Depois de mais de dez anos parado, ou melhor, pesquisando, criando novas tecnológias e estudando para seu novo filme, James Cameron promete revolucionar o cinema 3D com "Avatar", com previsão de estreia para dezembro de 2009 ainda.
No papel principal da aventura temos australiano Worthington que interpreta Jake, um veterano de guerra paraplégico. O filme conta ainda com nomes como Zoe Saldana, Michelle Rodriguez, Sigourney Weaver.
O filme teve uma breve exibição em agosto, um trecho de 15 min. com ingressos sorteados pela internet em todas as salas de IMAX 3D espalhadas pelo mundo. Algo meio fora do comum em marketing de cinema. “A tecnologia usada em ‘Avatar’ provoca a mais profunda experiência em 3D já vista, e assim deixamos os espectadores esperando por mais”, afirmou o vice-presidente de distribuição da Fox, Chris Aronson.
Quem assistiu, jura que "Avatar" revolucionará o cinema 3D como aconteceu com o "Mágico de Oz", de Victor Fleming, exatamente a 40 anos atrás no cinema em cores.
Agora é esperar, depois do mega premiado "Titanic" e de tanta pesquisa, com certeza, James Cameron não decepcionará.
“Amantes”, filme superestimado do diretor James Gray, é o primeiro drama do até então conhecido diretor de filmes políciais como “Caminhos Sem Volta” e “Os Donos da Noite”.
O filme com ótimas interpretações, um clima intimista e com formato clássico. “Amantes” tem a premissa inspirada no romance Noites Brancas, de Fiodor Dostoievski, tenta mas não consegue decolar e nem causar grandes emoções ou grandes impactos.
O roteiro narra a historia de Leonard, interpretado por Joaquin Phoenix (em seu último trabalho no cinema segundo ele mesmo), que está preso a uma vida que não quer levar em frente. Como por exemplo a continuaçãos do legado de sua família, seja em tradições religiosas ou profissionais.
Leonard parece querer se livrar de algo, mas não saber como lutar. Esse peso do próprio sangue (literalmente) inclusive foi a causa maior de ser abandonado pela noiva dois anos antes. Ele tenta então se matar e não consegue, como também não consegue estabelecar um relacionamento com ninguem durante esse tempo.
O passado parece estar impregnado em sua vida. A casa onde vive com cara de “casa de avó” como a própria vizinha Michelle (Gwyneth Paltrow) declara. A sua câmera fotográfica analógica, e mesmo o equipamento da lavanderia de seus pais, tudo é antigo, ou mesmo tradicional. Nada alí parece querer se renovar, e Leonard é o único que busca essa renovação, ou pelo menos experimentar algo fora do que está previsto.
Essa renovação então chega através de Michelle, que apresenta um estilo de vida totalmente diferente do seu. Um mundo menos previsível, bem oposto ao mundo que ele vive. Michelle é uma mulher sofisticada, amante de ópera, e ao mesmo tempo é descolada, vai à clubes noturnos da moda, usa drogas.
Ela encanta Leonard justamente por ser totalmente diferente de todas ouras mulheres que o cercam. Paralelamente em que Leonard se encanta por Michelle, seus pais lhe apresentam Sandra ( Vinessa Shaw), filha de um amigo e sócio do pai de Leonard, afim de que os dois possam vim a namorar.
Acontece então, que Leonard então fica dividido entre a incerteza de uma forte paixão e a segurança de relacionamento estável porém morno. Enquanto vive essa luta interna, alguns momentos marcam fortemente o filme, porém de uma maneira sutil.
Leonard mora em Brighton Beach, em Coney Island, subúrbio de Nova York, ao passar alguns momentos com Michelle em Manhattam, em restaurantes, clubes ou simplesmente andando pela cidade, Leonard parece realmente não fazer parte daquele mundo. Mesmo com belas imagens e com uma trilha grandiosa de Henry Mancini, Leonard destoa de todo o resto.
Talvez porque esteja realmente fadado ao levar para frente o legado familiar, ou simplesmente por que não esteja emocionalmente pronto para viver uma grande paixão e sim somente a segurança de uma vida tranquila no subúrbio.
A trama é realmente muito boa, não coloca formulas para a felicidade, nem se posiciona quanto a moral do personagem, mas o filme parece não decolar. Parece não haver uma virada no roteiro, um clímax, e o desenrolar romântico de Leonard é previsível.
“Amantes” vale pelas interpretações, pelo seu cuidado técnico como a bela trilha e mesmo pela fotografia triste e quase sempre monocromática. Mas deixa a desejar principalmente pelo roteiro contido de James Gray.
A dupla Charles Möeller (diretor) e Claudio Botelho (supervisor músical), dupla responsável por musicais como "Sweet Charity", "7 - O Musical" e "Gloriosa", entre muitos outros sucessos, trazem a São Paulo "Avenida Q", musical original da Broadway, que entrou em cartaz desde o último sábado dia 15 de agosto no teatro Procópio Ferreira, de quinta a domingo.
Depois de uma temporada de bastante sucesso no Rio, o musical politicamente incorreto, chega a São Paulo com uma produção de cerca de R$ 3 milhões, onde se mistura atores e bonecos manipulados pelo próprio elenco. Aparentemente inocentes e até infantis, que à primeira vista nos lembram bonecos como os do programa "Vila Sésamo" e "Os Muppets", essa aparente inocência só permanece até a primeira piada.
A trama acontece em um prédio na decadente Avenida Q, distantes da refinada Avenida A, onde moram os ricos. O cenário para onde jovem Princeton (André Dias) vai começar sua vida após sua formatura. Lá conhece seus novos vizinhos e amigos, personagens como nomes como Japaneuza (Claudia Netto), Kate Monstra/Lucy de Vassa (Sabrina Korgut) e Ursinha do Mal/Dona Coisa Ruim (Renata Ricci).
Os personagens se esforçam e se ajudam para encontrar cada um à sua maneira, trabalho, amor e rumo para suas vidas.
Recheada de músicas com títulos como "Que Merda Que Eu Tô", "Se Ele For Gay" e "Todo Mundo É Meio Racista", os atores-ventríloquos dão graça e dinamismo com uma mis-an-cene impressionante e um texto ácido e corajoso, e fazem dessa montagem, um refúgio para quem estava sentido falta de mais ousadia nos textos teatrais.
Ótimas interpretações, o cenário de Rogério Falcão do cortiço americano é grandioso, os figurinos de Mareu Mitschke são muito bons e nos surpreendem, luz de Paulo César Medeiros certinha e pouco ousada, mas com merecedora da indicação ao Prêmio Shell.
O recurso de bonecos é usado para atenuar verdades pouco convenientes para o público americano, mas que não são nem de longe tão chocantes para os brasileiros.
Avenida Q Teatro Procópio FerreiraR. Augusta, 2.823 - Cerqueira César - Oeste. Telefone: 3083-4475.Aceita os cartões Amex, Diners, MasterCard, Visa. Ingresso: R$ 70 (qui.), R$ 80 (sex. e dom.) e R$ 90 (sáb.).
Próxima sexta, dia 14 de agosto, chega aos cinemas "Se Nada Mais Der Certo", ultimo trabalho do diretor José Eduardo Belmonte (de "A Concepção). Belmonte nos apresenta um filme pessimista, porém realista, sobre a historia de um jornalista decadente e idealista, uma mãe viciada e seu filho, um taxista amargurado pelo suicídio do pai, e uma traficante bissexual, que habitam a região da Rua Augusta em São Paulo.
Região da boêmia decadente de São Paulo, a região da Augusta é cercada por tipos como os acima descritos, e também putas, clubers, baladeiros, rockeiros, travestis, skinheads, enfim, seres curiosos, decadentes e fortes, convivendo, as vezes forçadamente em um mesmo local. Pois aparentemente é uma região democrática.
“Se Nada Mais Der Certo” filosofa, mesmo que seja assumidamente uma filosofia de botequim, questiona, mesmo que sem realmente querer encontrar as melhores respostas, e denuncia, mesmo que nada se resolva, o mundo podre que cerca essas pessoas. Sem parecer didático ou presunçoso. Apenas mostra, conta, nos coloca no mundo daqueles personagens.
Mas ainda assim, no meio de toda essa podridão, parece haver uma luz no fim do túnel. Existe uma certa melancolia, uma busca pela família inexistente, uma certa lealdade entre os personagens que nos move a torcer por aquela escória. Mesmo quando nos pegamos a torcer pelo lado errado.
Como uma de suas principais qualidades, filme traz boas interpretações de todos os protagonistas. Cauã Reymond, João Miguel, Caroline Abras e Luiza Mariane passam uma forte realidade à seus personagens.
O diretor nos cola ao personagem principal, Leo, e sua narração nos dá um clima mais intimista, passeando por seus pensamentos. Leo, veio como um presente para Cauã, que segura muito bem seu personagem, um tipo diferente dos que costuma representar.
A fotografia de André Lavenére é muito bem realizada. Granulada e suja, com muita câmera na mão, casa perfeitamente com a linguagem documental do filme.
O roteiro é uma crítica social forte, mas é também uma crítica a certos modos de vida. E também nos deixa uma pergunta. E se nada mais der certo pra você, existe um "plano b"?
Infelizmente, a música tema e a seleção de temas para trilha sonora, de Zepedro Gollo, é fraca não ajuda a criar climas que ajudariam o filme a crescer mais ainda.
"Se Nada Mais Der Certo" é o tipo de filme nacional que não agradará ao grande público. Pois não tem final redondinho e feliz, na verdade, tem um final aberto, algo que não costuma ser recorrente no cinema brasileiro.
Por isso mesmo é um filme que não pode deixar de ser assistido. Um filme de ação inteligente, crítico, mais próximos de nossa realidade que os gangsters e terroristas de filmes americanos.
Vencedor do Festival do Rio e do Cine Ceará com o prêmio de Melhor Filme Ficção e também, “Se Nada Mais Der Certo” é o verdadeiro cinema nacional, que vem assumindo uma identidade própria."
Chega na internet o primeiro trailler do filme “Alice no País das Maravilhas”, novo e mega esperado filme de Tim Burton.
Estrelado por Jhonny Deep, Anne Hathaway, Helena Bonham Carter e apresentando Mia Wasikowska como a protagonista Alice.
O roteiro não é fiel ao livro original, o que tem , na causado certo disconforto dos fãs de “Alice” que sempre sonharam em uma adaptação fiel.
Na verdade, o filme é uma mistura dos dois livros de Lewis Carrol. O primeiro e mais conhecido “Alice no País das Maravilhas” e o segundo, “Alice Através do Espelho”. Tim Burton, através do roteiro de Linda Woolverton, roteirista de “Rei Leão” e “A Bela e a Fera”, misturaram as duas historias e tiraram Alice de sua infância, e a transformaram em uma adolescente de 17 anos, onde Alice prometida para casar com um homem que não ama, acaba caindo na toca do coelho e aí então começa sua aventura, envolvendo-se com personagens existentes nos dois livros.
Até onde se pode observar, esteticamente, o filme é realmente um espetáculo, com o toque mágico e inconfundível de Tim Burton. Realmente, difícil imaginar um outro diretor para dirigir essa fábula
O filme tem sua estreia prevista nos EUA em março de 2010, e até agora suas imagens estavam sendo mantidas a sete chaves. Tim Burton decidiu realizar o filme todo em 3D o que com toda certeza nos presenteará com show visual, que já é comum em seus filmes sem o uso dessa técnica.
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