Dynamite

Entries for month: September 2008

Canções de Amor

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Cena do filme.

Quem nunca teve uma canção de amor? Talvez seja algo assim o que o diretor Christophe Honoré quis justificar com seu novo filme, “Canções de amor”, uma singela busca pelo o que move as coisas ao redor do amor humano, seja uma pequena música, um gesto de carinho ou até mesmo se abdicar de algumas vontades próprias para dar razão ás alheias.

O casal de namorados Julie (Ludivine Sagnier) e Ismael (Louis Garrel) resolvem viver com Alice (Clotilde Hesme) um caso à três. Um acha que essa situação vai ajudar ao outro, exatamente no que cada um dos três pode ajudar  nunca fica exatamente claro, mas os pontos negativos desse relacionamento ficam muito bem explicados e uma ciranda de leves ciúmes e pequenas provocações nos remetem pouco a pouco à clássica estrutura dos filmes românticos feitos na França, seja pelo tom cotidiano da nouvelle vague ao qual esse filme rouba algumas boas cenas ( vide a de pessoas deitadas na cama lendo livros ) ou até mesmo das lembranças clássicas dos musicais que “Canções de amor” nos remete de música em música.

Que fique claro, “Canções de amor “é um musical, e as justificativas para o desenrolar das músicas, aqui encontra um tom muito naturalista, quase coloquial como a fotografia e as interferências da trama nas músicas tenta nos lembrar, é quase como se fosse imprescindível amar para cantar ou vice e versa. Existe na lógica musical do filme uma relação onde o amor ou a dor nutre a existência de entre uma rua e outra se achar um motivo para cantar ou se lembrar de uma canção.

 

Louis Garrel em cena de "Canções de amor" .

Ismael a todo o momento é pego pelas suas escolhas e abandonado por elas de forma em que em seu chão não há mais espaço para as perguntas, para as surpresas, tudo fica muito frio e o classicismo do romântico cinema Francês se empoem sob um nome chamado “Jules e Jim”, contar mais sobre os confrontos de Ismael seria diminuir as delícias de “Canções de amor”. Mas como bom cinema moderno vale lembrar que aqui o filme não morre sob o signo dos clássicos, se reencontra no amor, na sua partida, na sua ausência e no seu retorno ( como nos conta as três partes em que o filme é dividido ) e nos brinda com a fina flor dos novos tempos e dos futuros dos grandes amores num final tão puro quanto bonito.

Vai um filme àrabe aí?

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Cinema árabe gratuito no CCSP*

 

Em filmes hollywoodianos, os árabes sempre são os terroristas, homens-bomba suicidas ou religiosos fanáticos. Na verdade, não é bem assim a realidade do povo árabe. Para divulgar a verdadeira cultura oriental, o Centro Cultural São Paulo, juntamente com o Instituto de Cultura Árabe, promove, de 9 a 14/9, a “III Mostra Mundo Árabe”. Os ingressos são gratuitos e as sessões também acontecerão no Cinesesc de 8 a 11/9.

O público terá a oportunidade de ver dez longas produzidos entre 2005 e 2007, do Líbano, Argélia, Marrocos, Tunísia, Egito, Iraque e Palestina, sendo que alguns foram feitos em parceria com a França, Inglaterra e Canadá. Haverá ainda debates com jornalistas, críticos de cinema, produtores e pesquisadores em alguns filmes e documentários.

Serviço

Centro Cultural São Paulo

Rua Vergueiro, 1000

Tel.: 3383-3402

Ter (9/9) a dom (14/9)

Grátis, é preciso retirar os ingressos uma hora antes de cada sessão

www.centrocultural.sp.gov.br

Metrô Vergueiro

* texto da Assessoria do evento, o título foi alterado.

Biscoito Fino*

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Cena do filme "Sauna".

Mais de 30 cinematecas e arquivos europeus se uniram num projeto que vai
deliciar os cinéfilos e interessados na história do cinema. Essas
instituições criaram um site, o Europa Film Treasures, que traz 53 filmes
inéditos e raros, produzidos entre 1898 e 1970, restaurados, sonorizados e
disponíveis com legendas em espanhol, inglês, francês, italiano e alemão.

Há um pouco de tudo: comédia, com As surpresas do amor de Max Linder, um dos
primeiros westerns de John Ford (Bucking Broadway), de 1917, ficções do
espanhol Nemesio Manuel Sobrevila, filmes higienistas contra o alcoolismo da
Fundação Rockefeller feitos pelo desenhista Marius O'Galop (1918), além de
grandes reportagens e documentários dos mais diversos tipos.

Os filmes vêm acompanhados de fichas e textos explicativos, escritos por
especialistas e historiadores de cinema. A visualização é gratuita, com boa
definição em tela cheia, mas os filmes não podem ser copiados no computador.
Até o fim do ano a Europa Film Treasure pretende colocar no ar cerca de 100
filmes - e promete quintuplicar esse número até 2012. - G. B

 segue o link: http://www.europafilmtreasures.eu/

* O texto é de Graziella Betting do uol, o título foi alterado

 

Só para explicitar, nesse site é possível ver em arquivo flash parte dos filmes do catálogo.

Zé do Caixão contra a Tropa de Elite

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