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Economia da Cultura, Voluntário por 1 Dia, Supersimples, Ato Público pelo fim da OMB

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Fala, Pessoal!

Como diz o Vitão Bonesso, Certitcho?

Hoje irei falar da excelente entrevista que o economista Leandro Valiati, deu ao blog Acesso sobre a Economia da Cultura, O projeto Seja Voluntário por 1 dia, Super simples , Ato público pelo fim daOMB.

ECONOMIA DA CULTURA: UM DESAFIO PARAO BRASIL

A Economia da Cultura é um tema que demorou a pegar no País.

Um dos motivos que podem explicar esse atraso, segundo Leandro Valiati, é o próprio conservadorismo dos economistas brasileiros. Apesar de ainda caminhar a passos lentos, este ramo da economia tem tudo para ser um dos que mais evoluirão nos próximos anos em território nacional. 

Valiati, que é graduado em Economia, mestre em Planejamento Urbano e doutorando em Economia do Desenvolvimento pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, ajudou a criar e a implementar o curso de pós-graduação em Economia da Cultura na mesma universidade. Hoje, além de lecionar na área, ele tem se ocupado em desenvolver indicadores de avaliação sócio-econômica de projetos sociais e culturais.

Durante a entrevista que concedeu ao blog Acesso, Valiati explica a importância da Economia da Cultura para o desenvolvimento de ações mais sustentáveis no cenário cultural brasileiro. De acordo com o economista, este é o momento para o Ministério da Cultura “articular iniciativas e recursos para um grande mapeamento de impacto e da cadeia produtiva da cultura nacional”. Confira estas e outras informações esclarecedoras sobre o assunto na entrevista a seguir.

Blog Acesso – Por que você acha que a Economia da Cultura é uma área que demorou a ser valorizada e reconhecida no Brasil?
Leandro Valiati –
Foram dois motivos fundamentais: por um lado, os economistas e a ciência econômica são conservadores, o que implica em dificuldades para reconhecer um novo campo de estudo; por outro lado, a cultura é elemento de difícil apreensão, o que determina uma grande dificuldade em se posicionar disciplinarmente para estudá-la. Na prática, antes de formalizar a Economia da Cultura, é necessário perguntar: o que é Economia da Cultura? E, antes disso, o que é Economia?

BA – Mas "o que é Economia?" os economistas já devem se perguntar faz tempo, não?
LV –
A vida inteira e toda a eternidade. E incorporar um novo elemento a ser objeto da aplicação do instrumental teórico da economia faz repensar toda a ciência econômica. Isso é bem legal, é autoconhecimento. Traduzindo: a economia, nos manuais, é a ciência que estuda a melhor alocação de recursos escassos em um ambiente de necessidades ilimitadas, mas, para mim esse conceito é reducionista. A Economia estuda o bem-estar e isso é muito amplo. Logo, definindo a Economia como a ciência que estuda o bem-estar (individual) e os caminhos para atingi-lo, construímos espaço para entender a Economia da Cultura não só como o estudo e organização da produção de bens culturais e seus efeitos multiplicadores (emprego e renda) como também o estudo da formação de valor individual e social (matéria prima do bem-estar) e nisso entra formação de hábitos de consumo, valores identitários, valor cultural, bens públicos, etc. É aí que, na minha opinião, começa a verdadeira Economia da Cultura.

BA – Então a questão da formação do valor individual e social, do bem-estar, apesar de você ter relacionado aqui à "verdadeira Economia da Cultura", na verdade vale para qualquer área da economia?
LV –
Ótima pergunta. A Economia é uma ciência bastante dividida. Na abordagem ortodoxa, estuda-se a economia positiva, que leva em conta "as coisas como elas são", ou seja, com o arranjo de distribuição estabelecido, qual a melhor maneira de produzir. Nesse sentido, o espaço para pensar em coisas para além dos efeitos multiplicadores é muito pequeno. De outro modo, na leitura heterodoxa, que vê as coisas "como elas poderiam ser", há espaço para incorporar outros elementos do tipo: como melhor distribuir o produto? Quais os valores que existem para além da demanda de mercado? Como alcançar desenvolvimento, o qual, em alguns casos, pode estar inclusive descolado do crescimento? Nesse sentido, gosto muito do que Amartya Sen, Prêmio Nobel de economia, defende sobre capacitações sociais: para ele, desenvolvimento econômico significa bens disponíveis, pessoas (agentes) capacitados a discernir e escolher entre os bens disponíveis e renda para isso. Ou seja, que venha a Ivete Sangalo e o teatrão para elite, mas que também tenhamos Gerswhin em aulas escolas primárias e cinemas em bairros de periferia.

BA – A Economia da Cultura então vem para que a cultura seja mais democrática?
LV –
Talvez.

BA – Depende da forma como ela é usada e aplicada?
LV –
São duas etapas: a primeira é a da eficiência. Os recursos públicos são muito escassos, portanto é urgente repensar os sistemas de incentivo à cultura em termos do resultado ineficiente que eles têm apresentado. Além disso, temos que criar instrumentos de gestão tais como indicadores para que possamos compreender a realidade sobre a qual operamos no setor cultural (e social também). Passada essa etapa, chegamos à da distribuição, na qual, utilizando os instrumentos criados na primeira etapa, é possível distribuir socialmente o produto "cultura" de forma, ampla e democrática. Enfim, a economia tem instrumentos para isso.

BA – Até o Ministério da Cultura demorou a usar a economia para planejar e criar ações e programas. Não é estranho detectar que o órgão máximo da Cultura no País trabalhava até pouco tempo sem saber dados básicos como o número de brasileiros que vai ao cinema regularmente?
LV –
Além de estranho é preocupante que ainda hoje não tenhamos dados consolidados e nenhuma iniciativa integrada nesse sentido. Existe o Suplemento de Cultura feito em parceria com o IBGE, mas é algo isolado que olha fundamentalmente para a infra-estrutura. Acho que seria fundamental o Minc articular iniciativas e recursos para um grande mapeamento de impacto e da cadeia produtiva da cultura nacional. Isso atrairia investidores externos e internos, públicos e privados, e daria instrumentos efetivos para uma atuação cirúrgica dos instrumentos de gestão pública. Esse é o caminho para a sustentabilidade do setor, o que seria revertido em bens culturais disponíveis, o que é bem-estar.

BA – E como isso deve ser feito?
LV –
Penso que para um estudo desse tipo ser viabilizado é necessário um amplo debate com as universidades, setor privado e público atuante na cultura, realizadores, para que o método seja apropriado e os resultados factíveis. Não vejo isso ocorrendo, apesar de toda a boa intenção do ministério. Nesse sentido, participei de dois projetos que acho relevantes para ilustrar.

BA- Quais são?
LV –
Um deles, com o governo de Pernambuco, foi para criar um indicador de efetividade da política cultural do Estado. Pesquisamos todos os ciclos anuais de eventos como o carnaval e a Paixão de Cristo, por exemplo, a fim de mapear os dados de impacto sócio-econômico dos mesmos, além de criar um indicador qualitativo e quantitativo para avaliar os resultados de cada ação específica, compreendendo assim os dados de emprego e renda, mas com o pano de fundo de compreender os aspectos qualitativos associados à sustentabilidade.
O outro projeto, que veio antes do de Pernambuco, foi para criar um índice para seleção e acompanhamento de projetos da secretaria de justiça e segurança social do Rio Grande do Sul. O fato inovador nesses dois projetos é que eles geraram um instrumento de gestão que permite (se alimentado em termos de dados), por exemplo, que daqui a vinte anos se tenha uma análise da evolução das variáveis levadas em conta para perceber se o programa superou dificuldades identificadas e se os investimentos foram feitos adequadamente onde deveriam.
A partir disso, concluímos que duas coisas são importantes. A primeira é conhecer a realidade e os resultados principalmente em um mundo onde o filantrocapitalismo está aí como valor. Não é admissível que não saibamos os resultados de um investimento (público ou privado) social ou cultural. A segunda volta à questão da necessidade de integração dos esforços: essas duas iniciativas, por exemplo, que são modernas e inovadoras em âmbito mundial, muito provavelmente não são conhecidas pelo ministério ou pelo terceiro setor. É possível que outras iniciativas estejam isoladas por aí. Precisamos formar massa crítica e isso se faz integrando ações.

BA – Será que só mesmo com o tempo a nascente Economia da Cultura do Brasil vai começar a mostrar, por meio de resultados, como ela é fundamental para que todos os brasileiros tenham acesso à cultura?
LV –
Olha, acho que já é tempo de transformarmos o pensamento existente sobre o tema em tecnologias, tais como as dos instrumentos de gestão por indicadores sociais e culturais de que tratamos. Já é hora do próximo passo, dado o avanço que já existe no país sobre o tema.

Seja Voluntário por 1 dia!

 

Você sabia que em apenas uma tarde no ano, poderia fazer a diferença no futuro de 488 famílias?

Venha fazer um trabalho voluntário no CEAP como avaliador da XVIII FeCEP!

 

O que é o CEAP?

·         O Centro Educacional e Assistencial de Pedreira é uma ONG de educação que atende diariamente 488 crianças e adolescentes de 10 a 18 anos de forma gratuita na região carente de Pedreira.

 

O que é a FeCEP?

·         A FeCEP – Feira de Ciências do Centro Educacional de Pedreira é o maior evento externo do CEAP com um público de 6 mil pessoas composto por empresários, patrocinadores, alunos e comunidade local.

·         Consiste na apresentação de mais de 100 projetos científicos desenvolvidos ao longo de um ano nas seguintes áreas:

o        Eletricidade (alunos de 10 e 11 anos)

o        Ciências (alunos de 12 e 13 anos)

o        Engenharia (alunos de 14 a 18 anos)

o        Administração (alunos de 14 a 18 anos)

o        Informática (alunos de 14 a 18 anos)

·         A XVIII FeCEP será realizada nos dias 24 e 25/10 das 13h às 18h no próprio CEAP.

·         A partir da FeCEP, com a sua avaliação, submeteremos os nossos melhores trabalhos a outras feiras de ciências. Por conta disso, nossos alunos já ganharam prêmios para viajar nos mais diversos estados brasileiros e no exterior!

E como ser avaliador da FeCEP?

Preencha o formulário de inscrição: clique aqui

Gostou da iniciativa?

Ajude-nos a conseguir avaliadores voluntários, apenas encaminhe o e-mail para seus colegas!

 

 

 

 

Renan Gonçalves Santos

Departamento de Voluntários

DI - Desenvolvimento Institucional

Fone/fax: + 55 (11) 5611-7121 / 7549-0930

Skype: renangsantos

www.pedreira-centro.org.br

renan@pedreira.org

Para assistir ao filme institucional do CEAP clique aqui

 

Supersimples

Ministro Juca Ferreira comemora redução de imposto para produtores culturais

A Câmara dos Deputados aprovou nessa quarta-feira, 7 de outubro, o Projeto de Lei nº 468/2009, que altera a forma de tributação dos produtores culturais no chamado Supersimples. O projeto autoriza a redução de impostos para as empresas de produção artística e cultural e as produtoras cinematográficas e audiovisuais e enquadra essas empresas em faixas de tributação com índices menores no regime diferenciado.

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, disse que é um reconhecimento de que a Cultura tem contado com o Congresso para o enfretamento de seus problemas. “Foi muito importante que o Congresso Nacional tenha retificado e incorporado as empresas culturais no Supersimples, porque se não tivessem feito isso inviabilizaria boa parte dessas empresas”.

Para o secretário executivo do MinC, Alfredo Manevy, essa é uma conquista importante para o desenvolvimento da economia da cultura no país. “É preciso fortalecer as empresas culturais do Brasil, que são base de uma economia da cultura que gera mais de 5% da mão de obra ocupada. Essa aprovação também mostra o quanto o Ministério tem se empenhado em fazer da agenda cultural no Congresso uma prioridade absoluta de sua articulação política”, afirma.

Atualmente, essas empresas são tributadas em 17,5%. Com a aprovação do projeto será permitido que as empresas de produção artística e cultural e as produtoras cinematográficas e de audiovisuais sejam tributadas com base em índices que variam de 4,5 % a 16,8 %.

O PLP 468/2009, do Poder Executivo, anexado ao PLP 462/2009, de autoria do deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), segue agora à apreciação do Senado Federal.

Show musical e pronunciamentos serão atrações do Ato Público pelo fim da OMB

 

 

Um ato público, a ser realizado na Assembleia Legislativa no próximo dia 20 de outubro, pretende mostrar a força do movimento articulado dos músicos do estado de São Paulo que proclama o fim da Ordem dos Músicos do Brasil. Apoiado pelo deputado Carlos Giannazi, coordenador da Frente Parlamentar em Defesa dos Músicos e Compositores do Estado de São Paulo, o encontro musical terá, além dos pronunciamentos do parlamentar e dos artistas presentes, shows de músicos e instrumentistas que defenderão, com a voz e com a arte, o livre exercício da profissão de músico no território paulista.

 

É urgente garantir aos músicos o livre exercício de sua atividade, sem que pesem sobre eles o medo e o constrangimento de serem ‘fiscalizados’ indevidamente pela Ordem dos Músicos, pois constitucionalmente não são obrigados a se filiarem a qualquer autarquia”, comenta Giannazi. Um projeto de lei (PL 214/09) de sua autoria, que proíbe a exigência de comprovação de inscrição na OMB como requisito para a emissão de notas contratuais aos músicos que se apresentam no estado, foi aprovado pela Casa no dia 2 de setembro. Se for sancionada pelo governador, a lei colocará um freio às ‘ações fiscalizatórias’ constrangedoras da instituição para cima dos músicos a fim de que estes apresentem a nota com a chancela da OMB — monopolizada pela entidade — , ‘liberando-os’ para suas apresentações artísticas, como preconiza o artigo 5º, incisos IX e XIII e no parágrafo único do artigo 170, todos da Constituição Federal. Assim ele buscou aperfeiçoar a Lei Estadual 12.547/07, que no território paulista desobriga o artista a apresentar, aos fiscais da OMB, a carteira da autarquia.

 

Em março deste ano uma Audiência Pública discutiu o assunto e confirmou a validade da Lei 12.547. À época o procurador da ALESP, Carlos Roberto Dutra, disse à mesa e aos artistas presentes que a os artigos da lei de 1960,  que criou a Ordem e exigem a carteira para o exercício profissional, não foram recepcionados pela Constituição Federal de 1988.

 

Na mesma toada, no dia 15 de julho, a procuradora-geral da República, Deborah Duprat, acatou uma Representação protocolada no Ministério Público Federal por Carlos Giannazi, que foi vice-presidente da CPI do ECAD na Assembleia Legislativa de São Paulo. Na ação o parlamentar pedia que o MPF entrasse no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) visando suspender vários artigos da Lei Federal 3.857/60, que criou a Ordem dos Músicos do Brasil.

Serviço:

ATO PÚBLICO CONTRA A ORDEM DOS MÚSICOS DO BRASIL

 

Local: Assembleia Legislativa

            Av. Pedro Álvares Cabral, 201 – Ibirapuera (Hall Monumental)

Data: 20 de outubro (terça-feira)

 

Horário: Das 19h às 23h

Eduardo Olimpio
Assessor de imprensa do deputado Carlos Giannazi
(11) 3884-0120 / 9409-0481

 

 

 

 

 

 

Rock´n´Roll, Cooperativa Cultural Brasileira, Ensaios sobre Carolina, Homenagem ao Professor Kikuchi, Cena Musical Independente

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Fala, Pessoal!

Beleza?

Depois de exaustiva, mas compensadora Expomusic, estou de volta com muitos toques legais sobre o que está rolando sobre cultura e cidadania.

Primeiramente, vou falar do Rock´n'Roll´, um espetáculo teatral que está rolando no SESC Pinheiros .

Também tem um link muito legal sobre a Cooperativa Cultural Brasileira.

Depois, sobre outra peça teatral, que aborda o racismo , Ensaios sobre Carolina, encenado pelos atores negros da EAD/USP.

Falo ainda, da homenagem ao professor Kikuchi na Assembléia Legislativa de São Paulo e ainda sobre uma iniciativa muito legal: A inscrição para o Cena Musical Independente realizado pela Secretaria de Cultura de São Paulo.

 

Rock´n´Roll

O espetáculo não é um musical, mas se vale do rock’n’roll como ferramenta indispensável para contar uma história sobre a desestruturação do comunismo no leste europeu. Concebida por Tom Stoppard, a trilha desfila clássicos de Rolling Stones, Velvet Underground, Beatles, John Lennon, Bob Dylan, Syd Barrett, Doors, Pink Floyd, Beach Boys, Guns’n’Roses, Grateful Dead, U2, além da banda The Plastic People of the Universe, grupo de rock que surgiu em Praga em 1968, e acabou se tornando um símbolo da resistência ao regime comunista. Rock'n'Roll se passa entre os anos de 1968 e 1990, sob uma dupla perspectiva: em Praga, na república Tcheca, onde uma banda de Rock (The Plastic People of the Universe) aparece para simbolizar a resistência ao regime autoritário comunista; e em Cambridge, na Inglaterra, onde as questões do amor e da morte definem as vidas de três gerações da família de um filósofo marxista. Autor: Tom Stoppard. Direção: Felipe Vidal e Tato Consorti. Com: Otavio Augusto, Thiago Fragoso, Gisele Fróes, Bianca Comparato, Adriano Saboya, Luciana Borghi, Carol Condé, Christian Landi, Mariana Vaz e José Karini. Duração: 3h. Intervalo de 10 minutos. Teatro Paulo Autran. Não é permitida a entrada após o início do espetáculo. Ingressos à venda pelo sistema INGRESSOSESC, a partir de 01/09.

De: 25/09 a 18/10.
Sextas e sábados, às 21h e domingos, às 18h.


Não recomendado para menores de 14 anos

R$ 20,00 [inteira]
R$ 10,00 [usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante]
R$ 5,00 [trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes]
Cartão ClubeFolha - R$ 15,00

 

Rua Paes Leme, 195
Pinheiros
São Paulo - SP
cep 05424-150

 

Cooperativa Central Brasileira

 

http://www.coopcultural.org.br/coopcultural/noticias/noticia.asp?id=809



Ensaio Sobre Carolina trata de questões raciais no Projeto Vitrine

 

Grupo formado por atores negros da EAD leva para o palco história

 da catadora de papel que  gerou livro e causou comoção pública quando lançado.

O preconceito e as desigualdades das relações são tratados com elementos do teatro, dança e cultura afro

 

Baseado no diário da catadora de papel Carolina Maria de Jesus (1914-1977) publicado em livro com o título Quarto de Despejo, Diário de Uma Favelada (Ed. Ática), a peça Ensaio Sobre Carolina reestreia dia 17 de setembro, quinta, às 21 horas, na Sala Vitrine do Teatro Imprensa. O espetáculo faz parte do terceiro e último módulo do ano do Projeto Vitrine Cultural do Centro Cultural Grupo Silvio Santos. No primeiro mês da temporada, o ingresso é uma lata de leite em pó. Depois, passa a custar R$ 10,00 e R$ 5,00.

 

A montagem da Cia Os Crespos, sob a direção de José Fernando de Azevedo – especialmente convidado pelo grupo -, utiliza a dança, o canto e o corpo como linguagem. A Cia surgiu na EAD (Escola de Arte Dramática da USP), numa turma de alunos onde cinco integrantes eram negros. Houve uma organização desses alunos, que tinham em comum a vontade de discutir a sua formação e como foco estudar a história do negro nas artes cênicas no  Brasil, numa instituição em que essa discussão não existia.

 

O lugar dos negros na sociedade atual é o foco da pesquisa da Cia Os Crespos.  “O teatro passou ao largo de temas como esse; ou, ao menos, não os tratou de maneira direta. Talvez aí esteja a tarefa de um grupo de atores negros”, comentam. A denúncia social, o preconceito e as desigualdades das relações sociais modernas atreladas à escravidão, determinada como uma engrenagem do capital, são tratados pelo grupo.

 

O Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus, pareceu um bom ponto de partida para trazer à cena tais questões que, na história, são apresentadas através da fala de uma negra favelada: o olhar e o discurso da catadora de papel sobre sua realidade e o convívio na sociedade brasileira. Para o grupo, Ensaio Sobre Carolina “é o discurso de atores negros sobre os vestígios dos dias na vida das Carolinas na cidade”.

 

Proposta de encenação

O diário e o livro de Carolina Maria de Jesus foram o ponto de partida para a construção da narrativa. O grupo, então, convidou o professor da EAD José Fernando de Azevedo, não por acaso único professor negro, para dirigir o espetáculo. Depoimentos de alguns atores do grupo foram incorporados a trechos dos relatos de Carolina.  O diretor aproxima atores e espectadores em um campo público e afasta o tom sentimentalista confessional para criar um espetáculo em que a música e o corpo se tornam linguagem. Gestos de dança clássica são mesclados a ritmos de candomblé. “As intervenções das linguagens surgem como depoimento das mais variadas formas. Seja  contradizendo o próprio texto, de forma ironizada ou completamente sincera. Mas sempre surpreendendo o publico“, conta a atriz Gal Quaresma.

Os caminhos da autora e do grupo se encontram: uma autora negra, pobre, falando de sua própria condição, narrando o percurso em que uma fala se esboçava. Mas não era possível simplesmente representar Carolina. “O que nos tocava ali e se fazia urgente era a escuta de um argumento”, explicam . “E foi assim que se configurou a idéia de um ensaio: uma tentativa de aproximação e apropriação daquela fala que, posta em movimento, desenhava um gesto próprio contra o ressentimento.”

Quarto de Despejo, Diário de Uma Favelada, lançado em 1960, virou comoção pública em São Paulo, com a tiragem de 14 mil exemplares esgotada rapidamente, sendo traduzido para 13 idiomas. Marcada pela pobreza, Carolina estudou até a segunda série do primário, era moradora da favela do Canindé e catadora de papel. Através de relatos sobre sua vida na favela, das dificuldades para criar os três filhos, a autora delata algumas estruturas sociais brasileiras, da época da modernização da cidade de São Paulo e da criação de suas favelas e, também, revela com sua escritura a importância do testemunho como meio de denúncia.

Com o sucesso, ela e os filhos saíram da favela e compraram uma casa em Santana. Os novos vizinhos a rejeitavam, os curiosos espiavam, alguns vinham pedir-lhe dinheiro, e carros estacionavam na frente da residência para vê-la. Fotógrafos e jornalistas invadiam sua casa solicitando que ela posasse ao lado dos filhos ou no chão lendo. A imprensa nacional e a opinião geral criaram muitas “histórias” sobre Carolina.

A mídia estrangeira tratava sua experiência em termos humanos apontando sua capacidade de dimensionar a miséria social e a coragem de apresentá-la publicamente. O Jornal Herald Tribune qualificou o livro como “uma assombrosa crônica da fome, um dramático documento sobre os despossuídos, que, ao mesmo tempo, choca e comove os leitores”. A revista Life dedicou uma página inteira a ela, a Paris Match fez uma grande reportagem sobre sua história. Alberto Moravia, na introdução assinada para a versão italiana, contrastava a beleza natural do Brasil com a horripilante realidade brasileira dos pobres, aproximando inclusive a vida dos favelados às “castas dos párias” da Índia. No prólogo da edição da Casa de las Américas de 1965, com reimpressão em 1989, o cubano Mario Tejo identificou em Carolina a consciência profética e criadora de uma “subliteratura que brotava do solo do subdesenvolvimento”.

Em 1961, ela lançou seu segundo livro, Casa de Alvenaria: Diário de Uma Ex-favelada, obra bem parecida com o Quarto. Não obteve o mesmo êxito. Passados seis anos do estrondoso sucesso, com pouco dinheiro, pois não quis ceder aos editores que lhe pediam para escrever assuntos novos, ela voltou a se aproximar da miséria, sendo, inclusive, fotografada pegando papel nas ruas. Carolina ainda escreveu um pequeno romance, Pedaços da Fome. A imprensa ignorou. A escritora sofreu para receber os direitos autorais de seus livros. Em seus relatos, denunciava que, exceto a França e os Estados Unidos, ninguém lhe pagou nada.

 O livro inspirou também um filme realizado por uma televisão da Alemanha Oriental, em 1975, que utilizou a própria Carolina como protagonista de Despertar de um Sonho (censurado na época e ainda inédito no Brasil). Na mesma década, foi feita uma adaptação para a série Caso Verdade, da Rede Globo, com a atriz Ruth de Souza. Carolina morreu em 1977, por um abatimento respiratório, aos 63 anos de idade.

Sobre o grupo

Os Crespos surgiu nas dependências da Escola de Arte Dramática da USP (EAD) em 2005. No dia 13 de maio, dia da abolição da escravatura, o grupo começou suas atividades com o objetivo de levar para a escola a discussão sobre o que foi e o que representou para o país a assinatura da Lei Áurea. Na semana da consciência negra o núcleo promoveu o encontro Pensando a Negritude, um evento para discutir como o negro foi inserido na história artística do país, e qual o papel que ocupa hoje na sociedade. O evento contou com uma mostra de curtas-metragens do cineasta Jeferson De (Narciso do Rap, Carolina, e Distraída pra Morte), uma exposição permanente chamada Traços e Relatos, e uma mesa-redonda com atores, diretores, dramaturgos, professores e alunos.

 

Em setembro de 2006, o grupo participou do II Fórum Nacional de Performance Negra, evento organizado pelo Bando de Teatro Olodum, Cia. dos Comuns e Congresso de Pensadores Negros, em Salvador. O grupo foi convidado a trabalhar com um dos maiores encenadores da atualidade, o alemão Frank Castorff, diretor do Volksbühne (o Teatro do Povo, construído em 1914 por associações operárias e que continua a ser um dos espaços mais influentes do teatro europeu). Em dezembro de 2006, apresentam o espetáculo Anjo Negro + A Missão, no Sesc Vila Mariana. Em novembro do mesmo ano, O Grupo promove, em parceria com o Cinema Popular da escola de Áudio Visual da Eca, um evento para discutir a política de ações afirmativas: Cotas nas Universidades Públicas. O evento contou com a presença das atrizes Ruth de Souza, Raquel Trindade, a cineasta Lílian Solá Santiago, José Carlos Miranda (coordenador do Movimento Negro Socialista), Ana Lúcia Lopes (Coordenadora do Museu Afro Brasil), a poeta e escritora Esmeralda Ribeiro (Fundadora do Quilombhoje), entre outros.


Em 2007 o grupo excursionou pela Alemanha, participou do Festival Theaterformer e uma curta temporada no Teatro Volksbühne, em Berlim. No mesmo ano a cia estreou Ensaio sobre Carolina com a direção de José Fernando de Azevedo (professor da Escola de Artes Dramáticas da USP, dramaturgo e diretor integrante do Teatro de Narradores em São Paulo) com apoio do PAC (Projeto de Ação Cultural-Secretaria de cultura do Estado de São Paulo). Em 2008 o grupo apresentou Anjo Negro + A Missão em Salamanca no Festival Castilla y Lion. Em maio de 2009 a Cia realizou, juntamente com o Grupo Clariô, a Mostra Reflexiva de Filmes em ocasião do dia Nacional de Denúncia contra o Racismo. Em junho participou do III Fórum de Performance Negra em Salvador/Ba.

 

(Adriana Balsanelli/julho 2009)

 

Para roteiro:

ENSAIO SOBRE CAROLINA – Reestreia dia 17 de setembro, quinta, às 21 horas, na Sala Vitrine do Teatro Imprensa. Adaptação e Criação de Texto – Os Crespos e José Fernando de Azevedo. Direção – José Fernando de Azevedo. Elenco - Maria (Ex Gal Quaresma), Joyce Aparecida, Lucélia Sérgio, Mawusi Tulani e Sidney Santiago. Músico - Giovanni Pereira. Trilha Sonora - Giovanni Pereira e Os Crespos. Preparação Corporal - Lívia Guerra. Preparação Vocal - Ana Gilli. Cenografia - Os crespos. Figurino - Os Crespos. Iluminação - Denílson Marques e José Fernando de Azevedo. Censura – 14 Anos. Duração – 100 minutos.

 

IngressosDe 17 de setembro a 9 de outubro – 1 lata de leite em pó, que deve ser trocada por 1 ingresso na bilheteria do Teatro com 1 hora de antecedência. De 15 de outubro a 4 de dezembro - R$10,00 e R$5,00 (meia entrada).  Temporadaquintas e sextas às 21 horas. Até 4 de dezembro.

 

Teatro Imprensa Sala Vitrine - Rua Jaceguai, 400 - Bela Vista - São Paulo. Fone - 11 3241- 4203. Capacidade – 48 lugares. Funcionamento da bilheteria - De terça a domingo a partir das 14 horas. Acesso e facilidades para pessoas com deficiência física. Ar-condicionado. Formas de pagamento - Aceita pagamento em dinheiro e cheques. Estacionamento conveniado na Rua Jaceguai, 454 – Preço único R$ 8,00. Ingressos por telefone – Ticketmaster(11) 2846-6000 (de segunda-feira a sábado, das 9 às 21 horas) ou pelo site www.ticketmaster.com.br.

 

Assessoria de Imprensa

ARTEPLURAL Comunicação

Jornalista responsável - Fernanda Teixeira

MTb-SP: 21.718 - tel. (11) 3885-3671 / 9948-5355

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www.artepluralweb.com.br

 

 

Professor Kikuchi

 

Visitando o Parque Ibirapuera, na quarta-feira, dia 18 de agosto e andando em meio às árvores e à abundante vegetação tropical ali existente, Tomio Kikuchi, 83 anos, se entusiasmou com a possibilidade de ser inaugurado ali um lugar, um cantinho onde as pessoas possam falar livremente, sobre temas os mais diversos, a exemplo do cantinho que existe no Hyde Park de Londres, o Speaker’s Corner, que ele visitou recentemente e onde fez uma palestra a céu aberto para o público londrino.

 

Essa é uma herança viva que quero deixar para os membros do Centro Internacional de Auto-Educação Vitalícia (situado em São Paulo, do qual ele é presidente e fundador) e para o povo desta cidade”, afirmou Kikuchi referindo-se ao “Cantinho do Ibirapuera”, “por isso falei com o deputado Carlos Gianazzi e ele também se entusiasmou em transformar essa idéia  num projeto para ser votado na Assembléia Legislativa de São Paulo”.

 

Enquanto andava pelo Ibirapuera, Kikuchi lembrou-se do personagem do filme “Viver” que, sofrendo de câncer do estômago, buscava desesperadamente encontrar satisfação nos poucos meses de vida que lhe restavam. Para que viver? Para que morrer?, aquele homem se perguntava, sem encontrar motivo para uma autocomprovação da vida.  Procurou a companhia de prostitutas, foi a festas tentando viver a vida extravagante que os amigos levavam. Sem sucesso! Resolveu então tomar um ônibus e sair da cidade. Ao chegar ao ponto final, descobriu que estava na periferia, um lugar muito pobre, onde viviam pessoas famintas, crianças inseguras que choravam esperando seus pais voltarem do trabalho. Foi então que teve a ideia de construir ali um parque infantil para aquelas pobres crianças, um parque onde elas pudessem brincar com segurança e seus pais se sentissem tranquilos. Saiu em busca do terreno, foi até a prefeitura local, percorreu diversas seções, conversou com vários chefes e, nada! Ninguém se interessava  por seu problema, a cada seção que chegava ninguém se dizia responsável por aquele assunto. Diante da burocracia oficial, decidiu doar ele mesmo o terreno. Se pagasse pelo terreno, pensou, poderia  realizar o sonho de deixar um parque para a população pobre daquele lugar. E foi assim que aquele homem desenganado pelo câncer pode morrer feliz, vendo o parque concluído.

 

O Professor Tomio Kikuchi  sente muita responsabilidade por ter falado no Speaker’s Corner, lugar que foi palco para importantes personagens históricas mundiais, como Karl Marx, Vladimir Lenin, George Orwell e muitos outros. É uma espécie de tribuna livre que existe desde 1855 e está situada no centro de Londres, dentro do Hyde Park, o maior parque londrino. “Esse é um lugar essencial em qualquer cidade, e não só em São Paulo, para se formar uma sociedade mais consciente e solidária, concluiu Kikuchi, que tem projeto de inaugurar lugares como esse em diversas capitais brasileiras, tendo iniciado diligências nesse sentido em Belo Horizonte e Brasília.

 

Cena Musical Independente

 

As inscrições para o Cena Musical Independente estão abertas desde o dia 8 de setembro, se entendendo até  o dia 2 de outubro. O programa pretende localizar, identificar e difundir o trabalho de bandas e grupos musicais emergentes do cenário musical independente do Estado de São Paulo.

 

Podem participar bandas da cena independente que nunca gravaram um CD ou aquelas que têm até um CD distribuído comercialmente. As inscrições serão feitas no site da Secretaria de Cultura (www.cultura.sp.gov.br).

 

Em novembro, uma comissão julgadora anunciará as 10 bandas selecionadas. Os grupos vencedores irão se apresentar em um festival a ser realizado em dezembro, no Memorial da América Latina. Serão dois dias de festival na capital, com shows das cinco bandas selecionadas e de outros dois grupos renomados da cena independente em cada dia do evento. Por fim, a Secretaria da Cultura gravará um CD com músicas das bandas escolhidas.

 

Em 2008, o Cena Musical selecionou dez grupos em cada edição regional e os vencedores tiveram a inclusão de uma música de sua autoria em um dos quatro CDs de coletânea gravados ao vivo e distribuídos em bibliotecas, centros culturais, emissoras de rádio, sites de música e entre os próprios grupos vencedores. O programa foi realizado nas cidades de Araçatuba, Bauru, Piracicaba e São Sebastião.

 

CMIJ e Expomusic

3 Comentários »

Fala, Pessoal!

Tudo bem?

Hoje o blog está todo musical. Falarei do CMIJ e da Expomusic.

 

CMIJ

O CMIJ - Centro de Música e Inclusão de Jovens é um projeto que visa a iniciação musical de jovens, a partir dos dez anos de idade nas seguintes modalidades: Baixo, Bateria, Teclado, Vocal e DJ. E o melhor de tudo: De graça!

Esse projeto acontecerá no bairro da Bela Vista, o famoso Bixiga, na cidade de São Paulo. As atividades terão início, na próxima semana, no dia 21. O projeto também terá oficinas de prevenção contra a gravidez precoce, uso de drogas e combate ao alcoolismo.

Veja maiores informações nos banners

EXPOMUSIC

 

Semana que vem , acontece a Expomusic 2009, a maior feira de música da América Latina.

É um acontecimento ímpar, onde grandes marcas expõe, os seus produtos e lanaçamentos, bem como as publicações especializadas do setor.

A Expomusic terá a seguinte programação:

Dias 23 e 24 de Setembro- Restrito aos profissionais do Setor

Dias 25, 26 e 27 de Setembro - Aberto ao público em geral.

A Dynamite, estará , com seu stand, recebendo nossos amigos e parceiros.

Também teremos três bandas, que ocupam lugar de destaque na cena metálica, realizando tardes de autógrafos:

Na sexta-feira,dia 25,às 16 horas, teremos a excelente banda de Santos, que voltou de uma turnê nos Estados Unidos, o Shadowside, da excelente vocalista Dani Nolden.

Shadowside

No sábado,dia 26, às 18:00, teremos um dos pioneiros do death/doom no Brasil, o Pentacrostic.

Pentacrostic

No domingo, dia 27, às 16 horas, teremos o Threat, a excelente banda de metal, vencedora do Metal Batlle, de 2008, e que tocou no Wacken, o maior evento de metal do mundo.

 

Threat

Esperamos você no nosso stand e lá vc fica conhecendo mais sobre o CMIJ.

 

Movimento dos Moradores do Tietê, Homofobia X Educação, Projeto Moda Reciclada no Morumbi Shopping, Associação Esportiva Unidos da Doze

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Fala, Pessoal!

Tudo bem?

Hoje falarei sobre o Movimento de Moradores das margens do Tietê, sobre o aumento da evasão escolar causada pela homofobia e ainda o Projeto Moda Reciclada e a Associção Esportiva Unidos da Doze.

MOVIMENTO POPULAR PELOS DIREITOS DOS MORADORESDAS MARGENS DO TIETÊ E POR JUSTIÇA NO PROCESSO DE DESAPROPRIAÇÃO

VIA PARQUE VÁRZEA DO TIETÊ
 
Convida para:

3ª ASSEMBLÉIA DE MORADORES
 
19 de SETEMBRO de 2009 às 10:00 h
Local: EMEF PROFESSOR FLÁVIO AUGUSTO ROSA Rua Gruta das Princesas, 165 – Vila Itaim

 

 
 
            POR QUE NOSSA LUTA CONTINUA?

·         Pela diminuição do limite demarcado para a desapropriação (que atinja menos moradias);
·         Por uma política de habitação justa (uma casa por outra);
·         Por uma política de proteção ambiental que integre o ser humano como parte do meio ambiente;
·         Pelo esclarecimento das dúvidas dos moradores em situações diferenciadas;
·         Para que as informações sobre este Projeto cheguem a todas as comunidades atingidas.
 
 
Saudações à luta popular,   
                                                          Os organizadores:
 
ACALeO (Ação Cultural Afro Leste Organizada)
Rua Gruta das Princesas, 82 Vila Itaim
 
S.A.B.  (Sociedade Amigos da Vila Itaim)
Rua Serra de Luis Gomes, 1992 Vila Itaim

Oswaldo ACALeO
       7220-1136
 

 Homofobia aumenta número de casos de evasão escolar

Cerca de 20% dos alunos gays acabam abandonando as salas de aula devido a preconceito. Discriminação também contribui para a violência
POR MAHOMED SAIGG, RIO DE JANEIRO - o  Dia  fonte FONTE: http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3962747-EI8139,00.html

Rio - Fora da grade curricular, uma 'disciplina' reprovável vem excluindo alunos homossexuais das salas de aula no Rio: a homofobia. Alvos de preconceito por sua orientação sexual, estudantes gays, lésbicas e travestis estão deixando a escola por causa da discriminação. De acordo com o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), cerca de 20% dos alunos homossexuais que iniciam o ano letivo não suportam a perseguição e abandonam os estudos.

Felipe diz que já perdeu a conta de quantas vezes brigou na escola e já pensou em largar os estudos
Condenada pelos educadores, a 'matéria' também gera outro grave problema no ambiente escolar: o aumento da violência. Cansados de provocações constantes de colegas e até de professores, muitos estudantes acabam perdendo o controle - e a razão - e partindo para a agressão.

Este foi o caso de Felipe Sanches, 18 anos. Aluno do 3º ano do Ensino Médio numa escola da rede pública, em Nova Iguaçu, ele conta que desde que assumiu sua homossexualidade, há dois anos, perdeu a conta de quantas vezes brigou na escola. "Nunca tinha discutido no colégio até assumir que era gay. Mas depois as provocações começaram. Na maioria das vezes até faço de conta que não é comigo. Mas às vezes o sangue ferve e aí fica impossível não reagir. Quando vejo já parti para briga", confessa Felipe, que já pensou em abandonar a escola por causa do preconceito.

Menos tolerante que Felipe, o travesti Roberta, 26 anos, revela que largou a escola no 2º ano do Ensino Médio depois que um professor debochou do fato de ele ser homossexual durante uma aula. "Ele vivia jogando piadinhas, fazendo insinuações maldosas a respeito da sexualidade, mas nunca tinha sido direto. Certo dia me cansei e lhe perguntei o que tinha contra os gays. Ele se assustou, disse 'nada', mas começamos a discutir até que ele me mandou sair da sala. Envergonhada, saí e nunca mais voltei", conta Roberta.

Diretora do Sepe, a professora Eliza Henriques Martins, 43 anos, que é lésbica, afirma que os professores no Rio não estão preparados para lidar com situações de conflito geradas pela homofobia. "É esse despreparo que permite que a homofobia siga agravando não só o problema da evasão escolar, como também o do aumento da violência nas escolas, que já está saindo do controle dos professores e diretores", alerta Eliza.

O problema da homofobia nos colégios do Rio é tão grande que o Sepe criou a Secretaria de Gênero e Combate à Homofobia. "Através desta secretaria nós começamos o Seminário de Múltiplos Olhares, através do qual promovemos debates e reuniões para debater o problema da homofobia dentro das escolas", explica a também diretora do Sepe Marize de Oliveira Pinto, 50 anos, que é heterossexual e condena a homofobia.

"Todos têm direito à educação, seja lá qual for a sua orientação sexual. Não podemos aceitar que jovens sejam obrigados a abandonar os estudos e tenham que usar a força física para que sejam respeitados", ressalta.

Estado lançará projeto de combate a problema

Atenta aos problemas gerados pelo preconceito contra homossexuais, a Secretaria Estadual de Educação reconhece a gravidade da situação e anuncia o lançamento da Jornada de Educação e Cidadania LGBT e Combate à Homofobia. Voltado para a orientação de professores sobre como lidar com as diferenças nas salas de aula, o projeto será levado para todo o estado e deverá capacitar dois mil professores até o fim do ano.

>>Denuncie casos de homofobia em sua comunidade ou em sua escola. Escreva

"Nosso objetivo principal é sensibilizar a comunidade escolar para o tema. Precisamos valorizar a questão da diversidade para garantir a permanência de todos os nossos alunos até que eles concluam seus estudos", destaca a coordenadora de Diversidade Educacional da Secretaria, Rita de Cássia Rodrigues.

"Negar a homofobia nas escolas é o mesmo que negar a existência dos homossexuais nas salas de aula", afirma Rita, lembrando que os alunos não são os únicos que sofrem com a homofobia. "Também temos professores nessa situação. Alguns são homossexuais, mas não assumem sua orientação sexual por medo da reação dos alunos e dos próprios colegas de profissão. Isso precisa acabar", decreta.

Preconceito se reflete no mercado de trabalho

A evasão escolar provocada pela homofobia nas salas de aula preocupa pesquisadores e militantes do movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis). "Se entrar no mercado de trabalho hoje em dia já está difícil para quem estudou, imagine para quem não concluiu seus estudos?", destaca a psicóloga Sílvia Ramos, que é Coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec).

"É por isso que a maioria dos homossexuais é de cabeleireiros ou está ganhando a vida prostituindo o corpo", completa o presidente da ONG Conexão G, Gilmar Santos.

Vítima do preconceito no mercado de trabalho, a transgênero Carla cursou a faculdade de Relações Internacionais e morou 14 anos na Europa, onde aprendeu a falar seis idiomas. "Ainda assim não consigo emprego aqui no Brasil. Envio meu currículo, mas, quando veem que sou homossexual, desistem de me contratar".

Brasil é o país mais homofóbico

Em comunidades carentes, o preconceito contra homossexuais surge mais violento e mais intolerante. O DIA está mostrando, desde domingo, relatos de gays, lésbicas, transexuais e transgêneros vítimas da discriminação. A ONG Conexão G, que atua na Maré, contabiliza ao menos um caso de agressão contra gays por dia. O Brasil ainda detém um triste recorde: o de país mais homofóbico do mundo. Entre 2007 e 2008, foram 190 assassinatos - ou um homossexual morto a cada dois dias. Quando não são mortos, gays muitas vezes são obrigados a abandonar sua comunidade.

Projeto Moda Reciclada no Morumbi Shopping

Amigos,
 
Nós da Agência Norte, em parceria com o estilista Alexandre Herchcovitch e com a ONG Florescer, criamos o projeto Moda Reciclada, uma idéia diferente para essa época de troca de coleções no Morumbi Shopping.
 
A idéia consiste em incentivar as pessoas a doarem aquelas roupas esquecidas no armário, que nao usamos mais há um tempão. As roupas podem ser deixadas em urnas localizadas no atrium do shopping, até o dia 21/09. Depois disso, as costureiras da ONG vão fazer uma releitura de algumas das peças, com a orientação do Alexandre, num ateliê de vidro montado no próprio shopping. As novas criações vão compor uma exposição que acontece por lá, a partir de 23/09. As outras peças serão doadas para a ONG, que atua na comunidade de Paraisópolis, ali no Morumbi também.
 
A idéia é que a cada nova peça que entrar no seu armário, uma antiga saia. Os primeiros dias de doações foram um sucesso! Até agora, mais de 750 peças já foram entregues.
 
Para saber mais sobre o projeto acesse www.morumbishopping.com.br/modareciclada. Colabore!!! ;-)
 
Abs, bjs,
 
 
Leandro Matulja

Cartaz Comunicação
(55 11) 3871-3030 / 9901-7290
leandro@agenciacartaz.com.br
 

Agência Norte
(55 11) 3868-2826 / 9901-7290
leandro@agnorte.com.br
www.agnorte.com.br

ASSOCIAÇÃO ESPORTIVA UNIDOS DA DOZE
 
 A Associação Esportiva Unidos da Doze é uma entidade sem fins lucrativos que promove na comunidade do Parque Dorotéia, Zona Sul de Sâo Paulo projetos sociais ligados ao Esporte, Lazer e Cultura.
 
Para saber mais sobre a entidade visite www.unidosdadoze.com.br
 
O Projeto Meninos da Doze está com uma campanha para conseguir verbas para a compra do seu primeiro uniforme.
 
Viemos até você para solicitar sua contribuição, acreditamos que com a colaboração de cada um teremos nosso objetivo conquistado.
 
Faça a sua contribuição com toda a segurança no site http://www.mootiva.com.br/meninosdadoze
 
Muito obrigado, nossa comunidade agradece
 
Paulo Toledo
Presidente

 
 
 

Carta Magna do Movimento da Consciência Negra,Edital da Funarte,Squats, Curso de Capatação de Recursos para Organizações do Terceiro Setor, da FOS.

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Fala, Pessoal!

Tudo bem?

Esta semana, falarei sobre vários assuntos.

O primeiro é a carta magna do Movimento de Consciência Negra, trazendo a contribuição do ativista sul africano Steve Biko.Também falarei sobre o edital da Funarte que seleciona artistas para se apresentar durante a Feira de Música Brasil 2009, dos Squats, um movimento muito legal.E também sobre o curso Captação de Recursos para Organizações do Terceiro Setor.

 

Muita gente fora, do movimento negro, a grande mídia , por exemplo, quando fala em líderes negros, só lembra de Martim Luther King, esquecendo-se de Malcom x e principalmente de Stve Biko, relegando-o a um líder regional. Ledo engano. Trata-se de um líder mundial. Principalmente no Brasil, onde lembram-se sempre de Zumbi dos Palmares e Martim Luther King. Já falamos aqui sobre Malcom X e agora falaremos sobre Steve Biko, postado pelos nossos amigos do Literatura Suburbana.

A Carta Magna do Movimento de Consciência Negra
Postado em Tue, 25 Aug 2009 20:10:14 by Literatura Suburbana

Um povo sem uma história positiva é como um veículo sem motor (Steve Biko, Setembro 1970)

Trazemos aqui para toda nossa rede um pouco do que nos deixou como legado Steve Biko, militante sul-africano, na luta contra o Apartheid e ainda nos deixou um literatura rica que permite o movimento negro atual pensar o porque da reafirmação das raízes e da consciência negra. Neste texto “Nós, os Negros”, podemos ter vários princípios universais sobre nossa luta!
Segue link ai pra baixar o texto na integra!
http://www.4shared.com/file/17954402/d17d3c7a/Bantu_Steve_Biko_-_Ns_os_negros.html?s=1

Literatura Suburbana
“Escola da África”

(...)Um escritor ressalta que, no esforço de destruir por completo as estruturas que haviam sido estabelecidas na sociedade africana e de impor seu imperialismo de forma total e corrosiva, os colonizadores não se satisfizeram apenas em manter um povo em suas garras e esvaziar a mente dos nativos de toda forma e conteúdo, mas se voltaram também para o passado do povo oprimido e o distorceram, desfiguraram e destruíram. Não se fez mais nenhuma referência à cultura africana, que se tornou um barbarismo. A África era o "continente obscuro". As práticas e os costumes religiosos eram considerados superstição.
A história da sociedade africana foi reduzida a batalhas tribais e guerras internas. Nenhuma migração de um lugar de moradia para outro foi feita de modo consciente. Não, o que havia era sempre a fuga de um tirano que queria destruir a tribo sem nenhuma razão positiva, mas apenas para eliminá-la da face da Terra. Não é de estranhar que a criança africana aprenda na escola a odiar tudo o que herdou. A imagem que lhe apresentam é tão negativa que seu único consolo consiste em identificar-se ao máximo com a sociedade branca.(...)

 

A Funarte acaba de lançar o edital que seleciona artistas para se apresentar durante a Feira Música Brasil 2009.

Leia  aqui o edital

Baixe aqui ficha de inscrição

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Feira é uma ação do Ministério da Cultura e da Funarte, em parceira com Fundarpe e Prefeitura do Recife, que será realizada em dezembro, no Recife. Com o objetivo de desenvolver e expandir ações na cadeia produtiva da música, o evento contará com palestras, conferências, rodadas de negócios e oficinas de qualificação.

O edital está aberto para selecionar 24 artistas, bandas ou grupos que se apresentarão durante os dias 10, 11 e 12 de dezembro no palco do Marco Zero, no Recife, durante a Feira.



Mais informações:
www.feiramusicabrasil.com.br 

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Okupar é resistir

Originário da contra-cultura dos anos 60, o movimento squatter ganhou o mundo com seus ideais de solidariedade e afronta aos valores do sistema capitalista.

Adriano Belisário

 

Em toda grande cidade, o abandono de imóveis contrasta com a massa de desalojados. Enquanto sem-tetos buscam abrigo pelas ruas, proprietários mantêm suas posses vazias com a esperança de vendê-las no futuro por um preço vantajoso. Geralmente ignorada pelo poder público, a especulação imobiliária não passa desapercebida pelos squatters. Nascido na contra-cultura européia dos anos 60, este movimento ocupa espaços urbanos ociosos para neles construir verdadeiros centros de resistência cultural.

Formado basicamente por anarquistas, punks, hippies e comunistas, o movimento squatter luta contra aquilo que os pesquisadores chamam de gentrificação. Trata-se de um processo de enobrecimento dos espaços urbanos, que ocorre principalmente em pontos centrais das cidades. A gentrificação ocasiona a remoção dos moradores de áreas consideradas degradadas em prol da recuperação econômica do local.

Por sua vez, os squatters promovem outro tipo de revitalização. Após limpar o prédio abandonado, eles instalam serviços básicos, através de “puxadinhos” de água, luz e gás. No entanto, a ocupação só é completa quando o local passa a ser sede de atividades culturais, como a instalação de bibliotecas, mostras de teatro e poesia e rádios clandestinas. Eis, então, um autêntico squat. A legalidade de seu funcionamento varia de acordo com a legislação do país. Enquanto em muitas regiões a prática é considerada ilegal, na Holanda, por exemplo, prédios abandonados por longos períodos podem ser ocupados sem problemas judiciais.

Os squatters também são conhecidos como okupas. Entre eles, o termo "ocupação" é grafado com K para diferenciar suas intervenções das outras, marcando o caráter políticos de seus atos. A letra remete ainda à cultura punk, que, ao lado do anarquismo, forneceu as diretrizes básicas do movimento squatter. As ocupações são feitas em regime de autogestão, sem chefes ou líderes. Para os squatters, a construção de um espaço alternativo baseado em princípios de solidariedade e respeito mútuo é uma forma de resistir ao pensamento capitalista, centrado nas noções de propriedade privada e na massificação cultural.

Para quem acredita que anarquia é sinônimo de bagunça, não faltam exemplos de organização squatter para provar o contrário. Em Londres, ficou famoso o caso do Squat 121 Center, que após 18 anos de existência foi desativado em 1999. Nele, entre outras atividades, os okupas realizavam ações de amparo à população pobre da cidade. Em relato à Revista Dynamite, Kuru, brasileiro ex-membro do squat inglês, afirma que o grupo era formado em grande maioria por revolucionários e pessoas ligadas à causa ecológica. “A gente ia aos lixos atrás dos supermercados e feiras. Pegávamos tudo o que eles não queriam mais. Era muita comida. Às vezes cozinhávamos para quase 100 pessoas”, conta.

Pesquisador da Universidade do Estado de Santa Catarina, Cleber Rudy estuda o movimento squatter e é autor de artigos sobre o tema. Em entrevista concedida ao site da Revista História da Biblioteca Nacional, Cleber comenta a atuação destes grupos no Brasil.


Revista História - Na década de 60, surgiu na Holanda o movimento Kraker, que possuía atuação bastante semelhante aos squatters. Qual a sua influência na construção dos squats?
Cleber Rudy: A política squatter é fundamentada no movimento punk-anarquista, compondo uma espécie de simbiose squatter-punk. A máxima holandesa dos anos 80, “um punk é um squatter e vice-versa”, ainda que de forma amena, é também seguida no Brasil. Neste sentido, apesar dos squatters brasileiro não agregarem os dispositivos de resistência (rádios clandestinas, revistas, livrarias, advogados especializados, etc) utilizados nas ocupações dos krakers, este movimento holandês tornou-se um forte referencial de luta para os ativistas nacionais. Por exemplo, em Curitiba, o squat Payoll mantinha uma distribuidora de livros e de outros produtos chamada Kraakers, em homenagem ao movimento dos anarquistas sem-teto de Amsterdã.


RHBN – Os squatters surgiram no Brasil na década de 90. Antes disso, há registro de grupos que promoviam a ocupação sistemática de imóveis abandonados?
Cleber: Antes disso, o que se pode constatar são alternativas comunitárias que tinham como peculiaridade o perímetro rural, embasadas em princípios ecológicos ou esotéricos e envolvidas pela contracultura hippie. Todavia, os squatters voltaram-se para as áreas urbanas, optando por permanecer nas cidades e buscando soluções ali mesmo, já que eram compostos por punks (outro movimento urbano) motivados por perspectivas anarquistas. Eles buscavam saídas diante da especulação imobiliária, defendendo novas maneiras de pensar e agir como forma de resistência à organização capitalista da vida urbana, principalmente nos grandes centros. 


RHBN – Quais os principais grupos ainda existentes no Brasil? Como suas atividades são vistas pela mídia e pelo poder público?
Cleber: Existem espaços que ainda resistem. Em Atibaia, interior de São Paulo, há a Casa Reciclada. Na periferia de Curitiba, temos a Kaazaa, um dos espaços mais antigos no Brasil, que já completou 13 anos de ocupação. Em Blumenau, há o Corcel Negro. Em Porto Alegre, a Kasa de Kultura. É muito raro a grande mídia dar cobertura a estes movimentos e à trajetória destas experiências. Isto praticamente só ocorre durante as ações de despejo. Todavia, os squatters possuem seus próprios dispositivos de comunicação e divulgação, como os zines, pequenos jornais feitos de forma artesanal e com uma tiragem reduzida. Eles intercambiam informações entre grupos nacionais e internacionais, relatando atividades e organizando encontros de confraternização entre okupas.

Como o movimento squatter se coloca na contra-mão do estabelecido ao desafiar interesses imobiliários e políticas urbanas, o poder público tende a se mostrar hostil a tais iniciativas, não vendo distinções entre espaços ocupados com finalidade de atuarem como centros culturais e lugares usados como refugio para uso de drogas e depósito de furtos. Desta forma, o poder público acaba implementando uma legislação, como a efetivada em Curitiba em 1997, para sancionar o “lacramento completo de portas e janelas, proibindo a entrada de desconhecidos” em imóveis abandonados, visando, neste exemplo, coibir o squat Payoll.


RHBN – Além dos zines, a militância squatter utiliza também as novas tecnologias como forma de divulgar suas atividades?
Cleber: No caso do Movimento Squatter no Brasil, há ainda um certo receio na utilização de tais meios como um veículo de propaganda em favor da causa okupa. Aparentemente, tal desconfiança parece estar ligada a uma precaução face à represália policial, já que o ato de okupar implica em litígios jurídicos que revelam as dicotomias entre o direito à vida e o direito à propriedade, em situações em que se contempla um maior respeito ao direito de propriedade.

RHBN – Além dos embates com o poder público, os squatters enfrentam outros tipos de ataque?
Cleber: A causa squatter é abraçada grandemente por anarco-punks, ou seja, jovens que além de seguirem a cultura punk buscam na política anarquista um mote de embate social em defesa da liberdade, da igualdade e contra o capital, valendo-se da autogestão e da solidariedade. Do outro lado do cenário urbano há os skinheads, por exemplo. Trata-se de um grupo influenciado por ideologias nazi-fascistas. São grupos amparados em perspectivas de luta opostas.

Na defesa de um modelo social conservador, os skinheads praticam ações violentas contra segmentos questionadores destes princípios, entre os quais os squatters. Para se ter uma idéia dos embates entre squatters e skinheads, o squat Payoll de Curitiba foi alvo de duas bombas caseiras em 1998. Um de seus membros foi ainda esfaqueado nas redondezas da ocupação.

Saiba mais:
Advisory Service for Squatters - Serviço de apoio ao movimento squatter

Você lê a original da notícia no link abaixo:

http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&id=1942

 

                                                                       FEDERAÇÃO DE OBRAS SOCIAIS

DESDE 1963

 

PROMOVE O CURSO:

SUSTENTABILIDADE PARA O TERCEIRO SETOR

CAPTAÇÃO DE RECURSOS PARA ORGANIZAÇÕES DO TERCEIRO SETOR

Pela Professora Adelayde Silva

Formação Acadêmica: Administradora Hospitalar, Pós graduada MBA - Qualidade para Excelência em Gestão de Negócios, Professora de Pós Graduação UniFMU nos cursos: MBA - Gestão Estratégica do Terceiro Setor e de Pedagogia Empresarial, nas respectivas disciplinas Gestão do Terceiro Setor e Responsabilidade Social Corporativa, Professora de Habilidades Básicas e Habilidades de Gestão para CGT - Confederação Geral dos Trabalhadores, Consultora de Qualidade em Gestão Estratégica de Negócios.  Facilitadora em treinamentos para Organizações Privadas e do Terceiro Setor e Diretora e Coordenadora dos cursos da ADETS.

 Tópicos a serem apresentados:

  • A Captação de Recursos e sua importância;

  • Sustentabilidade;

  • A Comunicação;

  • Parcerias;

  • Incentivos Fiscais;

  • Credibilidade e Projetos;

  • Gerenciamento das Informações;

  • Análise Swot na Captação de Recursos;

  • Fontes de financiamento e orientações especificas;

  • Como Garantir um Orçamento Anual para a Organização;

  • Orientação para aumentar suas chances de sucesso;

  • Lições Aprendidas;

Objetivo: O curso de "Captação de Recursos para as Organizações do Terceiro Setor", visa combinar o ensino gerencial com a experiência de seus participantes.  Tem como objetivo oferecer instrumental para maiores responsabilidades no processo de captar recursos, das organizações sem fins lucrativos, estruturar informações, desenvolver a capacidade de reflexão, análise e síntese e promover a integração e a colaboração entre seus participantes.

Dia: 30 de setembro de 2009 – das 9:00 as 17:00 horas

Local: Auditório da FOS

Duração: 8 (oito) horas.

Investimento: R$ 140,00 – parcelado em 2 parcelas

Público Alvo: Diretores de Entidades, Profissionais, Voluntários e demais interessados no Terceiro Setor.

 

INSCRIÇÕES: Rua Ambrosina de Macedo, 94 – Vila Mariana – São Paulo

Tel.: (11) 5549-5255 Ramal 20/22- Email: dir@fos.org.br ou pelo site: www.fos.org.br.

 

 

 

Ficha de Inscrição.doc

Ficha de Inscrição.doc

 

 

 

 

 

 

 

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