Dynamite

Entries for month: June 2008

"Lírios d'água"

Sem Comentários »

 

Cena do filme francês, "Lírios d'água".

Três meninas unidas pelas mudanças da adolescência e as aulas de nado sincronizado, uma ótima metáfora pra um filme francês flertar com os clichês do cinema neo-realista, situações limites e personagens misteriosos com leves pitadas de humor.

Ok, “Lírios” tem suas limitações, mas ganha muito na realidade com que explora os temas, é raro ver alguém entender a geração dos 15 anos de hoje tão bem. E em “Lírios” mesmo que nem sempre isso seja bem usado, essa geração cheia de desejos ao tempo em que lotada de inércia pelas coisas que acontecem, os desejos que a movem, mas que se tornam mal cuidados exatamente por isso é vista cheia de fidelidade no filme através de sua situação sócio-cultural.

No filme temos a loura popular que ensaia uma amizade com a magrela que quer entrar pra turma de nado que é amiga da gordinha rejeitada que sonha em dar seu primeiro beijo pro bonitão do pólo que gosta da loira do começo. Pouco se sai dessas situações, mas alguma reflexão sobre esses clichês traz á tona um agradável, mesmo que singelo, reflexo da juventude “problema” atual.

Wong Kar Wai quase me mata do coração

1 Comentário »

 

  Quem sabe, sabe, Wong kar wai destrói qualquer ser humano levemente familiriazado as noções de romantismo seja ele cinematográfico, seja afetivo. E em  “Um beijo roubado” o resultado alcança patamares inéditos na obra desse cineasta.

Todo o corre-corre de corações dilacerados e almas abandonadas continuam desfilando com glamour entre uma trilha sonora caprichada e uma fotografia estourada muito bem escolhida. Até então elementos ordinários as obras de Wong kar Wai, eis que então em “Um beijo roubado” ele encontra Nova York e os road movies e esse encontro não é menos inesquecível do que o de Elizabeth e Jeremy, ou na vida real, Norah Jones e Jude Law, um par de abandonados, um par de chaves largadas num vaso de uma delicatessen que a primeira freqüenta e o segundo trabalha. Uma viagem os separa, mas os pensamentos os ligam enquanto o filme vai alinhando uma trama de auto descoberta, mudanças pessoas e superações, que não tem nada da mesmice dos filmes pseudo-intelectuais que assolam os cinemas. 

No mundo de Wong Kar Wai só o crescimento, a mudança e o paralelo importam. Se antes as climáticas elipses narrativas desse eram o grande trunfo revelado cena após cena, aqui o truque se desfaz, mesmo assim, sobrevive numa cena em que a personagem de Natalie Portman nos ensina sobre como lidar com as pessoas, logo após pegar um dinheiro emprestado com Elizabeth. Uma cena que diz muito sobre a renovação narrativa proposta aqui para a carreira desse Kar Wai e sobre o que ele esta tramando agora. “Um beijo roubado” é daqueles presentes que o cinema oferece a nossas tristes vidas de tempos em tempos... 

Alívio total !

2 Comentários »

 

Que alívio!

Para a minha simples felicidade geral “sex and the city - o filme” não  é “sex and the city- um filme ruim” e sim “sex and the city – um filme digno e legal”. As mais de duas horas que dura honram todos os bons diálogos das seis temporadas que a série teve e levam na boa os muitos personagens que vão se alinhando a vida da sempre fashion e sempre burrinha Carrie Bradshaw, vivida pela até agora carismática Sarah Jéssica Parker, a loirinha com uma samambaia na cabeça que pode ser vista num post logo aí embaixo. 

A lógica levemente machista da série, no filme acha uma forma mais abrasiva de ser e re-alinha caminhos dos personagens com finais mais do que lógicos para mim, ou seja serão mais de duas horas dos mais puros encontros e desencontros...passem um bom tempo no cinema com essas garotas e avaliem um pouco o estado sentimental do mundo contemporâneo; machista, fake, brega, mas cheio de vivacidade pelos que ainda ousam usar a palavra amor, e “sex and the city – o filme” usa isso a seu favor até dizer chega.

Powered by Mango Blog. Design and Icons by N.Design Studio
RSS Feeds