Então, sabe aquele filme pelo qual a Laura Linney foi indicada ao Oscar de melhor atriz desse ano? Pois é, ele se chama “A família Savage” e ainda está em cartaz.
Se houvesse uma sessão da tarde com de filmes indies, “A família Savage” seria um dos mais exibidos e reprisados, vejam bem a história: dois irmãos que não tem lá um bom relacionamento (Laura e Philip Seymour Hoffman – ambos ótimos) se reencontram para cuidar do destino de seu pai que ficou recentemente viúvo, tudo indica que o pai deles era um homem agressivo e de pouco dialogo com os filhos, motivo que os afastou dele quando adultos. Tudo bem inofensivo, “light” e calmo... até por demais.
Além da premissa típica da escola de cinema independente americano sobram alguns leves rompantes criativos e o trio central (irmãos e pai – esse vivido por Phillip Bosco) muito bem entrosado e convincente garantem o interesse, mesmo com a sensação de que o filme parece tristemente com o pai mostrado na trama, dialoga pouco com os problemas dos personagens relegando a esses uma sucessão de atos frustrados e uma existência melancólica que descamba num final alegrinho altamente irrelevante.

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