresentado ainda, entre os dias 1º e 3 de abril, a  9ª Edição da Conferência Internacional do Documentário.

Entre os filmes mais esperados, alguns brasileiros. Participando da competição de longa-metragem está “Garapa” de José Padilha (Tropa de Elite) que participou em fevereiro da mostra paralela do Festival de Berlim.

Eduardo Coutinho, um dos mais importantes documentaristas do país, lançará no festival seu novo filme, “Moscou”, mostrando os bastidores do grupo Galpão, preparando o texto “Três Irmãs” de Tchecov.

Mesmo com 15% menos do orçamento incial, o “É Tudo Verdade” conseguiu driblar a crise e ocorrerá, como tem acontecido até hoje, com entrada franca. “Conseguimos nos organizar, mas vai ser um ano duro para todo mundo. Muito me orgulha estar à frente de um dos últimos festivais internacionais do Brasil a manter a entrada franca.” Declarou Amir Labaki, diretor geral do festival.

Garapa

Dos mais de 100 longas escritos para o Festival, apenas 12 foram selecionados para a competição. Além do brasileiro “Garapa”, temos destaques como “Tias Duronas” (“Rough Anties”), vencedor em Sundance 2009, o alemão “Esquecido Papai” (“Forgetting Dad”), ganhador do Prêmio Especial do Júri no Festival de Amsterdam, e “Segundas Sangrentas & Tortas de Morango”, ensaio sobre o tédio narrado por John Malkovitch, premiado na Holanda.

A maior novidade esse ano é a divisão do Festival em duas partes. A primeira, apresentada agora entre os dias 27 de março e 05 de abril concentrando as mostras competivias. A segunda, em agosto, com mostras especiais como as já tradicionaisO Estado das Coisas”, “Foco Latino Americano” e “10 Documentários que Mudaram o Mundo”.

“É Tudo Verdade” é uma oportunidade única de se entrar em contato com muitos filmes que não entrarão em cartaz nos cinemas do país. Por isso, faça sua programação e corra para o cinema.

O CCBB em São Paulo se localia na Rua Álvares Penteado 112, Centro, e no Rio de Janeiro na Rua Primeiro de Março 66. 


 

"O Processo" de Franz Kafka entra em cartaz no teatro do SESC Santana

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Em cartaz, desde o último dia 21 de março no SESC Santana, a perca “O Processo”, baseado na tradução do original de Modesto Carone (Prêmio Jabuti) para o texto de Franz Kafka, com direção e adaptação de José Henrique e cenário de Hélio Eichbauer.

A peça, conta com a participação de Tuca Andrada, que interpreta o protagonista Josef K. e contracena com mais oito atores - Sílvia Monte,  Roberto Lobo, Mariana Oliveira, Alexandre Mofati, Antonio Alves, Paula Valente, Rogério Freitas, Thaís Tedesco.

O diretor José Henrique, que é também autor da adaptação para o palco, apresenta uma encenação fiel à obra kafkiana, que por se tratar de texto inacabado guarda os seus mistérios, próprios de Kafka. "Existem, ao longo, do romance, incoerências temporais ou de nomes, mas não se pode saber se foram intencionais ou fruto do abandono da obra pelo autor. Mantivemos na montagem algumas das coisas ‘inexplicadas’, como personagens que aparecem e desaparecem sem que se entenda bem a sua função. O estranho está presente o tempo todo”, conta o diretor.

Tuca Andrada conta que construir o personagem Josef K. foi um desafio que para o ator, e diz, ainda se tratar de um personagem em construção. "Josef K é um queba cabeças, muito fácil de um ator se perder. Ele poder ser lido de inúmeras maneiras dependendo do ue a direção propõe, e José Henrique me deixou livre em escolher meu caminho. Josef K é um homem racional e se perde dent.ro dos labirintos daquele tribulan e vê sua racionalidade ser jogada no lixo"  diz ele.

 

A idéia de adaptar Kafka para o teatro surgiu em 2005, no Teatro na Justiça, projeto promovido há dez anos pelo Departamento Cultural da Escola da Magistratura do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ), que se propõe a refletir conceitos de justiça por meio do teatro.

Franz Kafka nasceu em Praga, 1883, filho de pais judeus, estudou direito na Universidade de Praga entre os anos de 1901 a 1906, onde conheceu seu grande amigo e posterior biógrafo, Max Brod. Depois de formado, Kafka passou a trabalhar numa companhia de seguros, onde sentia imensa angústia e insatisfação não ter tempo para se dedicar à sua grande paixão: a escrita.

Embora em “O Processo” possa reconhecer o ambiente da Praga Imperial do começo do século 20, trata-se de uma obra universal e atual. Muitas situações e personagens da trama são claramente identificados com tipos da vida pública de nosso país e do dia-a-dia de qualquer brasileiro, “a burocracia, a corrupção, o descaso e o abuso de poder, a ‘dança das cadeiras’ da fila de idosos no banco, o atendimento público aos pacientes com dengue, a madrugada de plantão pela matrícula escolar do filho, ou mesmo a luta de resistência em se fazer cultura”, como lembra diretor José Henrique.

A peça é um clássico imperdível para quem gosta de um teatro moderno, com textos clássicos. Kafka é um dos maiores autores de nossa historia. E é sempre muito bom o contato com suas obras e seus questionamentos.

“O Processo” de Franz Kafka está em cartaz no SESC Santana, Av. Luiz Dumont Villares, 579 – Santana. Fone: (11) 2971-8700..Sábados às 21h e domingos às 19h30. A temporada vai até o  dia 19 de abril.

Vencedor da Palma de Ouro de 2008 sintetiza a França atual

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O filme tem roteiro e direção de Laurent Cantet, baseado no livro homônimo de François Bégaudeau, que interpreta o professor François Marin. Esse filme de baixo orçamento, foi um grande sucesso de público (2 milhões só na França) e crítica.

Vencedor da Palma de Ouro em Cannes de 2008 “Entre os Muros da Escola” nos coloca dentro de uma sala de aula, representando alí, a síntese dos interesses, das relações e da população da França atual.

O filme conta historia de um professor, François Marin, que da aula a turmas do ensino médio em uma escola do subúrbio de Paris, mostrando sua relação com os alunos, a luta por ensinar algo a eles, o dia a dia de sua sala de aula, os conflitos, as dificuldades e as relações dos alunos entre eles.

A sala de aula é repleta de estudantes das mais variadas origens, com os mais diferentes interesses. Enquanto François, de origem francesa, vindo de um ensino iluminista, quer ensinar literatura e artes ocidentais, seus alunos buscam outras coisas e muitas vezes não sabem ao certo o que é.

François Bégaudeau é o autor do livro e o ator que interpreta o personagem François Marin. Ele é, também,  professor na vida real. Os alunos do filme são em sua maioria, são realmente alunos de escolas francesas.

 

“Entre os Muros da Escola” é um filme sério, verdadeiro e que trata as situações apresentadas sem julgamento ou pragmatismo. As situações nos são apresentadas, debatidas mas não julgadas definitivamente.

A exemplo do que acontece com um dos personagens, a historia de Souleymane, que é por sinal uma das mais interessantes. O personagem é irritante, brigão,indisciplinado, aparentemente até perigoso.

Mas depois, percebemos que ele não somente é isso, mas é também um bom filho, responsável por muita coisa em casa, tem uma família unida, mas o conflito entre a cultura dentro de casa e a de fora, a falta de identificação com as duas, talvez o deixe perturbado, negando tudo que chega até ele.

É um filme que pode chocar, irritar, e acima de tudo, fazer pensar. E pensar, é a melhor coisa que um filme pode nos proporcionar. Quando levamos ele pra casa, dormimos com ele, e ele não vai embora, e fica por dias nos fazendo companhia.

“Entre os Muros da Escola” é um filme imperdível para quem gosta de um cinema menos óbvio e mais  questionador.

Jair Santana

 

Los Angeles Brazilian Film Festival (LABRF) leva cinema nacional aos EUA.

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Em seu segundo ano de realização, o Los Angeles Brazilian Film Festival (LABRFF) que aconteceu no The Landmark Cinema, Westside Pavilion, em Los Angeles, entre os dias 12 e 15 de Março de 2009, exibiu 68 filmes brasileiros,  sendo 20 longas, 6 documentários, 20 curtas, 8 vídeos de arte e 17 curtas de animação

Com direito a noite de gala, estreias e premiações, o festival atraiu cerca de 8.000 pessoas nos quatro dias de evento, e foi prestigiado até mesmo pelo ator Dustin Hoffmann e a atriz Jenn Gotzono.

Os atores Cauã Reymond e Leonardo Medeiros, dividiram o prêmio de melhor ator. Entre as mulheres também houve empate, entre Cláudia Abreu e Caroline Abras. Murilo Rosa foi escolhido melhor ator pelo júri popular, e Malu Mader e Mini Kerti ganharam o prêmio de melhor documentário, pela direção de "Contratempo". 

Selton Mello mereceu atenção especial, já que "Meu nome não é Johnny", onde é protagonista, foi escolhido como melhor filme. Além disso, Selton estreou ano passado na função de diretor, arrebatando o prêmio de melhor direção, por "Feliz Natal".

 

Resultado

Júri Oficial

Melhor filme: “Meu nome não é Johnny”

Melhor Direção: Selton Mello, pelo filme “Feliz Natal”

Melhor Atriz: empate entre Cláudia Abreu, pelo filme “Os Desafinados”, e Caroline Abras, pelo filme “Se nada mais der certo”

Melhor Diretor de fotografia: Lula Carvalho, pelos filmes “Feliz Natal” e “A Festa da Menina Morta”

Melhor Roteiro: Matheus Nachtergaele e Hilton Lacerda, pelo filme “A Festa da Menina Morta”

Melhor Ator: empate entre Leonardo Medeiros, pelo filme “Feliz Natal” e Cauã Reymond, pelo filme “Se Nada mais der certo”



Júri Popular

Melhor Ator: Murilo Rosa

Melhor Documentário: “Contratempo”, de Mini Kerti e Malu Mader

Melhor Curta: “Sickiu Vérimanxi”, de Igor Spacek e Ivan Spacek

Melhor Curta de Animação: “Dossie Rê-bordosa”, de César Cabral

Prêmio especial pela restauração e preservação da memória de Glauber Rocha: Paloma Rocha

Tiana será a primeira princesa negra Disney

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undefined“A Princesa e o Sapo”, novo desenho da Disney, está com estreia prevista para o final de 2009 nos EUA.

O filme tem provado polêmica, pois será a primeira animação da Disney com uma princesa negra.

No filme, quase todos os personagens serão negros, com exceção do príncipe, que será branco, o que gerou mais polêmica ainda.

De um lado, um grupo defende que a princesa Tiana se case com um negro, do outro, um  grupo que defende a relação inter racial.

Polêmicas a parte, o elenco será de peso, na vozes dos personagens principais, Anika Noni Rose (Dreamgirls) como Tiana, e Oprah Winfrey será a voz de Eudora, a mãe da princesa.

A historia se passa no bairro francês de Nova Orleans, uma forma de o estúdio apoiar a reconstrução da cidade, destruída pelo furacão Katrina em 2005. Tudo acontece na época do nascimento do jazz e sua trilha sonora será recheada do estilo musical.

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